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ARTICLE 250 INVITATIONS AUX CSI (Se référer aussi à l’Annexe V)

Dans le document RÈGLEMENT DE SAUT D OBSTACLES (Page 50-53)

Para estabelecer a relação design-negócios, sendo esta pesquisa realizada dentro da área 12 Sigla em inglês para designar Chief Executive Officer (Diretor Executivo) utilizada em sua forma original no Brasil. 13 Sigla em inglês para designar Master of Business Administration, traduzido no Brasil e Portugal como Mestrado em

Gestão Empresarial, porém enquadrado como “pós-graduação Lato Sensu” não podendo ser conferido o título de “mestre” proveniente da “pós-graduação Strictu Sensu”.

do design, é preciso entender alguns conceitos que permeiam a linguagem administrativa e são necessários ao entendimento da avaliação da performance empresarial.

Como ressaltado no tópico anterior, não só de valores intangíveis e bom design se constrói uma empresa. O maior objetivo da atividade empresarial é o de gerar lucro – sem ele todo o esforço de garantir a eficiência e a eficácia em todas as áreas da empresa terá sido em vão. Este objetivo muitas vezes é deixado em segundo plano pelos designers, que acabam entrando em conflito com os gerentes financeiros, quando um projeto é recusado por ter sido avaliado como não rentável. A falta de compreensão por partes dos designers de conceitos relacionados à avaliação contábil e financeira de uma empresa os torna limitados em termos de compreensão do todo que envolve o desenvolvimento e a introdução de um produto no mercado e o que este irá trazer de retorno para a empresa.

Não se trata, no entanto, de se fazer necessário que os designers saibam como calcular todos os índices utilizados pelo setor financeiro, mas de que haja uma compreensão da função e da importância desses índices para que o poder de argumentação seja

equiparado.

A situação econômica e financeira de uma empresa está documentada através de seus relatórios contábeis, sendo cinco deles os principais: (1) o balanço patrimonial, que mostra a situação econômica e financeira de uma empresa em um determinado período (este período é comumente chamado de exercício), através da explicitação de todas as transações realizadas pela empresa que envolve seus bens, direitos e obrigações; (2) a demonstração de resultados do exercício (DRE), que retrata o confronto entre receitas, custos e despesas; (3) a demonstração das mutações do patrimônio líquido, que relata as mudanças ocorridas ao patrimônio líquido da empresa, assim como suas causas e efeitos; (4) a demonstração do fluxo de caixa, onde está registrada a movimentação e o saldo da conta caixa da empresa; e, por fim, (5) demonstração de valor adicionado, sendo este relatório de publicação obrigatória em caso de empresas que possuem o capital aberto (suas ações são comercializadas na bolsa de valores), pois indica o valor da riqueza gerada pela empresa e a distribuição desta riqueza entre todos os que contribuíram para a

Todas as empresas precisam elaborar seus relatórios contábeis para a prestação de contas junto aos governos responsáveis, porém, apenas as empresas denominadas “S.A.”

(sociedade anônima) possuem a obrigatoriedade de tornar tais relatórios públicos. Como colocado anteriormente neste tópico, conhecer todas as contas e relatórios contábeis de uma empresa não é objetivo do gerente de design, portanto o presente trabalho não pretende detalhar todas as informações contábeis, mas colocar aquelas interessantes aos gerentes de design – as que demonstram o desempenho empresarial geral, relacionados à rentabilidade e lucratividade da empresa – aspectos em que o design pode impactar diretamente.

Antes de conhecer os indicadores, a seguir serão listados alguns conceitos básicos que permeiam os relatórios contábeis de uma empresa e precisam ser entendidos para melhor compreensão das informações contábeis:

Gastos: todo o dispêndio financeiro realizado pela empresa – custos, despesas,

perdas investimentos, gastos operacionais e não-operacionais.

Custos: gastos efetuados para realizar sua atividade-fim – diretamente

relacionados com a produção dos produtos ou serviços comercializados pela empresa. • Despesas: gastos necessários para a geração de receita, mas que não estão

diretamente associadas ao produto ou serviço comercializado – despesas administrativas, comerciais, gerais e financeiras.

