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SPECTROSCOPIE IR, RAMAN ET UV-VISIBLE

V.2. Analyse des surfaces de Hirshfeld de DBMA à 200K

Colaborar é trabalhar em conjunto com uma ou mais pessoas para atingir objetivos. Este é um processo que está presente nas nossas vidas desde muito cedo e que é bastante im- portante no processo de aprendizagem e no trabalho. Um ambiente colaborativo, como mostra a Figura2.1, é sempre composto por três componentes fundamentais: comunica- ção, cooperação e coordenação (modelo 3C de colaboração) [Koc08]. Este facto é baseado no conceito de que para colaborar, os membros de um grupo comunicam, coordenam e cooperam. Vários estudos confirmam que os estudantes se sentem mais motivados para aprender, e são mais positivos em relação aos outros à sua volta, quando são utilizados métodos colaborativos [PB07,VC03,ZSG+09]. No entanto é necessário fornecer as condi- ções necessárias para que a colaboração possa ocorrer, as quais podem estar relacionadas com aspetos sociológicos, psicológicos, e/ou tecnológicos.

Na Figura2.2são apresentados os vários elementos que fazem parte de um processo de colaboração e a forma como estes se interligam. A cada um desses elementos estão associados exemplos do que estes poderão representar na realização de uma atividade de aprendizagem. Para a realização de uma atividade deste género é, em primeiro lugar, necessário formar um sentido de comunidade entre os indivíduos que vão colaborar

Comunicação

Cooperação

Coordenação

Figura 2.1: Modelo 3C de Colaboração [Koc08].

e em que estes se sintam à vontade [KKJ02]. A interação social é bastante importante na criação desse sentido de comunidade, permitindo que se estabeleça um espaço so- cial com uma estrutura que abrange as relações sociais, coesão de grupo, confiança e identificação com os restantes participantes. Esses aspetos contribuem para uma comu- nicação mais aberta, pensamento crítico, interações de apoio e negociação social, levando a uma divisão de tarefas entre os participantes. Além disso a aprendizagem colaborativa é geralmente mais efetiva em ambientes onde as pessoas sentem que têm um objetivo em comum (resultado), como no planeamento de um projeto, ou na discussão de ideias [SBS99]. Por último, é ainda necessário que a área de trabalho colaborativo disponibilize as ferramentas necessárias para a realização de atividades (objeto) dentro desse contexto social, de acordo com determinadas regras.

Individuo Ferramentas Regras Objeto Resultado Divisão de Tarefas Comunidade - Sistema - Dispositivos - Recursos da internet - Voz - Estudante - Professor - Grupos de estudantes

- Estudantes de uma escola - Professores de uma escola - Grupos de trabalho - Professor - Estudante - Chefe de grupo - Investigador - Dificuldade de um exercício - Regras de um jogo

- Língua utilizada para comunicar

- Folha de exercício - Missão de um jogo - Discussão de ideias

Figura 2.2: Sistema da teoria da atividade num ambiente de aprendizagem (adaptado de [CL96,PMP10]).

Dada a importância das atividades colaborativas no processo de aprendizagem, é ne- cessário que existam ferramentas que permitam a definição dessas atividades nosLMS, pois geralmente é necessário utilizar aplicações externas que não interagem com o ambi- ente, perdendo-se assim o contexto social e colaborativo oferecido por este. Por exemplo,

dois estudantes envolvidos num trabalho de grupo que envolva a escrita de um docu- mento, podem ter que alternar entre o ambiente de aprendizagem, para consultar con- teúdos, e o editor de texto, para escrever e comunicar.

Com o aparecimento dos serviços de computação em nuvem (cloud) e com as fun- cionalidades oferecidas pela Web 2.0, começaram a surgir aplicações que permitem o trabalho colaborativo e que disponibilizam API’s para integração com outros sistemas (um exemplo é o Google Drive [Goo13]). Alguns LMS também já permitem a integra- ção com sistemas externos, possibilitando a troca de informação entre estes, no entanto, nem sempre se tira partido desta capacidade. Na Figura2.3 são apresentadas algumas das aplicações colaborativas existentes na Web, classificadas segundo o modelo 3C de colaboração. Comunicação Cooperação Coordenação Flickr Mensagens Instantâneas Fóruns Audio/Video Chat/Conferência Skype Youtube Google Reader RSS LinkedIn Blogs Twitter Facebook Redes Sociais Google Calendar Revisão/Votação Fluxo de Trabalho Blogger Bookmarking/ Marcação Sistemas de Reuniões Google Docs Wikis Mashups

Figura 2.3: Aplicações colaborativas classificadas segundo o Modelo 3C de Colaboração. Alguns exemplos de ferramentas colaborativas disponibilizadas por grande parte dos

LMSe geralmente utilizadas pelos estudantes são os blogs, as wikis, os fóruns, os glossá- rios e os chats. Na lista abaixo é apresentado o propósito de cada uma delas e as formas como são utilizados no processo de aprendizagem.

Os blogs são páginas Web geridas, normalmente, por uma só pessoa, utilizadas para partilhar ideias, opiniões ou novidades. Qualquer pessoa com acesso à página pode fazer comentários às informações partilhadas. No ensino estes são geralmente utilizados com o objetivo de discutir assuntos e partilhar opiniões [Att07,KRCB10,

HBL+09,Mec08]. Os estudantes apontam, como principais vantagens destes siste- mas, o facto de permitirem a utilização de texto, imagens, vídeos e fontes externas para partilhar ideias, e o facto de uma discussão poder ser sempre continuada in- dependentemente do espaço e do tempo [HBL+09];

oferecem, que é a discussão e partilha de ideias. A diferença é que todos os partici- pantes podem alterar o texto introduzido por outros e contribuir para o melhorar. No ensino podem ser utilizadas em vários contextos que envolvam a escrita cola- borativa, ou o desenvolvimento de uma ideia [Att07]. Para além das vantagens já referidas para os blogs, agrega-se o facto de ser possível alterar o conteúdo, o que é, por vezes, uma forma mais eficaz de consolidar uma ideia e de melhorar a escrita de um documento [HBL+09]. No entanto, nem sempre é possível garantir que a informação introduzida por outros é de confiança [Mec08];

Os fóruns funcionam um pouco como os blogs, no entanto nestes qualquer pessoa pode iniciar um tópico de discussão. No ensino são geralmente utilizados para tirar dúvidas e partilhar informações que podem ser importantes para todos, ficando estas sempre disponíveis;

Os glossários são dicionários de termos e respetivas definições partilhados e atuali- zados pelos estudantes, um pouco como o que acontece nas wikis, sendo o objetivo da sua utilização a definição em grupo de termos considerados importantes num dado contexto de ensino;

Os chats permitem a comunicação síncrona entre dois ou mais elementos que se encontram online, de forma textual. São geralmente utilizados na realização de tra- balhos de grupo, discussão de ideias e esclarecimento de dúvidas.

Um outro tipo de ferramenta/atividade que pode fornecer meios de colaboração e, inclusivamente, uma forma de aprendizagem mais divertida, são os jogos. No entanto, estes últimos não são ainda muito utilizados como atividade educativa quer esta seja individual ou em grupo.