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Appariements entre objets r´ef´erences et objets hypoth`eses

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 60-64)

A motivação da pesquisa consistiu em investigar as associações existentes entre fatores promotores e inibidores do alinhamento estratégico da TI com, respectivamente, o sucesso e o fracasso de projetos de tecnologia da informação.

Uma vez que significativos resultados negativos continuam presentes no cotidiano da gestão de projetos (THE STANDISH ..., 2011; 2013) e tendo em vista as raras contribuições da academia (KEARNS; SABHERWAL, 2006; HACKER; DOOLEN, 2007; WEISS; THOROGOOD, 2011) a respeito da relação entre os temas pesquisados (CHIANG; NUNEZ, 2013), houve a preocupação em executar a pesquisa tendo em mente a crescente demanda por soluções de TI que atendam as demandas dos objetivos organizacionais (NGUYEN; OGUNLANA; LAN, 2004; JUCA JUNIOR; CONFORTO; AMARAL, 2010).

Ao descrever as características dos projetos de TI executados na Empresa Energia no período de 2013 a 2015, concluiu-se que a pesquisa identificou uma forte orientação à abordagem tradicional do gerenciamento dos projetos, conforme esta é compreendida por Carvalho e Rabechini Junior (2007) e Gray e Larson (2009).

Também sendo identificadas altas posições hierárquicas para demandantes e patrocinadores dos projetos, especulou-se a respeito da necessidade da Empresa Energia de legitimar o PETI por intermédio de uma gestão de portfólio de TI com foco na priorização dos projetos.

Além disso, ao caracterizar seus respondentes, a pesquisa apontou que o número de projetos de TI com os quais os respondentes se envolveram no período estudado está correlacionado positivamente com a relevância dos papéis assumidos e com o valor dos projetos para o negócio. Também ocorreram correlações positivas entre a relevância dos papéis assumidos e o valor dos projetos para o negócio, bem como entre o valor para o negócio em função das naturezas dos projetos e o valor para o negócio em função dos objetivos dos projetos.

Ainda no campo da caracterização dos respondentes, a pesquisa indicou que havia diferenças nas respostas dos participantes da pesquisa para os estratos de TI e de negócio, no que diz respeito ao número de projetos de TI com os quais os entrevistados se envolveram no período estudado e a natureza e o objetivo do último projeto com o qual se envolveram. Também foram percebidas diferenças para os papéis assumidos nos projetos e as naturezas e objetivos destes, quando comparados em função de grupos com e sem envolvimento em projetos de TI.

A pesquisa também apontou que os distintos papéis assumidos nos projetos de TI apresentam diferenças quanto ao número de participações em projetos no período de 2013 a 2015. De mesmo modo, proposições distintas de valor ao negócio apresentadas pelos projetos de TI em função de suas naturezas, acarretam em diferenças quanto aos objetivos dos projetos.

Com o intuito de identificar variações nas avaliações obtidas quanto aos fatores promotores e inibidores do alinhamento estratégico da tecnologia da informação, foram realizados testes para evidenciar tais variações em função dos estratos estudados e os grupos identificados. Para os participantes desta pesquisa, concluiu-se que ocorrem diferenças apenas para o fator promotor de devida estimação de orçamento e recursos para a área de TI quando o mesmo é observado em projetos de natureza cliente ou estruturador. Os demais fatores promotores e inibidores não acusaram diferenças para os estratos e para nenhum dos grupos identificados.

Os resultados apontaram que, na percepção dos participantes da pesquisa, os fatores promotores do alinhamento estratégico da TI apresentam diferentes níveis de associação com o sucesso dos projetos determinados por suas dissimilaridades. Tais associações foram interpretadas utilizando-se as contribuições de Reich e Benbasat (1996) e Kearns e Sabherwal (2006), bem como do modelo de Chan et al. (1997), concluindo se tratar da fundamentação do sucesso dos projetos de tecnologia da informação em termos de aspectos sociais, tais como a comunicação adequada entre as áreas de TI e de negócio, a confiança no alcance dos compromissos firmados por estas e uma boa qualificação do pessoal de TI.

