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Analyse de l’autocorrélation spatiale locale de la production agricole

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D YNAMIQUES DE LOCALISATION DE LA PRODUCTION AGRICOLE ET LAITIERE EN F RANCE

I. D YNAMIQUES SPATIALES DE LA PRODUCTION AGRICOLE EN

16. L’Autocorrélation spatiale de la production agricole

16.2. Analyse de l’autocorrélation spatiale locale de la production agricole

utilizado na etapa de pilotagem desta pesquisa. Este experimento consiste em uma lista de situações comunicativas, elaborada com base em uma metodologia já validada em outros estudos, implantada no marco do Projeto Atlas Interativo da Entoação do Espanhol32 (PRIETO; ROSEANO, 2009-20130).

A construção do corpus deste experimento foi inspirada nos estudos de Estebas-Vilaplana e Prieto (2008), que propõem uma análise fonológica de diversos tipos de contornos entoacionais do espanhol, e de Astruc et al. (2010), que aplicam o modelo teórico-metodológico do Atlas Interativo para analisar o espanhol da região andina da Venezuela,

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Atlas Interactivo de la Entonación del Español, coordenado por Pilar Prieto e Paolo Roseano. Disponível em: <http://prosodia.upf.edu/atlasentonacion/>.

localizada geograficamente próxima à região dialetal considerada para a presente pesquisa. O corpus utilizado neste experimento constitui-se de uma lista de situações comunicativas, em que os informantes são induzidos a produzir os enunciados-alvo.

A aplicação desse material possibilitou obtermos enunciados produzidos em diferentes contextos situacionais. Realizamos uma análise de oitiva, para reunir o conjunto de dados mais adequado, conforme critérios já explicitado no Capítulo 3. Foram então selecionadas 226 produções de sentenças interrogativas totais, sendo 135 correspondentes ao grupo de E/L1, e 91, ao grupo de E/L2. Cada sentença foi analisada através dos algoritmos MOMEL/INTSINT, sendo extraídos de forma semi-automática os tons melódicos. Esses tons foram etiquetados manualmente de acordo com as regiões pré-nuclear e nuclear e com as sílabas pretônicas, tônicas e postônicas.

A Figura 44 ilustra o contorno do enunciado interrogativo total ¿Tiene mermelada?, produzido em E/L1 (a) e E/L2 (b). Olhando globalmente para a curva, podemos notar que os movimentos são semelhantes, de modo que iniciam com movimento de descenso, apresentam, em seguida, um movimento de subida e descida, e terminam com movimento final ascendente. Esses movimentos podem ser interpretados, igualmente, observando a sequência de tons melódicos atribuídos aos contornos, conforme mostrado em (12).

(12) Sequências de tons INTSINT dos contornos mostrados na Figura 44.

¿Tiene mermelada?

L U L T (E/L1).

¿Tiene mermelada?

Figura 44 - Contornos interrogativos totais em E/L1 (a) e E/L2 (b), produzidos nas situações comunicativas.

(a) ¿Tiene mermelada? (E/L1)

(a) ¿Tiene mermelada? (E/L2)

Na Figura 45, vemos o contorno da sentença ¿Nos encontramos en el café?, realizada em E/L1 (a) e E/L2 (b). A sequência de tons melódicos atribuídos pelo MOMEL/INTSINT está exibida em (13).

(13) Sequências de tons INTSINT nos contornos mostrados na Figura 45Erro! Fonte de referência não encontrada..

¿Nos encontramos en el café?

U S S S S U D B T (E/L1).

¿Nos encontramos en el café?

Figura 45 – Contornos interrogativos totais em E/L1 (a) e E/L2 (b), produzidos nas situações comunicativas. Destaque no pré-núcleo.

(a) ¿Nos encontramos en el café? (E/L1)

(b) ¿Nos encontramos en el café? (E/L2)

Olhando globalmente para essas curvas, destacamos que a curva em E/L1, ilustrada na Figura 45 (a), inicia com movimento de subida e mantém-se constante, em um mesmo nível de F0, até apresentar novamente uma subida, assinalada pela sequência de tons (U S S S S U). Nesse ponto, ocorre um movimento acentuado de descida e subida, assinalado pelos tons (DBT).

Já, no contorno em E/L2, ilustrado na Figura 45 (b), vemos que ocorre inicialmente uma leve descida (L), seguida por dois movimentos de subida (H H). Na sequência, ocorre movimento acentuado de descida e subida (B T), e a curva termina com um leve descenso, marcado pelo tom baixo (D).

Elevação no contorno Região nivelada

O mesmo comportamento nas curvas de F0 pode ser visualizado nos exemplos da Figura 46. Na região pré-nuclear, enquanto o contorno em E/L1, mostrado na Figura 46 (a), mantém-se constante em um nível relativamente próximo, o que é marcado pela sequência de tons (S), o contorno produzido em E/L2, exibido na Figura 46 (b), apresenta subida de F0, assinalada pelo tom (H).

Figura 46 – Contornos interrogativos totais em E/L1 (a) e E/L2 (b), produzidos nas situações comunicativas. Destaque no pré-núcleo.

