C. Algorithmique dans les graphes 32
8.2 Algorithme de Floyd-Warshall
Objetivos:
•Identificar o papel do professor-bibliotecário na escola e na RBE.
•Determinar vantagens/desvantagens da entrada numa RBE, face à biblioteca, ao agrupamento e aos alunos.
•Auscultar as estratégias usadas na BE e relacionar com as técnicas da Animação Sociocultural e com o prazer de ler e ouvir ler.
Questões:
Foi colocada nesta escola apenas neste ano letivo o que não lhe dá grandes possibilidades de falar sobre o antes e o agora da entrada na Rede Interconcelhia de Bibliotecas do Barroso. Todavia, já foi professora bibliotecária nos últimos dois anos letivos doutra escola e dessa sua experiência no cargo, diga-me:
1-Qual o papel do professor bibliotecário na escola? 2- E na Rede de Bibliotecas Escolares?
3- O facto de estarmos integrados na Rede interconcelhia de Bibliotecas do Barroso, que vantagens traz à biblioteca?
4- E ao Agrupamento? 5- E ainda aos alunos?
6- Que projetos pensa desenvolver ao longo deste ano letivo em função do cargo que está a desempenhar a nível de escola? E de rede?
7-Esses projetos são em parceria?
8-Que tipo de estratégias são usadas na biblioteca escolar para atingir os objetivos?
ENTREVISTA C (EC)
Guião da Entrevista
Objetivos:
•Identificar os projetos do PNL desenvolvidos em Rede.
•Identificar parcerias e protocolos e compreender a utilidade das mesmas.
•Explorar as técnicas usadas na promoção da leitura, inferir das suas estratégias de animação e determinar os efeitos no processo ensino-aprendizagem.
Questões:
1-Enquanto membro da direção do Agrupamento, qual a sua opinião sobre a integração da biblioteca escolar do Agrupamento na Rede interconcelhia de Bibliotecas do Barroso?
2-Após essa integração, já se desenvolveram alguns projetos em termos de rede, relativamente ao PNL?
3-O projeto ultrapassou já os estabelecimentos de ensino e alargou-se a outros colaboradores. Que parcerias e protocolos tem no momento?
4-Um dos objetivos do PNL é centrar a promoção de leitura no contacto efetivo com livros, periódicos e outros recursos de informação e na prática efetiva da leitura. Neste âmbito, quais os projetos mais significativos desenvolvidos no Agrupamento?
5-Segundo os resultados apresentados no Relatório de Atividades do PNL, de Junho de 2010, os alunos têm tido uma forte adesão a este projeto. Neste Agrupamento como caracterizaria a adesão dos alunos?
6-Existem constrangimentos na aplicação do PNL no Agrupamento? Quais? 7-Sabendo que dominar plenamente a leitura é fundamental para o exercício de uma cidadania responsável, que apoios têm tido o projeto para a sua consecução?
ENTREVISTA D (ED)
Guião da Entrevista
Objetivos:
Determinar vantagens/desvantagens da entrada numa Rede Interconcelhia de Bibliotecas.
Identificar o papel do Bibliotecário na Biblioteca Municipal e na Rede.
Questionar a importância de trabalhar em rede face à aquisição de competências básicas, ao sucesso, ao insucesso e abandono escolar.
Questões:
1- Enquanto responsável pela Biblioteca Municipal, qual a sua opinião sobre a criação da Rede Interconcelhia de Bibliotecas do Barroso?
2- Qual o papel do bibliotecário na Biblioteca Municipal? E na Rede Interconcelhia de Bibliotecas do Barroso?
3- O facto de estarmos integrados na Rede interconcelhia de Bibliotecas do Barroso, que relevância há na relação Biblioteca Municipal, Biblioteca Escolar e alunos? (influenciará o sucesso/insucesso educativo e o abandono escolar?)
4- Ao longo deste ano letivo, que projetos pensa desenvolver em função do cargo que está a desempenhar a nível da Biblioteca Municipal? E de rede?
A análise das entrevistas desenvolveu-se na procura de respostas para as questões enunciadas, o que conduziu à detecção de diversas categorias, elaboradas a partir da identificação de unidades de registo. Foram elaborados os quadros que se seguem, com categorias e exemplos de unidades de registo que estão na base das respetivas categorias. Propositadamente, são apresentados quadros específicos para cada uma das entrevistas, seguidos de quadros de análise conjunta.
