III. Partie analyse des données
1. Analyse des supports d’enseignement : les œuvres du réseau
No Peru, não obstante a fraca queda da economia, o crescimento do PIB no ano de 2003 foi de 4% (Gráfico 6). Esse resultado responde, pelo segundo ano consecutivo, não somente ao incremento de mais de 3% do consumo privado e público (representam mais de 80% do PIB), assim, como a uma leve recuperação do investimento. Esse dinamismo teria sido principalmente efeito da implementação de projeto do Gás de Camisea e de grandes projetos mineiros e não de uma reativação geral da mesma, parada ainda pela instabilidade política. Além disso, o crescimento do Fundo Mivivienda (63,7%), que agilizou por sua vez o setor de construção, contribuiu também à mobilidade do investimento e da economia.
Fonte: INEI e MEF (2004)
Gráfico 6. Evolução do PIB no Peru, 1994 – 2003 (Variação % real)
12,8 8,6 2,5 6,7 4,0 3,5 0,2 3,1 0,9 -0,5 -2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 PIB Global
As exportações constituíram-se em uns dos setores líderes, crescendo no ano de 2003 a um ritmo próximo a 17% em dólares, com um comportamento similar nas exportações tradicionais (18%) e não tradicionais (15%). As primeiras têm-se visto beneficiadas por uma conjuntura internacional favorável, pela recuperação da economia mundial e pela maior demanda por minerais. Entretanto, as segundas estão se recuperando principalmente em função do ATPDEA e devido à recuperação da economia dos Estados Unidos.
A abundância relativa de moeda estrangeira, somada a uma queda do dólar frente a outras moedas fortes, estaria sendo pressionada até a apreciação do nuevo sol, cujo nível é similar ao do início de 1999. Essa força da moeda do Peru tem incidido também em uma baixa taxa de inflação, a qual tem-se colocado pelo segundo ano consecutivo no trecho inferior da meta do Banco Central de Reserva del Peru (BCR). No ano de 2003, essa entidade adquiriu mais de US$ 1.000 milhões para moderar a reavaliação e conseguir um tipo de câmbio consistente que não passe a meta inflacionaria mínima.
Os setores econômicos mostraram resultados positivos, com exceção da pesca que se reduziu em 13,4% principalmente porque quase a metade do ano apresentaram algum tipo de problema. O setor de mineração e petroquímico foi o que mais cresceu (6,7%), explicado pela produção de cobre da empresa Antamina e pela maior produção de ouro de Yanacocha. Mesmo assim, o aumento nas cotações dos principais metais tem gerado um contexto adequado para que se aumente a produção. O segundo setor de maior crescimento é o de construção (4,0%). Por sua parte, o setor agropecuário cresceu em 2,3% e no caso do setor de manufatura o crescimento foi de 2,1% (Gráfico 7). Os setores primários mostraram um crescimento de 2,5% e os setores não primários apresentaram um crescimento positivo de 4,0%, ou seja, aumentou a demanda interna, como reflete de acordo com o Gráfico no acréscimo do PIB.
Fonte: INEI e MEF (2004)
Gráfico 7. Crescimento do PIB por setores econômicos (Variação %) -15 -10 -5 0 5 10 P IB G lo b a l A g ro p e c u a ri o P e s c a M in e ra ç ã o d e P e tr o q u im ic o s M a n u fa tu ra C o n s tr u ç ã o C o m e rc io O u tr o s
Em termos monetários teve um acréscimo na evolução do PIB, no ano de 1990. Esse indicador financeiro era de US$ 23.244 dólares e no ano 2000 o PIB aumentou para US$ 36.565, segundo o Banco Central do Peru, significando que o Peru teve maior produção interna (Gráfico 8).
Fonte: Banco Central de Reserva del Peru (BCRP –2002)
Gráfico 8. Evolução do PIB (Em milhões de dólares)
A inflação registrada no ano de 2003 foi de 2,5% e situa-se no limite inferior da meta de inflação prevista pelo Banco Central de Reserva do Perú no início do ano. Mesmo assim, o tipo de câmbio médio bancário, no fim do período do fechamento de 2003, acabou em S/. 3,463 frente à cotação de 2002, que foi de S/. 3,514 originando uma apreciação de 1,5% (Gráfico 9). A estabilidade do câmbio operou como a principal variável dos preços da economia. E F M A M J J A S O N D 2001 3,9 3,6 3,6 2,5 2,5 2,5 2,2 1,4 0,9 0,7 0,1 -0,1 2002 -0,8 -1,1 -1,1 0,1 0,2 0,0 -0,1 0,3 0,7 1,4 1,5 1,5 2003 0,2 0,7 1,8 1,8 1,7 1,3 1,1 1,1 1,7 1,7 1,9 2,5 Fonte: INEI (2004)
Gráfico 9. Inflação anual: 2001 - 2003 (Variação % Anual) 23.244 28.165 33.460 36.565 - 10.000 20.000 30.000 40.000 1.900 1.994 1.997 2.000 -0,8 -1,1 -1,1 0,1 0,2 0 -0,1 0,3 0,7 1,4 1,5 1,5 2,3 2,8 -1,5 -1 -0,5 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 E F M A M J J A S O N D E F -1,5 -1 -0,5 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3
O setor externo mostrou uma evolução favorável em comparação ao ano anterior: A balança comercial registrou um superávit de US$ 710 milhões, ou seja, um acréscimo de US$ 503 milhões em comparação ao resultado do ano de 2002 (superávit comercial de US$ 207 milhões). As exportações cresceram em US$ 1.307 milhões, devido ao maior dinamismo das exportações de produtos tradicionais (principalmente mineira) e as importações aumentaram US$ 804 milhões em comparação ao ano anterior, devido principalmente ao aumento em bens intermédios e de capital.
