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4.2 Énumération ordonnée pour ATSP

4.2.2 Algorithmes par énumération ordonnée pour ATSP

dado os preços respectivos. Ou seja, corresponde à afectação óptima de inputs ou de outputs consoante o modelo usado, dado os respectivos preços. Daí que seja por vezes também designada por eficiência de preço.

 Eficiência no campo da economia – No campo da economia e de acordo com Norman e Stoecker “os economistas aplicam o termo ‘eficiência produtiva’ para descrever o sucesso de uma unidade organizacional na utilização dos recursos para gerar produtos ou resultados”. [NORMAN, 1991]

Um outro conceito no campo da economia foi desenvolvido por Vilfredo Pareto que refere, que uma situação económica é óptima no sentido de Pareto se não for possível melhorar a situação, ou mais genericamente a utilidade, de um agente sem degradar a situação ou utilidade de qualquer outro agente económico. Numa estrutura ou modelo económico podem coexistir diversos óptimos de Pareto. Um óptimo de Pareto não tem necessariamente um aspecto socialmente benéfico ou aceitável. Por exemplo, a concentração de rendimento ou recursos num único agente pode ser óptima no sentido de Pareto. [4];

[PARETO, 1896]

 Eficiência num processo de produção – Stoner, descreve a eficiência como a capacidade de minimizar a utilização de recursos para alcançar os objectivos da empresa – ”fazer as coisas correctamente”. [STONER, 1995]

O conceito mais importante na análise da eficiência técnica é o de função de produção, que estabelece a relação máxima entre produtos e recursos para um dado conjunto de possibilidades de produção. O conjunto de possibilidades de produção, definido pela tecnologia, estabelece para cada plano de produção as relações de transformação ou combinações viáveis produtos/recursos. Uma função de produção ou fronteira de produção define, então, o subconjunto eficiente de possibilidades de produção. A fronteira empírica de produção corresponde a uma linha envolvente que contém o conjunto de possibilidades de produção para um dado nível de utilização de recursos. Um plano de produção representado na figura 2.14 que se encontre sobre esta fronteira é dito eficiente (P), enquanto os que se encontram no seu interior pertencem ao subconjunto ineficiente (A e B). O tipo de fronteira de produção depende da tecnologia considerada; portanto, a distância entre a fronteira e cada unidade (eficiência relativa) depende das propriedades da tecnologia.

Y - P ro d u to s X - Recursos Fronteira de Eficiência (Função de Produção ) A P B X* Y* Região não admissível Região de soluções admissíveis

Figura 2.14 – Fronteira empírica de produção.

Até agora vimos conceitos associados à eficiência levando-nos a concluir que comparar a eficiência de unidades empresariais permite avaliar o seu desempenho em relação a outras unidades. Numa óptica empresarial por exemplo Redshow, relaciona a eficiência com a capacidade das empresas terem para: Atingir metas; Resolver problemas; Satisfazer os clientes; Melhorar os processos internos; Satisfazer os vários Stakeholders. [REDSHOW, 2000]

Numa empresa, consoante os grupos de interesse poderão surgir diferentes perspectivas de avaliação de eficiência levando por vezes a processos complexos e pouco consensuais. Sendo no entanto, assumido pela gestão que o conceito de eficiência deve estar sempre presente na definição de metas, objectivos e estratégias da empresa. Para se lidar com este problema de diferentes interesses e perspectivas sobre a eficiência empresarial Zammuto propôs as seguintes abordagens:

A abordagem relativista – Esta abordagem considera que não é possível definir critérios consensuais que permitam avaliar o desempenho de uma empresa. Assim, as perspectivas dos grupos com interesses na mesma, tanto externamente como internamente, são identificadas e usadas para definir um conjunto multidimensional de critérios para avaliar o desempenho da empresa;

A abordagem política – Esta abordagem considera a existência de coligações de poder dentro e fora da empresa, as quais controlam recursos estratégicos. As coligações utilizam o seu poder para negociar os critérios pelos quais a eficiência da empresa deverá ser avaliada. Os gestores de topo devem tentar satisfazer as preferências das coligações com maior poder para assegurar que a empresa mantém o acesso aos recursos críticos por ela controlados. [ZAMMUTO, 1984] 



