tively coordinated and not overly dependent on external
2.4 Africa’s outlook set fair
Amostra
Estudos prévios sobre exercício físico, respostas afetivas e análise da demanda física, serviram de base para a definição do tamanho amostral da presente pesquisa (36-40). De forma mais específica, os trabalhos de Rose & Parfitt (38) e Parfitt et al. (40) nortearam essa definição, pela semelhança com a proposta estabelecida no presente estudo.
Em ambos os subestudos, foram incluídas mulheres na faixa etária entre 18 e 34 anos, com diagnóstico de SOP de acordo com o Consenso de Rotterdam (1). As pacientes foram alocadas no ambulatório de ginecologia endócrina da maternidade escola Januário Cicco (MEJC) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A exclusão de outras doenças como hiperplasia adrenal congênita forma não clássica, disfunção de tireóide, hiperprolactinemia e diabetes mellitus foi considerada em todas as pacientes, através da realização de dosagens hormonais (17-hidroxiprogesterona, TSH, T4 livre e prolactina), dosagem da glicemia de jejum e teste oral de tolerância à glicose, de acordo com o protocolo do serviço. Outros critérios de exclusão para este estudo foram: etilismo, tabagismo, disfunção renal, disfunção hepática, uso de medicação com potencial para afetar a função reprodutiva, cardiovascular ou metabólica, tais como contraceptivos orais, drogas antiandrogênicas, antilipêmicas, hipoglicemiantes orais, estatinas ou terapia com glicocorticóides, até 90 dias antes de ingressarem no estudo.
78 Procedimentos
Subestudo I
Design experimental
Oito pacientes sedentárias (29 ± 5,1 anos), de acordo com o Questionário Internacional de Atividade Física (41), participaram desse estudo quase-experimental. As voluntárias foram submetidas a teste cardiopulmonar e medidas clínicas antes e após 16 semanas de treinamento aeróbio periodizado e durante a intervenção as respostas afetivas (sensação de prazer/desprazer) e perceptuais (PSE) foram registradas.
Medidas clínicas
Todas as pacientes realizaram avaliação clínica, onde foram mensuradas: massa corporal (kg), estatura (m), circunferência da cintura (cm) e pressão arterial (mmHg). O índice de massa corporal (IMC) foi calculado dividindo-se a massa corporal (kg) pelo quadrado da estatura (m). Um IMC maior ou igual a 25 kg/m² (sobrepeso) foi considerado para inclusão no estudo. A circunferência da cintura foi medida no ponto médio entre a crista ilíaca e a última costela, ao final de uma expiração normal. A mensuração da pressão arterial foi realizada de acordo com as VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão (42). Após 10 minutos em repouso na posição sentada, foram realizadas três medidas da pressão arterial com intervalo de dois minutos, sendo registrada a média da segunda e terceira medida. O aparelho Omron® HEM-780-E (método oscilométrico), devidamente validado (43), foi utilizado para este fim.
79 Teste cardiopulmonar
As voluntárias foram submetidas ao teste cardiopulmonar antes e após 16 semanas de treinamento para mensurar a aptidão cardiorrespiratória. O VO2max, a produção de dióxido de carbono (VCO2) e a ventilação pulmonar (VE)
foram mensurados através do VO2000 VO2 testing system (MedGraphics®, St.
Paul, EUA) a cada 20 segundos enquanto as pacientes realizavam o teste de esforço na esteira rolante (Inbrasport®, Porto Alegre, BRA). Após um minuto de aquecimento, o protocolo de rampa foi iniciado com velocidade de 2 km/h sem inclinação. O teste de esforço foi gradualmente aumentado até a exaustão física com incrementos fixos de 0,5 km/h e 1% de inclinação a cada minuto. Esse protocolo foi definido com base em resultados de estudos prévios que avaliaram a aptidão cardiorrespiratória de mulheres com sobrepeso/obesidade e SOP utilizando esteira rolante (18, 19). Durante o teste as pacientes foram continuamente monitoradas através de eletrocardiograma de 12 derivações.
O VO2max foi determinado pela presença de pelo menos um dos
seguintes critérios: i) presença da razão de troca respiratória (VCO2/VO2) > 1,1;
ii) ocorrência de platô no consumo de oxigênio; iii) exaustão física (44). O LA ou ponto de compensação respiratória foi determinado no momento onde houve a quebra da linearidade do equivalente ventilatório do dióxido de carbono (VE/VCO2) com o consequente declínio da fração expirada de dióxido
80 Treinamento aeróbio periodizado
As sessões de treinamento (caminhada e/ou corrida leve) foram realizadas três vezes por semana durante quatro meses. As pacientes realizaram 40 minutos de exercício aeróbio por sessão de treinamento, precedido por cinco minutos de aquecimento e seguido por cinco minutos de desaquecimento. O programa de treinamento foi periodizado em quatro diferentes fases, com incrementos mensais de intensidade, variando de abaixo até próximo ao LA. A FC máxima alcançada no teste cardiopulmonar inicial foi usada para determinar as zonas de treinamento em cada fase da intervenção: fase 1 = 60-70% da FCmax; fase 2 = 70-75% da FCmax; fase 3 = 75-80% da
FCmax; fase 4 = 80-85% da FCmax. Durante todas as sessões de exercício, as
pacientes foram supervisionadas por um professor de Educação Física e a FC foi continuamente monitorada por um cardiofrequencímetro (Polar® FT1 C, Kempele, FIN). Antes do início da intervenção, as voluntárias foram aconselhadas a manter o mesmo padrão alimentar, sem restrição calórica padronizada.
