5. Public perception of shallow groundwater pollution: methodology and results of the
5.2 Analysis of the survey data: descriptive statistics
De acordo com a OPAS(1997), a programação de medicamentos pode ser definida como um processo mediante o qual se determina a necessidades de medicamentos para o atendimento da demanda por um determinado período a fim de atender a necessidade da Farmácia Hospitalar, estimando-se sempre o processo nos recursos financeiros disponíveis para o período. Algumas normas básicas devem ser levadas em consideração no processo de programação de medicamentos. Damos destaque a responsabilidade da Farmácia Hospitalar pela programação das necessidades de medicamentos, preferencialmente com a participação da Comissão de Farmácia e Terapêutica.
Entre os métodos mais conhecidos para a programação de medicamentos estão os métodos da “Curva ABC”, também conhecidos como curva de Pareto, que apresenta a sua lógica em função do valor de consumo do medicamento programado e o sistema “VEN”, que classifica os medicamentos como vitais, essenciais e não essenciais.
São várias as recomendações da OPAS/OMS(1997), para resolução da questão, tais como:
Selecionar o período para o qual se calcula o consumo, Ajustar o consumo considerando perdas inevitáveis, Ajustar o consumo de modo a evitar o desabastecimento,
Calcular o consumo de cada medicamento levando-se em consideração o consumo de cada clínica,
Procurar chegar a um cálculo o mais aproximado possível das necessidades da Instituição;
Utilizar dados relativos à morbidade e protocolos de tratamento estabelecidos no hospital principalmente para medicamentos que tenham administração constante, Calcular a quantidade de medicamentos a partir dos registros existentes no armazém, preferencialmente utilizando a curva de Pareto ou método similar.
Realizar inventários de medicamentos no menor período possível(mensal, Trimestral, anual), sendo que neste caso a data mais adequada é a de 31 de dezembro. É aconselhável um acompanhamento constante dos produtos perdidos por prazo vencido ou por outras razões através de sistema paralelo.
Calcular o consumo ajustado das necessidades de medicamentos de cada clínica(ambulatorial ou hospitalar)por pelo menos 30 dias.
Calcular o consumo médio de cada medicamento discriminado por serviço e em alguns hospitais por consulta externa, estimando o consumo médio de cada medicamento discriminado por serviço.
Procurar estabelecer estoque mínimo e máximo para cada produto. Calcular a demanda reprimida, principalmente se o período ultrapassar Seleção de Medicamentos, Germicidas e Correlatos
A partir da seleção que resulta na elaboração de um formulário terapêutico ou de uma padronização de medicamentos é que se pode ter um sistema eficiente de fornecimento de medicamentos. Essa seleção é um processo contínuo e necessita de uma Comissão de Farmácia e Terapêutica(CFT)atuante e multidisciplinar para que ela aconteça. A partir do resultado desse processo é que se constrói um sistema racional de distribuição e informação de medicamentos.
Podemos citar que essa seleção se desenvolve em duas etapas que são a seleção propriamente dita originando uma relação de medicamentos que será utilizada pela administração do hospital para as compras de medicamentos e em seguida resultando num formulário terapêutico.
Como objetivos da seleção de medicamentos temos os seguintes(MS,1994:35): a implantação de políticas de utilização de medicamentos com base em correta avaliação, seleção e emprego terapêutico no hospital;
a promoção da atualização e reciclagem em temas relacionados à terapêutica hospitalar;
a redução de custos, visando obter a disponibilidade dos medicamentos essenciais à cobertura dos tratamentos necessários aos pacientes.
Continuando no processo de seleção o MS, cita critérios que devem ser
considerados para uma seleção de medicamentos
considerar as necessidades epidemiológicas da população atendida;
incluir medicamentos de comprovada eficácia, baseando-se em ensaios clínicos controlados que demonstrem efeito benéfico à espécie humana;
eleger, dentre os medicamentos de mesma indicação e eficácia, aquele de menor toxicidade relativa, menor custo de tratamento e maior comodidade posológica; escolher, sempre que possível, dentre medicamentos de mesma ação farmacológica, um representante de cada categoria química ou com característica farmacocinética diferente, ou que possua característica farmacológica que represente vantagem no uso terapêutico;
evitar a inclusão de associações fixas, exceto quando os ensaios clínicos justificarem o uso concomitante e o efeito terapêutico da associação for maior que a soma dos efeitos dos produtos individuais;
priorizar formas farmacêuticas que proporcionem maior possibilidade de fracionamento e adequação à faixa etária;
realizar a seleção de antimicrobianos em conjunto com a CCIH, verificando a ecologia hospitalar quanto a microrganismos prevalentes, padrões de sensibilidade, selecionando aqueles antimicrobianos que permitam suprir as necessidades terapêuticas;
reservar novos antibióticos para o tratamento de infecções causadas por microrganismos resistentes a antibióticos padrões, ou para infecções em que o novo produto seja superior aos anteriores, fundamentado em ensaios clínicos comparativos;
utilizar sempre as Denominações Comuns Brasileiras(DCB)(MS,1993).
Resultando da seleção, obtemos uma Padronização de Medicamentos, devendo sempre ter como norte a RENAME, que é um instrumento básico de acordo com Portaria Ministerial nº . Ao se tentar construir uma padronização deve-se perseguir segundo Molina(1993):
a padronização apenas de medicamentos de valor terapêutico comprovado;
não padronizar associações, na medida do possível, priorizando sempre medicamentos com um só princípio ativo;
a padronização deve ser feita pelo nome do princípio ativo respeitando-se a DCB; a padronização de medicamentos, deverá considerar o menor custo de aquisição, armazenamento, dispensação e controle, sempre resguardando a qualidade; a padronização de medicamentos, deverá considerar o menor custo do tratamento/dia e o menor custo total do tratamento, sempre resguardando a qualidade;
a padronização de medicamentos, deverá considerar formas farmacêuticas que permitam a individualização na distribuição;
a padronização de medicamentos, deverá considerar as formas farmacêuticas, apresentações e dosagens de acordo com a facilidade para administração aos pacientes, a faixa etária, a facilidade para o cálculo da dose a ser administrada e a facilidade de fracionamento ou multiplicação das doses.
Quanto à seleção de germicidas deve ser seguido o mesmo processo realizado com os medicamentos. A participação da CCIH é fundamental na escolha dos produtos bem como na determinação dos critérios de utilização dos mesmos.
Em relação à seleção de correlatos é preciso observar a Portaria Conjunta n° 1, da ex Secretaria de Vigilância Sanitária e Secretaria de Assistência à Saúde MS, de 17 de Maio de 1993(Anexo VII), atual ANVISA.
INCLUSÃO EXCLUSÃO PRESCRIÇÃO