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Analyse des potentialités de la nouvelle ville Ali Mendjeli :

Imediatamente após à obtenção da argamassa com a trabalhabilidade desejada, dá-se inicio a realização dos ensaios no estado fresco.

3.5.2.1 Ensaio de consistência por espalhamento

O ensaio tem por objetivo a avaliação da consistência e trabalhabilidade da argamassa, medindo o espalhamento que esta produz, tendo por base a norma EN 1015-3:1999 (CEN, 1999). Consiste em colocar uma porção de argamassa no molde de espalhamento centrado na mesa de espalhamento. Note-se que estes foram humedecidos antes da colocação da argamassa. Com o auxílio de uma colher de pedreiro introduz-se a argamassa a ensaiar até meio do molde e, por intermédio de um pilão, bate-se a argamassa em toda a sua superfície para eliminar eventuais vazios originados pela colocação da argamassa no molde. Enche-se o restante espaço do molde com argamassa voltando a introduzir-se o pilão e rasa-se a superfície. Retira-se o molde cónico lentamente e fazem-se 15 pancadas recorrendo à manivela da mesa de espalhamento e mede- se, com recurso a uma craveira e uma régua, o espalhamento ocorrido em duas direções distintas, no mínimo, como mostra a Figura 3.6.

3.5.2.2 Consistência por penetrómetro

O ensaio de consistência por penetrómetro é feito com base na norma EN 1015-4 (CEN, 1998), sendo necessário para a sua realização um penetrómetro. Este equipamento é constituído por uma haste vertical, cujo extremo inferior tem fixo um êmbolo com determinada massa.

Colocou-se argamassa fresca até metade de um recipiente normalizado, sendo esta compactada por meio de um pilão. De seguida preenche-se o resto do recipiente, volta a fazer-se a compactação da argamassa e rasa-se a sua superfície. Posiciona-se o recipiente já rasado na base do penetrómetro, deixa-se cair o êmbolo sobre a argamassa fresca e mede-se a profundidade de penetração na escala vertical da haste. O equipamento pode ser observado na Figura 3.7

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3.5.2.3 Ensaio de retenção de água

O objetivo principal do ensaio é a determinação da quantidade de água que a argamassa consegue reter no estado fresco, após parte dela ter sido absorvida pelo suporte. Convém à argamassa não ter uma secagem muito rápida aquando da sua aplicação de modo a evitar sofrer grandes retrações que possam ser prejudiciais ao desempenho ótimo dos constituintes da argamassa.

O ensaio foi realizado de acordo com a ficha de ensaio FE 32 DEC (UNL, 2000) e na norma prEN 1015-8 (CEN, 1999). Para a sua realização é necessário um molde metálico com 100 mm de diâmetro e 25 mm de altura, um cronómetro, uma placa de vidro de secção quadrada, um peso de 2 kg e folhas circulares de filtro.

Antecedentemente à realização do ensaio pesa-se, numa balança de precisão de 0,001g, o molde e as folhas de filtro. Seguidamente, enche-se o molde até metade com argamassa fresca e compacta-se por oscilação, levantando e deixando cair em várias direções. O molde é depois cheio, oscilado novamente para compactação da argamassa, rasado, por meio de uma régua metálica, e limpo. O conjunto é então pesado sendo de seguida coberto por gaze de algodão sobre a qual são colocadas folhas de filtro, como mostra a Figura 3.7. Coloca-se uma placa de vidro quadrada por cima do conjunto e inverteu-se sobre uma superfície plana. Sobre isto é aplicado um peso de 2 kg e contabilizaram-se 5 minutos. Findo este tempo o peso é retirado, faz-se o molde regressar à posição inicial e voltam a realizar-se pesagens às folhas de filtro, como se pode observar na Figura 3.8.

Para determinar a retenção de água da argamassa há-que primeiramente saber a massa de água que está presente na porção de argamassa colocada no molde. A equação 3.3 mostra o cálculo dessa massa de água; 𝑚𝑎=𝑎𝑔∑ 𝑐× (𝑚𝑐− 𝑚𝑣) 𝑖+ 𝑎𝑔 𝑛 𝑖 (equação 3.3)

3 Procedimentos da Campanha Experimental Rui Piteira

onde:

ma [g] – Massa de água que constitui a argamassa colocada no molde; mc [g] - Massa do molde metálico

preenchido por argamassa; mv [g] – Massa do molde metálico vazio; ag [g] - Massa de água usada na

amassadura; ci [g] – Massa de cada um dos restantes constituintes da argamassa.

Por sua vez, a retenção de água é calculada através da equação 3.4; 𝑅 =𝑚𝑎− (𝑚𝑚ℎ− 𝑚𝑓)

𝑎

(equação 3.4) onde:

R [%] – Retenção de água; mh [g] – Massa das folhas de filtro no final do ensaio; mf [g] – Massa das folhas

de filtro no início do ensaio.

3.5.2.4 Ensaio de massa volúmica

Este ensaio tem como objetivo a determinação da massa volúmica no estado fresco, tendo por base a norma EN 1015-6 (CEN, 1998). O ensaio realiza-se com recurso a um molde cilíndrico de volume e massa conhecidos. Enche-se o recipiente de argamassa faseadamente, de modo a impedir a ocorrência de vazios, sendo compactado por oscilação. Pesa-se numa balança de precisão de 0,1g, e, com a massa e volume conhecidos faz-se o quociente destes.

3.5.2.5 Teor de ar

A realização deste ensaio teve como base a norma EN 1015-7 (CEN, 1998) e é feito, ao mesmo provete, após a realização do ensaio de massa volúmica. O ensaio é feito com recurso a um equipamento próprio para a medição do teor de ar, pelo método da pressão que considera que o volume ocupado pela água na argamassa corresponde ao seu teor de ar. Após o recipiente ter sido limpo é colocado no equipamento, sendo este último fixo ao recipiente lateralmente por uns grampos. O equipamento tem duas válvulas, e nesta altura do ensaio, introduz-se água com um esguicho numa delas até que saia pela outra, de modo a colmatar o espaço que está entre a superfície da argamassa. De seguido é introduzido ar no equipamento até o manómetro estabilizar, ajustando-o para o zero. Finalmente, fecharam-se as duas válvulas

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33 e pressiona-se a válvula de escape até o ponteiro estabilizar. A percentagem de teor de ar é lida no manómetro.