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Analyse des risques et points critiques pour leur maîtrise (HACCP) dans la fabrication des préparations en poudre pour nourrissons

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5. ÉVALUATION DE L'EXPOSITION

5.3 ASPECTS MICROBIENS DE LA FABRICATION ET DE L'UTILISATION DE PRÉPARATIONS EN POUDRE POUR

5.3.5 Analyse des risques et points critiques pour leur maîtrise (HACCP) dans la fabrication des préparations en poudre pour nourrissons

As mudanças sofridas pelos paradigmas adjacentes aos processos produtivos, sobretudo durante as últimas duas décadas, têm alterado significativamente a forma como a sociedade

e as organizações encaram a informação disponível (Branco, 2014). O relatório da UNESCO acerca do papel da informação nas sociedades (UNESCO, 2005) nota que a informação e o conhecimento têm sido o maior catalisador das mudanças acima referidas, motivando uma transição da sociedade para uma “sociedade da informação e conhecimento” (Branco, 2014; Gómez, 2014). Consequentemente, de um ponto de vista mais laboral, levanta-se a necessidade de gerir devidamente a informação, sendo um requisito crítico para que os processos produtivos possam evoluir com a firmeza e rapidez necessárias (Branco, 2014; Cole, 2011).

Branco (2014) nota que a crescente utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação, tanto para fins profissionais como sociais, foi um dos marcos mais importantes para a evolução acima descrita. Também a UNESCO (2005) partilha esta opinião, relatando que as novas tecnologias da informação e comunicação criaram condições para a emergência das “sociedades do conhecimento”, especialmente através dos avanços no âmbito da acessibilidade e gestão da informação. Este facto já se verificava em 2005, altura em que se estimava que apenas 11% da população mundial tivesse acesso à internet, sendo 90% destes oriundos de países industrializados (UNESCO, 2005). Já em 2016 foi prevista, para o final do mesmo ano, uma taxa de penetração de internet de 47,1% (ITU & UNESCO, 2016), correspondendo a um aumento de 328,18% em 11 anos e mostrando que esta é uma área em rápida expansão. Este crescimento apresenta-se também como um desafio para as organizações, evidenciado na sua incapacidade de adaptação aos novos canais de comunicação com os clientes (Baptista, Varajão, & Moreira, 2013). Gómez (2014) afirma ainda que este novo paradigma representa uma nova forma de desenvolvimento, definindo o processamento da informação, a gestão do conhecimento e a comunicação como fontes de produtividade. Este ponto tem como objetivo demonstrar a importância da gestão da informação, explorando de uma forma sumária o papel da informação nas organizações, assim como as motivações para a sua boa gestão. Será também abordado o tema dos Sistemas de Informação de um ponto de vista tecnológico, evidenciando as características que lhes permitem ser não só eficientes, mas suscetíveis a modificações que os tornem ainda mais eficientes.

2.1.1 Informação nas organizações

A informação apresenta-se como um recurso indispensável à atividade humana. Também nas organizações, devido à volatilidade do meio envolvente, é extremamente importante ter acesso a informação que sirva de apoio às decisões (Simões & Alves, 2010).

Galliers (1987) define o conceito de informação como um conjunto de dados que, quando fornecidos de forma e a tempo adequados, melhora o conhecimento da pessoa que dela dispõe e habilita-a a melhor desenvolver uma determinada atividade ou tomada de decisão. Esta definição, embora algo datada, continua sendo a escolhida por vários autores, atestando a sua relevância (Baptista et al., 2013; Borges Gouveia & Ranito, 2007; I. M. Lopes, 2012; Simões & Alves, 2010). Galliers, na sua proposta de definição de informação, afirma que, além do conteúdo da informação em si, o momento em que é utilizada e a forma como se apresenta determinam a sua utilidade. Adicionalmente, informação errada ou não relevante pode ser contraproducente, gerando mais confusão e dificuldades que a sua própria não existência (Borges Gouveia & Ranito, 2007).

