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Chapitre II : Le contrat de transport

A. Première lecture

2. Assemblée nationale

Inicialmente, procedeu-se à elaboração do questionário para os estudantes, contendo perguntas abertas e fechadas, que foi submetido a um pré-teste, a fim de identificar aspectos incongruentes e lacunas, que poderiam dar margem a interpretações equivocadas.

A instituição escolhida para a aplicação do pré-teste foi uma escola particular de Itajaí que não possuía bibliotecário (logo, não poderia integrar esta pesquisa) e cujos conceitos do ENEM não constavam na base de dados do INEP. Ao diretor da referida instituição, foi solicitado que autorizasse a aplicação do pré-teste, e foi explicitado

5 Informação recolhida com diretores e funcionários das escolas de Itajaí, coletada em abril de 2008.

6 A readaptação, segundo informação do Portal do Servidor Público Estadual de Santa Catarina

(http://www.portaldoservidor.sc.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=48&It emid=100#R) “é indicada quando há redução da capacidade física do servidor, ou do estado de saúde que impossibilite ou desaconselhe o exercício das funções inerentes ao seu cargo, desde que não se configure a necessidade de aposentadoria ou de licença para tratamento de saúde”.

que os dados coletados não seriam utilizados na pesquisa. Na ocasião, o diretor solicitou o número de questionários que seriam necessários, o que nos alertou para o fato de que seria essencial discriminar o número de questionários que seriam aplicados nas escolas. O diretor explicou que, se o número de questionários fosse elevado, não seria possível realizar a pesquisa, pois a interrupção causada pela aplicação dos questionários prejudicaria o andamento das aulas, e possivelmente os alunos perderiam conteúdos importantes, uma vez que o cronograma da escola é rígido e os professores ”não gostam de ceder o espaço de suas aulas, sob o risco de atrasar o cronograma”, segundo o diretor da escola. Solicitou-se ao diretor que os questionários fossem aplicados pela pesquisadora, o que foi negado, e a contraproposta da direção foi que os professores aplicassem os questionários aos alunos, pois dessa forma não seria necessário ceder um tempo precioso das aulas, e os professores poderiam aplicar os questionários nos momentos que julgassem mais oportunos. Argumentou-se com a direção sobre a importância da presença da pesquisadora no momento da aplicação dos questionários, uma vez que poderia haver dúvidas por parte dos estudantes. Mesmo assim, a direção reiterou que não seria possível a presença da pesquisadora em sala de aula. Dessa forma, os questionários foram aplicados pelos professores, sem a presença da pesquisadora, em uma classe de cada ano do ensino médio.

Em data agendada, a pesquisadora recolheu os questionários, cujas respostas possibilitaram averiguar que:

• as perguntas abertas traziam problemas para a análise, uma vez que foi elevado o número de respostas sem sentido ou com “gracejos";

• o questionário, com três páginas, era demasiado longo, o que ocasionou o retorno de respostas em branco, possivelmente pelo fato de os alunos contarem com pouco tempo para respondê-lo.

As perguntas abertas são uma fonte útil de informação para complementar dados quantitativos obtidos de uma entrevista que faz uso do questionário, segundo Kronberger e Wagner (2004). Além disso, não ficam restritas às escolhas de categorias feitas pelo pesquisador (como ocorre com as perguntas fechadas) e propiciam um fácil acesso à comunicação espontânea dos respondentes em relação ao objeto em questão. Porém para estes mesmos autores, responder a questões abertas

é, para muitos, uma tarefa penosa e, a fim de não sobrecarregar os que concordam em responder ao questionário, recomendam que três questões abertas sejam o máximo. Quanto ao tempo de duração, recomendam que não exceda meia hora.

Nessa fase de pré-teste, foi visível a preocupação da direção com o tempo que seria necessário para a aplicação dos questionários. Assim, buscou-se tornar o questionário curto, de maneira que o intervalo de tempo necessário ao seu preenchimento não excedesse quinze minutos.

Verificou-se que as perguntas abertas teriam que ser removidas. Após a aplicação do pré-teste, o questionário foi modificado, com a transformação das perguntas abertas em fechadas e a redução do número de questões. As perguntas abertas restringiram-se a algumas alternativas de respostas, as quais se solicitavam aos estudantes que justificassem a sua escolha.

Ao final, o questionário passou a contar com 33 questões, dispostas em duas páginas e o tempo médio para o seu preenchimento foi testado pela pesquisadora e calculado em 10 minutos.

O questionário dos bibliotecários também foi pré-testado. Para tal, elaborou-se um questionário com perguntas abertas e fechadas. Solicitou-se a bibliotecários atuantes e estudantes de biblioteconomia que respondessem ao questionário e apontassem as questões de difícil compreensão ou que dessem margens a dúvidas. Apurou-se, então, que as perguntas abertas, que demandavam do bibliotecário uma resposta livre, deveriam ser cortadas, sob risco de produzir respostas muito vagas.

Dessa forma, limitou-se o questionário dos bibliotecários a 43 perguntas, sendo apenas uma aberta, três semi-abertas e as demais fechadas.

O roteiro, previsto para ser aplicado aos estudantes na biblioteca, enquanto eles estivessem efetuando buscas na Internet, também foi submetido a um pré-teste com seis estudantes conhecidos da pesquisadora. O roteiro solicitava ao estudante que respondesse a finalidade da busca efetuada, com a menção aos sentimentos vivenciados em cada momento da busca de informação. Ressalte-se que os estudantes que deveriam responder ao questionário não seriam os mesmos que responderiam aos roteiros. Não houve problemas ou dúvidas com as questões do roteiro, não havendo, portanto, alterações.

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