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APSEA service plans - Once the student’s level of service has been determined, the EDUCATION

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6 ATLANTIC PROVINCES SPECIAL EDUCATION AUTHORITY

EDUCATION 6.71 APSEA service plans - Once the student’s level of service has been determined, the EDUCATION

Pablo é Storyboarder e artista de voz na Viu Cine. Ele tem 24 anos e é formado em Cinema de Animação pela AESO. Graças à produtora, ele começou a trabalhar na área e desde então tem participado de vários projetos.

Quando eu comecei a trabalhar no Além da Lenda eu estava mais como Storyboarder. Como era um processo de criação baseado em Storyboard-driven eu meio que fui fazendo também, junto com os meninos e o diretor, um papel também um pouco de roteirista em algumas coisas. Posteriormente eu comecei a participar das dublagens da série. Ah sim, esqueci. No Pedrinho, no caso, os roteiros eram mais bem definidos, então eu trabalhei só com storyboard e dublagem mesmo.

(Ferreira, 2018)

Após explicar as atividades de sua responsabilidade nas duas séries, Pablo é perguntado sobre sua visão das etapas de produção de Além da Lenda.

Como Além da Lenda era Storyboard-driven, às vezes só tinha um argumento do episódio. Que é uma versão bem resumida do roteiro, coisa de dois ou três parágrafos do que deve acontecer no episódio, e eu deveria criar as gags a partir daí. Muitas vezes também o argumento não funcionava, então a gente tinha que desenvolver um outro roteiro. Então a partir do argumento eu começava a fazer o storyboard. Já tentando pensar num modo de encaixar piadas entre aquelas situações. Inicialmente eu abria um documento e começava a escrever as ações que iam acontecer e tentava encaixar piadas ali, mas com o tempo eu achei mais prático ir fazendo direto mesmo. Eu mostrava em blocos, em cenas, pro diretor e a gente fazia uma rodada de feedback ao vivo com as pessoas da equipe pra ver se as piadas estavam funcionando. Se estivesse tudo ok, eu gravava umas trilhas guias pra temporizar o episódio. Todos passavam por essa etapa de gravar uns áudios-guias e depois mandar pra edição. Então o storyboard era passado pros animadores, Marquinhos cortava as cenas e passava pra equipe de animação e de arte. Depois que eu comecei a conversar mais com a equipe de arte, a gente começou a enxugar mais a quantidade de cenários pra série, tentando aproveitar o que já tinha. Ah sim, antes de passar pra animação, o storyboard com áudio-guia ia pra dublagem, as cenas já chegavam pros animadores com as vozes finais.

(Ferreira, 2018)

É possível perceber que Pablo possuía uma visão muito detalhada sobre a sua função, mas nesse momento ele não conseguiu descrever as etapas posteriores à animação. A seguir ele é questionado sobre as etapas de produção de Pedrinho e a Chuteira da Sorte.

Ah, eu acho que Pedrinho foi menos caótico, sabe? Porque Além da Lenda foi a primeira série de animação, não só pra mim, mas acho que pra algumas pessoas na produção, então nós tivemos que lidar com problemas que nunca tínhamos

enfrentado. Em Pedrinho a gente já estava mais calejado com isso, então foi um pouco mais tranquilo. Pedrinho não foi storyboard-driven, foi feito com roteiro normalmente, então foi muito mais tranquilo. Eu já estava um pouco mais ciente da quantidade de cenários que poderia usar também. O processo de dublagem foi mais tranquilo, porque os dubladores vinham aqui, já que agora temos um estúdio legal pra isso. Em Além da Lenda a gente tinha que se virar indo pra outros estúdios de gravação, e era muito ruim de encontrar com os dubladores. Eu acho importante a gente dublar com uma galera junta, não ao mesmo tempo, mas pra os atores

captarem o tom, mas quando o dublador é mais experiente, como Marcelo Trigo, por exemplo, ele consegue desenrolar sozinho.

Nesse momento Pablo falou sobre algumas dificuldades e melhorias que ele identificou em Perinho e a Chuteira da Sorte, mas não entrou em detalhes sobre as etapas gerais do processo, por isso foi necessário reforçar a pergunta para que ficasse mais clara.

