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Para verificar se as distribuições no desempenho dos índices que compõem a WISCIV diferem significativamente em relação às variáveis protocolo de tratamento, idade ao

diagnóstico e tempo fora de tratamento, foi realizado o teste estatístico inferencial de Qui-

Quadrado de Pearson, para melhor entender o papel destas variáveis intervenientes e sua potencial associação na performance dos participantes. Para tanto foram utilizadas as variáveis clínicas que exerceram força para a partição dos clusters, sujeitando tais resultados

ao teste de Qui-Quadrado, adotando-se p≤ 0,05 para rejeição da hipótese nula. As tabelas 8, 9,

10, 11 e 12 apresentam os resultados.

Inicialmente são apresentados os dados referente à comparação entre os desempenhos obtidos pelos grupos nos índices da WISCIV em função do protocolo de tratamento. Posteriormente, foram avaliadas as interferências de cada uma das variáveis clínicas no interior dos subgrupos constituídos a partir dos protocolos de tratamento, a saber, BFM-2002 e GBTLI-LLA.

Tabela 8: Distribuição frequencial dos participantes em função da variável Protocolo de tratamento em relação à classificação dos seus desempenhos nos Índices fatoriais e QI

Total da WISC-IV. GBTLI – LLA 99 BFM – 2002 Pearson Chi- Square p

Médio Inferior Médio Inferior

ICV 78,6% 21,4% 88,2% 11,8% 0,530 0,467

IOP 64,3% 35,7% 94,1% 5,9% 4,377 0,036*

IMO 42,9% 57,1% 82,4% 17,6% 5,231 0,022*

QIT 71,4% 28,6% 82,4% 17,6% 0,524 0,469

Nota: ICV: Índice de Compreensão Verbal da WISC; IOP: Índice de Organização Perceptual da WISC; IMO: Índice de Memória Operacional da WISC; ICV: Índice de Compreensão Verbal da WISC; IVP: Índice de Velocidade de Processamento da WISC; QIT: QI Total da WISC. As colunas apontam os domínios investigados, cujas células situadas na primeira e na segunda linha apresentam a porcentagem de participantes cujo desempenho nos índices foi considerado inferior para cada protocolo de tratamento. Na quarta linha, asteriscos, negrito e destaque em verde indicam os domínios nos quais houve discrepância estatisticamente significativa entre os grupos em função da variável Protocolo de tratamento.

Os dados apontam que o grupo de crianças submetidas ao protocolo GBTLI-LLA 99 obtiveram percentual de classificações no patamar inferior em quatro das cinco dimensões que compõem a WISC IV, com exceção do domínio de velocidade de processamento.

Na tabela 9 são apresentados os dados referentes aos desempenhos da WISC IV em função da variável Idade ao Diagnóstico, obtidos pelo grupo de crianças tratadas com o protocolo GBTLI- LLA99.

Tabela 9: Distribuição frequencial dos participantes do grupo GBTLI – LLA 99 em função da variável Idade ao diagnóstico em relação à classificação dos seus desempenhos nos

Índices fatoriais e QI Total da WISC-IV.

< 5 anos de idade ao diagnóstico

≥5 anos de idade ao diagnóstico

Médio Inferior Médio Inferior

ICV 72,4% 28,6% 85,7% 14,3%

IOP 57,1% 42,9% 71,4% 28,6%

IMO 42,9% 57,1% 42,9% 57,1%

IVP 71,4% 28,6% 71,4% 28,6%

QIT 57,1% 42,9% 85,7% 14,3%

Nota: ICV: Índice de Compreensão Verbal da WISC; IOP: Índice de Organização Perceptual da WISC; IMO: Índice de Memória Operacional da WISC; ICV: Índice de Compreensão Verbal da WISC; IVP: Índice de Velocidade de Processamento da WISC; QIT: QI Total da WISC. As colunas apontam os domínios investigados, cujas células situadas na primeira e na segunda linha apresentam a porcentagem de participantes cujo desempenho nos índices foi considerado inferior segundo a idade ao diagnóstico.

Nota-se que em três das cinco medidas oriundas da WISCIV, as crianças diagnosticadas nos anos iniciais do desenvolvimento (antes dos 5 anos) obtiveram piores

resultados quando comparadas às crianças diagnosticadas após os 5 anos. No entanto, é interessante notar que os resultados foram idênticos nas medidas de IMO e IVP.

Na tabela 10 são apresentados os dados referentes aos desempenhos da WISC IV em função da variável Idade ao Diagnóstico, obtidos pelo grupo de crianças tratadas com o protocolo BFM-2002.