(a) ¿Trajiste el pastel? - E/L1

(b) ¿Trajiste el pastel? - E/L2

Nos exemplos da Figura 47, podemos visualizar mais detalhadamente a região nuclear dos contornos interrogativos totais. Destacamos que os contornos em E/L1 (a) e E/L2 terminam com movimento ascendente, de modo que há subida de F0 entre a tônica e a postônica. No entanto, ao olharmos o movimento intrassilábico na

Elevação no contorno Região nivelada

tônica, podemos verificar que o contorno em E/L2 (Figura 47 (b)) se distingue do realizado em E/L1 Figura 47 (a)): o primeiro apresenta movimento intrassilábico de subida, e o segundo mantém o contorno nivelado. A diferença nesse trecho do contorno não é registrada pelos tons INTSINT.

Figura 47 – Contornos interrogativos totais em E/L1 (a) e E/L2 (b), produzidos a partir de situações comunicativas. Destaque no núcleo.

(a) ¿Le dieron el número de vuelo? - E/L1

(b) ¿Le dieron el número de vuelo? - E/L2

Ao examinarmos quantitativamente os tons melódicos em nossa amostra de enunciados, apuramos que, na região de fronteira inicial, predomina o tom médio (M), tanto nos dados em E/L1 (80% dos casos), quanto nos dados em E/L2 (57% dos casos).

Movimento entre tônica e pós-tônica

Movimento entre tônica e pós-tônica

As sílabas pretônicas do pré-núcleo foram raramente detectadas como regiões de proeminência melódica, tanto para os contornos em E/L1 (2%), como para os contornos em E/L2 (5% dos casos).

As sílabas tônicas foram marcadas predominantemente com tons melódicos baixos, tanto para E/L1, como para E/L2, conforme ilustra o gráfico da Figura 48 (a). Ao contrastar os grupos, o Teste de Qui- Quadrado revelou não haver diferenças significativas (2(1)=1,26, p=,26).

Figura 48 – Tons melódicos INTSINT nas tônicas (a) e postônicas (b), no pré- núcleo dos contornos interrogativos totais em E/L1 e E/L2, produzidos a partir de situações comunicativas.

(a) Tons melódicos nas sílabas tônicas no pré-núcleo.

A maioria das sílabas postônicas também foi marcada com tons melódicos, baixos e altos, para ambos os grupos, conforme mostrado na Figura 48 (b), não havendo diferenças significativas, de acordo com o Teste de Qui-Quadrado (2(1)=0,45, p=,82).

Com olhar sobre a região nuclear, observamos que os grupos se diferenciaram com relação aos tons atribuídos às sílabas pretônicas, conforme mostra o gráfico da Figura 49 (a). O grupo de E/L1 realizou mais frequentemente tons altos H e U (42%), em comparação com o grupo de E/L2 (6%). Essa diferença foi significativa, conforme revelado pelo Teste de Qui-Quadrado (2(1)=16,88, p<,001).

Figura 49 - Tons melódicos INTSINT nas sílabas pretônicas (a), tônicas (b) e postônicas (c), no núcleo dos contornos interrogativos totais em E/L1 e E/L2, produzidos a partir de situações comunicativas.

(a) Tons melódicos nas sílabas pretônicas no núcleo.

(c) Tons melódicos nas sílabas postônicas no núcleo.

As sílabas tônicas foram marcadas na maioria dos contornos em E/L1 e E/L2 com tons baixos. No entanto, as tônicas recebiam tons altos quando as sentenças terminavam em palavras oxítonas, como nos casos mostrados nas Figuras 44 e 45. O Teste de Qui-Quadrado não apontou diferenças significativas entre os grupos, (2(1)=0,31, p=,57).

As sílabas postônicas do núcleo são realizadas sempre em um nível de F0 mais alto do que o da tônica precedente, sendo marcadas com tons (U), (H) e (T), para os grupos de E/L1 e de E/L2, conforme ilustra o gráfico da Figura 49 (c). Em alguns dos contornos produzidos em E/L2, no entanto, encontramos queda de F0 no final da sílaba postônica, que foi assinalada pelo INTSINT com tons baixos. Essa configuração não foi encontrada nos dados do grupo do E/L1.

Sumarizando, então, as análises realizadas a partir dos tons atribuídos pelo MOMEL/INTSINT, destacamos alguns aspectos que assemelham os contornos produzidos em E/L1 e E/L2. Em primeiro lugar, apuramos que os contornos iniciam, em geral, com tom médio (M). Também foi observado que, na região pré-nuclear, as sílabas pretônicas são raramente identificadas como regiões de proeminência melódica. Por último, vimos que as sílabas postônicas do núcleo são realizadas, predominantemente, com tons altos.

Como diferenças, ressaltamos que, a partir de um olhar qualitativo, observamos que parte do contorno pré-nuclear das interrogativas totais produzidas em E/L1 se realiza sem proeminências melódicas, sendo marcado pela sequência de tons (S). Esse comportamento não foi observado nas curvas do grupo de E/L2, que apresentam, contrariamente, elevação do contorno nessa região, marcada pela sequência de tons (H).

Além disso, salientamos que algumas das curvas de F0 produzidas em E/L2, apesar de terminarem em um nível alto, se distinguem das produzidas em E/L1 pelo leve descenso final, assinalado por tons baixo (D, L). Essas diferenças não puderam ser corroboradas estatisticamente, no entanto, acreditamos serem pertinentes para nossas análises.

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