Pelo lado fiscal viu-se uma redução do déficit fiscal, passando de 2,3% do PIB no ano de 2002 para 1,9% no ano de 2003. As receitas correntes do Governo central aumentaram de 14,3% em 2002 para 14,8% em 2003 (Gráfico 10) e as despesas correntes incrementaram-se de 14,6% em 2002 para 14,8% em 2003 (como porcentagem do PIB).
Fonte: BCR (2004)
Gráfico 10. Composição de receitas correntes (% do PIB)
No ano de 2003 a economia do Peru cresceu em 4%. Para tanto, a inflação permaneceu dentro dos parâmetros estabelecidos pela autoridade monetária e no final desse ano estava em torno de 2%, a qual permitiu uma política com crescimento macroeconômico desse país. Principalmente devido às exportações mineiras, registrou-se o superávit comercial mais elevado desde 1990. Entretanto, o déficit da conta corrente da balança de pagamentos permaneceu em torno de 2% do PIB. Como conseqüência daquela situação macroeconômica favorável e do contexto regional mais estável, as diferenças dos títulos da divida externa diminuíram ao longo do ano.
O dinamismo do crescimento econômico parou pelos níveis de investimento privado, que continuam sendo relativamente baixos e pela retenção do investimento público. Além
3,0 3,0 3,8 4,1
6,3 6,4 6,7 7,0
5,0 4,9 4,5 4,8
2001 2002 2003 2004e
disso, o impacto do crescimento no mercado de trabalho segue sendo limitado e, tanto os salários como o desemprego registram apenas pequenas variações.
Para ter certeza da sustentabilidade do endividamento público, as autoridades estabeleceram como estratégia de médio prazo um déficit fiscal decrescente e um superávit primário que deveria aumentar nos próximos anos. Com esses propósitos, durante o ano de 2003 seguiram-se aplicando medidas tendentes a expandir a base tributária e a meados do ano, aumentou-se o imposto geral às vendas transitoriamente de 18% a 19%.
Por outro lado, surgiram fortes pressões para aumentar o gasto corrente. Então, tanto os gastos em salários, como os gastos em transferências do Governo Central por conceito de pensões, houve crescimento de 6% em termos reais. Além disso, o pagamento de juros elevou-se quase 6%.
O déficit do setor público não financeiro estima-se em 2% do PIB, o que representa uma pequena diminuição que responde ao programado no início do ano. Em relação a seu financiamento, destacam novas emissões de bônus soberanos nos mercados externos. Assim, como um novo plano de emissões para a criação de um mercado local de capitais. Ao contrário, as receitas previstas pelas privatizações e concessões foram inferiores ao orçado.
A política monetária esteve favorecida pela estabilidade dos principais preços (sobretudo os preços ao consumidor), que facilitou o esforço de reativação. No ano de 2003 a inflação estava entre 1,5% e 3,5%: isso permitiria que a taxa de juros interbancária continuasse a tendência indicada pelas taxas ativas e passivas das operações monetárias do Banco Central de Reserva com a banca comercial. Ao longo do ano, a taxa interbancária teve uma queda de 3,8% no início do ano para 2,5% ao final do ano, contribuindo assim, para a diminuição das taxas oferecidas pelos bancos a seus clientes.
No entanto, essa política moderadamente expansionista não conseguiu estimular a demanda de crédito, que baixou em 2,2%. Os créditos de consumo, hipotecários e para as microempresas foram relativamente dinâmicos. Entretanto, o crédito comercial registrou uma retenção4.
O nuevo sol5 mostrou uma valoração em relação ao dólar que alcançou em 1%, em comparação com a média do ano de 2002. No entanto, devido à valoração do euro, do peso argentino e do real brasileiro, o tipo de câmbio efetivo real subiu 3%. Como conseqüência da
4 Devido a que os primeiros têm taxas de juros mais altas que o último. Por um efeito de composição, a taxa
média de todas as operações de crédito dos bancos situou-se em outubro num nível mais alto que o alcançado em janeiro.
estabilidade cambial em relação ao dólar, continuou a redução gradual do elevado grau de dolarização do crédito, iniciada no ano anterior. Entre o ano de 2002 e do ano de 2003 a participação do crédito em moeda nacional aumentou de 24% para 26% do PIB.
As exportações e o investimento privado foram os principais motores de avanço econômico, com taxas de crescimento superiores a 5% durante os primeiros três trimestres. Entretanto, o consumo privado caiu em comparação com o ano anterior como conseqüência do menor dinamismo do mercado de trabalho (Gráfico 11). O consumo público registrou um aumento. Entretanto, o investimento público voltou a cair, mas menos que o ano anterior (Gráfico 12).
Fonte: BCR (2004)
Gráfico 11. Exportações tradicionais e não tradicionais (Variação % anual)
Fonte: BCR (2004).
Gráfico 12. Consumo e investimento privado (Variação % anual)
Entre outras atividades destacou-se a expansão do setor de mineração, embora a indústria de manufatura não primária também tenha conseguido um crescimento superior a
1,8 -5,7 4,5 0,2 3,33,3 3,53,5 -6 -4 -2 0 2 4 6 2001 2002 2003 2004e Consumo Investimento -5 0 5 10 15 20 25 3T 01 1T 02 3T 02 1T 03 3T 03
4% durante os primeiros três trimestres. A agricultura e a construção mostraram uma menor expansão que o ano anterior, de 3% para 4%. No entanto, a pesca caiu, afetando diretamente a indústria de manufatura primária.
Para intensificar sua integração comercial, o Peru associou-se com o Mercosul e aspira subscrever acordos de livre comércio com a União Européia e, sobretudo, com os Estados Unidos.