UMBRAL ENTRE O POPULAR E O ERUDITO: TRANSITAMOS BEM ENTRE ESSES DOIS UNIVERSOS”, EXPLICA ARTUR.
Palácio das Artes - Quantos instrumentos você já criou, Marco?
Marco Antônio Guimarães - Comecei a criar antes até do grupo, em 1971, e muitos instrumentos já nem existem mais. Mas acredito que existam em torno de 50 e todos foram feitos com todo o tipo de material que pude experimentar.
PA - Como é o processo de criação dos instrumentos? Que tipo de pesquisas faz?
MAG - Há várias fases de minha criação. Quando comecei, após estudar composição na área de música contemporânea instrumental, fazia instrumentos que não tinha importância se não tivessem escala, efeito sonoro. Depois comecei a construir instrumentos de corda, e, aos poucos, comecei a pesquisar materiais diferentes. Houve um período em que o trabalho foi determinado pelo material: fiquei muitos anos experimentando possibilidades do PVC. Os instrumentos atuais vieram desse período: instrumentos de percussão, de corda, de sopro. Essa fase puramente experimental foi antes de surgir o grupo. Quando, em 1978, começa o Uakti, eu passo a construir os instrumentos já pensando no grupo. Aos poucos, fui vendo as possibilidades que tinha cada um deles e os ia desenvolvendo em função da técnica que o grupo desenvolvia. PA - De onde surgem as idéias para usar materiais? De onde vem a inspiração? MAG - Esta é uma pergunta difícil de responder. Eu sempre tive uma criatividade muito desenvolvida, um dom. Quando criança, eu inventava meus próprios brinquedos. Com isso, eu aprendi a trabalhar com ferramentas e materiais diferentes. É muito de experimentação também o que eu faço. Experimentei todo tipo de PVC, por exemplo: as medidas, os encaixes, as conexões. Muitas vezes, ao acaso, descobria uma sonoridade que eu achava interessante, a partir daí via até onde podia ir para o grave ou para o agudo. Depois, se fosse um instrumento com muitos tubos, eu precisava criar uma estrutura para ele. Uma coisa ia puxando a outra.
Os instrumentos vão surgindo... No processo de criação de um instrumento é comum surgir a idéia de um outro, pelo material que eu estava usando, pelas soluções que eu estava encontrando. Uma coisa muito importante é ter domínio de todo tipo de ferramenta e material. Para fazer alguns instrumentos, por exemplo, tive que aprender a cortar vidro, a aprender marcenaria. É preciso saber também onde encontrar o material: já saí pela Avenida Paraná, entrei em tudo quanto é loja para ver se encontrava uma peça que eu estava imaginando e precisava para um instrumento. Às vezes, encontrava em lojas de peças de carro, ou de material de construção, e até mesmo de material cirúrgico.
MAG - Várias vezes eu tentava um material, achava que podia dar uma coisa, não dava e acabava desistindo. Às vezes, porque não tive a sorte de experimentar de uma certa maneira... Os instrumentos de PVC, por exemplo, surgiram por que, uma vez, eu estava cortando um tubo de PVC, aí bati a mão por acaso, deu um som que eu gostei muito, e, então, comecei a pesquisar a partir daí.
PA - Qual material foi mais trabalhoso tirar o som e qual deu melhor resultado sonoro?
MAG - Há instrumentos que é difícil a criação, é preciso criar dezenas de pecinhas. Teve uma época que fiquei experimentando instrumentos mecânicos, que funcionassem com motor. Tentava instrumentos que tocassem sozinho. Acabei chegando a um resultado muito bom, a um instrumento chamado Nastaré. Ele cria a
própria música.
A cabaça é um material usado no mundo inteiro para fazer instrumentos e que dá um bom resultado, tem uma certa resistência para suportar a tensão das cordas. É leve, vibra muito bem. Mas o PVC é muito produtivo também: encontra-se em muitas medidas diferentes, há conexões de todo tipo, encontra-se em qualquer esquina, é barato e é fácil de trabalhar.
PA - Com qual material você conseguiu um som mais inesperado?
MAG - Há uma quantidade grande de instrumentos que tem um som inusitado. Na verdade, existem aqueles que atraem mais atenção, não só pelo material usado, mas pelo mecanismo de funcionamento dele. Um exemplo é um instrumento de PVC com cordas, que toca girando, e se chama Torre. Ele tem um efeito bem mágico. É um instrumento hipnótico. Qualquer lugar do mundo que a gente toca, a platéia fica fascinada. Quando tem um solo dele, as pessoas ficam imóveis. Iremos apresentá-lo no espetáculo no Palácio das Artes e todos poderão conferir.
