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(S) ESCOLHA DO CURSO

S1 • Essa foi uma escolha baseada numa pesquisa de interesses feita na região onde seria implantado.

S2 • Foi feito um levantamento.

• Toda uma pesquisa principalmente da área local. • Tem toda uma indústria, um pólo industrial.

S3 • O que teria no Gama, no favorecimento, fechava em todo pelo Pólo JK, que é aqui próximo, indústrias que nós temos aqui, a Rexan, a Latasa, favorecimento pra área de informática. • Temos a cidade digital, como uma prospecção para área de informática.

• Com a cidade digital seria um campo vasto, definiu-se como sendo a área de informática teria que se implantar o EMI.

S4 • Um levantamento junto a comunidade nas escolas que tinham a 8ª série juntos aos pais e os alunos,

• Diante das respostas desse questionário que foi encaminhado saíram três cursos, sendo dois cursos a nível superior, medicina e direito, e o outro era informática, então informática poderia ser colocada dentro do ensino médio.

• Uma escola técnica na área de informática, então quando veio a determinação, o cumprimento de sua norma de ter um ensino médio integrado, então só se adequou, pegou o EM mais o curso de informática.

S5 • A ênfase em informática, se você for numa loja e quiser saber um preço de qualquer coisa você tem que ir lá naquele visor que tem comandos.

• Hoje é tudo equipamento, tudo é máquina.

S6 • Implementar um pólo tecnológico aqui no Gama, ou seja, com empresas voltadas a informática, muito parecida com a cidade digital.

• Dessa experiência de EMI eles querem formar profissionais para trabalhar nesse pólo. S7 • Não respondeu

O sujeito S7 não respondeu a pergunta relativa a categoria analítica que, por sua vez, pode evidenciar desconhecimento da acerca desta questão.

Observa-se a concepção que os atores associam a escolha do curso às questões relativas ao mercado. Os sujeitos S2 e S3 indicam como mais significativa, a afinidade com o setor produtivo e de serviços local cuja informática terá grande espaço de aplicação.

Por outro lado, a escolha do curso, tanto nos documentos analisados quantos na falas dos sujeitos S1, S2, S3 e S4 apontam para o levantamento feito na região do Gama a partir de questionário feito aos alunos da 8ª série.

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O sujeito S5, ao esboçar o seu conhecimento acerca da categoria escolha do curso, enfoca que esta se deve à aplicabilidade prática da informática ao mundo moderno que, por sua vez, está ligada ao mercado. Evidencia-se, que mesmo não conhecendo elementos da proposta do EMI formulada pela SEDF, demonstra está em sintonia em relação à concepção dessa política.

O sujeito S6 é o único professor que fez menção de que o EMI se insere em um contexto de interação com o setor produtivo local e ter mão-de-obra para dá suporte a instalação da cidade digital.

O sujeito S7 não explicitou a sua opinião sobre a ênfase do curso, o porquê da escolha da informática. O mesmo, ao longo de sua fala, entende a informática como um conhecimento técnico moderno o qual garante grande oportunidade no mundo do trabalho.

Verifica-se que os professores não fazem menção à escolha do curso a necessidade demandada pela comunidade escolar, a escolha motivada pelos resultados do levantamento somente é explicitada pelos gestores.

Constata-se, que o projeto de ensino médio integrado com ênfase em informática nasce no âmbito do plano estratégico do Distrito Federal e sob a ótica dele, pesaram os referenciais dos indicados sócio-econômico apresentados no diagnóstico do plano de curso e na proposta pedagógica do EMI.

4.3.2. Condições para implementação

A mudança na legislação com a edição do Decreto 5.154/04 produziu as condições fundamentais para implementação dessa política nos sistemas de ensino. No entanto, cada sistema tem autonomia para implementar ou não essa política.

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No Distrito Federal, após o posicionamento favorável do Conselho do Distrito Federal acerca oportunidade de implementar essa política, criaram as condições propícias para a SEDF considerar a possibilidade de instituir em sua rede o ensino médio integrado.

Dessa forma, o Parecer 277/05-CEDF ao analisar o conteúdo do plano de curso do EMI, verifica o cumprimento dos tópicos formais do plano, o cumprimento das determinações legais que devem constar no texto da proposta e verificou se constam as exigências requeridas pelo conselho são atendidas para aprovação do curso.

Os elementos analisados pelo relator do Parecer foram à justificativa, contextualização sócio-histórico-politico-econômica, os recursos físicos e materiais, recursos humanos, organização curricular, objetivos, fundamentação teórica e materiais, componentes curriculares, avaliação, perfil profissional de conclusão, certificação, estágio supervisionado, plano de curso.

Evidencia-se que esses quesitos são cumpridos mais nos aspectos formais, pois no plano de curso consta uma estrutura para escola que ainda não foi implantada. O CEF 2 continua sendo a sede provisória do CEMI e a reforma do CEF 12, que será sede definitiva, ainda não está concluída.

Em relação aos recursos humanos, ainda existe deficiência no quadro de professores com dedicação exclusiva, a sua maioria tem carga horária de 20 horas na escola, fato que prejudica as coordenações e consequentemente interfere no aspecto pedagógico de um currículo integrado como o proposto pela SEDF.

Na proposta pedagógica é explicitada que o princípio do currículo do EMI no Distrito Federal terá enfoque interdisciplinar. Tal concepção é definida como aquela que “concorre para possibilitar a compreensão do significado dos conceitos, das razões e do método pelos quais o sujeito pode conhecer o real e apropriar-se dele” (SEDF, 2006: 13).

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Tendo em vista a identificação do cenário que propiciou a implementação da política de integração do ensino médio com a educação profissional, torna-se necessário identificar como se desenvolveu o participação dos diferentes atores no processo de implementação do EMI no Distrito Federal.

Nesse contexto, a categoria participação dos sujeitos na elaboração do projeto pedagógico e do currículo indica aspectos dessa política no DF e a forma como foi apropriada a proposta pelos diferentes atores como podemos verificar no quadro 3:

QUADRO ANALÍTICO 3

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