Object Files 7
7.1 Object File Overview
7.2.5 Section Relocation Information
7.2.5.2 Assembler and Linker Processing of Relocation Entries Compiler system executable object modules with all external references
Comparando as duas emissoras, referentes aos investimentos tecnológicos e como isso tem afetado o processo de construção e transmissão da notícia, nota-se que ambas possuem a preocupação em se modernizar cada vez mais e estarem inseridas no mercado tecnológico atualizado. Nas duas emissoras pesquisadas, observa-se que não se trata de fazer e gerar tecnologia só porque é algo importante na atualidade; há uma preocupação em promover sempre um recurso moderno que agregue significado na vida do telespectador. A emissora Vanguarda possui mais saídas financeiras para investir nesta área e estes investimentos fazem parte de um processo contínuo de metas e conquistas; ao concluir um investimento, já se pensa no próximo e assim por diante. Já na emissora TV Band Vale, os recursos são mais
escassos e o processo mais lento.
As semelhanças encontradas, frutos desta observação, referem-se aos espaços físicos em que as emissoras estão instaladas: são áreas dentro de shoppings centers, TV Band Vale Taubaté (Taubaté Shopping) e TV Vanguarda São José dos Campos (Center Vale Shopping), locais estratégicos em que circulam um grande número de pessoas e com maiores chances de divulgação da marca. As duas emissoras já conseguiram atingir quase em 100% a abrangência da cobertura em sinal digital, reestruturando toda a parte técnica com novos equipamentos e transmissores. O processo migratório do analógico para o digital ocorreu paulatinamente, paralelo ao funcionamento das emissoras; ambas não pararam: trocaram os equipamentos e depois retornaram a rotina, as substituições foram acontecendo aos poucos, com a TV em funcionamento.
Referente às contribuições que chegam por parte dos telespectadores ainda são aceitas como sugestões de pautas e não assuntos finalizados e formatados para irem ao ar; o público é considerado uma fonte de informação e não um gerador de conteúdo finalizado. Percebe-se um aumento da participação, quando os novos recursos tecnológicos são divulgados pelas emissoras. A comunidade se sente mais próxima da redação e passa a acreditar no compromisso da emissora junto ao público, uma vez que considera esses investimentos como forma de melhorar o serviço prestado à região. Porém, a motivação desses indivíduos em participarem da elaboração da notícia não se restringe à divulgação do seu nome na edição do jornal. Eles participam porque acreditam que contribuem para a melhoria de sua cidade, bairro ou comunidade.
A internet é a ferramenta essencial para o trabalho do jornalista, tanto na redação quanto nas ruas. Não é possível imaginar a redação das duas afiliadas trabalhando sem o auxílio da rede mundial de computadores; a ausência de conexão compromete todo o fechamento de um jornal, pois todos dependem de máquinas conectadas para realizarem seus afazeres. A comunicação dos repórteres, nas ruas, com a chefia de redação se amplia e não fica mais restrita por telefones ou linhas ocupadas; o aparelho de celular conectado à internet possibilita passar textos, enviar fotos e vídeos no instante em que os fatos acontecem.
A TV Band Vale não possui muitas novidades em seus estúdios: equipes externas para atrair a atenção do público, tal como ocorre na TV Vanguarda, a tela sensível ao toque, ou mais de uma entrada ao vivo por edição, entre outros recursos. Um dos atrativos que emissora encontrou foi recorrer aos cenários modernos, permitindo visualizar a redação trabalhando, o que estabelece uma relação mais direta com o público em casa. Já na TV Vanguarda o cenário é mais “engessado”, no modelo tradicional, sem visão externa e usando os artifícios citados
acima para chamar atenção dos telespectadores.
A preocupação com novos conteúdos mais interativos e convergentes que sejam compatíveis com os investimentos feitos para a grade de programação, não é prioridade para as emissoras; ambas estão focadas no desenvolvimento e qualidade das tecnologias implantadas. Não é suficiente apenas implantar a cobertura do fato, mas sim, aperfeiçoar o que já é oferecido evitando descontinuidade nas transmissões. Mudanças na grade, programas com complementos de conteúdo de Segunda Tela ainda estão pendentes.
A “cabeça de rede”, ou seja, a matriz da emissora não exige, das emissoras afiliadas pesquisadas, a implantação de recursos tecnológicos. Espera-se que seja feito, mas o tempo para isso acontecer não é determinado, excetuando-se o que se refere ao sinal digital, uma exigência legal determinada pelo Ministério das Comunicações do governo federal.
Em linhas gerais, as duas emissoras vivenciam e caminham constantemente para um futuro em que a informação e tecnologia andam juntas a todo tempo, não podendo ser separadas. A tecnologia não está isolada a apenas algumas áreas técnicas, como engenharia ou telecomunicações; ela afeta a cadeia produtiva do jornalismo como um todo e a adaptação precisa ser feita de forma gradual, e de acordo com os recursos financeiros que as afiliadas possuem. Na TV Vanguarda, essa consciência aliada às possibilidades financeiras é maior e rápida, já a TV Band Vale a tecnologia investida ainda é pouca e caminha a passos vagarosos diante das ofertas do mercado.
