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5. RECOMMANDATIONS

5.2 Recommandations pour le lac Témiscouata

5.2.1 Améliorer la gestion des rampes de mise à l’eau

Cada pesquisa retrata reflexões significativas para a abordagem subjetiva da pessoa do professor. O primeiro trabalho aborda o tema do mal-estar sob o olhar dos professores de história. Sob a metodologia de um estudo de caso, buscou-se compreender como os profissionais da educação têm significado a produção da docência.

A pesquisa apresentou que a potência transformadora da docência está no sentido com que esses profissionais se mantêm como sujeitos na profissão. Outra constatação foi diagnosticar que a flexibilidade e a abertura ao novo são referenciais para um novo parâmetro profissional, de modo a garantir que o mal-estar não assuma a totalidade da docência.

Cunha (2006, p. 56) nos ajuda a reportar para um novo lugar de professor, que se constitue numa sociedade materializada e culturalmente fragilizada quando diz:

Não há professores no vazio, numa perspectiva etérea, propondo deslocamentos entre sujeito e contexto. O professor se faz professor numa instituição cultural e humana, depositária de valores e expectativas de uma determinada sociedade, compreendida em um tempo histórico.

Os professores aqui se encontram na tensão estabelecida entre a sociedade que pertencem e as exigências de uma escola que busca ilusoriamente atender a todos e para todos. Essa dupla realidade, existente no contexto educativo, gera ansiedade para mantermos as mesmas expectativas, práticas, exigências, qualidade e intenções que contemplem um sistema educativo no qual se configura o paradigma da modernidade.

A escola como organização, precisa reconhecer também a necessidade de prover suporte administrativo e apoio emocional criando os fatores de proteção e resiliência para evitar o mal-estar docente.

A segunda pesquisa analisada, fala da formação humana dos professores através das narrativas de si. A academia tem avançado com essa metodologia qualitativa, onde através de suas histórias de vida, os sujeitos se mobilizam a pensar e a reinventar sua trajetória formativa e profissional como docente.

Elementos importantes são analisados através do estudo das “biografias educativas” referendado por Josso (2004). A partir das biografias pessoais, as

alunas passam a refletir sobre si mesmas e a proporem novas ações para a docência. Novas configurações das formas de ser e estar no mundo são traçadas, como retrata Freire (1996) quando aborda o inacabamento, como atitude saudável do ser humano em busca do crescimento e da expansão subjetiva.

As professoras envolvidas tornam-se pessoas olhadas e interpeladas a repensarem suas práticas a partir de si mesmas. O grupo é dispositivo de autoconhecimento, sinônimo de valorização da subjetividade e espaço propício para a autoformação.

Para Josso (2010, p. 190),:

Esse olhar retrospectivo e prospectivo estimula a reflexão sobre a responsabilidade do sujeito, sobre o seu vir a ser e sobre as significações que ele cria. [...] O lugar das significações atribuídas às experiências relatadas na narrativa faz parte do processo de formaçao na dimensão consciencial, mesmo quando é possível interrogar-se, mas especificamente sobre a evolução do conhecimento de si e de seu ambiente humano, por meio das ideias, dos sistemas de pensamento, das representações que a narrativa põe em ação.

Nesse sentido, o olhar é carregado de significados e propulsor de desenvolvimento humamo, em uma dimensão qualitativa da formação pois, é no espaço da coletividade que cada indivíduo vai produzindo e reproduzindo sua forma de ser e pensar o mundo, subsequentemente pensando e projetando sua atuação como docente.

Perguntas emergem nesse contexto: quem é esse profissional que se torna referência? Qual é o seu perfil? Quais são as suas qualidades? São as perguntas norteadoras da pesquisa sobre o talento docente, que se justificam a partir dos indicadores: afetividade; competências interpessoais; ação pedagógica; habilidade específica e visão utilitária. Estas expressam marcas que situam os sujeitos e seus contextos.

Larrosa (1994, p. 49- 50) reflete:

O que se pretende formar e transformar não é apenas o que o professor faz ou o que sabe, mas, fundamentalmente, sua própria maneira de ser em relação ao seu trabalho. Por isso, a questão prática está duplicada por uma questão quase existencial e a transformação da prática está duplicada pela transformação pessoal do professor.

Essa proposição nos remete a necessidade de uma formação docente que trate da integralidade do sujeito, capaz de produzir e retratar caminhos consentâneos, favorecendo uma formação de identidade e reciprocidade na integralidade desse sujeito.

Acerca da reflexão do sujeito, outra pesquisa analisada tratou do cuidado de si como um articulador da relação entre educação, filosofia e espiritualidade. Buscou sua referência em Foucault. Nessa a ética e o cuidado de si são tratados como um caminho viável para romper com os modelos hegemônicos da educação que não privilegia o sujeito e sua singularidade.

Um modelo de educação pautada na expressão das subjetividades e na capacidade humana, onde o caminho trilhado perpassa pela autoformação e o sujeito é respeitado e contemplado nos processos pedagógicos. Essa compreensão contém uma dimensão político pedagógica de extrema relevância para se repensar os sentidos dos processos formativos nas escolas e nos programas de formação continuada.

Outro estudo importante nessa análise da subjetividade docente foi à pesquisa que retrata o mal-estar do professor, o adulto, frente à “criança-problema”. Essa tensão permanente que se manifesta no discurso do adulto problematiza o ato educativo e seu idealismo acerca do processo de aprendizagem. Como trabalhar com os impasses que se apresentam quando a criança não corresponde às expectativas do professor ou do sistema? Como o professor se re-estrutura internamente para esse desafio?

Essas indagações são provocadoras de um pensamento que discute o ato romantizado do aprender, pois as implicações são de inúmeras ordens e todos esses fatores são desencadeadores de posicionamento do professor. É o próprio corpo do docente que sente e interage nesse cenário de exigências.

O trabalho analisado sobre a dimensão corpórea trouxe elementos subjacentes à questão da subjetividade. A presença cotidiana e os elementos de visibilidade, sociabilidade e comunicabilidade são indicadores de análise na busca de compreender como os professores identificam as exigências e os atributos corporais requeridos para o desempenho de sua função.

Nessa abordagem, o corpo não é visto como coisa ou ideia, mas sim sensibilidade e expressão criadora. Fundamenta-se não numa perspectiva mecanicista que ignora o corpo e o faz estático, insensível e „feio‟, nem numa abordagem mercadológica que trata do corpo como sinônimo de exploração, prazer e lucro, mas sim concebe o corpo como expressão, movimento, linguagem e comunicação de vida e sonho.

3.1.2 O professor no paradigma da complexidade: a produção do mal-estar

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