Quadro nº 1 - Grelha de Análise da Entrevista EA
Categorias
Unidades de registo
O PNL, a BE e a RBE promovem o sucesso da leitura e o sucesso educativo
“Sem dúvida, que o programa de RBE, o sucesso e as competências de leitura dos nossos alunos melhoraram muito, porque é um trabalho próximo dos potenciais leitores.”
“A Rede de Bibliotecas Escolares trouxe uma mais-valia às escolas, não só pelos bens físicos que lá coloca, mas sobretudo pela potencialidade dos bens culturais que, depois, pode proporcionar, bem como melhorar os resultados escolares. A nossa missão, sobretudo a missão das bibliotecas escolares, é formar leitores competentes e críticos, que aprendam a trabalhar as literacias, desde muito pequeninos.”
“O financiamento gerado pelo PNL, não só serviu para o investimento em termos de livros e patrocinou algumas atividades, como também nos deu as ferramentas apelativas para os miúdos poderem ter à sua disposição livros de leitura de drama, de poesia, aventura, livros informativos, (…) foi uma mais-valia que trouxe ao programa, pois enquanto no início o financiamento trazido pelo programa de RBE, em termos de fundo documental, apontava para a leitura autónoma, o PNL veio introduzir aqui uma vertente de leitura orientada (…) que os leva a ler um livro do princípio ao fim,”
“A própria avaliação externa das escolas que vem avaliar a escola tem valorizado sempre muito a biblioteca escolar (…) pelo dinamismo, pelo trabalho de articulação que se consegue nas escolas e que parte quase sempre da biblioteca. É sempre a estrutura que consegue fazer esta mobilização em prol do sucesso escolar dos alunos, das melhorias e das competências de leitura.”
Parceiros das bibliotecas (ou
do PNL)
“Nós estabelecemos parcerias logo, em primeiro lugar, com as autarquias que são os nossos grandes parceiros.”
“Se, por um lado, é pela questão física, mas também pelo aspeto do apoio técnico por parte da bibliotecas municipais, que são também grandes parceiros das bibliotecas escolares.”
“Nós formalizámos esta rede de proximidade entre a escola, a biblioteca escolar e autarquia e biblioteca municipal através de um protocolo da criação do SABE, que é um serviço de apoio às bibliotecas escolares. O que é que nós solicitamos à autarquia? Que dentro da orgânica da biblioteca municipal crie e nos disponibilize uma pessoa para dar apoio às bibliotecas escolares.”
O trabalho no PNL
“Mas é todo um trabalho que se faz de articulação entre o professor bibliotecário (que é quem coordena as bibliotecas e implementa planos de atividades) em articulação com os professores da escola das várias vertentes, (…) um trabalho de
desenvolve-se de forma articulada
muita articulação onde todos os agentes educativos trabalham em prol do desenvolvimento das competências leitoras dos alunos.”
“O ensino apenas efetuado com o manual escolar não vai a lado nenhum. Nós sabemos isso, não os prepara para a vida, é muito limitativo. Portanto, as bibliotecas escolares, com os seus recursos, com o pessoal técnico afeto (o professor bibliotecário, a própria equipa) e com toda a ajuda externa, quer através da parceria que tem com a biblioteca municipal, quer pelos próprios técnicos afetos ao programa, nomeadamente o coordenador interconcelhio contribuem para que se cumpram estes objetivos.”
O trabalho no PNL desenvolve-se com partilha de
recursos
“Também é importante a partilha de recursos, pois não faz sentido nós termos os mesmos livros que eles têm na biblioteca municipal. Existe assim uma gestão partilhada e também de gestão de equipamentos ”
Redes Concelhias e Interconcelhias
de Bibliotecas Escolares
“A Rede de Bibliotecas é um programa muito importante (…), é importante não só pela parte de montar a biblioteca, mas também por todo o programa que está estruturado e que dá apoio técnico às escolas, às bibliotecas e ao professor bibliotecário, quer através da figura do professor interconcelhio, que é uma pessoa que também tem formação acrescida na área das bibliotecas, faz o apoio técnico e pedagógico, dá ideias de como se deve fazer.”
