An Overview of the Use of Argumentation Schemes in Case Modeling
6. Arguments from Generally Accepted Practices
A equipe de decisores definida para a aplicação do modelo integrado foi formada baseado-se no escopo do projeto para selecionar o operador logístico do
processo inbound. Neste sentido, foram escolhidos dois participantes com nível
gerencial da área de logística e compras que possuíam mais de 5 anos experiência na empresa. Algumas informações relevantes sobre a equipe de decisores são apresentados no Quadro 5.
Quadro 5 - Informações relevantes da equipe de decisores Decisores Formação Experiência
(anos) Cargo Principais responsabilidades
𝐷𝑀1 Economia 10 Gerente de
Projetos Logísticos
Estimação dos orçamentos e acompanhamento do custo
dos projetos logísticos 𝐷𝑀2 Engenharia de Produção 7 Gerente Compras Logísticas
Elaboração de estratégias de negociação e fechamento de negócios com os fornecedores
logísticos Fonte: Autoria própria (2019)
Em seguida, a equipe de decisores da empresa identificou os stakeholders que participariam do projeto de seleção do operador logístico assim como no estabelecimento dos objetivos a longo prazo e identificação das necessidades dos serviços do processo inbound logistics.
No entanto, conforme o processo atual de contratação BID da empresa, os
stakeholders estão sempre disponivéis a contribuir com sua experiência e opinão em
qualquer uma das etapas do processo de seleção.
Neste caso, há oito áreas funcionais participantes da empresa: Transportes, Programação PCM (Planejamento e controle de materiais), PCP (Planejamento e controle da produção), Captação, TI (Tecnologias da informação), Jurídico, Fiscal e Controladoria.
Quanto às informações relevantes sobre os stakeholderes da empresa, estas podem ser observadas no Quadro 6.
Quadro 6 - Informações relevantes dos stakeholders da empresa
Stakeholders Área Formação Experiência
(anos) Cargo
Principais responsabilidades 𝑆1 Transportes Economia 8 Coordenador Coordenação dos
transportes domésticos 𝑆2 Programação PCM Engenharia Mecânica 4 Analista
Planejamento de materiais, análise das
demandas e geração das requisições 𝑆3 PCP Engenharia Produção 6 Analista Interface com PCM e manufatura para o planejamento e controle de insumos 𝑆4 Captação Engenharia Elétrica 5 Coordenador Coordenação das operações logísticas de recebimento e estoque 𝑆5 TI Tecnologias da Informação 3 Especialista Monitoramento e manutenção dos sistemas de gestão de transportes 𝑆6 Jurídico Direito 5 Coordenador
Monitoramento da qualidade dos serviços prestados e fidelização 𝑆7 Fiscal Contabilidade 3 Analista
Análise dos procedimentos fiscais da empresa 𝑆8 Controladoria Comércio Exterior 4 Analista Reportagem das evoluções de custos de materiais diretos e indiretos Fonte: Autoria própria (2019)
A importância do envolvimento dos stakeholders da empresa ajudará na identificação e validação dos critérios de seleção do operador logístico.
4.3 DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
Os critérios de seleção do operador logístico foram definidos a partir das informações obtidas em entrevistas semiestruturadas aplicadas à equipe de decisores da empresa conforme o Apêndice A e também através da aplicação do passo a passo da metodologia proposta na seção 3.2.
Passo 1: A equipe de decisores inicialmente realizou uma sessão de
brainstorming com os stakeholders da empresa para apresentar o escopo do projeto
da logística. Nessas reuniões foram levantados os aspectos técnicos e condições básicas para atingir a estratégia de longo prazo da companhia.
Passo 2: Em seguida, foi criada uma lista de requerimentos que auxilia à equipe de decisores para a seleção do operador logístico e para o desenvolvimento do plano de negócios.
Passo 3: Neste estágio, foi sugerido à equipe de decisores, considerar os critérios de seleção do operador logístico discutidos na literatura e utilizados por profissionais na área. Portanto, foi compartilhado com a empresa a categorização de 11 critérios com seus respectivos 61 subcritérios conforme o Apêndice B, que foi resultado da revisão de literatura do período 2002 a 2018 conforme apresentado no Apêndice C, e da convocação de três profissionais da indústria manufatureira, um diretor da associação de transporte e logística e um professor de gestão logística do transporte conforme o Apêndice D.