Palácio das Artes - A impressão que passa é que o improviso é fundamental para a experimentação do grupo. É isso mesmo? Qual a importância do improviso para vocês?
Artur Andrés Ribeiro - A improvisação te traz para o momento. Ela tem esse poder e sempre interfere de forma positiva. Você não pode estar dormindo, repetindo aquela melodia que você toca 500 vezes em casa, e vem ao palco e toca 501. No entanto, o
improviso pode ser uma coisa automática também. Mas, quando improvisamos, sempre buscamos relação com o momento, com o que estamos fazendo na hora.
PA - O nome do grupo é Uakti – Oficina Instrumental. O desejo de vocês é passar essa idéia de oficina, um grupo em constante processo de transformação?
AAR - Sim, por que é um trabalho sempre constante. Os instrumentos que foram construídos há 20 anos, por exemplo, demandam manutenção, e há instrumentos novos que estão sendo feitos, há projetos novos. Então é um trabalho de oficina, mesmo... não funciona assim: ‘fechou e agora é só tocar’. É um processo vivo, contínuo.
PA - Das primeiras apresentações desde o começo do grupo, em 1978, o que mudou?
AAR - Mudou muito. Éramos músicos de sinfônica, tocávamos muita música erudita, com partitura, não havia essa liberdade que temos hoje. Estamos mais maduros, mais fluentes e, entre nós, há uma relação muito mais harmônica, o que é difícil em um grupo.
Atividade 13
“Móbiles sonoros” OBJETIVOS:
x Ampliação de vocabulário e repertório musical; x composição, produção e organização de sons; x conhecer e interagir com objetos sonoros; Número de participantes: Grupos de 04 alunos.
Material: Fios de nylon, materiais recicláveis, cola, tesoura, fita adesiva. Desenvolvimento:
Os móbiles podem ser construídos com materiais como: chaves, argolas, copos e tampas de plástico, conchas, embalagens de filmes etc. Pendurar os materiais em fios de nylon (ou barbante, lã, linha de crochê) num cabide, chapéu ou peneira. Quando agitado cada móbile produzirá um timbre diferente.
“Produzindo instrumentos musicais” OBJETIVOS:
x Produzir instrumentos musicais e objetos sonoros.
Número de participantes: A classe toda, dividida em duplas ou grupos. Material:
Sucatas em geral, fita crepe, pregos, cabo de vassoura, garrafas pets, tampinhas, potinhos diversos, grãos (arroz, feijão, milho etc.), pedras, areia, conduítes, palito de churrasco, palito de sorvete, cola quente, durex etc.
Desenvolvimento:
A sala será dividida em grupos ou duplas. Cada grupo deverá produzir um instrumento musical.
Ex.:
CÔCO – cortar o côco pela metade, limpar, lixar e decorar com tinta plástica.
CLAVAS – serrar 02 pedaços de cabao de vassoura do mesmo tamanho (20 cm), pintar com tinta plástica.
CHOCALHOS – utilizar garrafas pet ou garrafinhas, potinhos de danone, colocar grãos dentro (arroz, feijão, milho etc.) ou outros elementos como pedriscos, areia. Fechar a boca do pote com fita adesiva e decorar.
RECO RECO – cortar cabos de vassouras e revestir com conduíte, para tocar pode ser utilizado caneta, lápis, palito de churrasco ou sorvete.
OBS.: É importante que durante a construção dos instrumentos haja manuseio e apreciação dos mesmos.
Sugira que os alunos criem outros objetos sonoros.
Professor fique atento a esta atividade, como os alunos se relacionam com os materiais sonoros, como organizam os objetos para que produzam sons. Valorize cada produção, assim como o material utilizado.
Atividade 15
“O jogo dos animais” OBJETIVOS:
x apreciação e audição musical; x conhecendo compositores; x expressão corporal.
Número de participantes: A classe toda, dividida em grupos.
Material: CDs com músicas com sons de animais ou que tenham como tema animais. Desenvolvimento:
O professor escolhe as músicas que tenham sons, vozes de animais ou que tenham como tema animais. Cada grupo é orientado a exercer determinado movimento ao ouvir cada uma das músicas. As músicas devem ser alternadas buscando números variados de movimentos. Uma outra variação e deixar as crianças livres para que a partir de cada som criem movimentos, e também cada grupo pode apresentar determinada música representando as vozes de animais e gesticulando e dançando.
