3.2 Séquences d’actions, basées sur un modèle relatif et des simulations
3.2.3 Architecture du modèle sensorimoteur dynamique (DSM)
Apesar da construção do teatro somente se concretizar três anos após o idealizado por Ruth Escobar, em virtude das dificuldades de arrecadar dinheiro para pagar funcionários e materiais220, a produtora decidiu colocar em prática um projeto com o objetivo de arrecadar fundos financeiros para finalizá-lo: o Teatro Popular Nacional (TPN). Este projeto seguia os mesmos propósitos da experiência desenvolvida pelo ator e diretor Firmin Gémier, em 1910, na França:221 popularizar a arte teatral por meio da circulação de espetáculos em localidades que não detinham teatros. No Brasil, o Centro Popular de Cultura da UNE, no Rio de Janeiro, em 1962, também concebeu um projeto de teatro itinerante com o objetivo de levar teatro às fábricas, favelas, sindicatos, escolas, associações de bairro, a fim de conscientizar as classes populares sobre a necessidade da transformação social. A respeito desse projeto, a pesquisadora Silvana Garcia afirmou que:
219 DEL RIOS, Entrevista concedida a Eder Sumariva Rodrigues.
220 A produtora afirmou que “comprava os materiais a preço de custo, eu que pagava os operários. Às vezes as
pessoas me ajudavam, me dando coisas, cimento, tijolos, e até costumavam brincar comigo, dizendo que eu era o terror do comércio paulista, porque só chegava para pedir” LADEIRA, Jornal do Brasil, 20 jul. 1974.
221 Gémier constatou que havia demanda de público em locais em que não havia salas de teatro. Para isso criou o
Teatro Nacional Ambulante (TNA), “com ele, roda as províncias. Transporta não apenas a companhia e a equipe técnica, mas uma sala desmontável de 1.650 lugares. Acolhida calorosa em quase toda a parte. Porém, mais uma vez, a realidade econômica triunfa sobre o idealismo. Seu preço de custo excede em muito os lucros registrados, de maneira que Gémier, em 1913, é obrigado a desistir da iniciativa” (ROUBINE, 2003, p. 129). Gémier dirigiu o TNP até 1933, ano em que o ator e diretor francês faleceu. Somente em 1947 essa lacuna foi preenchida com a criação, na França, do Festival de Avignon por Jean Villar que tinha como objetivo criar novos espaços teatrais, buscar um novo público e proporcionar uma nova estética teatral. Com o sucesso do evento, em 1951, Villar assumiu a direção do Théatre National Populaire (TNP) a convite do Estado, o qual administrou até 1963, firmando-se como “oposição ao teatro privado que deve se curvar a imperativos de rentabilidade a curto prazo” (ROUBINE, 2003, p. 135). Outro aspecto importante para a execução desse projeto, para Villar, foi a tentativa de unificar as diversas camadas sociais que havia em Paris, pois os espectadores das salas parisienses resumiam-se somente à classe burguesa. Observo que nessa última fase do TNP, Ruth morava em Paris, portanto ela teve contato com essa prática teatral.
O CPC da UNE mobilizou-se durante dois meses, espalhou grupos na Guanabara, que, através de espetáculos, músicas, livros, debates populares, fazendo espetáculos em caminhões, em escadarias, em favelas, portas de fábricas, na rua, enfim, levou ao povo as teses nacionalistas e democráticas formuladas nos congressos da UNE. As peças, as músicas, eram escritas a cada dia, aproveitando cada fato característico da nossa vida social222.
O CPC conseguiu, por meio do teatro e da realização de outros eventos paralelos, alcançar repercussão no público periférico, no entanto o projeto de apresentações teatrais em cima de uma carreta-palco “não chegou a ser muito utilizada por falta de infraestrutura”223. Em outras palavras, pode dizer-se que havia a falta de recursos financeiros para a manutenção dessa estrutura itinerante.