Tabela 10: Distribuição frequencial dos participantes do grupo BFM – 2002 em função da variável Idade ao diagnóstico em relação à classificação dos seus desempenhos nos

Índices fatoriais e QI Total da WISC-IV

< 5 anos de idade ao diagnóstico

≥5 anos de idade ao diagnóstico

Médio Inferior Médio Inferior

ICV 90,1% 9,1% 83,3% 16,7%

IOP 90,1% 9,1% 100% 0

IMO 81,8% 18,2% 83,3% 16,7%

IVP 72,7% 27,3% 50,0% 50,0%

QIT 90,1% 9,1% 66,7% 33,3%

Nota: ICV: Índice de Compreensão Verbal da WISC; IOP: Índice de Organização Perceptual da WISC; IMO: Índice de Memória Operacional da WISC; ICV: Índice de Compreensão Verbal da WISC; IVP: Índice de Velocidade de Processamento da WISC; QIT: QI Total da WISC. As colunas apontam os domínios investigados, cujas células situadas na primeira e na segunda linha apresentam a porcentagem de participantes cujo desempenho nos índices foi considerado inferior segundo a idade ao diagnóstico.

Nota-se que, de maneira distinta dos valores observados na análise anterior, em três das cinco medidas oriundas da WISCIV, as crianças diagnosticadas nos anos iniciais do desenvolvimento (antes dos 5 anos) obtiveram melhores resultados quando comparadas às crianças diagnosticadas após os 5 anos. No entanto, é interessante notar que resultados inferiores foram obtidos nas medidas de IMO e IOP.

Na tabela 11 são apresentados os dados referentes aos desempenhos da WISC IV em função da variável Tempo fora de tratamento, obtidos pelo grupo de crianças tratadas com o protocolo GBTLI-LLA99.

Tabela 11: Distribuição frequencial dos participantes do grupo GBTLI – LLA 99 em função da variável Tempo fora de tratamento em relação à classificação dos seus

desempenhos nos Índices fatoriais e QI Total da WISC-IV.

< 2 anos FT ≥ 2 anos FT

Médio Inferior Médio Inferior

ICV 75,0% 25,0% 83,3% 16,7%

IOP 62,5% 37,5% 66,7% 33,3%

IMO 62,5% 37,5% 16,7% 83,3%

IVP 75,0% 25,0% 66,7% 33,3%

QIT 75,0% 25,0% 66,7% 33,3%

Nota: IOP: Índice de Organização Perceptual da WISC; IMO: Índice de Memória Operacional da WISC; ICV: Índice de Compreensão Verbal da WISC; IVP: Índice de Velocidade de Processamento da WISC; QIT: QI Total da WISC. As colunas apontam os domínios investigados, cujas células situadas na primeira e na segunda linha apresentam a porcentagem de participantes cujo desempenho nos índices foi considerado inferior de acordo com o tempo fora de tratamento. Na quarta linha, asteriscos, negrito e destaque em verde indicam os domínios nos quais houve discrepância estatisticamente significativa entre os grupos em função da variável FT (Tempo fora de

tratamento).

Nota-se que, em três das cinco medidas, os piores resultados foram identificados no grupo de crianças há mais tempo fora de tratamento, sugerindo que os déficits são tardios e/ou progressivos, conforme discutido posteriormente. Apenas nas medidas de ICV e IOP resultados melhores foram encontrados no grupo há menos de 2 anos fora de tratamento.

Na tabela 12 são apresentados os dados referentes aos desempenhos da WISC IV em função da variável Tempo fora de tratamento, obtidos pelo grupo de crianças tratadas com o protocolo BFM-2002.

Tabela 12: Distribuição frequencial dos participantes do grupo BFM - 2002 em função da variável Tempo fora de tratamento em relação à classificação dos seus desempenhos nos

Índices fatoriais e QI Total da WISC-IV.

< 2 anos FT ≥ 2 anos FT

Médio Inferior Médio Inferior

ICV 90,0% 10,0% 85,7% 14,3%

IOP 100% 0 85,7% 14,3%

IVP 60,0% 40,0% 71,4% 28,6%

QIT 90,0% 10,0% 71,4% 28,6%

Nota: IOP: Índice de Organização Perceptual da WISC; IMO: Índice de Memória Operacional da WISC; ICV: Índice de Compreensão Verbal da WISC; IVP: Índice de Velocidade de Processamento da WISC; QIT: QI Total da WISC. As colunas apontam os domínios investigados, cujas células situadas na primeira e na segunda linha apresentam a porcentagem de participantes cujo desempenho nos índices foi considerado inferior de acordo com o tempo fora de tratamento. Na quarta linha, asteriscos, negrito e destaque em verde indicam os domínios nos quais houve discrepância estatisticamente significativa entre os grupos em função da variável Tempo fora de

tratamento.

Nota-se que, de maneira similar ao que foi identificado na análise anterior, os piores resultados foram encontrados no grupo de crianças fora de tratamento há mais de 2 anos, com ressalva apenas para a medida de IVP, na qual crianças com menos tempo fora de tratamento obtiveram pior resultado, sugerindo tal déficitpode ser transitório ou superado ao longo do desenvolvimento.

6.2. Atenção e Funções Executivas

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