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ASIC Demonstrator Development

CHAPTER 7. ASIC DEMONSTRATOR DEVELOPMENT

No que se refere ao processo de variação, objeto da sociolinguística, é salutar que se investiguem mais de uma possibilidade de influência. Desta forma, as pesquisas sociolinguísticas de cunho quantitativo elecam uma série de variáveis a fim de investigar, com cientificidade, os fatores que mais e os que menos favorecem os fenômenos estudados.

Nesta pesquisa existem dois grupos de fatores que são estabelecidos para a investigação estatística da variação linguística, variável dependente e variáveis independentes.

2.4.1. Variável Dependente

Neste estudo, trabalhamos com três fenômenos distintos e com seis variantes que representam a pronúncia das vogais médias anterior e posterior em posição pretônica. Deste modo as variáveis foram distribuídas da seguinte forma: Abaixamento – [E], [O], Manutenção – [e], [o] e, Elevação – [i], [u].

2.4.2. Variáveis Independentes

Após analisarmos a literatura existente, fizemos o levantamento das variáveis independentes que seriam relevantes para constatação ou não da regra em estudo. Sendo assim, distribuímos estas variáveis em duas categorias: linguística e extralinguística.

2.4.2.1. Variáveis Linguísticas

a) Contexto Fonológico Precedente

Estes segmentos, em nossa pesquisa, foram distribuídos e organizados de acordo com o ponto de articulação: bilabial [p,b,m], labiodental [f,v], palatal [ň, ľ, š, ž], alvolar-dental [t,d,n, ſ, l, s, z], velar [k,g], glotal [h].

b) Contexto Fonológico Posterior

Assim como os seguimentos precedentes, os posteriores também foram organizados de acordo com o ponto de articulação: bilabial [p,b,m], labiodental [f,v], palatal [ň, ľ, š, ž], alvolar-dental [t,d,n, ſ, l, s, z], velar [k,g], glotal [h].

c) Extensão

Buscou-se com esta variável verificar qual o padrão do vocábulo, com relação à quantidade de sílabas que o mesmo dispunha que mais contribui para os fenômenos em pauta. Foram classificados da seguinte forma: dissílaba, trissílaba e polissílaba.

d) Posição quanto à sílaba tônica

Neste item, foi nossa intenção observar a posição da vogal pretônica que mais favorece aos fenômenos estudados. Se a posição contígua ou não resultaria em algum argumento relevante. Distância 1 [menino], Distância 2 [acelerou], Distância 3 [bochechava].

e) Atonicidade

Verificamos através desta variável a natureza da vogal pretônica quanto à atonicidade. Foi classificada em átona casual, aquela que por consequência do processo derivacional

pode adquirir tonicidade: sofrimento – sofro, corrida – corre, e átona permanente, a que se mantém sempre átona por todo o paradigma: boneca, governo, vermelho.

f) Tipo de vogal tônica

A literatura existente mostra que o tipo de vogal tônica exerce papel preponderante no comportamento da vogal média em posição pretônica. Buscou-se, então, nesta pesquisa verificar até que ponto estas vogais são ou não relevantes para a aplicação da regra em estudo. Para a análise dos fenômenos em questão as vogais verificadas foram: vogal oral tônica baixa [a], vogal oral tônica médio- baixa anterior [E], vogal oral tônica médio- baixa posterior [O], vogal oral tônica médio-alta anterior [e], vogal oral tônica médio- alta posterior [o], vogal oral tônica alta anterior [i], vogal oral tônica alta posterior [u], vogal nasal tônica baixa [ã], vogal nasal tônica média anterior [~e], vogal nasal tônica média posterior [~o], vogal nasal tônica alta anterior [~i], vogal nasal tônica alta posterior [~u], ditongos orais, ditongos nasais.

g) Vogal pretônica seguinte

Assim como o tipo de vogal tônica, verificou-se neste trabalho o tipo de vogal pretônica adjacente ou não que aparece como favorecedora ou não dos fenômenos estudados. São elas: vogal oral tônica baixa [a], vogal oral tônica médio- baixa anterior [E], vogal oral tônica médio- baixa posterior [O], vogal oral tônica médio-alta anterior [e], vogal oral tônica médio-alta posterior [o], vogal oral tônica alta anterior [i], vogal oral tônica alta posterior [u], vogal nasal tônica baixa [ã], vogal nasal tônica média anterior [~e], vogal nasal tônica média posterior [~o], vogal nasal tônica alta anterior [~i], vogal nasal tônica alta posterior [~u], ditongos orais, ditongos nasais.

O tipo de sílaba aqui verificado não diz respeito ao padrão silábico. São, portanto, variáveis distintas. São dois os tipos de sílabas verificados: aberta [cebola] e fechada

[dissertação].

i) Natureza do vocábulo

Quanto à natureza dos vocábulos, foi nossa intenção observar se os vocábulos estudados, nominais e verbais, exerciam influência no comportamento das vogais pretônicas.

j) Natureza do Corpus

Fez parte do nosso procedimento analisar qual o tipo do corpus que mais contribui para o fenômeno em xeque. A natureza do corpus foi assim constituída: fala espontânea, leitura de texto e leitura de lista de palavra.

k) Padrão silábico

Encerrando a aplicação das variáveis linguísticas, o padrão silábico analisado foi estabelecido com o intuito de verificar qual a estrutura silábica mais favorável ou não à aplicação dos fenômenos estudados: 1 – CV, 2 – CVC, 3 – CCV e 4 – CCVC.

2.4.2.2. Variáveis Extralinguísticas

Nesta pesquisa apenas duas variáveis extralinguísticas foram aplicadas ao estudo: Gênero/sexo e Faixa etária. Não fizemos utilização de nível de escolaridade por limitarmos a nossa pesquisa apenas à norma culta. Também não inserimos classe social por não termos argumentos suficientes para asseguramos a distribuição de renda num

país como o nosso, tão multifacetado economicamente e sem descritores reais para a aplicação da regra.

Com relação ao sexo/gênero, os falantes foram classificados, obviamente, em masculino e feminino. E no que tange à faixa etária, os informantes foram selecionados da seguinte forma: faixa 1 – até 39 anos (+ novos) e faixa 2 – mais de 40 anos (+ velhos).

2.5. Resumo

Neste capítulo apresentamos a metodologia que utilizamos nesta pesquisa. Descrevemos aqui a teoria na qual nos pautamos para a realização deste estudo os processos de variação e mudança linguística. Descrevemos o contexto sócio-histórico-cultural da comunidade pesquisada, os falantes que se dispuseram para a gravação e coleta do

corpus, bem como o perfil de cada um e a distribuição na formação das células.

Foi nossa intenção também discorrer sobre os informantes, perfil e comunidade de residência. Através do esquema, expomos a distribuição da amostra utilizada na pesquisa. Nos procedimentos metodológicos, falamos sobre a coleta dos dados proposta por Tarallo, 1997. Esquematizamos as variáveis utilizadas neste estudo, bem como os códigos utilizados para decodificação e rodada no programa GOLDVARB 3.0.

Através da análise do programa computacional pudemos estruturar e eliminar os dados que não foram significativos. A permanência deles implicaria numa série de transtornos que, por ventura, viram a comprometer os resultados. Por fim, elencamos as variáveis linguísticas e extralinguísticas que utilizamos nesta pesquisa.

CAPÍTULO III

3. ANÁLISE E DESCRIÇÃO DOS DADOS