Passo 4: Posteriormente, a equipe de decisores analisou a categorização dos critérios conforme o Apêndice E e alguns dos requerimentos que tinham sido previamente estabelecidos pelos stakeholders da empresa, tais como: Custo logístico, Qualidade do serviço prestado, Sistemas de informação e equipamentos, Amplitude de serviços logísticos, Estabilidade financeira, Segurança e Equipamentos, Gestão Ambiental e Certificação ISO.
No entanto, durante a análise da categorização dos critérios, foi recomendado à equipe de decisores a agrupar os critérios entre 7 a 9 categorias. Todavia, foi explicado que de acordo ao estudo realizado por Miller (1956), a maioria dos decisores não conseguem simultaneamente lidar com mais de 7 a 9 fatores quando tomam uma decisão.
Passo 5: Por fim, após uma categorização preliminar dos critérios e subcritérios, a equipe de decisores chegou a um consenso com os stakeholders da empresa e validou uma lista dos critérios a serem considerados. Em seguida, os critérios de seleção foram organizados em 7 categorias com seus correspondentes subcritérios, como são apresentados na Figura 10.
Figura 10 - Critérios e subcritérios de seleção
Fonte: Autoria própria (2019)
No Quadro 7 são descritos os 7 critérios e os 23 subcritérios considerados pela equipe de decisores da empresa para o desenvolvimento da seleção do operador logístico. C1: Perfil C2: Custo C3: Relacionamento C4: Desempenho operacional C5: Qualidade de serviço C6: Tecnologias da Informação C1-1: Experiência na indústria C1-2: Localização geográfica C1-3: Estabilidade financeira
C7: Segurança e meio ambiente
C2-1: Custo Logístico
C2-2: Custo de serviços de valor agregado
C2-3: Redução de custo logístico
C3-1: Flexibilidade de mudança aos requisitos do cliente
C3-2: Disponibilidade da alta gestão
C3-3: Compartilhamento de informações
C4-1: Amplitude de serviços logísticos
C4-2: Entrega dentro do prazo
C4-3: Utilização de capacidade do veículo
C4-4: Tempo ciclo do pedido
C5-1: Garantia de qualidade na distribuição
C5-2: Certificação ISO
C5-3: Melhoria contínua do serviço
C5-4: Acompanhamento dos KPIs
C6-1: Cobertura de funções de TI
C6-2: Nível de Integração
C6-3: Estabilidade do sistema
C7-1: Saúde e segurança ocupacional
C7-2: Segurança veicular C7-3: Descarte de resíduos S e le çã o d o o p e ra d o r lo g ís tic o Critérios Subcritérios
Quadro 7 - Descrição dos critérios e subcritérios de seleção
Critérios Descrição Referência
C1: Perfil Refere-se ao desempenho e o histórico passado
dos operadores logísticos. Chan e Kumar (2007)
C1-1: Experiência na
indústria
Experiência do operador logístico na indústria
para exibir pontualidade e cortesia aos clientes. Li et al (2012)
C1-2: Localização
geográfica
Refere-se à cobertura de distribuição, cobertura geográfica, abrangência internacional e destinos de remessa e distância.
Jain e Khan (2017)
C1-3: Estabilidade
financeira
É a garantia de que a cooperação pode ser continuada, e os equipamentos e serviços utilizados nas operações de logística podem ser atualizados.
Senthil, Srirangacharyulu e Ramesh (2014)
C2: Custo Refere-se ao custo total da terceirização logística,
que deve ser mínimo.
Senturk, Erginel e Binici (2017)
C2-1: Custo
Logístico
São às taxas de serviço competitivas, incluindo armazenagem, transporte de carga, distribuição, embalagem, gerenciamento de estoque, entre outros.
Bottani e Rizzi (2006)
C2-2: Custo de
serviços de valor agregado
Essa medida busca o melhor custo-benefício dos serviços de valor agregado fornecidos pelos operadores logísticos.
Hwang, Chen e Lin (2016)
C2-3: Redução de
custo logístico
Essa medida serve para solicitar ao operador logístico uma melhoria contínua na redução total de custos.
Huang e Keskar (2007)
C3:
Relacionamento
Refere-se a compartilhar riscos e recompensas, garantir a cooperação entre o usuário e o operador logístico.
Senturk, Erginel e Binici (2017)
C3-1: Flexibilidade
de mudança aos requisitos do cliente
É a capacidade de se adaptar às exigências e circunstâncias dos usuários em mudança e a possibilidade de renegociar o contrato acordado entre os parceiros.