Nessa mesma perspectiva, Ruth Escobar decidiu investir num teatro móvel, motivada pela dificuldade de obter recursos financeiros para prosseguir a construção do teatro. Ela recordou que, “no final de 1963, em meio a problemas financeiros para suplementação da obra [do teatro], enfiamo-nos em mais um projeto - a construção um teatro ambulante em cima de um enorme ônibus articulado que arrematei na CMTC”224. Para finalizar a execução do projeto, Ruth Escobar conseguiu um patrocínio mensal da Ultragaz225.
A empresária transformou um ônibus em teatro móvel para circular nos bairros periféricos e cidades vizinhas que estavam fora do “centro cultural” de São Paulo, com o objetivo de realizar uma campanha de popularização da arte teatral àqueles que não tinham possibilidade de ir ao teatro; como também por que desejava provocar reflexões. De acordo com Sábato Magaldi e Maria Tereza Vargas havia um “palco de 8m x 5m x 4m de altura, [que levava teatro] por inúmeros bairros”226. Além disso, a adaptação do ônibus feita por Wladimir Pereira Cardoso, continha “sistema de som, luz, camarim, banheirinho e bagageiro com três mil banquinhos de ferro e lona”227, recordou Ruth. Ela também lembrou que antes de toda essa estrutura chegar ao local de apresentação, havia “uma kombi que fazia publicidade em cada bairro”228.
O elenco era formado por “uma parte dos atores sem emprego saídos do Arena [que tinham] uma proposta política de fazer teatro para povo”229. Com um conjunto de atores
222 GARCIA, 1990, p. 102. 223 GARCIA, 1990, p. 102. 224 ESCOBAR,1987, p. 120.
225 ESCOBAR, Entrevista concedida a Aramis Millarch. A respeito desse patrocínio, o ator, diretor e dramaturgo
Izaías Almada relatou uma conversa ocorrida entre ele e Ruth Escobar quando participou do Seminário
Internacional A Censura em Cena, em 2006: "Ruth, como você consegue essas coisas? Se você não quiser dizer, eu respeito". Ela disse: " Essa pequena intimidade passageira com Ruth Escobar, me levou um dia, num café, a perguntar a ela: “Como é que você consegue essas proeza?” No Brasil, seu marido, o Escobar, foi preso no Rio de Janeiro, esteve no DOI-CODI. Ela entrou lá, algo que nem os generais fariam – a não ser o Teixeira Lott, que entrou e atitou num sujeito que torturou o sobrinho dele -, e tirou o marido da prisão. Por isso perguntei: “Ruth, como você consegue essas coisas? Se você não quiser dizer, eu respeito. “Olha, meu querido, eu no Brasil fui amante de Peri Igel". O nome talvez não represente absolutamente nada. Mas ele era o diretor-superintendente, o maior acionista da Supergasbrás, empresa que financiou o DOI-CODI, o maior centro de repressão no Brasil nessa fase da ditadura". ALMADA, 2008, p. 33. Como noticiado por diversos meios de comunicação, a Ultragaz juntamente com outras empresas tiveram uma participação direta no subsídio à ditadura. Porém, é necessário relativizar essa informação proferida por Izaías Almada, visto que Ruth Escobar está impossibilitada de proferir sua versão sobre essa questão pessoal. Pontuo também que não localizei outra fonte de informação que confirmasse o depoimento.
226 MAGALDI: VARGAS, 2000, p. 362.
227 ESCOBAR, Entrevista concedida a Aramis Millarch. 228 ESCOBAR, Entrevista concedida a Aramis Millarch. 229 ESCOBAR, 1987, p. 120.