Igualmente concluiu-se que o sucesso dos projetos de TI está depositado na efetividade da tecnologia da informação em conectar os elementos de sua estratégia aos elementos de planejamento e implementação dos projetos. Esta conexão é estabelecida por meio de aspectos intelectuais, tais como o apoio da alta gestão à área de tecnologia da informação, a conexão entre os planos da TI e do negócio, a correta priorização dos projetos,

o entendimento do negócio pela TI e orçamento e recursos adequadamente estimados para a área de tecnologia da informação.

Contemplando os dados com as lentes das abordagens tradicional (CLELAND; IRELAND, 2006) e contingencial (SHENHAR; DVIR, 2007) do gerenciamento dos projetos de TI, concluiu-se que os resultados também indicaram que elementos daquelas estão presentes nas dissimilaridades encontradas, relacionando-se com o sucesso dos projetos. Sendo assim, é possível suscitar que ambas as abordagens auxiliam o alcance e concretização dos objetivos dos projetos de TI.

Da mesma forma, os resultados apontaram que, de acordo com a visão dos participantes da pesquisa, os fatores inibidores do alinhamento estratégico da TI também apresentaram diferentes níveis de associação com o fracasso dos projetos determinados por suas dissimilaridades. Tais associações foram interpretadas utilizando-se dos modelos de Henderson e Venkatraman (1993) e Brodbeck e Hoppen (2003), do framework de Hirschheim e Sabherwal (2001) e das contribuições de Kearns e Sabherwal (2006).

A pesquisa concluiu ser fundamento do fracasso dos projetos de tecnologia da informação: as falhas na elaboração do PEE, em função da falta de entendimento do negócio pela área de tecnologia da informação; a ausência da TI na formulação estratégica; orçamento e recursos equivocadamente estimados; a não aplicação da TI para o alcance de uma vantagem competitiva. Igualmente, tal fracasso reside em falhas na elaboração do PETI relacionadas à falta de apoio da alta gestão a área de tecnologia da informação, a priorização inadequada dos projetos de TI, a falta de entendimento da área de tecnologia da informação pelo negócio e a desqualificação do pessoal de TI.

No entanto, a pesquisa concluiu que tais disfunções são mediadas por falhas no ajuste estratégico, por conta de uma comunicação inadequada entre as áreas de tecnologia da informação e de negócio, desconexão entre os planos da TI e do negócio e descrédito quanto ao alcance dos compromissos firmados entre estas áreas, assim como por falhas na integração funcional, atribuídas à ausência de parcerias, alianças e relações próximas entre a TI e o negócio.

Por fim, concluiu-se que o fracasso dos projetos de TI também está fundamentado, ao menos para os participantes da pesquisa, na baixa qualidade do planejamento dos projetos de TI, em termos de priorização inadequada, ausência da TI na formulação estratégica, falta de entendimento da área de tecnologia da informação pelo negócio e orçamento e recursos equivocadamente estimados. Tal aspecto é promovido por falhas no alinhamento circular, frutos da comunicação inadequada entre as áreas de tecnologia da informação e de negócio,

da desconexão entre os planos da TI e do negócio, do descrédito quanto ao alcance dos compromissos firmados entre estas áreas e a falta de entendimento do negócio pela área de TI, o que conflui em problemas decorrentes de suas implementações, tais como a falta de apoio da alta gestão à área de tecnologia da informação, a ausência de parcerias, alianças e relações próximas entre a TI e o negócio, a desqualificação do pessoal de TI e a não aplicação da TI para o alcance de uma vantagem competitiva.

Assim, a pesquisa corrobora as evidências da literatura, como em Jiang e Klein (1999), Kearns e Sabherwal (2006) e Boonstra et al. (2011), de que o sucesso e o fracasso dos projetos de TI relacionam-se com processos prévios de planejamento integrado e ajuste estratégico entre as áreas de TI e de negócio, característicos do alinhamento estratégico.

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