CONCLUSÃO
A era digital tecnológica e conectada marca um novo tempo para as comunicações, proporcionando uma troca de informações mais democrática, ajudando no processo comunicativo dos indivíduos e caminhando para uma sociedade menos passiva e apática.
A cultura digital não separa o passado do presente, acaba agregando o velho ao novo, criando possibilidades do antigo se transformar, se redefinir, ou seja, renascer. Em termos de mídias, temos o exemplo do rádio que está inserido no ambiente virtual, buscando caminhos para um público diferenciado; o jornal impresso, migrando para plataformas digitais e a televisão, tentando encontrar um subterfúgio para não ser absorvida pela internet.
O sistema participativo passa a ser mais valorizado na era da convergência; não há imposição de regras, pois quem constrói suas preferências é o público; ele passa a ser a chave de novas conquistas, tornando-se uma preocupação constante para empresários conservadores.
A relação entre o telespectador e a televisão já se alterou e ainda apresentará novos significados; porém, não se pode generalizar, afirmando que a tecnologia colocará um fim na televisão a favor da inovação. As duas formas de comunicação passarão a dividir o mesmo espaço, já que nem todos os telespectadores estão dispostos a interagir quando estão assistindo ao telejornal ou novela de sua preferência.
A pesquisa sobre os impactos e transformações tecnológicas no telejornalismo regional buscou entender as mudanças na produção e construção da notícia, já que o mundo modernizado avança a cada dia e interfere em todas as áreas do cotidiano.
Entre previsões catastróficas e futuristas percebe-se uma alteração já presente no dia a dia das redações regionais pesquisadas. Tem-se a impressão que foi algo gradativo, não houve um marco que representasse tal mudança. Os profissionais que integram as emissoras enxergam a tecnologia como algo positivo, agregador, que os impulsiona a um fazer novo, mais dinâmico e motivador. Não é algo difícil, penoso ou impossível.
A TV Digital, com suas promessas de interatividade pelo próprio aparelho de televisor foi substituída por uma interação advinda da Segunda Tela, dos aplicativos desenvolvidos para complementar conteúdo que a televisão já exibe. De acordo com as informações adquiridas por meio deste estudo, o sistema japonês de tecnologia HD adotado pelo governo brasileiro foi a melhor escolha dentro das necessidades nacionais, porém, faltou uma integração na área de negócios e marketing para criar novos atrativos interativos. A perspectiva do modelo de televisão interativa com o Ginga, software instalado nos televisores modernos e que permitiria maior interatividade, não vingou. A possibilidade de juntar dois
mundos, (internet e televisão) aproveitando o que de melhor eles podiam oferecer, internet com televisão, é o caminho mais adequado ao momento atual, podendo trazer maior retorno financeiro e participativo.
Em resposta ao problema levantado nesta pesquisa, chega-se à conclusão de que a tecnologia altera o processo de construção e transmissão das informações no telejornalismo regional por gerar novas demandas de trabalho; por oferecer novas possibilidades na realização de serviços, antes realizados de forma demorada, (como obter informações com autoridades), mas, no presente, sendo possível enviar para a redação, no mesmo instante em que foi captada, uma imagem de determinado local muito distante; por exigir constantes trocas de equipamentos que garantam uma transmissão de qualidade compatível aos novos eletrodomésticos disponíveis no mercado; por obrigar as afiliadas a pensar a todo instante em novos investimentos na área tecnológica e não apenas a cumprir determinadas exigências e esperar de dez a quinze anos para investir em recursos operacionais novamente,( a mudança necessária e constante); por gerar uma nova forma de pensar entre produtores, repórteres e telespectadores, (o público de casa é muito mais valorizado do que antes); por proporcionar via ambiente digital maior possibilidade de contato com informações, tendo as redes sociais como termômetros de audiência.
Duas hipóteses iniciais foram refutadas: o aumento da cobertura de notícias em mais cidades pelos telejornais devido à empregabilidade de novos recursos tecnológicos e a existência de dificuldades para o profissional em adaptar-se as novas técnicas, obrigando-o a se reciclar profissionalmente. Com a pesquisa observou-se que a rotina de cobertura estipulada pela produção não foi alterada, ainda se produz a mesma quantidade de matérias diárias, independente dos novos equipamentos e demais recursos empregados. Há uma pretensão de aumento, mas ainda não está sendo praticada. Referente às possíveis dificuldades dos profissionais em se adaptarem às novidades, observou-se que a maioria não teve dificuldades, os mais novos de idade já possuem o ritmo acelerado da tecnologia, presente na vida e no trabalho; já os mais velhos conseguiram entender os novos mecanismos e se adaptarem de forma gradativa às novas necessidades, pois a vontade de estar atualizado facilitou a captação de técnicas diferentes e novos aperfeiçoamentos.
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