Primeiro vem o roteiro, no caso de Pedrinho temos o roteiro. Quando o roteiro tá fechado com o Diretor e os Roteiristas, parte pra a gente, pros Storyboarders, eu e o Jota. Então nós lemos o roteiro todo e dividimos partes dos episódios entre a equipe, que na época éramos eu, Jota e Clari Cabral. Percebemos, com o tempo, que era mais produtivo, na verdade, cada um fazer um episódio separado. Então eu começava a fazer, quando eu terminava, eu gravava o áudio guia, temporizava e colocava no drive pra os diretores e a galera de arte ter acesso. Se estivesse tudo ok, passava pra galera de arte fazer os cenários e os props usados pro episódio. A partir daí o Marquinhos também ia separando as cenas para os animadores. Em paralelo, talvez antes do storyboard estar pronto, nesse período há o processo de dublagem. Então Marquinhos pegava os áudios já gravados e inseria no animatic e passava pros animadores. Algumas vezes as cenas eram passadas sem cenários finalizados. Os cenários podiam ser inseridos depois, por isso a equipe de arte priorizava a

começar já com personagens e alguns cenários-base pra você ter uma noção geral do universo, até pra o storyboarder criar a partir daí. Na etapa de animação, as cenas sofrem um bocado de refações e feedbacks até ficar no padrão uniforme da série, depois vai pras mãos do Editor, onde ele vai cortar e já pós produzir, inserir

iluminação, etc. Depois segue pra composição de trilha, pra pessoa que é responsável por fazer toda a trilha sonora da série, e às vezes adicionar umas vozezinhas aqui e ali pra preencher, fazer multidão e tal, pra terminar o episódio.

(Ferreira, 2018)

A resposta mais objetiva de Pablo nesse momento nos mostra que a pergunta não tinha ficado clara para ele da primeira vez, porém o reforço foi suficiente para esclarecer a mesma. Ao chegar na quarta pergunta, Pablo é perguntado sobre as dificuldades de produção enfrentadas nas duas séries.

O Além da Lenda não foi só a primeira série que eu trabalhei, foi o meu primeiro trabalho na área de cinema, então eu era bem inexperiente em várias coisas. Quando me formei na AESO eu tinha mais interesse na área de animação do que storyboard. Hoje é o contrário: eu gosto de storyboard pra caramba. Não queria fazer outra coisa não. Eu tive que aprender muita coisa enquanto eu ia fazendo. Nos primeiros

episódios Alisson estava me ajudando no board, mas depois ele viu que eu podia seguir sozinho e me deixou mais livre. Nesse momento foi um pouco assustador porque eu não tava acostumado com feedbacks, não sabia muito de direção de câmera, então precisei bater muito a cabeça pra aprender isso. Por causa da minha inexperiência a equipe de arte se prejudicou um pouco. Por exemplo, que eu botava cenário pra caramba de alguns lugares que já tinham cenários suficientemente bons pra eu poder reutilizar, só que eu não tinha essa mentalidade, então a sala do LH do Além da Lenda, chegou a ter tanta demanda de cenários que Alisson precisou impor um limite e me obrigar a usar somente os cenários que já estavam finalizados. Trabalhar com storyboard-driven foi bem difícil, principalmente como minha primeira experiência na área. Embora trabalhoso, eu acho o storyboard-driven bem divertido também. Porém naquela época eu gostaria de ter trabalhado com o roteiro mais fechadinho. Além disso, eu tive muita dificuldade em manter os prazos em Além da Lenda. Em Pedrinho, tivemos alguns problemas por haverem três roteiristas trabalhando ao mesmo tempo. Foi difícil deixar tudo aquilo uniforme. Da minha parte, quase não tivemos problemas. Exceto por um episódio que acabamos pulando, achando que já tinha sido feito. Quando percebemos que tinha um episódio faltando

foi uma agonia, mas rolou, assim, tem atraso como em qualquer série. A galera de arte achei relativamente tranquila também.

(Ferreira, 2018)

Pablo também se mostrou otimista quanto à avaliação sobre a melhora no processo. Ah, teve. Não só no processo, mas na qualidade também. Foi muito mais tranquilo fazer Pedrinho, como eu disse, porque o roteiro estava pronto. Pro storyboard e pra equipe de arte eu acho foi menos caótico do que em Além da Lenda. A animação, por mais que tenha sido trabalhosa em alguns momentos, subiu muito de nível. A

dublagem também. Eu acho que o Além da Lenda é muito bom, mas em questão de qualidade eu acho Pedrinho um pouco superior.

(Ferreira, 2018)

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