Borges Gouveia & Ranito (2007) definem os conceitos de dados, informação, conhecimento e sabedoria, colocando-os numa estrutura hierárquica mediante o seu impacto para cada indivíduo numa organização. Estes níveis são produzidos pela combinação dos anteriores, sendo definidos da seguinte forma:

a) Os dados são o primeiro nível do conhecimento, constituindo factos básicos e concretos que podem ser obtidos por via de observação, medição ou como resultado da atividade da organização. Estes constituem os elementos atómicos que referenciam, qualificam e descrevem os itens necessários à operação do SI; b) O segundo nível corresponde à informação, que consiste numa análise dos dados de forma útil, através de relações de complementaridade, determinando o problema ou contexto de modo a que esta seja direcionada e sujeito aos contextos necessários;

c) O conhecimento corresponde ao terceiro nível e é obtido através da estruturação da informação mediante o problema em questão. O conhecimento possibilita a avaliação disponível para apoiar tomadas de decisão, sendo é necessário para tirar partido dos dados e da informação disponíveis;

d) O último nível é a sabedoria, estando dotada de um maior grau de abstração e sendo associada à capacidade de inovação e previsão de comportamentos em sistemas de grande complexidade. A sabedoria potencia a aplicação do conhecimento existente em situações novas, sem prévia aprendizagem ou experiência, assim como a previsão de comportamentos por recurso a comparação de dados.

O dia a dia das organizações é repleto de tomadas de decisão, evidenciando a necessidade de disponibilizar a informação relevante nos momentos oportunos. Assim, atendendo ao modelo hierárquico acima descrito, os Sistemas de Informação devem permitir acesso a informação correta e pertinente mediante as tomadas de decisão em causa, sob risco de proliferar informação irrelevante e diluir a relevante (Simões & Alves, 2010).

2.1.2 Sistemas de Informação

A importância da informação para o funcionamento e competitividade das organizações evidencia a necessidade de efetuar a sua gestão de uma forma eficiente. Para tal, a utilização de um mecanismo que potencie a boa gestão da informação é uma prioridade. Lopes (2012), assim como o relatório FRISCO (Falkenberg et al., 1998), notam que existe na literatura um considerável número de definições para o conceito de Sistema de Informação, estando maioritariamente divididas entre os níveis social e tecnológico.

Rainer (2013) define o conceito de SI como um sistema que agrega, processa, armazena, analisa e dissemina a informação de modo a responder a um objetivo específico. O autor elabora ainda que a finalidade de um SI é facultar a informação certa à pessoa certa, em tempo, quantidade e formato convenientes. Já Lopes (2012) propõe que um SI é “um sistema social que tem a finalidade de realizar um conjunto de procedimentos que visam captar o que acontece na organização e no seu meio ambiente e apresentar de forma sucinta e organizada essa informação de forma a sustentar toda a atividade informacional, de modo mais ou menos automatizado”. Borges Gouveia e Ranito (2007) afirmam que um SI é uma infraestrutura que suporta o fluxo de informação interna e externa a uma determinada organização, orienta a tomada de decisão e assegura que os dados e a informação mantêm as características que asseguram a sua qualidade e permite a obtenção de informação mediante custos adequados para a organização que dele tira partido. O autor elabora ainda que o SI

deve também fornecer um acesso aos dados devidamente monitorizado, seguro e protegido, assegurando também a disponibilidade e a segurança futuras de dados e informação.

Apesar de nem todos os SI recorrerem a computadores, a maioria toma partido desta tecnologia (Rainer & Cegielski, 2013). Assim, podem-se definir os SI com base em tecnologias digitais como o âmbito desta dissertação, considerando a breve definição oferecida por Borges Gouveia e Ranito (2007). Os autores definem os SI baseados em computador como sistemas de informação que dependem de computadores e redes para processar e disseminar dados e informação. Este tipo de sistema envolve os seguintes cinco elementos: objetivos de negócio, hardware, software, procedimentos e pessoas. Entende-se por “objetivos de negócio” os propósitos da atividade da organização, sendo suportados pelo SI de modo a auxiliar a sua satisfação. O “hardware” é o equipamento eletrónico físico que fornece as capacidades de processamento, armazenamento e comunicação de dados e informação, ao passo que o “software” constitui a parte lógica que tira partido do hardware, fornecendo as instruções necessárias para concretizar tarefas específicas. Os “procedimentos” são o conjunto de regras, políticas e ações predefinidas, ou passos, a serem seguidos de modo a satisfazer os objetivos de negócio. Já as “pessoas” são entendidas como os indivíduos que estão relacionados com as atividades na organização. Estes podem ser recursos humanos internos à organização, possuidores de conhecimento e competências para usar no contexto da organização, ou mesmo clientes. Rainer (2013) apresenta uma definição de SI com base em computadores que converge com a de Borges Gouveia e Ranito acima exposta, afirmando que um SI desta natureza usa computadores para levar a cabo parte ou todas as tarefas desejadas. Além dos cinco constituintes descritos por Borges Gouveia e Ranito, Rainer apresenta ainda as bases de dados como um sexto. Estas constituem a tecnologia que integra os ficheiros ou tabelas que contêm dados.

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