“Neste momento estamos numa fase…. Numa fase de criar a formalização das redes concelhias de bibliotecas que consiste num um protocolo em que nós fazemos uma rede de todas as bibliotecas que existem no concelho ou interconcelhias, no caso dos concelhos pequenos. Cada uma das bibliotecas disponibiliza o seu catálogo num catálogo coletivo. Neste momento, aqui em Boticas, já estamos a trabalhar para a formalização, para a criação da rede interconcelhia do Barroso em que vamos juntar as bibliotecas da Escola Gomes Monteiro, a do Baixo Barroso, a Bento da Cruz e as municipais. Criamos a rede com um catálogo coletivo para que possamos conhecer o que cada uma tem e possamos partilhar.”
Quadro nº 2 - Grelha de Análise da Entrevista EB
Categorias
Unidades de Registo
Benefícios da Leitura e do Trabalho em
Rede
“Traz uma partilha de saberes com outros alunos de outras bibliotecas.” O ano passado tivemos o Concurso Distrital de Leitura e houve bibliotecas que emprestaram livros a bibliotecas. Houve um livro que foi selecionado no Concurso Distrital de Leitura, que esteve esgotado e foi através da rede, da partilha, do empréstimo que o conseguimos. Ora aí está um exemplo prático de uma das vantagens de estamos em rede.”
“Em termos de outros tipos de vantagens…. Vamos ter um portal para todas as bibliotecas da rede em que vão estar recursos disponíveis online, (…) também vamos ter acesso ao catálogo coletivo. Para os nossos alunos, é uma mais-valia, nós partilharmos os nossos recursos.”
Redes Concelhias e Interconcelhias de Bibliotecas Escolares: Parcerias, Parceiros e partilhas de recursos
“Acima de tudo os nossos parceiros são as bibliotecas municipais. São eles através do projeto SABE que nos disponibilizam recursos humanos, recursos materiais para concretizar estes objetivos. Há sempre uma pareceria que é feita entre as escolas e os municípios.”
“Traz, então, uma partilha de recursos, (…) podemos recorrer a uma outra biblioteca da mesma rede, (…) fazer um empréstimo interbibliotecas e isso traz-nos um fundo de maneio. Portanto, uma primeira vantagem permite uma gestão de recursos em termos de fundo documental. (…) Uma segunda vantagem tem a ver com a partilha de atividades. No ano passado, nós até recebemos um louvor em termos de rede interconcelhia no âmbito do PNL com a semana da leitura. Nessa semana houve atividades partilhadas na rede das bibliotecas interconcelhias. O PNL achou a ideia inovadora e escreveu para os agrupamentos a elogiar essa iniciativa.”
Objetivos do PNL e da BE
“O principal objetivo é criarmos leitores. Nós temos o PNL aqui na escola, temos horas destinadas à leitura autónoma e à leitura orientada em contexto de sala de aula. O objetivo da leitura autónoma é promover o prazer lúdico da leitura, não ser esta uma leitura obrigatória, mas sim uma leitura através da qual os alunos vêm aqui requisitam um livro, folheiam uma revista, porque o importante não é aquilo que eles estão a ler, mas sim o facto de estarem a ler.”
Quadro nº 3 - Grelha de Análise da Entrevista EC
Categorias
Exemplos de Unidades de Registo
Parcerias e Parceiros
“Temos com os dois municípios, o de Montalegre e o de Boticas, que são os nossos parceiros principais e depois também as bibliotecas municipais porque acabam sempre por estar inseridas nas autarquias. Mas todos os projetos e protocolos que temos são sempre com as autarquias.”
O PNL e a BE: Vantagens e constrangimentos
na sua implementação
“A adesão nos últimos anos tem sido também muito grande a nível de agrupamento. Era um projeto em que inicialmente pouca gente acreditava, porque envolvia vários ministérios, o da Cultura, o da Educação…., mas resultou muito bem, (…). As escolas conseguiram, por exemplo, fazer bibliotecas a nível de sala de aula, conseguiram comprar livros para a leitura orientada em contexto de sala de aula e para a leitura autónoma, ou seja, permitiu-nos desenvolver uma série de atividades que seriam muito difíceis desenvolver sem o PNL. Na biblioteca, nós fazemos um registo sobre a frequência de requisição de livros e sobre a frequência de atividades ligadas à leitura e, nestes últimos anos, registámos um aumento significativo na adesão. Também quando assinámos o protocolo com a autarquia fizemos um filme sobre isso e a maior parte dos miúdos responderam que gostavam de ler. Todos deram exemplos de escritores de quem gostavam e foi mais que evidente que os alunos aderiram muito bem ao PNL, sendo a adesão sempre cada vez maior.”
