• Aucun résultat trouvé

Approches pour une classification faible latence

3.2 État de l’art de la classification audio temps réel

3.2.1 Approches pour une classification faible latence

Os procedimentos de tradução e adaptação cultural do índice seguiram os passos propostos por Beaton, Bombardier, Guillemin et.al,. (2007), que compreende cinco fases: tradução inicial, síntese da tradução, tradução de volta a língua original (back translation), revisão por comitê de juízes e, por fim, pré-teste da versão final. Portanto para a realização deste estudo foi obtida a autorização para uso do índice por meio de correio eletrônico, pela autora principal (APÊNDICE A).

Para melhor compreensão de como foi realizado este estudo segue a operacionalização do processo de tradução e adaptação cultural que foi criteriosamente seguida, podendo ser visualizada no fluxograma a seguir:

Priscila Alencar Mendes Reis

Figura 1: Representação gráfica das etapas do protocolo de tradução e adaptação cultural.

Fonte: Adaptação da representação gráfica de BEATON; BOMBARDIER; GUILLEMIN; et. al., 2007. ETAPA I: Tradução Inicial

Realizada 2 traduções independentes para o português (T1 e T2)

ETAPA II: Síntese das Traduções

As duas traduções T1 e T2 foram sintetizadas em uma nova Versão Traduzida (VT), sendo verificadas as concordâncias e divergências.

ETAPA III: Tradução de Volta ao Idioma Original

A Versão Traduzida para o português (VT) foi traduzida para o inglês por 2 tradutores independentes Back Translation – ( BT1 e BT2)

ETAPA V: Revisão por um Comitê

Comitê de 5 juízes que analisaram todas as versões produzidas até o momento e elaboraram uma versão pré-final em Português da (Quality of life index spinal cord injury version III ) avaliando a equivalência

semântica, idiomática, cultural e conceitual.

QUALITY OF LIFE INDEX SPINAL CORD INJURY VERSION III

Reunião do Comitê de Adaptação Cultural – 5 juízes

Equivalência Idiomática, Experimental e Conceitual Equivalência Semântica 1ª VERSÃO TRADUZIDA

ETAPA VI: Pré –Teste

Aplicação da 1ª Versão Traduzida em pessoas com Lesão Medular (n = 30)

VERSÃO FINAL/BRASILEIRA TRADUZIDA E ADAPTADA DO ÍNDICE QUALITY OF LIFE INDEX SPINAL CORD INJURY VERSION III

ETAPA IV: Síntese das Back Translation

As duas back translation BT1 e BT2 foram sintetizadas em uma nova Versão Back Translation (VBT), sendo verificadas as concordâncias e divergências.

Priscila Alencar Mendes Reis

Etapa I. Tradução Inicial

A primeira fase é a tradução independente para o idioma português, língua culta brasileira, visto que inicialmente o índice em estudo encontrava-se no contexto linguístico e cultural dos Estados Unidos da América (EUA). Essa etapa foi realizada por dois tradutores bilíngues, brasileiros e com domínio da língua inglesa. Os dois tradutores tinham perfis diferentes. O primeiro tradutor, que fez a T1, foi informado sobre os objetivos da tradução e

não era da área da saúde, sendo realizada, portanto, por V.L.F.M.E. B, professora aposentada da Casa de Cultura Britânica da Universidade Federal do Ceará.

O segundo tradutor, que elaborou a T2, é da área da saúde, com fluência na língua

inglesa e não foi informado sobre os objetivos da tradução, assim E.T.P., fisioterapeuta e professor de língua inglesa realizou esta etapa, as seguintes traduções seguem no (APÊNDICE B e C).

Para finalizar esta etapa cada tradutor elaborou um relatório, de forma mais específica possível, sobre a tradução que realizaram, colocando as questões que podem ter outras possibilidades de tradução e relatando sobre os termos que foram dúbios e a justificativa para a escolha da tradução final nestas ocasiões.

Etapa II. Síntese das Traduções

Como forma de elaborar uma síntese das duas traduções e gerar uma versão imparcial, uma terceira pessoa foi adicionada à equipe para ser mediador nas discussões e diferenças de tradução e produzir uma documentação escrita do processo, sendo assim foi elaborada a versão traduzida (VT) (APÊNDICE D) por M.N.F.V., professor de Língua Inglesa da Universidade Federal do Ceará. É válido ressaltar que esta etapa foi realizada por necessidade de unir as versões anteriormente traduzidas, a fim de seguir para a Back

Translation, embora não fique explícito quem deverá realizar esta síntese no protocolo

Priscila Alencar Mendes Reis

Etapa III. Tradução de Volta ao Idioma Original (Back - Translation)

Diante da versão traduzida (VT) obtida na etapa anterior, ela foi re-traduzida para o idioma original por meio de um procedimento considerado cego, ou seja, os tradutores não tiveram acesso à versão em inglês (original) do índice. Os dois tradutores responsáveis pela

back-translation eram bilíngues, tendo o inglês como língua materna, não estavam cientes e

nem foram informados dos conceitos explorados. Desse modo a BT1 foi realizada pela

professora H.H (APÊNDICE E) e a BT2 por J.A.C. (APÊNDICE F).

Ao final deste processo estes tradutores produziram as back-translation 1 e 2 (BT1

e BT2). E após a conclusão das back-translations foi realizada a fase seguinte.