Keshavarz Ghorabaee et al (2017)
C3-2:Disponibilidade
da alta gestão
Refere-se à acessibilidade dos contatos das pessoas da alta gestão, já que é importante caso haja necessidade de uma decisão ser tomada em caráter de urgência. Büyüközkan, Feyzioğlu e Nebol (2008) C3-3: Compartilhamento de informações
É o compartilhamento mútuo de informações baseadas na confiança entre o usuário e o operador logístico, não apenas para a
continuidade do contrato, mas também para a melhoria contínua do serviço.
Jharkharia e Shankar (2007)
Critérios Descrição Referência
C4: Desempenho
operacional
É a eficácia e a eficiência do operador logístico para fornecer desempenho no prazo e velocidade de serviço.
Senthil, Srirangacharyulu e Ramesh (2014)
C4-1: Amplitude de
serviços logísticos
É a gama de processos logísticos terceirizados de transporte para distribuição, de armazenagem para gestão de estoque, de gestão de
embalagem para logística reversa
Wang, Wang e Zhang (2016)
C4-2: Entrega dentro
do prazo
Refere-se a porcentagem de pedidos recebidos no prazo (data e hora) definidos pelo usuário.
Domingues, Reis e Macário (2015) C4-3: Utilização de
capacidade do veículo
Capacidade de carga utilizada por jornada (ou veículo) em relação à capacidade de carga total disponível.
Efendigil, Önüt e Kongar (2008)
C4-4: Tempo ciclo do
pedido
O tempo médio decorrido desde o momento em que o pedido está pronto para a recepção pelo usuário (inclui carga / descarga).
Ho et al (2012)
C5: Qualidade de
serviço
São todas às práticas de gestão da qualidade total a fim de melhorar a qualidade percebida do usuário.
Jain e Khan (2017)
C5-1: Garantia de
qualidade na distribuição
Refere-se aos equipamentos, embalagens e cuidados especiais para garantir a segurança da entrega do material e reduzir as chances de mau funcionamento e danos. Ramkumar, Subramanian e Rajmohan (2009) C5-2: Certificação ISSO
Refere-se à quando o usuário requere um
abastecimento global, ISO 9000 ou um padrão de conformidade internacional equivalente.
Hwang, Chen e Lin (2016)
C5-3: Melhoria
contínua do serviço
É a capacidade do operador logístico em procurar serviços de alta qualidade, como quão rápido e eficaz se esforça para recuperar e resolver erros de logística de maneira contínua.
Göl e Çatay (2007)
C5-4:
Acompanhamento dos KPIs
É a integridade dos indicadores de desempenho propostos pelo operador logístico e sua
capacidade de rastrear os indicadores regularmente.
Hwang, Chen e Lin (2016)
Critérios Descrição Referência
C6: Tecnologias da
Informação
É o equipamento físico e sistema de informação do operador logístico para facilitar a comunicação e execução das operações logísticas de seus usuários.
Wang, Wang e Zhang (2016)
C6-1: Cobertura de
funções de TI
O escopo de função do sistema de TI, como EDI, GPS, RFID, planejamento global de cadeia de suprimentos para roteamento de frete, otimização de carga, controle de estoque, entre outros.
Göl e Çatay (2007)
C6-2: Nível de
Integração
O nível do índice relacionado à integração de tecnologias entre o usuário e o operador logístico.
Efendigil, Önüt e Kongar (2008)
C6-3: Estabilidade do
sistema
Refere-se à quantidade de tempo que o sistema de TI deve funcionar normalmente. Inclui tolerância a falhas e gerenciamento de capacidade.
Hwang, Chen e Lin (2016)
C7: Segurança e
meio ambiente
O operador logístico fornece seus serviços considerando seu impacto no meio ambiente, sociedade e funcionários em termos de bem-estar e segurança.
Ho, Xu e Dey 2010
C7-1: Saúde e
segurança ocupacional
A existência e nível da política relacionada à
saúde e segurança ocupacional dos empregados. Jung (2017)
C7-2: Segurança
veicular
A existência e o nível das regras relacionadas à segurança do veículo (por exemplo, inspeção regular do veículo).
Mavi e Zarbakhshnia (2017)
C7-3: Descarte de
resíduos
O processo de envio de resíduos do material para
o destino desejado. Kannan (2009) Fonte: Autoria própria (2019)
Os critérios e subcritérios ajudaram a equipe de decisores a estruturar o problema da seleção do operador logístico e a identificação de potencias alternativas.