experientes em espetáculos politizados, Ruth Escobar optou por levar essa estética teatral aos bairros, como forma de conscientizar a população sobre a situação que o país estava vivendo. Segundo Sábato Magaldi e Maria Thereza Vargas, este projeto de teatro itinerante percorreu “mais de 50 bairros e mais de 900.000 pessoas assistiram ao TPN”230. O TPN produziu as seguintes montagens: A Pena e a Lei de autoria de Ariano Suassuna; As Desgraças de uma Criança de Martins Pena; A Farsa do Mestre Pathelin, escrito por um anônimo francês medieval e Histórias do Brasil, conjunto de textos poéticos. Esses quatro espetáculos foram os que mais repercutiram junto à imprensa, porque permaneceram mais tempo em cartaz. No entanto, na catalogação realizada por Rofran Fernandes, não consta a produção: O médico volante231, de Moliére. Quanto ao espetáculo infantil O espião no país do pula-pula232, de Ricardo Gouveia, ele apenas fez menção a respeito de uma suposta encenação infantil. Diz ele: “não encontramos nenhum documento sobre este espetáculo [...] sabíamos, vagamente, de uma produção de teatro infantil no TPN”233. Ele também não localizou a ficha técnica dessa peça que aqui deixo registrado: direção de Clovis Bueno. No papel principal estavam Ana Maria Cerqueira Leite e Alvim Barbosa, todavia, se houve outros participantes, os nomes não foram localizados nesse momento.
Dirigida por Antônio Abujamra, a encenação A Pena e a Lei234 estreou em 31 de maio de 1964, na Praça da Sé, cujo texto retrata o universo nordestino por meio de personagens da cultura popular. A respeito de sua obra, Suassuna pontuou que: “o presente presépio da hilariedade denomina-se A Pena e a Lei porque nele se verão funcionando algumas leis e castigos que reinventaram para disciplinar os homens. E, como era de se esperar, tudo tem de começar por algumas transgressões da lei, pois quando se traçam normas e sanções, aparece alguém para transgredi-las e desafiá-las”235. Neste sentido, averiguou-se que, ao levar esse espetáculo a um público periférico da cidade de São Paulo, Ruth Escobar queria promover uma mudança no posicionamento político das pessoas. O espetáculo foi apresentado durante quase um mês236 inteiro em bairros da cidade de São Paulo com sucesso de público. Conforme publicação do jornal Diário da Noite:
Depois de enorme sucesso alcançado na apresentação inicial realizada domingo na Praça da Sé, o Teatro Popular Nacional voltará, a partir de hoje, a levar teatro gratuito
230 MAGALDI; VARGAS, 2000, p. 362.
231 NOVA, O Estado de São Paulo, 03 jul. 1964, p. 11. 232 PEÇA, O Estado de São Paulo, 18 jul. 1964, p. 15. 233 ROFRAN, 1985, p. 25.
234 Este espetáculo foi apresentado na Casa de Detenção em São Paulo sob patrocínio da Comissão Estadual de
Teatro. NOVA, O Estado de São Paulo, 03 jul. 1964, p. 11.
235 SUASSUNA, 2005, p. 12.
236 A programação foi a seguinte no mês de junho de 9064: dia 3, Lapa rua Barão de Jundiai esquina da rua
Mercedes; amanhã dia 4, no Moinho Velho, à rua Professor João Machado com a rua Sete Barras; dia 5, na Freguesia do Ó, à praça Nossa Senhora do Ó; dia 6 na Casa Verde, à praça do Centenário; dia 7, em Vila Nova Cachoeirinha, à praça Francisco Alves; dia 9 no Mandaqui, à rua Voluntários da Pátria, junto ao ponto final do ônibus Mandaqui; dia 10, no Tucuruvi, à avenida Guapira, 1272; dia 11, no Carandiru, à avenida Ataliba Leonel, 2282; dia 12, em Vila Maria, à avenida Alberto Byington, 2672; dia 13, na Vila Maria, à praça Nossa Senhora [da] Candelária; dia 14, no Alto do Pari, à praça Padre Bento; dia 16, na Moóca, à Praça Presidente Kennedy; dia 17, no Tatuapé, à praça Pádua Dias; dia 18, em Vila Ré, na sede do Esporte Club 11 Caprichosos; dia 19, em São Miguel, rua Colibri com João Carneio; dia 20, na Penha, entre as ruas Aquilino Vidal e Ângelo Zangi; dia 21, no Tatuapé, à rua João Fernandes; dia 23, na Moóca, à rua Taquari junto ao Instituto de Educação da Moóca; dia 24, em Vila Prudente, à praça Veiga Cabral; dia 25, no Jardim Saúde, a praça Frei Miguel Lanzano; dia 26, na cidade Vargas, na rua Nelson Fernandes com rua dos Jornalistas; dia 27, em Mirandópolis, à praça Santa Rita de Cássia; dia 28, em Moema, à praça Nossa Senhora da Aparecida; dia 30, no Paraíso, à avenida 23 de Maio entre a rua Paraíso e Largo “Guanabara””. PACHECO, Diário da Noite, 3 de junho de 1964, p. 6.
