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8.3 OGLE-T R-123 : premier r´esultat adaptations n´ecessaires

8.3.3 Analyse avec M CS adaptations n´ecessaires

Uma possibilidade para trabalhos futuros seria agregar à pesquisa estudos no campo de clima e cultura organizacional com objetivo de entender com profundidade a identidade da organização em questão e traçar linhas de atuação mais consistentes para o futuro.

Uma outra possibilidade seria verificar se houve aprendizagem organizacional e como se configurou a incorporação das competências conversacionais na organização, uma vez que o trabalho na organização em questão foi maior que a intervenção e não se encerrou nela.

Finalmente, uma sugestão interessante, seria aplicar esse trabalho em outras organizações para verificar a possibilidade de evoluir para um modelo.

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Apêndice B – Entrevista com os gerentes

1 – Como você vê a ESMPU hoje?

2 – Quais é seu objetivo de trabalho? O que pretende alcançar?

3 – O que você julga ameaçar o êxito do seu trabalho?

4 – O que julga necessário para que essas ameaças não se concretizem?

5 – Que contribuição você vai dar para esse trabalho?

Apêndice C - Dinâmicas de grupo aplicadas

Todos os encontros nos quais as dinâmicas são aplicadas iniciaram-se com um exercício de respiração e um exercício de preparação para conectar as pessoas com as atividades a serem realizadas.

1 - O Jogo do Bilhete

O objetivo do jogo é ao final o jogador B descobrir qual é a figura comum a todos. O tempo de execução da dinâmica é de 15 minutos.

No centro da sala as cadeiras devem ser dispostas da seguinte forma:

• Somente o jogador A recebe as instruções completas;

• Os demais jogadores recebem informações pelas metades ou que não tem relevância para o objetivo do jogo;

• A comunicação entre os participantes só pode ser feita por intermédio de bilhetes e os mesmos não podem ser reutilizados;

• A só pode conversar com B; • B pode conversar com todos;

• C, D, E só podem conversar com B e não podem conversar entre si; • No inicio do jogo são lidas as instruções gerais em voz alta a todos;

• Depois são distribuídas as folhas personalizadas para cada jogador e pequenos pedaços de papel em branco para escreverem os bilhetes.

A B

Instruções gerais

A Comunicação só pode ser feita por bilhetes, ou seja não pode conversar. Não deixem que olhem sua ficha

Os bilhetes não podem ser reaproveitados. “A” se comunica só com “B”

“B” se comunica com todos

A

1 – Ninguém pode ver a sua ficha.

2 – “A” só pode receber bilhete de “B”. 3 – “A” só pode enviar bilhete para “B”.

4 – Sua tarefa é identificar qual a figura é igual em todas as fichas dos outros participantes. 5 – O Grupo tem 10 minutos para resolver a questão.

B

1 – Ninguém pode ver a sua ficha.

2 – “B” pode trocar bilhetes com todos.

3 – “A” não pode trocar bilhetes diretamente com “C”, “D” e “E”. 4 – “C” , “D” e “E” não podem trocar bilhete entre si.

5 – O Grupo tem 10 minutos para resolver a questão.

C

1 – Ninguém pode ver a sua ficha.

2 – “C” só pode receber bilhete de “B”. 3 – “C” só pode enviar bilhete para “B”.

4 – “C” , “D” e “E” não podem trocar bilhete entre si. 5 – O Grupo tem 10 minutos para resolver a questão.

D

1 – Ninguém pode ver a sua ficha.

2 – “D” só pode receber bilhete de “B”. 3 – “D” só pode enviar bilhete para “B”.

4 – “C” , “D” e “E” não podem trocar bilhete entre si. 5 – O Grupo tem 10 minutos para resolver a questão.

E

1 – Ninguém pode ver a sua ficha.

2 – “E” só pode receber bilhete de “B”. 3 – “E” só pode enviar bilhete para “B”.

4 – “C” , “D” e “E” não podem trocar bilhete entre si. 5 – O grupo tem 10 minutos para resolver a questão

2 - Dinâmica das conversas

O Objetivo do exercício é trazer o tema das conversações na prática.

Essa dinâmica obedece a seguinte estrutura:

1. É realizado um colóquio sobre o tema das conversações. 2. A sala é divida em grupos;

3. Cada grupo escolhe um tipo de conversação

4. Cada grupo tem 15 minutos para representar uma conversa de uma situação real que caracterize a conversa escolhida;

5. O grupo tem 15 minutos para apresentação do caso real. 6. Ao final é aberta uma discussão

3 - Roteiro utilizado para o colóquio da dinâmica das conversas

Quiebres e Transparências

Transparência - atividade não reflexiva, não pensante, não deliberativa, uma ação com um mínimo de consciência

Quiebre – Interrupção no fluir transparente da vida. Normalmente não esperamos

que aconteça.

Normalmente um quiebre envolve um juízo daquilo que acontece, não era o que esperávamos ou não era o que deveria acontecer.

