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Différentes méthodes de Segmentation

III. DIFFERENTES APPROCHES DE LA SEGMENTATION

III.2. Approche basée région

III.2.3. Approche de classification

Objeto de Estudo

No contexto apresentado no capítulo anterior, fica clara a importância para o país da agricultura familiar, que além de estar pautada na agenda governamental, também exerce um papel expressivo na produção de alimentos, como também da Embrapa, enquanto empresa pública que gera tecnologias capazes de promover mudanças sociais e econômicas em segmentos rurais. É no universo onde os atores, Embrapa e agricultores familiares, se relacionam que o objeto de estudo deste trabalho se constrói, especificamente no que se refere à política de comunicação da Embrapa aplicada à transferência de tecnologia para a agricultura familiar.

Problema da Pesquisa

O problema que impulsiona e orienta esta investigação emerge, primordialmente, da relação entre a Embrapa e a agricultura familiar e se configura, particularmente, por meio de três ações básicas. A primeira é verificar se existe uma ação organizada e articulada de repasse de tecnologias geradas pela instituição e que podem ser disponibilizadas para esse segmento específico de agricultores. A segunda é analisar de que forma está ocorrendo esse processo e de que forma a comunicação tem sido utilizada na transferência de tecnologia. E a terceira envolve investigar o que os atores envolvidos nesse processo − agricultores familiares, extensionistas rurais e empregados da Embrapa − pensam da transferência de tecnologia para a agricultura familiar. A imersão nesse universo se dá por intermédio da formulação de quatro indagações que fundamentaram o caminho percorrido pelo trabalho:

1) A Embrapa possui, de fato, uma política articulada para promover a transferência de tecnologia para a agricultura familiar?

2) Existe uma estratégia estabelecida pela Embrapa para o uso da comunicação como um recurso potencializador do processo de transferência de tecnologia para a agricultura familiar?

3) Como agricultores familiares e extensionistas rurais veem e avaliam a execução, ou não, por parte da Embrapa, de ações de transferência de tecnologia no contexto agrícola brasileiro?

4) Como os funcionários da Embrapa envolvidos nessas ações avaliam a atuação da empresa, particularmente no que concerne ao uso da comunicação no processo de transferência de tecnologia para a agricultura familiar?

Pressuposto

O conhecimento prévio dos dados que compõem o Relatório da Pesquisa de

Imagem, realizada pela Embrapa no período de 2011/2012, nos permitiu partir do seguinte pressuposto: a Embrapa, que tem os agricultores familiares como um de seus públicos e que segue uma linha de atuação pautada nas políticas de desenvolvimento rural do governo federal, não vem atuando de forma satisfatória ao utilizar a comunicação no processo de transferência de tecnologia para este segmento, devido à adoção de um conjunto de medidas que não atende ou não está adequado às necessidades desse público.

Objetivo Geral

Analisar a política da Embrapa com relação à comunicação aplicada ao processo de transferência de tecnologia para a agricultura familiar, verificando o que é proposto pela instituição e o que os atores, que fazem parte desse processo, pensam e como se manifestam com relação a essa conjuntura.

Objetivos Específicos

- Conhecer a relação entre os atores − Embrapa, Ater, técnicos dessas instituições ligados às áreas de comunicação e transferência de tecnologia, e agricultores familiares

− e de que maneira os seus interesses interferem na política de comunicação para a transferência de tecnologia adotada pela Embrapa;

- Entender o papel da área de comunicação no processo de transferência de tecnologia que é realizado pela empresa;

- Identificar os possíveis entraves na comunicação entre a Embrapa e os agricultores familiares e a percepção desses acerca da instituição e de suas ações.

O Lócus

O universo desta investigação é imenso, uma vez que o ambiente rural e a agricultura familiar estão presentes em todos os estados brasileiros, como também a ação dos atores envolvidos no processo estudado. Dessa forma, sempre soubemos da impossibilidade de se fazer uma pesquisa em âmbito nacional, principalmente pela dimensão continental do país. Assim, foram definidos como local da pesquisa dois estados, Goiás e Rio Grande do Sul, acrescido o Distrito Federal.

A opção pelo estado de Goiás foi de ordem prática, pois levamos em consideração o fácil acesso aos entrevistados decorrente da proximidade com o local de residência da pesquisadora. Quanto à escolha do Rio Grande do Sul, foi levado em conta a característica agrícola do estado, que tem uma forte base na agricultura familiar, já que Canguçu, uma das cidades onde foram realizadas entrevistas, é considerada o maior minifúndio da América Latina.

A partir do conhecimento prévio acerca da existência de diferentes características entre os estados, tais como cultura, posicionamento da extensão rural, políticas agrícolas estaduais, foi considerado também que realizar a pesquisa em ambos os estados poderia ajudar a perceber nuances de proximidade ou antagonismo na forma de os atores verem ou se relacionar com o objeto estudado.

As cidades onde foram realizadas as entrevistas foram:

Rio Grande do Sul – Arroio do Padre; Canguçu (maior minifúndio do Brasil); Morro Redondo; Rio Grande; São Lourenço; e Pelotas.

Goiás – Formosa; Luziânia; Planaltina de Goiás; Valparaíso de Goiás; Goianira; Santo Antônio; Nova Veneza; e Brazabrantes.

Figura 1: Locais das entrevistas

Ainda foram realizadas entrevistas com empregados da Embrapa no Distrito Federal, local onde está situada a Sede da instituição.

O Corpus

O corpus desta pesquisa compreende o conjunto das falas dos atores − Embrapa, extensão rural e agricultores familiares − envolvidos no processo estudado.

A relação estabelecida entre esses atores e o objeto de estudo está constituída da seguinte forma: os entrevistados da Embrapa estão relacionados, de forma direta ou indireta, e em diferentes âmbitos, com os processos de elaboração e execução das ações de transferência de tecnologia da instituição. Já os técnicos de extensão rural ocupam o papel de intermediários entre a Embrapa e os agricultores, sendo, muitas vezes, os responsáveis por transferir a tecnologia gerada pela Embrapa para o usuário final, que, neste caso específico, são os agricultores familiares.

Foram ouvidos 68 agricultores familiares (34 em cada estado), 11 gestores e técnicos das áreas de comunicação e transferência de tecnologia da Embrapa (cinco com atuação coorporativa e seis atuando em Unidades de pesquisa/serviço) e 11 técnicos das empresas estaduais de assistência técnica e extensão rural (cinco do Rio Grande do Sul e seis de Goiás).

2.2 Abordagem teórico-metodológica, método de análise e técnicas de coleta de