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ANÁLISIS DE TEXTOS Y DISCURSOS 14

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ESTRUCTURA Y FASES

I. LAS ETAPAS Y LAS FASES DE UNA IAP

9. ANÁLISIS DE TEXTOS Y DISCURSOS 14

Para o alcance do objetivo, foram utilizadas como estratégias de coleta de dados a entrevista individual e a observação.

Inicialmente foram feitas visitas diárias em todos os quartos das unidades de internação cirúrgica, quando a pesquisadora após apresenta- se possibilitou que ambas as partes conversassem informalmente sobre a internação, o dia a dia vivenciado pela família antes e depois da

internação, bem como as possibilidades de participar do estudo.

Após o contato inicial eram agendadas as entrevistas de acordo com a possibilidade do entrevistado, que na maioria das vezes colocaram-se disponíveis e interessados em estar contribuindo com novos conhecimentos.

Em um segundo momento, por meio da entrevista individual, coletou-se dados sobre o tema estudado, captando-os no discurso do entrevistado. A entrevistadora se manteve na escuta, interferindo cuidadosamente e somente para evitar que não acontecessem fugas do tema. Vale lembrar que a pesquisadora não se manifestou concordando ou discordando de quaisquer questões íntimas, ou seja, seguiu a entrevista sem induzir as respostas dos sujeitos de pesquisa, mantendo uma conversação dentro dos limites do tema proposto (MINAYO, 2010; FLICK, 2009a; POLIT; BECK, 2011).

Para direcionar a entrevista individual, fez-se necessário um instrumento de coleta de dados semiestruturado contendo os dados de identificação, a internação hospitalar e a Segurança do Paciente na perspectiva da família, entre outros aspectos (APÊNDICE B).

A coleta de dados através da entrevista e observação, aproximou a pesquisadora das famílias em situação de hospitalização, assim como as famílias puderam compartilhar o vivido em comum em um processo de interação com o pesquisador, sendo um espaço para discutir as questões que emergiram relativas à Segurança do Paciente e o Cuidado Seguro. Assim, também, possibilitaram um espaço para o processo educativo, no qual os membros da família puderam refletir sobre o momento vivido no hospital (NITSCHKE, 1999).

A observação, como uma das estratégias adotadas nesta pesquisa, aconteceu desde o primeiro contato com a família, quando a pesquisadora faz a seleção da inclusão no estudo e as maneiras de viver desta família nos vários cenários que transita. A observação é entendida como um método no qual a pesquisadora avaliou o tema ao entrar em contato com realidade, ou seja, no período em que foi realizando a pesquisa de campo. A pesquisadora necessitou estar aberta ao que nem sempre é visível, sendo, portanto, importante a experiência anterior em pesquisa (MINAYO, 2010; FLICK, 2009a; POLIT; BECK, 2011). 4.4 ASPECTOS ÉTICOS RELACIONADOS À PESQUISA

A Enfermagem, ao longo de sua história, vem desenvolvendo o cuidado com seres humanos com problemas de saúde dos mais simples até os mais inusitados, necessitando de amparo legal para o ensino,

pesquisa e o exercício profissional.

Neste sentido, a ética e a bioética fazem parte deste cotidiano de relações, sendo respaldado por meio dos direitos e deveres na amplitude de suas ações, como forma de proteção aos seres humanos que cuidam de seres humanos.

Nos dias atuais, toda pesquisa é fundamentada em critérios éticos para a realização da mesma. Para tal, é preciso embasá-la em princípios fundamentais para a proteção dos indivíduos envolvidos na pesquisa, tais como a autonomia, beneficência, não maleficência, justiça e equidade (FLICK, 2009b).

No Brasil, esses princípios éticos para pesquisa envolvendo seres humanos estão regulamentados pela Resolução nº466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que foi construído com bases nos documentos internacionais, sendo que a referida resolução proporciona para todas as partes envolvidas na pesquisa (sujeito da pesquisa, comunidade científica e o estado) a segurança quanto aos seus direitos e deveres (BRASIL, 2012).

Para complementar as exigências e adequações inerentes a pesquisa com seres humanos, o órgão fiscalizador da enfermagem, estabelece a Resolução nº 311 de 12 de maio de 2007, do Conselho Federal de Enfermagem (COFEn) (AMADIGI et al., 2013).

Esta resolução estabelece o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, abordando as necessidades e direitos de assistência de enfermagem da população, dos direitos do profissional e a sua organização, a partir de uma adesão entre usuários e trabalhadores de enfermagem com objetivo de uma assistência livre de riscos e agravos e inteligível a toda a população (AMADIGI et al., 2013).

Desta forma, esta pesquisa respeitou tanto os preceitos estipulados na Resolução 466/12 que envolve seres humanos em pesquisa, assim como o compromisso diante do código de ética dos profissionais de enfermagem.

Diante da formalização e proteção dos sujeitos da pesquisa, bem como a autorização institucional, o projeto deste estudo foi executado somente após a aprovação do Diretor Geral do Hospital onde foi realizada a pesquisa. A partir desta instância, a proposta foi apreciada e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (CEC/UFSC) sob o nº 1.466.614 (ANEXO A), conforme recomendado pelo Conselho Nacional de Pesquisa (CONEP).

Assim, também a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE - APÊNDICE A) foi em duas vias, sendo uma entregue as famílias e a outra de posse da pesquisadora, quando foram

informadas sobre os passos do projeto. Foi mantido o anonimato de suas identificações por meio de códigos, representados por flores, que foram apresentadas às famílias no álbum da família, assim como a liberdade de querer ou não participar do estudo, podendo desistir da pesquisa no momento que desejar.

As falas foram gravadas e transcritas, para, posteriormente, serem validadas com as famílias. Este material ficará guardado com as pesquisadoras por cinco anos, e, após este período, serão destruídas, conforme estabelece a Resolução 466/2012 (BRASIL, 2012).

Quanto aos riscos e benefícios do estudo, esta pesquisa não envolveu riscos de natureza física, nem acarretou implicações institucionais aos seus participantes. Porém, pode trazer à tona sentimentos e emoções acerca da vivência da hospitalização de seu familiar, sendo que sempre estivemos fazendo os devidos encaminhamentos e cuidados. Os benefícios do estudo são visualizados no sentido de tornar-se um fio condutor na construção e aperfeiçoamento de uma cultura de segurança na instituição hospitalar, bem como para o fortalecimento das famílias que vivenciam a situação de hospitalização.

Sendo assim, foram respeitados os princípios éticos estabelecidos pela resolução 466/12 em todos os momentos da pesquisa, com a finalidade de proporcionar o máximo de benefícios e o mínimo de riscos, garantindo a autonomia, dignidade e interesses das famílias durante a hospitalização (GONZÁLEZ et al., 2008).

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