ao povo. Com palco volante, adaptado a um “papa-fila” os comandados de Ruth Escobar estarão às 20 horas na Lapa – rua Barão de Jundiai com rua Mercedes – com a peça “A Pena e a Lei” de Ariano Suassuna. O programa que será cumprido pelo primeiro grupo de Teatro Móvel Popular em São Paulo no mês de junho, sempre às 20 horas e com a mesma peça teatral237.
A comédia de costumes, As desgraças de uma criança ou O Soldado e o Sacristão, escrita por Martins Pena em 1846 foi a produção subsequente no TPN. Nesse enredo, Martins Pena apresenta com humor as relações amorosas proibidas, mas não deixa de ironizar a postura da Igreja, os padrões comportamentais sociais (a ética), as relações de poder exercidas principalmente pelos soldados. O dramaturgo propõe à sociedade carioca uma mudança de pensamento e posicionamento perante os padrões instituídos, mostrando-lhes a faceta oculta da realidade vivida naquela do país. Sob a direção de Silnei Siqueira, o espetáculo estreou em 17 de agosto de 1964, tendo sua primeira apresentação, também, na Praça da Sé.
Com direção de Cláudio Mamberti, a terceira produção teatral do TPN foi o texto A Farsa do Mestre Pathelin (La farce de maître Pathelin), escrita por volta de 1460, cuja autoria é atribuída a Pierre Blanchet ou a Antoine de La Sale (alguns consideram o autor desconhecido). É uma peça que satiriza os costumes franceses do século XV. Todos os personagens são trapaceiros, mentirosos, exceto a autoridade máxima que representa a Lei, a qual fica cega diante dos fatos ao dar razão a Pathelin, que consegue convencer o Juiz que Agnelet de que está com suas faculdades mentais alteradas. Perpassam, nesse texto, questões ligadas principalmente à ética e à busca de justiça. Novamente, percebe-se que Ruth Escobar desejava a circulação de um discurso que tivesse como base o enfrentamento das leis instituídas. Neste caso, a dramaturgia utilizada colocava em xeque a atuação da justiça. Para encenar essa história, o elenco foi composto por Ruthnea de Moraes, José Luiz Rodi e Clóvis Bueno, além do próprio diretor.
Em janeiro de 1965, Ruth Escobar anunciou que estrearia, em março, a montagem do texto O tesouro de Pedro Malazarte de autoria de João Bethencourt, com direção de Clóvis Buenos238. No entanto, essa montagem não foi realizada; somente em julho do mesmo ano, o TPN produziu uma nova peça. A encenação Histórias do Brasil239 estreou em 12 de julho de 1965 sob a direção de Ruy Affonso. Concebida em forma de recital, o espetáculo era uma reunião de textos poéticos do próprio diretor. Essa encenação contou com a participação do grupo Jograis de São Paulo. Para esta peça, o TPN teve o patrocínio do Jockey Club de São Paulo, que promoveu a Semana Popular do Teatro240. O elenco estava composto por Alvim Barbosa, Nelson Duarte, Rubens de Falco e Ruy Affonso. Segundo Rofran Fernandes241, na trajetória de Ruth Escobar à frente do TPN, a última encenação produzida por ela no ônibus ambulante, encerrando a circulação de espetáculos em diversos bairros paulistas se deu com Histórias do Brasil.
