• Aucun résultat trouvé

Analyse des activités d’expression écrite

Chapitre 11) Protocole d’enquête

7. Lecture du manuel

8.3 Analyse des activités d’expression écrite

As instituições são fundamentais para a compreensão do comportamento dos agentes sociais e econômicos, uma vez que representam o elo entre os diversos agentes sociais e econômicos, os fatores de produção e os demais componentes do processo produtivo (NORTH, 2005). Embora existam várias correntes teóricas, o conceito de instituições passa, necessariamente pelo entendimento do conjunto de normas que norteiam o comportamento organizacional, é neste aspecto que a teoria evolucionária se aproxima do pensamento institucionalista.

Para as mais recentes formulações teóricas – como no caso do pensamento evolucionário - as instituições econômicas exercem um papel preponderante, tendo em vista que passam da condição passiva para a ativa, em todo o processo. Embora existam na literatura acadêmica diversas formulações, entendemos, neste trabalho que instituições econômicas são regularidades de comportamento social e, historicamente, construídas, que moldam e ordenam as interações entre indivíduos e grupos de indivíduos, produzindo padrões relativamente estáveis e determinados na operação do sistema econômico (PONDÉ, 2000, p.10).

O conceito de instituição como conjunto de normas, regras, valores e sua evolução - representam a base do pensamento de Thorsten Veblen e fazem parte do velho institucionalismo8 norte americano - são resultados de situações presentes projetadas para o futuro através de processo seletivo, onde os agentes sociais e econômicos moldam sua atuação. Desta maneira, a teoria evolucionária vê as instituições, ou seja, estruturas em constante processo evolutivo. “O que torna os institucionalistas evolucionários, é a negação de pensar a economia em torno da noção de equilíbrio ou ajustamento marginal, reiterando a importância do processo de mudança e transformação” (CONCEIÇÃO, 2008, p. 3).

A abordagem institucionalista de Veblen, segundo Conceição (2008), baseia-se em três aspectos relevantes, a saber: na inadequação da teoria ortodoxa em tratar o processo de inovação, desconsiderando os aspectos de como ocorre as mudanças econômicas; na preocupação dos mecanismos de mudança e, consequentemente, crescimento da economia e não no equilíbrio estável do mercado e, por fim, no processo de evolução como de transformação da estrutura tecnológica do sistema econômico como um todo.

8 Segundo Conceição (2008) o velho institucionalismos de Veblen, Commons e Mitchel desenvolveu uma linha

de analítica descritiva, deixando a descoberto algumas questões teóricas, isto fez com que autores como Shumpeter e Marshall o denominasse como pseudo-teoria.

Para o referido autor, existe uma estreita relação entre o velho-institucionalismo de Veblen e a teoria evolucionária, primeiramente, pela crítica que faz da teoria ortodoxa, nela o indivíduo é visto como um ser, socialmente, passivo e imutável e por construir uma alternativa analítica, em que os instintos, habilidades e instituições exercem na mudança econômica o mesmo que os genes na Biologia. Desta maneira, “como são as instituições sociais, a cultura e as rotinas que dão origem a certas formas de seleção e compreensão dos dados, estabelece-se daí vínculo entre o pensamento evolucionário com as concepções de Veblen sobre o papel das instituições” (CONCEIÇÃO, 2008, p.3).

Para Conceição (2008), a principal preocupação dos institucionalistas é com a organização e controle da economia, enquanto sistema mais abrangente e complexo do que o mercado. De modo que, é importante reconhecer outros aspectos do contexto institucional em que estão inseridos os agentes sociais e econômicos.