Atividade 16
“Carnaval dos animais” OBJETIVOS:
x Ampliação de vocabulário e repertório musical; x apreciação e audição musical;
x conhecendo compositores.
Número de participantes: A classe toda.
Material: CD “Carnaval dos animais” de Saint Saens. Desenvolvimento:
Primeiramente o professor deve levantar os conhecimentos prévios do grupo, se conhecem múiscas com sons de animais, o que é um compositor. Depois disso apresenta a biografia do compositor Saint Saens e apresenta-lhes suas músicas constantes no CD Carnaval dos Animais, a partir da audição das músicas pedir as crianças que percebam de que animal se trata a música, como ele está sendo representado. Uma outra sugestão é dividir a classe em grupos e pedir que representem por meio de sons a “voz” de três animais, apresentando para a classe. Professor: Não se esqueça de levantar com os alunos a presença dos instrumentos musicais em cada uma das músicas apreciadas.
Atividade 17
“Torcer, voar e deslizar” OBJETIVOS:
x Ampliação de vocabulário e repertório musical; x apreciação e audição musical;
x interação com a música e expressão corporal. Número de participantes: A classe toda.
Material: CDs diversos (músicas eruditas, com sons de pássaros e natureza). Desenvolvimento:
Cada aluno é posicionado em pé, a uma distância que não alcance o colega. Em silêncio os alunos deverão movimentar-se de acordo com o ritmo da música. Em determinado momento o professor dá a voz de comando “voar”, e todos se movimentam como se fossem voar, cada um de seu jeito ao seu modo. Na sequência são dadas outras vozes de comando: “deslizar” e “torcer”. Repita a voz de comando.
Após a atividade sente com os alunos numa roda de conversa e questione-os sobre o que aprenderam, como foi fazer a atividade, que relações estabeleceram do corpo com a música, onde tiveram mais dificuldade e mais facilidade. Faça registros das falas dos alunos.
OBS. O professor deve explicar e contextualizar aos alunos o querem dizer os movimentos: torcer, voar e deslizar.
Atividade 18
“Ritmos na cultura musical do Brasil” OBJETIVOS:
x Ampliação de vocabulário e repertório musical; x apreciação e audição musical;
x conhecendo ritmos presentes na cultura musical brasileira (intépretes e compositores).
Número de participantes: A classe toda.
Desenvolvimento:
Apresentar aos alunos músicas com os mais variados ritmos brasileiros: música caipira, forró, axé, pop, rock, cirandas, afro, salão, bossa, chorinho, samba etc. Abrir uma roda de conversa sobre o que ouvem, que sons são esses, que instrumentos produzem esses sons, quem está cantando, perceber a voz, se feminina ou masculina.
Professor dê informações sobre os ritmos, seus intépretes e compositores. E também contextualize as influências que o país recebeu de fora em sua música. Escolha alguns clipes musicais com estes ritmos e mostre-os aos launos.
AXÉ: A axé music é um movimento musical popular surgido no estado da Bahia na década de 80, durante as manifestações populares do carnaval de Salvador.
Não se trata exatamente um gênero ou movimento musical, mas uma rotulação mercadológica muito útil para que uma série de artistas da cidade de Salvador, que faziam uma fusão de ritmos nordestinos, caribenhos e africanos com embalagem pop- rock, tomassem as paradas de sucessos do Brasil inteiro a partir de 1992. Axé é uma saudação religiosa usada no candomblé e na umbanda, que significa energia positiva. Expressão corrente no circuito musical soteropolitano, ela foi anexada à palavra da língua inglesa music pelo jornalista Hagamenon Brito para formar um termo que designaria pejorativamente aquela música dançante com aspirações internacionais. Depois que Daniela Mercury chegou ao Sudeste com o show que a estouraria nacionalmente, O Canto da Cidade, tudo o mais que veio de Salvador começou a ser chamado de axé music. Em pouco tempo, os artistas deixaram de se importar com a origem debochada do termo e passaram a dele se aproveitar. Por exemplo, a Banda Beijo, do vocalista Netinho, simplesmente intitulou de Axé Music o seu disco de 1992. Com o impulso da mídia, essa trilha sonora da folia de Salvador rapidamente se espalhou pelo país (com os carnavais fora de época, as micaretas) e fortaleceu-se como indústria, produzindo sucessos o ano inteiro ao longo dos anos 90. Testadas no calor da multidão na Praça Castro Alves e na Ladeira do Pelô, as músicas dos blocos e bandas responderam por alguns dos grandes êxitos comerciais da música brasileira na década. O ano de 1998 foi, particularmente, o mais feliz para os baianos: Daniela
Mercury, Banda Eva, Chiclete com Banana, Araketu, Cheiro de Amor e É o Tchan venderam juntos nada menos que 3,4 milhões de discos.