237 PACHECO, Diário da Noite, 3 de junho de 1964, p. 6. 238 TEXTO, O Estado de São Paulo, 28 jan. 1965, p. 11.
239 Texto não localizado durante a pesquisa. Locais e datas de apresentação do espetáculo: dia 12 de julho - Praça
da Sé; dia 16 de julho - bairro da Penha; dia 17 de julho - Vila Carrão; dia 18 de julho - bairro do Pari; dia 23 de julho - Freguesia do Ó e dia 25 de julho no Centro de São Paulo, no cruzamento das Ruas Dom José de Barros com Barão de Itapetininga. FERNANDES, 1985, p. 25.
240Participaram também os espetáculos Soraia, posto 2, do Teatro Ruth Escobar, Esses fantasmas, do TBC, Bedermann e os incendiários, do Teatro Bela Vista e Depois da Queda, do Teatro Leopoldo Fróes. Ver [Divulgação]. Folha de São Paulo, 13 jul. 1965, p. 6.
Porém, após essa montagem, localizei duas outras produções do TPN, registradas pelo jornal O Estado de São Paulo242. Na primeira, pela reportagem de 15 de outubro de 1965243, afirmando que Ruth Escobar acordou um convênio com a Secretária de Turismo do Estado da Guanabara para apresentar o espetáculo - Os ciúmes de um pedestre ou O Terrível Capitão do Mato - em diversos bairros periféricos da cidade do Rio de Janeiro. No elenco estavam Jaime Barcelos, Ruth Escobar, Alvim Barbosa, Jorge Dória, Elídio Costa e Arabela Bloch. Wladimir Pereira Cardoso era o responsável pelo cenário e figurino; o segundo registro encontrado é datado de 09 de dezembro de 1966244 em que divulgou a (re)estreia do espetáculo A Farsa do Mestre Pathelin, marcada para o dia 18 do mesmo mês. Do elenco da primeira montagem, somente Ruthnéa de Moraes e José Luiz Rodi participaram dessa nova versão, que também foi dirigida por Sérgio Mamberti. Integraram os atores Jacques Lagoa e Otávio Augusto.
Apesar de realizar poucas produções teatrais, o TPN teve ampla repercussão junto à sociedade paulistana. De acordo com Ruth, “o caminhão teatro ficou tão conhecidos que as seis da tarde tinha uma multidão para pegar os lugares da frente, as nove da noite tinha dez mil”245. Esse sucesso de público fez com que o candidato à prefeitura de São Paulo, José Vicente Faria Lima (mais conhecido como Faria Lima), firmasse uma parceria com Ruth Escobar; em decorrência do sucesso de público que o projeto teatral ambulante fazia nos bairros paulistanos, o político angariaria mais votos em sua campanha, em 1964. Para isso, após a apresentação do espetáculo, iniciava-se um comício. A respeito disso, Ruth afirmou que “participei da campanha de Faria Lima, três ou quatro comícios. Fazia o espetáculo, em seguida, fazia o comício”246.
Apesar de pouco conhecido nos estudos teatrais, o TPN representou um ensaio de produção teatral à popularização da arte, contribuiu para a circulação de informações e o acesso à arte teatral, assim como possibilitou a exploração de uma nova forma de apresentação teatral, afastando-se da tradicional estrutura arquitetônica dos espaços fechados, investigando outras maneiras de interpretação e recursos técnicos. Nas palavras de Ruth Escobar, o TPN “foi uma das experiências mais gratificantes da minha história, essa de dar espetáculos ao ar livre para milhares de pessoas”247.
242 Apesar de todas as averiguações realizadas em arquivos, não foi encontrado nenhum material que comprovasse
a efetivação dessas produções, seja críticas teatrais, divulgações ou notas jornalísticas.
243 PEÇA, O Estado de São Paulo, 15 out. 1965, p. 9. 244 O TPN, O Estado de São Paulo, 09 dez. 1966, p. 7. 245 ESCOBAR, Entrevista concedida a Aramis Millarch. 246 ESCOBAR, Entrevista concedida a Aramis Millarch. 247 ESCOBAR, 1987, p. 120.