Outro aspecto importante do pensamento institucionalista que o aproxima da teoria evolucionária, é a crítica à teoria ortodoxa. Ressalta a crítica ao individualismo metodológico, que consiste em tratar os indivíduos como independentes e auto-subsistentes, com suas preferências dadas, quando na realidade os indivíduos são cultural e, mutuamente, interdependentes. Nesta crítica reafirma-se a necessidade de resgatar a natureza dinâmica e evolucionária dos agentes sociais e econômicos. Nesta linha de pensamento, destaca-se a interferência das instituições, no processo de desenvolvimento econômico. Partindo do pressuposto que o comportamento humano é previsível e regular, o conceito chama a atenção para o que seriam as “regras do jogo”, no sistema econômico, atentando para o fato de que o conhecimento prévio possibilitaria a redução dos custos de interações humanas ao tornar os comportamentos mais previsíveis e, com isso, à possibilidade de reduzir as incertezas.

Ainda com base no conceito apresentado por Pondé (2001), as instituições têm o papel de gerar ordem e estabilidade nos processos sociais, possuindo mecanismo de alta complexidade, assim como, de coordenação que torna possível o funcionamento de uma economia de mercado, através da divisão do trabalho e da cooperação entre seus agentes.

Numa visão mais abrangente “instituições consistem em estruturas e atividades cognitivas, normativas e regulativas que proporcionam estabilidade e sentido ao comportamento social” (SCOTT apud PONDÉ, 2001).

Outro aspecto relevante das instituições e a inter-relação entre os agentes econômicos é o processo de transmissão do conhecimento - um dos pilares apontados por Barquero (2001), como determinante para o desenvolvimento endógeno -, é a flexibilidade e complexidade institucional. Tendo em vista que os agentes econômicos tomam decisões no

entorno organizacional, o ambiente institucional pode favorecer ou dificultar as atividades econômicas. Por um lado, favorecem na medida em que as instituições são flexíveis e complexas e, por outro lado, dificultam quando o ambiente institucional é tradicional9.

A globalização, por sua vez, faz com que as empresas, instituições e organizações das diferentes sociedades se relacionem umas com as outras e se adaptem às condições do seu entorno. O aumento da concorrência nos mercados implica que, cada vez mais, a competitividade das empresas depende do funcionamento do conjunto de instituições que estruturam o entorno local. Elas terão, desta forma, melhores condições de competitividades com empresas localizadas em regiões que contam com um sistema institucional que lhes permitem produzir os bens públicos, assim como, gerar as relações de cooperação entre os atores sociais que contribuem para o processo de aprendizagem e inovação. Neste sentido, o desenvolvimento econômico, resulta fortalecido nas localidades em que o sistema institucional é evoluído e complexo.

Ainda, de acordo com Barquero (2001), o novo pensamento institucionalista sustenta que a relevância estratégia das instituições, no processo de desenvolvimento econômico, reside no fato de que seu fortalecimento permite reduzir os custos de transação e de produção, além de aumentar a confiança entre os diversos atores sociais. Assim, estimula a capacidade empresarial e, conseqüentemente, fortalece as redes de cooperação, assim como, incentiva os mecanismos de aprendizagem, como de, transmissão do conhecimento. Desta maneira, as instituições condicionam a racionalidade dos agentes sociais e econômicos no processo de acumulação de capital, logo, o desenvolvimento de regiões e cidades em meio à globalização. Mas são também condicionados pelas razões destes agentes e seus graus de liberdade muitas vezes subversivos em suas demandas e tensões, esta relação é importante para o conhecimento do processo de inovação, bem como, das trajetórias desenvolvidas pelos agentes econômicos, que examinaremos a seguir.

9 Institucionalidade tradicional se refere às formas de organização da sociedade em que as relações sociais são

pautadas por uma lógica capitalista em que os agentes econômicos buscam interesses individuais ou de grupos isolados, tendo por base uma estrutura política paternalista e fisiologista. Caso típico das relações institucionais no processo de desenvolvimento Amazônico, que teve por base a exploração irracional dos recursos naturais e a concentração fundiária, com incentivos fiscais e monetários por parte do estado. Para um maior aprofundamento deste conceito, ver o trabalho de COSTA (Teoria do Desenvolvimento e Estratégias do Desenvolvimento Sustentável: Guia Didático).

Documents relatifs