Guitarras elétricas
As origens do axé estão nos anos 50, quando Dodô e Osmar começam a tocar o frevo pernambucano em rudimentares guitarras elétricas (batizadas de guitarras baianas) em cima de uma Fobica (um Ford 1929). Nascia o trio elétrico, atração dos carnavais para a qual Caetano Veloso chamou a atenção em 1968 na canção Atrás do Trio Elétrico. Mais tarde, Moraes Moreira, dos Novos Baianos, teria a idéia de subir num trio (que era apenas instrumental) para cantar – foi o marco zero da axé music. Paralelamente ao movimento dos trios, aconteceu o da proliferação dos blocos afro: Filhos de Gandhi (do qual Gilberto Gil faz parte), Badauê, Ilê Ayê, Muzenza, Araketu e Olodum. Eles tocavam ritmos africanos como o ijexá, brasileiros como o maracatu e o samba (os instrumentos eram os das escolas de samba do Rio) e caribenhos como o merengue.
Com a cadência e as letras das canções de Bob Marley nos ouvidos, o Olodum criou o samba-reggae, música com forte caráter de afirmação da negritude, que fez sucesso na Salvador dos anos 80 com artistas como Lazzo, Tonho Matéria, Gerônimo e a Banda Reflexus – as canções chegavam ao Sudeste em discos na bagagem dos que lá passavam férias. Logo, Luíz Caldas (do trio Tapajós) e Paulinho Camafeu tiveram a idéia de juntar o frevo elétrico dos trios e o ijexá. Surgiu assim o "Deboche", que rendeu em 1986 o primeiro sucesso nacional daquela cena musical de Salvador: Fricote, gravado por Caldas. A modernidade das guitarras se encontrava com a tradição dos tambores em mistura de alta octanagem.
Uma nova geração de estrelas aparecia para o Brasil: Lazzo, Banda Reflexus (do sucesso Madagascar Olodum), Sarajane, Cid Guerreiro (do Ilariê, gravado por Xuxa), Chiclete com Banana (que vinha de uma tradição de bandas de baile, blocos afro e trios elétricos), Banda Cheiro de Amor(com Márcia Freire e Margareth Menezes, a primeira a engatilhar carreira internacional, com a benção do líder da banda americana de rock Talking Heads, David Byrne. Pouco tempo depois, o Olodum estaria sendo convidado pelo cantor e compositor americano Paul Simon para gravar participação no disco The Rhythm of The Saints.
Guinada para o pop
Aquela nova música baiana avançaria mais ainda na direção do pop em 1992, quando o Araketu resolveu injetar eletrônica nos tambores, e o resultado foi o disco Araketu, gravado pelo selo inglês independente Seven Gates, e lançado apenas na Europa. No mesmo ano, Daniela Mercury A "Rainha do Axé" lançaria O Canto da Cidade, e o Brasil se renderia de vez ao axé. Aberta a porta, vieram Asa de Águia, Banda Eva (que nasceu do Bloco Eva e revelou Ivete Sangalo), Banda Mel (que depois assinaria como Bamdamel), Banda Cheiro de Amor, Ricardo Chaves e tantos outros nomes. A explosão comercial do axé passou longe da unanimidade. Dorival Caymmi reprovou suas qualidades artísticas, Caetano Veloso as endossou. Das tentativas de incorporar o repertório das bandas de pop rock, nasceu a marcha-frevo, que transformou sucessos como Eva (Rádio Táxi) e Me Chama (Lobão) em mais combustível para a folia.
Enquanto o axé se fortalecia comercialmente, alguns nomes buscavam alternativas criativas para a música baiana. O mais significativo deles foi a Timbalada, grupo de percussionistas e vocalistas liderado por Carlinhos Brown (cuja Meia Lua Inteira tinha estourado na voz de Caetano), que veio com a proposta de resgatar o som dos timbaus, que há muito tempo estavam restritos à percussão dos terreiros de Candomblé. Paralelamente à Timbalada, Brown lançou dois discos solos – Alfagamabetizado (1996) e Omelete Man (1998), que com sua autoral incorporação de várias tendências do pop e da MPB à música baiana, obteve grande reconhecimento no exterior. Além disso, ele desenvolveu um trabalho social e cultural de alta relevância entre a população da comunidade carente do Candeal, com a criação do espaço cultural Candyall Guetho Square, o grupo de percussão Lactomia (para formar uma nova geração de instrumentistas) e a escola de música Paracatum.