“Constrangimentos e problemas há sempre… Nós é que temos que os tentar minimizar. Este ano o maior constrangimento teve a ver com a redução de verbas. Constrangimentos provocados pelos currículos extensos em que nem sempre é fácil para o professor de Português poder dispensar uma aula para desenvolver uma atividade do PNL. Isto ainda se complicou mais com a extinção das áreas curriculares não disciplinares. A nível do 1º ciclo, nós tentámos e conseguimos resolver esse tipo de problemas ligados aos programas a nível do enriquecimento curricular. Criámos uma atividade de enriquecimento curricular, a hora do conto, em articulação com a autarquia e nesta hora do conto trabalham-se as obras do PNL. Os nossos maiores problemas circunscrevem-se a nível do 3º ciclo, uma vez que neste nível os programas são demasiado extensos e nem sempre há tempo para a dedicação ao PNL e à leitura.”
Redes Concelhias e Interconcelhias
de Bibliotecas Escolares
“ O facto de a biblioteca estar inserida na rede permite-nos o intercâmbio de livros entre as várias bibliotecas, permite-nos, por um lado, poupar muito dinheiro e, por outro lado, também nos permite trabalharmos em tempo muito mais acelerado, (…) depois também destaco a parte pedagógica, é muito importante nós estarmos na rede porque desenvolvem-se atividades em articulação com as várias escolas das bibliotecas que estão inseridas na rede. Essas atividades são muito interessantes para as escolas (…) partilham conhecimentos, trocam vários tipos de informação como projetos ou atividades desenvolvidos pelas escolas.”
Projetos de Leitura (Em
Rede)
“Desenvolvemos a Semana da Leitura. Nós já tínhamos feito algumas experiências, (…) há dois anos atrás e no ano passado decidimos, apesar do protocolo da rede não estar assinado, organizar a semana da leitura em parceria com Montalegre. Elaborámos um cartaz que foi comum aos dois concelhos (…) e houve um dia dedicado a Boticas por Montalegre e outro dedicado a Montalegre por Boticas.”
“Fomos convidados ao EDUCA que é uma exposição anualmente feita em Montalegre em que também houve um dia dedicado a Barroso e fomos convidados para fazer dramatização de uma história de Sophia de Mello Breyner.”
Projetos de Leitura na BE
“O projeto Vai e Vem que permite aos alunos levarem os livros para casa para os pais lerem esses livros com eles, foi criado o mesmo projeto para o 1º ciclo que é o projeto Já Sei Ler, cuja filosofia é a mesma. Depois destacaria o Baú da Leitura que permitiu que todos os alunos da educação pré-escolar do agrupamento pudessem ter acesso a novos livros. A Semana da Leitura é a atividade mais importante que temos, pois permite o encontro com escritores, poetas… Outro projeto também bastante importante é a Hora de Ouvir e Contar, também na educação pré-escolar. Depois, temos aqueles projetos mais pequenos, mais a nível do agrupamento, que é por exemplo o Escritor do Mês, em que todos os meses é escolhido um determinado escritor. Este projeto permite que os alunos que até há um tempo atrás tinham poucos conhecimentos de escritores, conheçam muitos mais escritores.”
Apoios
“Os apoios desde o início têm sido os apoios normais pelo Ministério da Educação. Este quando assinou o protocolo com o Ministério da Cultura para criar o PNL arranjou também uma série de instituições para apoiar este plano e uma delas durante dois anos foi a Fundação Calouste Gulbenkian que foi responsável pelo fornecimento da nossa verba durante dois anos. Entretanto também conseguimos entrar em negociação com a autarquia e assinar o protocolo com ela. Esse protocolo faz com que a autarquia de [...] passe, então, a aderir ao PNL o que na prática corresponde a eles comprometem-se a fornecer a mesma verba que o Ministério da Educação nos fornece. A nível local tivemos desde sempre muito apoio a nível de comerciantes, a nível de bancos, que apoiam com verbas. Depois, sem ser economicamente, temos tido o apoio de vários colegas desta escola e de outras escolas. Por exemplo, alguns colegas de outras escolas vêm cá, a custo zero, contar uma história, promover ou dinamizar uma palestra, fazer várias atividades”
Quadro n.º 4 - Análise do Entrevista ED
Categorias
Unidades de Registo
A Leitura e o Trabalho em Rede (benefícios
e dificuldades)
“Houve alturas em que tínhamos uma parceria com uma professora do primeiro ciclo ou com uma educadora de infância e conseguíamos desenvolver projetos todos os meses ou de dois em dois meses. (…) No passado, também se tinha tradição da comemoração de determinados dias, (…) nós temos já vindo a participar de há três anos a esta parte na feira do livro de Montalegre. Este ano, na semana da leitura, os dinamizadores dessa feira também vieram cá desenvolver uma dinâmica no âmbito da nossa semana da leitura. Eu penso que a rede é isso. Muito sinceramente o que me vai na alma eram coisas desta natureza: estabelecer parcerias com escuteiros e fazer um sarau de leitura com os pequeninos, também era interessante chamar para a leitura as instituições que lidam com os mais idosos, a Santa Casa da Misericórdia ou outras IPSS. Gostava também de criar um clube de poesia ou sarau com aqueles que tenham mais apetência para isso.