Avaliação da resposta afetiva
A Feeling Scale (FS) (46) foi usada para mensurar as respostas afetivas (sensação de prazer/desprazer) durante o programa de treinamento. Comumente usada para avaliar as respostas afetivas durante o exercício (26), a FS é uma escala bipolar de 11 pontos variando de +5 a -5, com as seguintes âncoras verbais: +5 = “muito bom”; +3 = “bom”; +1 = “razoavelmente bom”; 0 = “neutro”; -1 = “razoavelmente ruim”; -3 = “ruim”; -5 = “muito ruim”. Instruções
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padronizadas sobre a FS foram lidas individualmente para as pacientes antes do início do programa de treinamento. Durante cada sessão de exercício, a FS foi administrada quatro vezes, a cada 10 minutos, pelo professor de Educação Física.
Monitoramento da percepção subjetiva do esforço
A percepção subjetiva do esforço (PSE), marcador perceptual e subjetivo da intensidade do exercício, também foi utilizada para monitorar as sessões de exercício. A PSE foi definida como uma sensação subjetiva de esforço, tensão, desconforto e/ou fadiga sentida durante o exercício (47). A escala de Borg (CR 6-20) (48) foi utilizada para mensurar a PSE durante as sessões de exercício. A ancoragem da escala de Borg (48) foi estabelecida durante o teste cardiopulmonar inicial. O descritor “6” foi associado com o menor esforço físico e o descritor “20” com o máximo esforço (49). De forma similar a FS, instruções padronizadas sobre a escala de Borg (48) foram lidas individualmente para as pacientes antes do início do programa de treinamento. A mesma também foi administrada quatro vezes, a cada 10 minutos, pelo professor de Educação Física durante todas as sessões de exercício.
Análise estatística
Os valores médios da FS e PSE foram obtidos em cada sessão de exercício (i.e., soma dos valores da FS dividido por 4; soma dos valores da PSE dividido por 4). Em cada fase do programa de treinamento os valores
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médios da FS e PSE também foram calculados (i.e., soma dos valores médios da FS de cada sessão dividido pelo número de sessões realizadas; i.e., soma dos valores médios da PSE de cada sessão dividido pelo número de sessões realizadas).
A análise da normalidade dos dados foi realizada pelo método Shapiro- Wilk. Os resultados estão expressos em média ± desvio-padrão (DP) e mediana (percentil 25-75) para as variáveis com e sem distribuição normal, respectivamente. A análise comparativa pré e pós-intervenção foi realizada através do teste de Wilcoxon. Para comparação da FC, FS e PSE entre as fases do treinamento foi usada a Anova one-way de medidas repetidas, com pós-teste de Tukey. O coeficiente de correlação de Pearson foi usado para as análises de correlação. O pacote estatístico SPSS® versão 19.0 (SPSS®, Chicago, USA) para Windows foi utilizado para realização de todas as análises e um p < 0,05 foi considerado como significância estatística.
83 Subestudo II
Design experimental
Foram elegíveis para esse subestudo 11 participantes de um programa de exercício físico para mulheres com SOP. Após a finalização do programa de treinamento, as voluntárias foram recrutadas para os procedimentos experimentais dessa pesquisa descritiva. Todos os procedimentos foram realizados em um período entre 7-10 dias, obedecendo as seguintes etapas: i) avaliação clínica e sanguínea; ii) teste cardiopulmonar; iii) instruções e ancoragem das escalas (FS e PSE da sessão); iv) primeira sessão regulada pelo afeto; v) segunda sessão regulada pelo afeto. As sessões reguladas pelo afeto foram realizadas com intervalo de 48hs.
Avaliação clínica e sanguínea
Todas as medidas clínicas, com exceção da circunferência da cintura, realizadas no subestudo I foram repetidas no subestudo II, obedecendo aos mesmos procedimentos metodológicos. Adicionalmente, amostras de sangue venoso foram coletadas entre 08h00min e 10h00min, após jejum prévio de 12 horas. A glicose sérica foi medida pelo método glicose oxidase. Os níveis de colesterol total, HDL-colesterol e triglicerídeos foram determinados por ensaio colorimétrico (BioSystems, Barcelona, Espanha). O nível de LDL-colesterol foi calculado usando a fórmula de Friedewald (colesterol total – [HDL-colesterol + triglicerídeos / 5]).