Um quiebre não necessita ser algo ruim. Ele pode ser algo positivo ou negativo depende da interpretação do observador.

• Declaração de um Quiebre

Declarar uma insatisfação ou satisfação com o curso dos acontecimentos. Geralmente isso ocorre por algum acontecimento externo ou como uma ação autônoma.

Ao declarar nossa insatisfação com o estado das coisas temos a opção de mudá-las ou fazer diferente.

Os quiebres geralmente implicam o juízo de que as coisas poderiam ter sido

diferentes. Tem como base não aceitar o curso normal dos acontecimentos. Os quiebres normalmente nos chamam a ação.

Uma forma de tratá-los é por intermédio das ações que recuperam a transparência quebrada e nos cuidamos das conseqüências desse quiebre.

O que vamos oferecer aqui é uma alternativa de ação - que é o desenho de conversações e o poder de transformação nelas envolvido.

Baseado nessas distinções, nós podemos desenhar conversações para abordar um

quiebre de forma efetiva. São elas:

a) Conversações de juízos pessoais

Quando nós enfrentamos um quiebre, geralmente recorremos ao que chamamos “conversações de juízos pessoais”.

Essa conversação normalmente se dá ao entrar numa cadeia de juízos nos quais interpretamos o que aconteceu e as conseqüências que derivam disso.

Essa conversação se limita a fazer juízos dos quiebres, mas não nos move a tomar conta dele. Nessa conversa cuidamos de encontrar explicações, justificativas. Buscamos responsáveis, culpados, e não satisfeitos em encontrá-los, procedemos a emitir juízos contra eles. Normalmente essa conversação se dá em alguns domínios. São eles:

• Domínio da responsabilidade – quem é o responsável pelo quiebre ( eu, o outro, o mundo, o azar, a sorte e etc.)

• Domínio da inclusão – cada quiebre acontece em um domínio particular da vida

• Domínio da temporalidade - Cada quiebre acontece em um tempo e tem conseqüências em um tempo.

b) Conversação para coordenação de ações.

Este tipo de conversação atua diretamente sobre o quiebre. Aqui geramos ações futuras para cuidarmos do quiebre. Aqui o objetivo é intervir no estado das coisas.

As ações associadas para essa coordenação são os atos lingüísticos que permitem que surjam novas realidades : pedidos, ofertas, promessas e declarações. Mas o poderoso é o pedido de ajuda.

O saber pedir ajuda é uma das competências lingüísticas fundamentais na vida. E as conseqüências de não pedir ajuda, podem ser portanto, o prolongamento do sofrimento, a inefetividade e o isolamento.

c) A conversação para possíveis ações

Essa conversação não aborda diretamente a coordenação de ações para enfrentar o

quiebre em questão. Ela se orienta para especular acerca de explorar novas ações possíveis,

novas possibilidades que nos levam mais além, nos levam a expandir nossos horizontes de possibilidades.

Esse ocorre quando não se sabe ao certo como resolver o quiebre. Não se tem respostas para ele, nem ações para coordenar. Vai ser necessário criar a oportunidade para a solução aparecer.

Quando não sabemos o que fazer, sempre podemos recorrer a ação de explorar novas ações, junto a outras pessoas ou sozinhos.

Toda inovação, por exemplo, se baseia na capacidade de gerar possibilidades que não estavam articuladas anteriormente. Essas possibilidades tão pouco estão lá fora, a vista de qualquer pessoa para que veja. As possibilidades são inventos que geramos em conversações.

Ao desenhar “conversações para possíveis ações” construímos um espaço para a inovação e para ampliar nossas possibilidades

d) Conversações para possíveis conversações

Essa conversação é para o caso da pessoa na qual devemos ter uma conversação não está aberta a ela.

Essa conversação ocorre para situações em que, por exemplo, temos juízo que a pessoa a quem queremos conversar não nos ouve, ou que não está aberta a determinado assunto, ou não está aberta a nós.

Um exemplo de situação é quando iniciamos uma conversa para tratar de um tema e encontramos alguém que reage defensivamente dificultando a conversa. Quantas vezes isso não ocorre dentro de casa com a nossa família?

Para esta situação específica seria interessante uma conversa para conversas futuras. Um fator importante que deve ser observado nesse contexto é o estado de ânimo que impede que as pessoas conversem conosco. Uma postura adequada é a emocionalidade do respeito mútuo. Os diplomatas são peritos nisso.

Conversas Públicas e Privadas nas Organizações – ponto a serem abordados • Brecha crítica entre o que pensamos e o que dizemos

4 - As várias faces da organização

Material necessário: papel, giz de cera, material sucata, cola, tesoura, purpurina, fitas, papel colorido, revistas, jornais e etc.