Investimentos: gastos realizados com o intuito de expandir a atividade da

empresa.

Perdas: gastos não previstos e não comuns efetuados pela empresa em um

determinado período.

Gastos Operacionais: gastos relacionados ao ciclo operacional da empresa – os

custos, despesas e investimentos.

Gastos Não-Operacionais: gastos não relacionados ao ciclo operacional da

empresa – as perdas.

Receitas: montante gerado pela venda de bens e serviços realizados pela empresa

ou pelo rendimento de aplicações financeiras.

lucratividade, encontrados no balanço patrimonial e no relatório de demonstração de resultados do exercício (DRE). “A rentabilidade é o reflexo das políticas e das decisões adotadas pelos administradores, expressando objetivamente o nível de eficiência e o êxito econômico-financeiro atingido” (LIMEIRA, et al, 2008). Para efeito de avaliação destes índices, quanto maiores forem os seus resultados, melhor para empresa.

O balanço patrimonial retrata a estrutura patrimonial da empresa, através da

apresentação da distribuição do capital da empresa. Ele está estruturado na divisão ativo – passivo. No ativo encontram-se as contas que representam os bens e direitos da empresa, ou seja, tudo o que ela possui (saldo em caixa, estoques, bens imobilizados, etc) e o que ela tem a receber por direito (duplicatas a receber, vendas a prazo, etc). Já o passivo, é

constituído pelas obrigações da empresa para com seus investidores e instituições credoras que lhes forneceram algum tipo de crédito.

O relatório de demonstração de resultados do exercício, o DRE, apresenta o resultado econômico da empresa, através da apresentação de deduções de receitas e despesas, evidenciando lucros ou prejuízos acumulados no exercício. (LIMEIRA, et al, 2008)

A seguir serão apresentados os índices de rentabilidade mais comumente utilizados, encontrados no BP e no DRE, de acordo com LIMEIRA, et al (2008):

RPL – Rentabilidade do Patrimônio Líquido: é considerado o índice mais

importante do ponto de vista dos investidores, pois avalia a rentabilidade do capital próprio investido na empresa em determinado período. Este índice é importante para estabelecer a comparação com demais formas de aplicação de capital, como a caderneta de poupança, ações da concorrência, aluguéis, entre outros, auxiliando a avaliação de qual opção é mais rentável para o investimento. Este índice é expresso através do percentual de remuneração obtida sobre o capital líquido investido.

ROI – Return On Investments ou RI - Rentabilidade dos Investimentos: é o índice

que mede o “poder de ganho” da empresa, ou seja, quanto a empresa está obtendo de retorno sobre os seus investimentos totais. Através deste índice pode ser medido também o “tempo de pagamento” do investimento, ou seja, em quanto tempo o capital total investido será retornado em forma de lucro para a empresa.

GA – Giro do Ativo: é o índice que indica se o faturamento gerado no período foi

suficiente para cobrir o investimento total. Ele expressa a quantia vendida para cada unidade monetária investida.

Os indicadores de lucratividade mais comumente utilizados, ainda segundo LIMEIRA et al (2008) são:

Margem Bruta: expressa a lucratividade gerada pelo produto ou serviço

comercializado pela empresa, revelando o percentual restante do faturamento líquido para pagar as despesas operacionais e gerar lucros.

Margem Operacional: avalia o ganho operacional da empresa em relação ao seu

faturamento. Mede a eficiência operacional da empresa, exclusivamente em função de suas operações normais para a manutenção da atividade-fim da empresa.

Margem Líquida: demonstra o retorno líquido da empresa sobre seu faturamento,

deduzindo do lucro operacional o resultado não-operacional e os impactos do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro.

Entender um pouco o que os relatórios contábeis demonstram traz ao designer a compreensão do desempenho empresarial através da ótica administrativa, baseada em resultados precisos e facilmente identificáveis. Afinal, como avaliar o impacto do design nestes resultados se estes não forem conhecidos? Conhecer tais índices é de extrema importância para qualquer gerente, pois o papel de processar os dados cabe à

controladoria da empresa, porém, para utilizá-los em suas tomadas de decisões cabe a cada gerente a interpretação dos mesmos.

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