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Chapitre VI – Sécurisation des documents XML basée sur

3 Impact des mises à jour sur le document chiffré

3.1 Approche à base de profondeur

Numa posição bastante diferente dos diplomados que estavam inseridos na vida activa por via do assalariamento encontravam-se os 18,3% dos licenciados que trabalhavam por conta própria. No entanto, sob a designação genérica de «trabalhadores por conta própria» escondem-se duas situações distintas: os que exerciam uma actividade profissional em regime de trabalho independente (84,7%) e os patrões (15,3%).

Os diplomados que partilhavam o estatuto de «trabalhador independente» apresentavam uma idade média superior à da população inquirida e uma elevada dispersão etária. A idade média destes diplomados situava-se nos 29 anos e o desvio-padrão é igual a 5,53. Como este valor deixa antever, estamos perante um conjunto de licenciados que concluiu o ensino superior há já algum tempo. Com efeito, 15,2% diplomou-se no ano lectivo de 1994, 26,4% em 1995, 26,1% em 1996, 20,1% em 1997 e 12,2% em 1998.

Quadro nº14

Diplomados por curso segundo a situação na profissão (%)

Trabalhadores Independentes Patrões Filosofia 0,7 0,0 Geografia 0,7 0,0 História 3,6 0,0 Línguas e Literaturas 6,2 3,6 Matemáticas 0,0 0,0 Escultura/Pintura 2,6 0,0 Design 8,9 18,2 Direito 43,9 20,0 Medicina 2,0 3,6 Biologia 3,3 7,3 Bioquímica 0,7 0,0 Geofísica 0,7 1,8 Eng. da Linguagem 1,0 3,6 Estatística 0,3 0,0 Física 0,0 0,0 Físico-Química 0,0 1,8 Geologia 3,3 1,8 Informática 1,6 5,5 Química 0,0 1,8 Farmácia 1,6 18,2 Ciências da Educação 1,3 0,0 Psicologia 14,8 3,6 Medicina Dentária 3,3 9,1

No que respeita ao curso em que se diplomaram, mais de metade dos inquiridos que exerciam uma actividade profissional como trabalhadores independentes eram licenciados em Direito (43,9%) e em Psicologia (14,8%) (Quadro nº14) e exerciam as profissões de advogados (36,2%) e de especialistas das ciências da vida (14,5%) (Quadro nº15).

INQUÉRITO AOS DIPLOMADOS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA (1994 -1998)

Quadro nº15

Diplomados por profissão segundo a situação na profissão (%)

Trabalhadores Independentes QS Administração Pública 0,4 Directores e Dirigentes grandes empresas e PME 5,3 Especialistas Ciências Físicas/Mat./Eng. 3,1 Especialistas Ciências da Vida 0,4

Informáticos 0,9 Médicos 7,0 Professores 11,9 Advogados 36,2 Especialistas Ciências da Saúde 14,5

Escultores e pintores 6,6 Técnicos Administração Pública 1,8 Outros Especialistas de profissões cient. e int. 3,1 Técnicos Intermédios das Ciências Saúde e da Vida 0,4 Educadores e Professores 1ºCiclo 0,0 Técnicos Intermédios de Investigação Fís./Quím. 3,1

Programadores 0,4 Técnicos Intermédios de administração gestão 1,3

Outros Técnicos Nível Intermédio 1,8 Pessoal Administrativo 1,8 Pessoal Serviços 0,9

Os diplomados cuja situação na profissão era a de patrão constituem um grupo que se distingue dos restantes, principalmente devido à sua origem social, à remuneração mensal auferida e à composição sexual. No que respeita ao atributo sexo é entre o diplomados patrões que as raparigas se encontram em menor número, embora continuem ainda a ser maioritárias. Com efeito, a percentagem de diplomadas situava-se neste grupo em 54,5% enquanto, por exemplo, entre os trabalhadores com contrato a termo certo correspondiam a 71,6% e entre os trabalhadores ocasionais a 76,2%.

Se compararmos a remuneração mensal destes diplomados com as dos seus colegas, verificamos que eles eram os que auferiam os salários mais elevados. De facto, é apenas neste grupo que encontramos mais de metade dos licenciados a receber um salário mensal superior a duzentos contos (Quadro nº16).