Pedidos:

1 – em 15 minutos desenhe individualmente a organização como vê hoje; 2 – guarde o desenho;

3 – articulem em 15 minutos a construção da organização que contemplem tudo que vocês desejam no futuro – ( como gostariam que fosse no futuro)

4 – construam em 30 minutos a organização que desejam para vocês

5 – de posse do desenho individual e da construção coletiva iniciam-se as discussões. 6 – orientação gerais para desencadear as reflexões.

• Perguntas sobre o desenho individual • Perguntas sobre o desenho coletivo • Perguntas sobre a relação dos dois • Perguntas sobre o observador

7 – colocar a organização construída no centro da sala

8 – deixar a organização individual e andar em direção a organização que foi construída e que é desejada por todos

9 – finaliza com abraço coletivo.

5 - Dinâmica do acolhimento

1 – Preparação do ambiente. (com música) • exercício de respiração

• exercício de observação corporal

• exercício de contato com o colega (um massageia o outro)

2 – Aplicação do exercício

• três acolhem e um no centro dos três é acolhido • troca a cada 2 minutos

3 – Perguntas para orientar as reflexões: • sobre o que sentiu

• sobre o outro • sobre todos

• outras perguntas podem ser feitas dependendo do motivo da aplicação do exercício

6 - Roteiro para o colóquio na segunda reunião de modelagem de processos

Atos da fala: afirmações, declarações (petições, ofertas e promessas) Os atos lingüísticos básicos

• Um conceito antigo – a realidade existe e a linguagem e a descreve • A linguagem não é meramente descritiva é também geradora .

• Até mesmo quando estamos descrevendo estamos atuando, ou seja praticando ao ato de descrever – Linguagem é ação.A linguagem gera realidade.

Às vezes a palavra se adapta ao mundo e às vezes o mundo se adapta as palavras. A palavra se adapta ao mundo - Afirmações

O mundo se adapta a palavra - Declarações

a) Afirmações

A palavra adequa-se ao mundo. São descrições do mundo que observamos Ex: A mesa é branca,

Amanhã vai chover

As afirmações são descrições a luz da observação de quem afirma, não descrevem as coisas como são, mas como estão sendo observadas.

Dependendo do observador as afirmações podem fazer ou não sentido. O contexto também deve ser levado em consideração.

Exemplos:

• um daltônico observando.

• um esquimó tem mais distinções de tonalidade de branco, que nós ocidentais. Eles fazem afirmações diferentes do nosso contexto, pois observam de maneira diferente.

As afirmações podem ser verdadeiras ou falsas. Verdadeiro ou falso é uma convenção social que faz possível o convívio em comunidade

Exemplo:

As afirmações só fazem sentido dentro de um espaço de distinções já estabelecido. (consenso de um grupo).

Observação importante: Se eu e você observamos as coisas do mesmo modo não quer dizer que observamos as coisas como são! As coisas estão!

Observação importante: O falar não é um ato inocente!

Cada ato lingüístico se caracteriza por abarcar compromissos sociais diferentes. No caso das afirmações o compromisso social se dá na medida em que a palavra deve adequar-se as observações que fazemos do mundo ( coerência e verdade).

Eu tenho que agir ou me comportar de acordo com minhas declarações e afirmações! Eis o compromisso que se assume quando se fala!

b) Declarações

A palavra modifica o mundo. Gera realidade

As declarações são a expressão mais clara do poder da palavra. Aquilo que é dito se transforma em ação. Está relacionado ao poder. É necessário ter poder para fazê-los.

Ex: declaração de Inocência e de culpa, declaração de independência

Ao declarar assumimos um compromisso com a nova realidade que geramos e com a validade da declaração.

Declarações Fundamentais Não

Importância dessa declaração:

• afirma a autonomia e a legitimidade da pessoa que declara. • Com essa declaração comprometemos a nossa dignidade.

Enquanto indivíduos temos o direito de não aceitarmos o estado das coisas que enfrentamos e que são demandadas por outras pessoas.

Os heróis pagam com a vida o exercício desse direito.

Cada vez que necessitamos dizer NÃO e não dizemos veremos a nossa dignidade comprometida.

Esta declaração define o respeito que nos temos a nós mesmos e que se estende aos demais.

• Está relacionada a colocar limites.

• Excesso de não – isolamento e fechamento de possibilidades

Pergunta presente: em que âmbito da minha vida tenho dificuldade de dizer não?

SIM

• Está ligada ao compromisso que assumimos ao dizer SIM - ACEITO. • Ao dizer SIM colocamos em jogo o valor e respeito da nossa palavra

• Quando o SIM é dito do lugar do não, sua dignidade é posta a prova! Se você não põe limites, o controle fica a critério dos outros. O controle fica na mão do outro.

• O mau uso do SIM pode escravizar.

Pergunta Presente: em que âmbito da minha vida tenho dificuldade de dizer sim?

Declaração de Ignorância Não sei.

• Sem poder – eu digo que não sei e fico parado, sem ação.

• Poderoso - A declaração de NÃO SEI é o primeiro passo para a aprendizagem.

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