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PARTIE III : TRAITEMENT DES DIALECTES ARABES

CHAPITRE 5 ANALYSE PHONOLOGIQUE

Enquanto a maior parte dos autores direccionam os seus estudos para as características dos indivíduos e dos factores que influenciam a criação de spin-offs, existe um grupo restrito que incidiu a sua análise nas redes de contactos que existem no contexto académico das empresas spin-offs.

Tendo em conta que as networks ou redes de contactos são um elemento chave neste processo e podem ser explicativas da própria natureza deste tipo de empresas estando frequentemente associadas ao seu sucesso futuro (Rothwell, 1992; Hansen, 1995; Larson e Starr, 1993 citados por Grandi e Grimaldi, 2003: 1).

O estabelecimento de laços de comunicação internos e externos para promoção do conhecimento científico e tecnológico para o sector empresarial está identificado como um factor de sucesso no processo de inovação e empreendedorismo (Allen, 1977; Jarillo, 1989; Tidd et al., 1997 citados por Grandi e Grimaldi, 2003: 1).

Grandi e Grimaldi estudaram 40 spin-offs universitárias italianas e concluíram que os agentes externos pertencentes às redes de contactos são factores determinantes na influência com as spin-offs, nomeadamente na vertente das equipas promotoras que possuem relações com estes mesmos agentes externos. A intenção destas equipas em

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A teoria “Pecking Order” que testa as decisões de financiamento propostas por Myers e Majluf (1984), demonstra como a assimetria da informação influencia as decisões de financiamento das empresas. Os seus responsáveis usam informações privilegiadas para se financiarem com activos de mais risco quando a empresa está valorizada.

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manter vínculos com variadas redes de contactos é influenciada pelo grau e articulação dos papéis que estas equipas desenvolvem.

Outra das conclusões está ao nível da frequência das interacções com a rede de contactos. Esta frequência de interacção é influenciada pelas relações entre a rede de contactos e os grupos de investigação dentro da Universidade e pela sua excelência a nível tecnológico e científico, bem como pela reputação dos membros das equipas (fundadores) e das Universidades a que pertencem as spin-offs.

As redes de conhecimento permitem aos empreendedores e, neste caso às Universidades, aumentar o seu conhecimento sobre oportunidades de mercado, obter financiamentos para os seus projectos entre outros apoios importantes. (Manigart et al 1996). As ligações externas com os sectores comerciais e financeiros são uma fonte importante de desenvolvimento das empresas spin-offs, complementando com o ambiente académico das Universidades.

Um outro investigador sobre este tema, Saxenian (1994), estudou o contexto de criação das empresas spin-offs. Esta investigação mostrou que a actividade spin-off tem mais tendência para ocorrer em clusters de alta tecnologia devido ao acesso por parte das empresas a competências técnicas, redes de conhecimentos e apoio concreto por parte de terceiros, onde os conhecimentos já existem.

Pode dizer-se que um componente recorrente na literatura sobre o empreendedorismo académico e a criação de empresas spin-offs é a rede de contactos existente, que funciona como elemento potenciador de sucesso do projecto. Esta rede funciona como um pilar básico para que os promotores do projecto possam identificar utilizações comerciais e oportunidades de pesquisa no mercado.

Está comprovada a utilidade e o interesse em deter um importante background nesta área. As chamadas networks ou redes de contactos abrangem as relações entre os investigadores ou docentes das universidades, entre as OTIC e outras instituições externas, entre as Universidades e as spin-offs criadas.

Em suma, é uma rede abrangente de contactos a nível contextual e transaccional entre as mais variadas áreas de negócio. Um dos exemplos de elementos pertencentes às redes de contacto é a ligação que existe entre as OTIC e os investidores em Capital de Risco ou Parques de Incubação, elementos que fornecem apoio de vária ordem às empresas spin-

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Destacam-se igualmente um conjunto de investigações empíricas que sustentam a afirmação de que as relações entre Universidades e empresas são suportadas por redes de contactos que fortalecem as empresas com origem no meio universitário.

Na vertente das Universidades, Blumenthal et al. (1996) na sua pesquisa centralizada na área das ciências, comprovou que as empresas com maior apoio são mais produtivas em aplicação de patentes e lançamento de novos produtos no mercado, em comparação com as empresas que não têm este tipo de suporte.

Similarmente aos estudos anteriores, Powers e McDougall (2005) mostraram uma relação estatística positiva bastante expressiva entre as despesas em investigação nas Universidades e a actividade de criação de empresas spin-off.

No que concerne a redes de contactos com entidades financiadoras, Wright et al. (2004) fazem referência no seu estudo a fontes de financiamento e apontam a relação entre os investidores via Capital de Risco e o surgimento de spin-offs académicas, justificando o facto com o recurso a estas fontes de financiamento privilegiadas em termos de capital. A literatura distingue dois tipos de redes de contactos que o empreendedor pode desenvolver: redes formais e informais (Birley, 1985).

As redes formais incluem os elementos da envolvente transaccional como bancos, instituições ou organizações governamentais, advogados, entre outros.

Algumas destas relações estabelecidas são “herdadas” da própria Universidade. As relações informais acontecem com elementos familiares, amigos, possíveis colaboradores, entre outros. O âmbito das relações existentes entre as empresas foi amplamente analisado por Birley (1985) que observou a utilização deste tipo de redes no processo empreendedor.

Em suma, a literatura sobre o papel das redes de contactos em novos projectos empreendedores sugere que a atitude da equipa fundadora para interagir, comunicar e trocar conhecimentos com o exterior está positivamente relacionada com o sucesso da empresa (Van de Ven, 1986; Birley, 1985).

Tanto Johannisson (1986) como Van de Ven et al. (1984) descrevem uma relação positiva entre os estilos pessoais e interactivos dos empresários e o sucesso do novo projecto empreendedor. Johannisson (1986) considera que o sucesso do projecto está associado à ampla rede de contactos local e global dos empresários locais, que exploram

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de uma forma eficiente estes conhecimentos para a criação de novos projectos empreendedores.

Todos estes contributos parecem sugerir que um dos factores principais para o sucesso de novas empresas é o acesso a redes de relações externas. Além disso, todas as contribuições literárias descrevem uma relação positiva entre a intenção de um indivíduo para interagir o exterior e o êxito da criação da empresa. Estes estudos apoiam igualmente a ideia de que, em última instância, o que é relevante para o sucesso da criação de novas empresas e parcerias é o estabelecimento de relações com agentes externos.

Pelo que foi mencionado é pertinente analisar esta vertente das ligações com membros externos de forma a compreender até que ponto as redes de contactos com as equipas de fundadores podem ser um elemento potenciador das spin-offs ou de sucesso a longo prazo.

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