CHAPITRE 6 Microgouttes en intracavité laser Fabry-Perot
6.3 Laser à gouttes monomode
6.4.2 Applications
São várias as instituições e organizações identificadas na revisão da literatura, nomeadamente as propostas mais recentes da ISO, grupo de trabalho TC/46, da Digital Preservation Coalition (DPC), da British Library, dos Archives New Zealand, da National Library of New Zealand, dos National Archives of Australia, entre outras possíveis2.
Como referimos muitas das normas resultam de boas práticas de âmbito nacional que são reconhecidas internacionalmente consagrando-se depois como instrumentos normativos como os produzidos pela ISO.
Na última década é visível o aumento dos esforços para definir toda uma gama de boas práticas, em particular na criação dos “recursos digitais”, uma intervenção numa fase do ciclo de vida da informação que irá ajudar significativamente os esforços de preservação futura da informação digital.
Estes Guias, invariavelmente incluem, mas não estão limitados ao uso de normas devidamente apropriadas.
Os elementos comuns de boas práticas na criação incluem: O uso de formatos de dados abertos;
O Fornecimento de metainformação em conformidade com os padrões emergentes e documentação destinada a facilitar o uso futuro e a gestão de recursos;
2 Cf. ISO TC 46/SC 11/WG 7 - DIGITAL RECORDS PRESERVATION - Where to Start Guide, 2010; DPC -
Preservation Management of Digital Materials: The Handbook"; SKINNER, Katherine; SCHULTZ, Matt (2010). A Guide to Distributed Digital Preservation. Atlanta: Educopia Institute. ISBN: 978-0-9826653-0-5. Consultado em
10 dez. 2013, Disponível em
http://open.bu.edu/xmlui/bitstream/handle/2144/1351/GDDP_Educopia.pdf?sequence=1>; ARCHIVES NEW ZEALAND; NATIONAL LIBRARY OF NEW ZEALAND (2011). Digital Preservation Strategy. Consultado em 4 jan. 2014, Disponível em http://archives.govt.nz/sites/default/files/Digital_Preservation_Strategy.pdf>; NATIONAL ARCHIVES OF AUSTRALIA (2009) - Digital Preservation Policy: Preserving Archival Digital Records Transferred from Commonwealth Agencies. Consultado em 14 out. 2013, Disponível em http://www.naa.gov.au/about- us/organisation/accountability/operations-and-preservation/digital-preservation-policy.aspx; THE NATIONAL ARCHIVES, a). Digital Preservation Policy. Consultado em 24 out. 2013, Disponível em http://www.nationalarchives.gov.uk/information-management/projects-and-work/digital-preservation-
policy.htm>; THE NATIONAL ARCHIVES, b). Digital Preservation Strategy. Consultado em 27 outubro 2013, Disponível em http://www.nationalarchives.gov.uk/information-management/projects-and-work/digital- preservation-strategy.htm>; THE NATIONAL ARCHIVES, c). Guidance. Consultado em 28 out. 2013, Disponível em http://www.nationalarchives.gov.uk/information-management/projects-and-work/guidance.htm>; THE NATIONAL ARCHIVES, d). Digital Archiving.
Consultado em 29 out. 2013, Disponível em http://www.nationalarchives.gov.uk/information- management/projects-and-work/digital-archiving.htm>
A atribuição de nomes permanentes aos recursos digitais online; Aplicação de modelos conceptuais e de especificação de requisitos;
No documento publicado pela Digital Records Preservation (2010), é referido o porquê de nos devermos preocupar com a preservação de registos digitais, o tipo de ações que devem ser tomadas para que a sua preservação seja eficaz e eficiente, culminando com a explicação de como se deve implementar um plano de preservação para a informação em meio digital.
Já a Digital Preservation Coalition (DPC) com a elaboração do seu manual fornece um guia internacional de autoridade e prática para o tema da gestão dos recursos digitais ao longo do tempo e os problemas na manutenção de acesso aos mesmos. Este manual aborda a preservação em meio digital onde são referidas questões sobre as alterações na tecnologia, os custos, as estratégias a seguir e assuntos legais, como os direitos de autor.
Os Archives New Zealand e a National Library of New Zealand identificaram a preservação de conteúdos digitais como uma área de interesse comum e a necessidade de novos métodos de gestão e cuidados para melhor servir a referida preservação. Para tal desenvolveram em conjunto um documento onde definem uma Estratégia de Preservação Digital para o património documental digital e arquivos públicos da Nova Zelândia, que afirma o compromisso de ambas as organizações para garantir que o conteúdo digital no seu atendimento é gerido e preservado de uma forma que reflete seu status como um ativo da Nova Zelândia (Archives New Zealand; National Library of New Zealand, 2011).
Num outro caso, a British Library e os National Archives of Australia, adotaram o modelo de referência OAIS ou tiveram o modelo em conta nas especificações dos seus sistemas. Este último no seu documento com a Política de Preservação Digital, aborda temas como os desafios para a preservação em meio digital de registos, as abordagens e os princípios da preservação em meio digital e ainda as características essenciais dos registos digitais a serem preservados (National Archives of Australia, 2009).
Os National Archives of Australia (2009) são responsáveis pela preservação dos “records” (registos) da Commonwealth que constituem os respetivos recursos de arquivo. Estes incluem registos nado-digitais e a preservação digital de cópias de originais de documentos analógicos. Este Arquivo só aceita a informação de entidades governamentais que tenham sido avaliados e selecionados3 para a retenção permanente. Em circunstâncias excecionais, os Arquivos Nacionais da Austrália, aceitam informação cujo valor não foi identificado, por exemplo que está em risco ou que é considerada um recurso significativo.
Desta forma, o principal objetivo de se estabelecer uma política de preservação digital neste arquivo é preservar qualquer tipo de registo em meio digital que seja criado em qualquer plataforma de computação, criado usando qualquer tipo de aplicação, entregue em qualquer tipo de meio digital, de qualquer entidade da Commonwealth, proporcionando a pesquisa e o seu acesso, não só à atual como também às futuras gerações.
De acordo com a DPC “There is still some distance to go before best practice in all aspects of digital preservation can be definitively articulated and in such a rapidly changing environment it may never be categorically established” (DPC, 2008:60).