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Analyse des résultats de classification

3.2 Notre méthode de classification

3.3.3 Expériences 1 : classification des segments en segments de programme

3.3.3.5 Analyse des résultats de classification

Bem, certamente, e sem qualquer dúvida, uma necrópole… uma pequena necrópole onde se depositaram sete indivíduos, seguramente três mulheres e duas crianças (com menos de cinco anos) e quase certamente dois homens.

A sua pequena dimensão e situação isolada podem permitir a conclusão que se tratava da necrópole ocasional de um minúsculo núcleo de povoamento pouco estável, pela cronologia que os ossos revelaram.

A ligação à terra de esses grupos lê-se através da simbólica, da importância dada ao machado deflorestador e à enxó, que limpa os troncos dos ramos adjacentes, os liberta das cascas e os pre- para para funções antrópicas.

A «presença campaniforme», a taça com pé e o vaso, estariam associadas à deposição funerá- ria de meados do 3.º milénio.

Os dois pesos de fuso, os cossoiros, seriam restos fossilizados de um episódio bucólico da Idade do Ferro?

No actual estado dos nossos conhecimentos, não vejo outra alternativa.

Lisboa – Cascais, Primavera de 2007, Verão de 2008 Revisão final: Sliema, Setembro de 2008

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Agradecimentos

Em fim de jornada, registam-se agradecimentos a quem os merece. Aqui, deliberadamente, não a instituições, mas apenas a pessoas concretas, listadas alfabeticamente.

Ana Clara Justino, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Cascais, deu-me as condições necessárias para concluir este projecto. Várias vénias.

Ana Maria Silva voou, quase literalmente, de Coimbra para o IGM, mal foram finalmente iden- tificados os ossos humanos de Porto Covo. Continuação de um trabalho comum, mas em diferen- tes abordagens, sobre a transição do 4.º para o 3.º milénio (e sobre todo este). É bom contar com colaboradores assim, que acorrem sem reservas quando deles precisamos.

António Carvalho, que decidiu a publicação de Porto Covo como um projecto autónomo de Poço Velho, acompanhou sempre os trabalhos e dispensou-lhes caloroso apoio. Desbloqueou a edição e garantiu as datações de radiocarbono, de algum modo indispensáveis. Como sempre.

António Monge Soares acelerou a determinação do colagénio nos ossos humanos disponíveis e, com a simpatia habitual, leu criticamente as passagens sobre cronologia absoluta e elaborou a expressão gráfica das datas.

Carlos Tavares da Silva, desde a juventude um conhecido especialista em marisco e maris- cadores, esclareceu dúvidas na classificação da malacofauna. A quase irmãos não se agradece, espera-se sempre deles que estejam lá e aqui (e, quase sempre, estão).

Darden Hood, do Beta Analytic, respondeu, no campo das datações radiocarbónicas, com a eficácia e respeito pelos prazos que eu gostaria de ver no meu próprio País. Sou cliente.

Diana Nukushina participou nos momentos finais do que foi uma pequena odisseia dentro de outra bem maior (a de Poço Velho). De olhar atento, como o flautista de Hamelin. Mas certamente com melhor destino. Arigatou.

João Luís Cardoso classificou prontamente os ossos de bovídeo e lobo, dos raros sobreviventes das recolhas na gruta, identificados então por Henri Breuil. Podemos dizer, justificadamente, que, nesta situação, um sábio sucedeu a outro sábio…

José António Anacleto encontrou nos sótãos do IGM, após anos de buscas infrutíferas, alguns dos ossos humanos em falta. Reconhecimento meu, e de Ana Maria Silva, tem-no garantido.

Luís Araújo caçou uma imagem que eu tinha encontrado e depois perdido, a do caçador niló- tico, com arco e uma ponta de seta transversal. Não sei como se diz obrigado em egípcio, mas ele sabe que em português quer dizer o mesmo.

Marisa Cardoso esvoaçou no horizonte das coisas desarrumadas e contribuiu para que uma ordem passageira reinasse na UNIARQ. Esperemos que continue, em Alapraia e S. Pedro do Estoril, a organizar o caos.

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Miguel Magalhães Ramalho deu-nos todas as condições de trabalho no IGM e facultou as amostras para datação radiocarbónica. Um comportamento exemplar.

Severino Rodrigues acompanhou-nos pelos maus caminhos da Serra e, sem ele, ainda hoje andaria à procura de acessos para fotografar Porto Covo. Com ele por perto, dispenso GPS e aumentam as minhas probabilidades de regressar a casa a tempo do jantar.

TVM designers ocuparam-se da maquetagem do livro, condicionados pela minha pré-pagina-

ção. Há quem pense que exagero na minúcia, mas ela é justificada por objectivos de precisão e equilíbrio, compreensíveis em quem, como eu, leva horas a limpar imagens digitalizadas e tanto apreço tem pelo trabalho gráfico. Confesso que não nasci numa tipografia, sobre uma prensa Heidelberg, mas a verdade é que passei boa parte da minha infância junto de uma, vendo tex- tos (alguns meus) a crescer, caracteres após caracteres, enquadrando as zincogravuras montadas sobre suportes de madeira…

A todos e, sobretudo, a cada um, muito obrigado.

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Relatórios sobre as datações, Beta Analytic Inc.,