 A eficiência versus produtividade

Para elucidarmos a distinção entre eficiência e produtividade consideremos a figura 2.15, o eixo

X representa os recursos, o eixo Y representa os produtos, a curva S, é designada por Fronteira de Eficiência, que indica a máxima produção para cada nível de recurso. A região abaixo da curva é

designada por Conjunto Viável de Produção. [FARRELL, 1957]

Y - P ro d u to s X - Recursos S - Fronteira de Eficiência A C B OY OX OA OB OC

Figura 2.15 – Eficiência versus Produtividade. Caracterizemos os pontos A, B e C:

Unidade A → A produtividade da unidade A é dada pela expressão,

OX OY

A=

Pr . Sendo

ineficiente e menos produtiva que C e B.

Unidade B → É eficiente, mas não é mais produtiva do que C. Unidade C → É tecnicamente eficiente e com maior produtividade,

OX OY dX dY C = = Pr .

Em síntese vejamos então a diferença entre os conceitos de produtividade e de eficiência. Enquanto as unidades B e C são eficientes (uma vez que estão localizadas na fronteira de eficiência), apenas a unidade C é a mais produtiva porque foi mais eficiente na utilização dos seus recursos. Podemos observar este facto comparando os declives das rectas ____OC e

____

OB. Assim, a unidade mais produtiva é aquela cuja recta que liga o ponto que representa a unidade à origem tem um maior declive possível. Por outras palavras, sendo C a unidade mais produtiva, a recta ____OC tem por declive a derivada da função que relaciona produção com recursos, caso esta derivada exista. A unidade A é simultaneamente uma unidade não produtiva e não eficiente. Até agora abordámos algumas das

dimensões que achámos mais relevantes na gestão de desempenho. Mas estas só alcançam o seu objectivo se estiverem associadas a um processo de medição.

2.3.5. A dimensão efectividade

Sandroni, refere que a efectividade é “O termo que exprime o desempenho de uma empresa em

função da relação entre os resultados alcançados e os objectivos propostos ao longo do tempo.”. Ou seja, consiste na capacidade em realizar acções de modo a concretizar os objectivos propostos. [SANDRONI,

1999]

A efectividade é o balanceamento entre eficiência e a eficácia, sendo baseada na regularidade praticada, durabilidade e perseverança. Em suma, refere-se à avaliação do grau de cumprimento das metas para alcançar os objectivos. Note-se que as metas podem ter sido alcançadas como foram planeadas (eficácia), com boa relação entre o que foi realizado e o recurso empregue (eficiência) independentemente de terem, ou não, contribuído para o que realmente se objectivava (efectividade). É um indicador de satisfação externa, ou seja, é um indicador que procura retratar os efeitos da gestão dos recursos traduzidos na satisfação dos consumidores. Em determinadas situações é frequente falar-se em efectividade dos objectivos ou efectividade de custo/benefício.

2.3.6. A dimensão produtividade

A produtividade advém do acto de produzir e se for efectivada com o mínimo de recursos diz-se que se está a criar valor para a empresa. A produtividade é o valor criado por unidade de trabalho, ou seja, a capacidade de um sistema de transformar recursos (inputs) em produtos ou serviços (outputs). A figura 2.16, representa a produção como um processo de combinação e transformação de inputs em outputs. Quanto mais eficaz for a conversão dos inputs em outputs, maior será a produtividade de um sistema ou seja, quanto menor for o desperdício resultante dos processos de conversão maior a produtividade.

[CARVALHO, 2004]

O desperdício são todas as actividades, processos ou inputs que não acrescentam valor ao output. Por outro lado muito produzir não é sinónimo de produtividade. Embora a relação não seja linear, a produtividade cresce com o aumento da eficiência. [NEVES, 2005]

Sist. Transformador Produtividade Relativa Eficiência Máximizar a conversão Eficácia Produtos: Bens e Serviços In pu t O ut p ut Minimizar o Desperdício (Economia de recursos) Recursos: Mão de obra e Matéria prima

O conceito de produtividade é definido pela razão entre o que foi realizado (produzido) e o objectivo imposto (o que foi gasto para produzir). Num caso simples, onde uma unidade de produção tem um único input e um único output a produtividade é definida pela equação 2.8. [FARRELL, 1957]

Input Output e odutividad = Pr

Equação 2.8 – Produtividade para um input e um output.