84 Teste cardiopulmonar
Os mesmos procedimentos adotados no subestudo I foram repetidos no subestudo II no que se refere à avaliação da aptidão cardiorrespiratória.
Instruções e ancoragem das escalas
A FS foi utilizada para guiar as sessões reguladas pelo afeto. Rose & Parfitt (38) tem suportado o uso da FS como um método fidedigno para mensurar a valência afetiva, com coeficientes de variação variando de 5 a 11% para o consumo de oxigênio e FC em sessões de exercício físico com intensidade auto-selecionada. Durante reuniões individuais, instruções padronizadas foram lidas e explicadas para as voluntárias no que se refere ao uso da FS. Esse procedimento foi executado 24hs antes da primeira sessão regulada pelo afeto e reforçado imediatamente antes do início de cada sessão experimental.
A PSE da sessão foi utilizada para avaliar a intensidade das sessões reguladas pelo afeto. O método PSE da sessão (50) utiliza uma escala de Borg adaptada (CR 0-10), com descritores verbais para mensurar a dificuldade global da sessão de exercício. As âncoras verbais são: 0 = “repouso”; 1 = “muito, muito fácil”; 2 = “fácil”; 3 = “moderado”; 4 = “um pouco difícil”; 5 = “difícil”; 7 = “muito difícil”; 0 = “máximo”. O descritor “0” foi definido como o estado de repouso e o “10” como esforço máximo (baseado no teste cardiopulmonar realizado pelas pacientes). De acordo com Foster et al. (50), 30 minutos após as sessões reguladas pelo afeto as voluntárias foram questionadas: “como foi sua sessão de treino?”. As participantes foram
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instruídas a escolher um descritor e um número entre 0 e 10, o qual poderia ser fornecido em decimais (ex. PSE da sessão = 2,5). De forma similar a FS, os procedimentos referentes às instruções e utilização da PSE da sessão foram padronizados.
Monitoramento da demanda física
Para monitorar os parâmetros relacionados à demanda física durante as sessões reguladas pelo afeto foi usado um receptor de GPS (Global Positioning System) de pulso com cardiofrequencímetro acoplado (Garmin® Forerunner 305, Olathe, EUA). As seguintes variáveis foram registradas: velocidade média e máxima (km/h), FC média e máxima (bpm) e porcentagem do tempo gasto em diferentes intensidades. As zonas de intensidade foram adaptadas da diretriz do ACSM (14): “muito leve” a “leve” = 50-60% da FCmax; “moderada” = >
60-80% da FCmax; “vigorosa” = > 80-90% da FCmax; 60-80%; “próximo do
máximo” a “máximo” = > 90% da FCmax.
Sessões reguladas pelo afeto
Todas as sessões reguladas pelo afeto foram realizadas no período vespertino (entre 16 e 18:00hs) para garantir as mesmas variações circadianas, ocorreram em uma pista de atletismo padronizada (400 metros) e foram supervisionadas individualmente por um professor de Educação Física. Os procedimentos seguiram o mesmo padrão. De forma inicial, as participantes foram equipadas com o receptor de GPS de pulso com o cardiofrequencímetro
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acoplado. Após isso, as voluntárias receberam as seguintes instruções: “Nós gostaríamos que você se exercitasse por 40 minutos em uma intensidade que sinta/perceba como prazerosa, mantendo uma valência afetiva entre “bom” (+3 na FS) e “muito bom” (+5 na FS) durante todo tempo; você pode caminhar e/ou correr, mudando a intensidade a qualquer momento livremente”. Antes do início das sessões, as participantes tiveram cinco minutos para aquecer, se familiarizar com a pista e mudar a intensidade até atingir a valência afetiva especificada. Após esse período inicial, o receptor de GPS foi iniciado para registrar todas as variáveis relacionadas à demanda física. Quando as sessões eram finalizadas, as pacientes caminhavam por cinco minutos para desaquecer.
Análise estatística
A análise da normalidade dos dados foi realizada pelo método Shapiro- Wilk. Os resultados estão expressos em média ± desvio-padrão e frequência relativa (%). Para comparação dos dados da primeira e segunda sessão regulada pelo afeto foi usado o teste de Wilcoxon. O coeficiente de correlação intraclasse e o coeficiente de variação foram calculados para todas as variáveis relacionadas à demanda física nas sessões experimentais. O pacote estatístico SPSS® versão 19.0 (SPSS®, Chicago, USA) para Windows foi utilizado para realização de todas as análises e um p < 0,05 foi considerado como significância estatística.
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7 ANEXOS
Anexo 1. Aprovação do projeto pelo comitê de ética em pesquisa do hospital