Quadro nº16

Diplomados por situação na profissão segundo o nível de remuneração mensal (%)

≤ 100 contos 101-200 c 201-300c 301-400c ≥ 401 contos Contrato a Termo Indeterminado 1,4 52,5 33,3 8,9 4,0 Contrato a Termo Certo 5,6 74,2 16, 2,2 1,1 Trabalho Ocasional 38,7 45,2 12,9 3,2 0,0 Estágio remunerado 15,2 75,0 9,8 0,0 0,0 Trabalhador Independente 15,6 56,0 20,2 4,3 3,9

Patrão 13,0 34,8 21,7 10,9 9,5

INQUÉRITO AOS DIPLOMADOS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA (1994 -1998)

O último atributo que diferencia os licenciados que exerciam a sua actividade profissional como patrões é a origem social. Na verdade, este é o único grupo no qual mais de metade dos diplomados é oriundo da grande e média burguesia e onde os filhos dos salariados manuais estão menos representados: 62,5% pertencia à grande e média burguesia e apenas 2,1% ao salariato manual (Quadro nº17). Estes dados colocam em evidência um aspecto que importa realçar: mais do que em qualquer outra situação, o capital económico da família de origem parece desempenhar um papel decisivo nos processos de inserção na vida activa que se estruturam em torno da criação de uma empresa e, consequentemente, da assunção do estatuto de patrão.

Quadro nº17

Diplomados por situação na profissão segundo a origem social (%)

Gd e Média

Burguesia Burguesia Nova Assalariada

Salariato

Terciário Burguesia Pequena Tradicional Trabalhador Manual Independente Salariato Manual

Contrato a Termo Indeterminado 41,5 17,7 16,9 4,5 4,8 14,6 Contrato a Termo Certo 41,4 17,4 18,0 4,7 3,6 14,9

Trabalho Ocasional 30,4 16,1 16,1 10,7 10,7 16,1 Estágio não remunerado 43,6 15,7 16,4 0,7 6,4 17,1

Estágio remunerado 45,7 22,4 13,8 2,6 6,9 8,6 Trabalhador Independente 43,7 16,9 18,1 3,9 3,9 13,4

Patrão 62,5 8,3 16,7 6,3 4,2 2,1

Os licenciados que partilhavam o estatuto de patrão tinham uma idade média que rondava os 29 anos (desvio-padrão = 4,89) e eram predominantemente licenciados em Direito (20%), Design (18,2%) e Farmácia (18,2%) (Quadro nº14). No que respeita ao ano de conclusão da licenciatura, a maior percentagem de diplomados terminou o curso do ensino superior em 1994 (27,3%) e a menor em 1998 (10,9%).

Em conclusão, o trabalho por conta própria, tal como as outras situações face ao trabalho, não se encontra homogeneamente distribuído pela população inquirida. As diferenças na difusão do estatuto de trabalhador por conta própria ganham visibilidade quando tomamos em linha de conta as variáveis sexo e curso. Com efeito, quando comparamos as percentagens das diplomadas que exerciam a sua actividade profissional como trabalhadoras independentes ou patroas com as dos seus colegas masculinos verificamos que é entre estes últimos que encontramos estas duas situações profissionais mais difundidas: entre os diplomados do sexo masculino, 4,4% criou uma empresa e 19,3% era trabalhador independente; entre as licenciadas essas percentagens, descem, respectivamente, para 2,2% e 13,3%.

Quando analisamos a distribuição dos diplomados por curso segundo a situação na profissão (Quadro nº10), as diferenças no grau de difusão dos dois estatutos profissionais em análise entre os licenciados nos vários cursos da UL, não podem deixar de ser referidas. Nesta perspectiva, os diplomados em Medicina Dentária são os que mais se distinguem dos seus colegas na medida em que 93,8% destes licenciados era trabalhador por conta própria, quer como patrão (31,3%) quer como trabalhador independente (62,5%). Na situação oposta estão os diplomados em Filosofia, Geografia, História, Línguas e Literaturas, Matemáticas, Biologia, Bioquímica, Estatística, Físico-Química. Entre estes, as percentagens de trabalhadores por conta própria (patrões e trabalhadores independentes) nunca são superiores a 10%. Relativamente aos restantes cursos há a registar os 36,6% de licenciados em Psicologia, os 27,6% de Escultura/Pintura e os 27,0% de Design que exerciam a actividade profissional como trabalhadores independentes; assim como os 10,0% de licenciados em Design que criaram a sua própria empresa.

INQUÉRITO AOS DIPLOMADOS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA (1994 -1998)

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