“Existem algumas dificuldades (…) eu posso dizer que o quadro da biblioteca municipal é bastante reduzido, portanto, não dá para pensar numa atividade anual muito vistosa, mas têm-se feito coisas com algum interesse. A semana da leitura tem vindo a melhorar de ano para ano. É uma atividade para manter e, eventualmente, apostar um pouco mais, se conseguirmos não gastar muito e conseguirmos imprimir mais algumas dinâmicas.”
Parcerias e Parceiros
“Para além de contemplar a participação ativa das duas bibliotecas municipais, neste caso a biblioteca pública de Montalegre e a biblioteca pública de Boticas, vai também incluir a participação ativa e, no mesmo patamar de responsabilidades, as bibliotecas escolares (a biblioteca do Agrupamento Gomes Monteiro, em Boticas, e as duas bibliotecas escolares existentes no Município de Montalegre, a da Escola Bento da Cruz e a do Baixo Barroso).”
Redes Concelhias e Interconcelhias
de Bibliotecas Escolares
“A rede vai proporcionar o quê? Vai proporcionar a partilha de ideias, de projetos, vamos rentabilizar, por um lado, os recursos humanos, porque vamos partilhar o que cada um melhor fez e poder aportar à própria rede e, por outro lado, vamos rentabilizar os recursos financeiros. Quando se fala em rede somos todos parceiros no mesmo nível de responsabilidade e de trabalho. Ora, com a criação da rede conseguiremos agilizar todo este processo, torná-lo mais fácil. Mas haverá todo este conceito de tentar partilhar ao máximo e rentabilizar ao máximo tudo (…) ao partilharmos estamos a poupar tempo para nos podermos dedicar à promoção de outras atividades (…) basicamente conseguindo que os nossos leitores e, fundamentalmente, os nossos alunos consigam ser melhores leitores e isso vai fazer com que eles tenham melhor desempenho escolar e estamos assim também a ganhar a batalha contra o abandono escolar.”
“O facto de trabalharmos em equipa favorece-nos a todos: trocamos experiências, enriquecemo-nos, aprendemos com os erros dos outros, mas também evoluímos com as ideias e com os sucessos uns dos outros e esta partilha acaba por agilizar o processo. Depois, também conferimos visibilidade às nossas ações, às nossas chefias e aos nossos decisores políticos. Se eles perceberem que estamos em rede e todos com as mesmas ideias, que as coisas começam a ganhar alguma dinâmica, eles próprios olharão para os nossos projetos, para as nossas propostas de uma outra forma, com outros olhos, se calhar, já com menos reservas e com mais vontade de se esforçarem para nos ajudarem e dar o seu aval.”
“Eu penso que o facto de trabalharmos em rede permite-nos visibilidade, conseguirmos chegar a recursos que nos possam levar sempre ao mesmo objetivo que é no final podermos dizer: este ano temos mais leitores, melhores leitores, não tivemos tanto abandono escolar, as crianças estão a ler mais, as pessoas sentem-se mais seduzidas pela leitura, tivemos mais utentes, mais visitantes, emprestamos mais livros ao fim do ano.”
Quadro n.º 5 - Análise Conjunta das Entrevistas
Categorias
Unidades de Registo
Benefícios da Leitura e do Trabalho em
Rede
“Sem dúvida que o programa de RBE, o sucesso e as competências de leitura dos nossos alunos melhoraram muito, porque é um trabalho próximo dos potenciais leitores.” (EA)
“Mas é todo um trabalho que se faz de articulação entre o professor bibliotecário (que é quem coordena as bibliotecas e implementa planos de atividades) em articulação com os professores da escola das várias vertentes, (…) um trabalho de