Etapa IV. Síntese das Back - Translation

Ao analisar as back translations foi observado que 30 itens estavam idênticos na retradução, 31 tinham o mesmo sentido, ou seja, utilizavam as mesmas palavras, no entanto divergiam quanto à construção da ordem das palavras na frase e 13 itens apresentavam mínimas diferenças quanto a verbos e substantivos. Com o intuito de formar apenas uma versão comum de back-translation (VBT) (APÊNDICE G), adicionou-se outro tradutor para realizar a síntese das retraduções (BT1 e BT2). Este era brasileiro, com domínio da língua

inglesa, sendo professor de inglês em um curso particular em Fortaleza. Esta fase não é apresentada como etapa no protocolo de Beaton et al. (2007) no entanto, com a intenção de obter melhores resultados na versão final optou-se pela inclusão deste outro membro, o que totalizou seis tradutores para concluir as traduções e passar para fase seguinte.

Etapa V. Revisão por um Comitê de Juízes e Adaptação da Quality of Life Index Spinal Cord

Injury Version - III

A composição do comitê de juízes é crucial para alcançar equivalência transcultural do instrumento traduzido, assim foi realizada com cinco pessoas, a qual é referida neste trabalho como juízes, que tinham as seguintes características: experiência prática e/ou de pesquisa na área de saúde neurológica e/ou QV, com conhecimento do idioma inglês e português, foram estabelecidas exigências relacionadas à titulação, à produção

Priscila Alencar Mendes Reis

científica e ao tempo de atuação na temática em discussão. A busca destes especialistas ocorreu por meio de indicação de pessoas que já haviam realizado este tipo de trabalho e conferido os preceitos sugeridos pelo quadro de Joventino (2010) adaptado, através da confirmação da plataforma Lattes.

Nesta fase, cada membro do comitê de juízes teve o papel de consolidar todas as versões e os componentes do questionário. Cada juízes recebeu os seguintes documentos 1.

Carta – Convite para o Juíz ; 2.Representação gráfica do protocolo utilizado no projeto de dissertação; 3.Termo de Consentimento para os Juízes; 4. Instrumento de Caracterização dos Juízes; 5. Instrumento de Pesquisa de Opinião dos Juízes; 6. Instrumento de validação pelos juízes com itens e orientações para a análise da equivalência semântica, idiomática, cultural e conceitual do índice; 7. O índice Quality of Life Index Spinal Cord

Injury Version – III em sua versão original; 8. Versão traduzida do índice Quality of Life

Index Spinal Cord Injury Version – III (T1 e T2); 9. Síntese das duas versões traduzidas do

índice Quality of Life Index Spinal Cord Injury Version – III (T12), 10. Versões re-traduzidas

para o inglês Back - translation (BT1 e BT2) e 11. Síntese das Back Translations (VBT).

O instrumento utilizado pelos juízes com os itens do índice e orientações para proceder a análise ( APÊNDICE H) foi construído com base nos critérios de Beaton, et al (2007) e inclui os seguintes aspectos:

 Equivalência Semântica: avaliação gramatical e do vocabulário das palavras de cada item, preservando a formulação de termos e a equivalência de significados;

 Equivalência Idiomática: avaliação das expressões idiomáticas e coloquiais de difícil tradução, sendo possível haver a elaboração de expressões equivalentes em português para expressões de difícil tradução;

 Equivalência Cultural: avaliação dos itens que expressam experiências próprias de cada cultura, podendo ser construído termos coerentes com a realidade cultural da população em estudo;

 Equivalência Conceitual: avaliação das palavras que possuem conceitos de ambas as culturas, onde foram explorados e experimentados pela população brasileira para se produzir a primeira versão traduzida e conduzir a fase de pré-teste.

Após avaliação pelos membros do comitê, foi realizada uma revisão das anotações para se produzir a primeira versão final e conduzir a fase de pré-teste.

Priscila Alencar Mendes Reis

Etapa VI. Pré-Teste

A fase final do processo de adaptação transcultural é o pré-teste. Nesta fase foi administrado o instrumento-piloto (1ª versão traduzida) a um grupo de 30 pessoas com lesão medular, tendo em vista que Beaton; Bombardier; Guillemin; et.al., (2000), sugerem uma amostra de 30 a 40 para esta fase de pré-teste. O propósito desta análise consiste em determinar a qualidade do instrumento como um todo, bem como a capacidade de cada item para discriminar as pessoas que respondem (LOBIONDO-WOOD; HABER, 2001).

Essa etapa ocorreu no domicílio das pessoas com lesão medular e a amostra foi realizada conforme as pessoas atenderam aos critérios de inclusão e exclusão da presente pesquisa e aceitaram em participar, assinando o termo de consentimento livre e esclarecido – TCLE (APÊNDICE I). Após essa etapa foram realizados os ajustes necessários, afim de que este instrumento possa ser aplicado com toda a amostra futura para o teste das propriedades psicométricas de validade da Quality of Life Index Spinal Cord Injury Version – III em futuros estudos.

Nesta última etapa foi possível assegurar a adaptação do índice traduzido, sua equivalência e aplicação na população a qual foi proposta, assim como esclareceu e refinou a escrita dos itens do índice, uma vez que foi oferecida a liberdade para cada entrevistado comentar sobre os itens que geraram dúvidas, assim como foi aceita todas as sugestões que melhoraram a compreensão dos itens questionados. Sendo, portanto todas as impressões da amostra durante o pré-teste criteriosamente consideradas para elaboração da versão final/brasileira da Quality of Life Index Spinal Cord Injury Version – III.