Enquanto isso, os nomes de sucesso da música baiana multiplicavam-se: aos então conhecidos Banda Eva, Bamdamel, Araketu (que em 1994 vendeu 200 mil cópias do disco Araketu Bom Demais), Chiclete com Banana e Cheiro de Amor, juntaram-se o ex- Beijo Netinho e os grupos Jammil e Uma Noites, Pimenta N´Ativa e Bragadá.
Bunda music Foi em 1995, porém, que deu as caras o maior fenômeno comercial de Salvador. Em seu terceiro disco, o grupo Gera Samba estourou o sucesso É o Tchan, com a ajuda dos sacolejos das calipígias dançarinas Carla Perez (loura) e Débora Brasil
(morena). Entre um "segura o tchan" e outro, a banda teve que mudar de nome, processado por um outro grupo, de um irmão do integrante Compadre Washington. Rebatizado de É o Tchan, o antigo Gera Samba inaugurou a face do axé que seria conhecida como Bunda Music, de ênfase nas coreografias libidinosas em detrimento à musica (que ainda assim trazia uma sólida base de samba de roda) e as letras. Com toda a face showbiz a que tem direito (realizaram-se concursos na TV para a escolha da morena e depois da loura que iriam substituir Débora e Carla), e uma fileira de sucessos produzidos em série (Dança do Bumbum, Dança da Cordinha, Ralando o Tchan, É o Tchan! no Havaí, A Nova Loira do Tchan...), o grupo bateu a barreira do milhão de discos vendidos.
Com o Tchan, disputaram público na segunda metade dos anos 90 nomes como Netinho (Milla, Fim de Semana), Araketu (Mal Acostumado) e Terrasamba (Liberar Geral, Carrinho de Mão), Banda Eva (Beleza Rara, Carro Velho), entre outros. A superexposição nos meios de comunicação e as pressões da indústria inevitavelmente levaram o axé ao esgotamento artístico e comercial. Em 1999, ano em que o pop ressurgiu como uma força, o gênero experimentou um significativo declínio nas vendagens de discos.
ROCK: Rock and Roll (também escrito Rock'n'Roll) é um gênero de música que emergiu e se definiu como estilo musical no sul dos Estados Unidos durante a década de 50, rapidamente se espalhando pelo resto do mundo. Evoluiu mais tarde para diversos sub-géneros no que hoje é definido simplesmente como "rock".
Actualmente, a palavra "rock and roll" tem diversos significados, seja para definir o rock tradicional ao estilo dos anos 50, ou para definir o rock surgido posteriormente, e até mesmo certas vertentes da música pop. Desde finais da década de 50 até meados dos anos 90 o rock foi provavelmente o estilo musical mais popular no mundo ocidental. Os instrumentos mais comuns no rock'n'roll são a guitarra elétrica, o baixo, a bateria, e muitas vezes um piano ou teclado, embora no início, o principal instrumento tenha sido o saxofone, posteriormente substituído pela guitarra no final dos anos 50.
AFRO: A música criada pelos afro-brasileiros é uma mistura da música portuguesa, indígena e africana, produzindo uma grande variedade de estilos.
A música brasileira foi fortemente influenciada pelos ritmos africanos, como é o caso do samba, maracatu, carimbó, lambada e o maxixe. Embora se tenha mantido por muitos anos na marginalidade, a música afro-brasileira ganhou notoriedade em meados do século XX, até se tornar o estilo musical mais difundido no Brasil.
Obtido em http://pt.wikipedia.org
OBS.: Mostre também ritmos e cantores africanos. Ex. Salifkeita, Eva Touri, Richard Bona e realize comparações com cantores do Brasil, como: Chico César, Olodum, Timbalada. No caso do Rock, apresente Chuck Berry, Litlle Richard fazendo comprações com Roberto Carlos, Mutantes, Titãs, Paralamas do sucesso, Secos e Molhados etc.
Atividade 19
“Ritmo – Elementos teóricos” OBJETIVOS:
x Ampliação de vocabulário e repertório musical; x percepção rítmica;
x Observaçao de duração do som, tempo, intensidade e a pausa. Número de participantes: a sala toda.
Material: instrumentos de percussão, objetos que possam repercurtir sons e o próprio corpo.
Desenvolvimento:
Demonstrar com os instrumentos ou objetos alguns ritmos simples (batidas), variar as