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Because his (the adult male) essential contribution to the production process

Na análise do subsistema ambiente é feita uma abordagem sob dois aspectos distintos de avaliação em relação à organização: o ambiente externo e o ambiente interno.

Quanto à análise do ambiente externo, pode-se considerar que a empresa está integrada de modo satisfatório a estes, absorvendo e adequando-se às influências que determinam a sua funcionalidade. No nível sócio-econômico, a empresa apresenta relativa estabilidade, assumindo uma posição competitiva nos mercados regional e nacional, tendo disponível os recursos materiais e humanos de que necessita para execução de suas operações. Os recursos humanos são oferecidos de modo abundante na região, em todos os níveis. Os recursos materiais, por sua vez, embora estejam disponíveis no mercado nacional e ainda que em muitos casos sejam escassos em termos de confiabilidade técnica, não se constitui em um problema, uma vez que a empresa faz importação de determinados itens. Quanto ao aspecto educacional, existem muitos programas educacionais voltados ao aperfeiçoamento e treinamento dos trabalhadores na região, dentre eles consultorias e universidades. Ressalte-se que a própria empresa dispõe de alguns profissionais habilitados que ministram alguns cursos para os trabalhadores e voltados as necessidades mais prementes da empresa, por exemplo, técnicas de segurança do trabalho e relações humanas. No que tange a política econômica e social, a empresa não tem encontrado maiores dificuldades de absorver as demandas governamentais quanto aos seus negócios, visto que a economia se encontra estável e as instabilidades sociais não se constituem em fator de preocupação regional à empresa. Existe, porém, um temor de que venha a ocorrer mudanças nas regras econômicas, principalmente quanto à estabilidade monetária, não se prevendo as suas conseqüências. E isto porque a empresa é dependente do valor da moeda estrangeiras, em função da aquisição de tecnologia destes que se torna necessária à manutenção da qualidade de seus produtos e da própria empresa no atual mercado competitivo. No aspecto cultural, a empresa tem encontrado grande diversidade, seja no ambiente externo como no interno. Externamente, esta variável não tem se constituído em fonte de preocupação, em razão de que as diferenças culturais pouco influenciam nas estratégias comerciais da empresa, pois o mercado a que atende é bem definido, ou seja, classes sociais de média a alta, atendendo-se a demanda de maneira satisfatória. Internamente, a empresa não tem encontrado grandes dificuldades quanto ao seu funcionamento e nas suas relações internas, exceto por questões localizadas, bem definidas e contornáveis, apesar da existência de certa diversidade cultural. Para se ter uma idéia desta afirmativa, os resultados da pesquisa qualitativa estruturada mostram que:

• sem qualquer restrição, 97% dos entrevistados da área operacional e 94% da área administrativa afirmam “gostar do trabalho”, percentuais estes repetidos no questionamento quanto ao “gostar do local de trabalho”;

• sem qualquer restrição, 92% dos entrevistados da área operacional e 100% da área administrativa afirmam “gostar das relações com os colegas”;

• sem qualquer restrição, 97% dos entrevistados da área operacional e 87% da área administrativa afirmam “gostar das relações com os superiores”;

• 64% dos entrevistados da área operacional e 69% da área administrativa afirmam “ter expectativas positivas em relação” à empresa e à “melhoria das condições de trabalho”, porém, os trabalhadores da área administrativa mostram haver restrições em 19% e 6% a estes aspectos, respectivamente.

Existe, contudo, algumas questões que trazem preocupações no ambiente interno da empresa, uma vez que conflitos organizacionais parecem estar imersos temporariamente. Esta afirmativa baseia-se no fato de que não existe participação efetiva dos trabalhadores, principalmente os da área operacional, em grupos de trabalho que tratam dos problemas emergentes da empresa. Possivelmente isto ocorre como reação coletiva ao não levar-se em consideração determinadas características psicossociais e psicoculturais na formação destes grupos que têm como objetivo tratar das questões sociais, de desenvolvimento de novos produtos, de processos de fabricação, de indicadores de desempenho e fluxo operacional. Os trabalhadores da área administrativa, em função de haverem, em média, nível de escolaridade mais elevada (49% possuem escolaridade média, 38% superior e somente 13% de 1o grau), sentem-se mais abertos e seguros às possíveis mudanças na organização, bem como melhor integrados com o cotidiano das atividades da empresa e às tarefas laborais, pouco sentido em termos de relacionamento interno em função deste elemento, em contraste com os trabalhadores da área operacional, os quais vêem os grupos de trabalho com desconfiança e sentem-se inseguros, impotentes, alijados e em posição subjugada, possivelmente em função da formação escolar: 6% analfabetos, 46% com o 1o grau incompleto, 25% com o 1o grau completo, 6% com o 2o grau incompleto e 6% com o 2°grau completo. Neste último neste aspecto parece estar refletido diferenças no nível de treinamento e formação do pessoal entre as duas áreas, sendo que as diferenças de nível educacional dos trabalhadores da área operacional, caracterizado mais para a baixa escolaridade, reflete no sentimento de que a maioria dos indivíduos tem pouca ou nenhuma capacidade de solução de problemas e qualificação para lidar com tecnologias mais avançadas, principalmente relativo aos equipamentos que possuem softwares ou outros sistemas "mais complexos" - esta mesma percepção não é encontrada de modo marcante para a área administrativa. Uma vez que os trabalhadores da área operacional sentem-se assim percebidos, as suas ações são voltadas para negar coletivamente a participação, de modo não declarado, em pseudo-inconsciência para superação dos seus temores e ideologia defensiva. A conseqüência disto é refletido em atitudes de negação e comodismo, desprezo ou negligência pelas normas de trabalho da empresa e pela própria condição indesejável, em prejuízo da produtividade e eficiência funcional. Ressalte-se, ainda, que tal aspecto tem marcante influência nas relações e comunicações internas, nem sempre efetuada de modo eficiente entre diferentes níveis hierárquicos e, com isto, causando inúmeros problemas relativos às atividades laborais, visto que há, também, proposital e enganoso posicionamento de mostrar diferenças de linguagem e capacidades de discernimento das informações.

No que se refere aos aspectos sócio-econômicos, se considerado na média regional, a empresa oferece vários benefícios tidos como “satisfatórios” aos seus trabalhadores; além do salário, em um mínimo de R$ 500,00 e média de R$ 850,00 para os trabalhadores da área administrativa e, para os da área operacional, um mínimo de R$ 260,00 e média de R$ 340,00, em valores brutos. A empresa oferece ainda as seguintes vantagens.

• vale-alimentação;

• cesta básica, correspondente a 15% do salário base;

• alimentação na própria empresa, subsidiada e com padrão qüalitativo e quantitativo que supre as necessidades nutricionais dos trabalhadores;

• vale-transporte, em 6% do valor salarial e transporte próprio da empresa, neste último caso fazendo rota regional;

• convênio com farmácia com subsídio de 5% (cinco porcento) e pagamento futuro; • seguro de vida coletivo; e

• assistência médica e odontológica.

No aspecto psicocultural, existem diferenças que determinam não somente as relações entre os trabalhadores das áreas operacional e administrativa e entre estas, mas também influenciam na motivação do pessoal e, em conseqüência, também à eficiência produtiva e qualidade laborai, considerando-se a atual estrutura organizacional da empresa. Dentre os muitos elementos pesquisados, na amostra aferida, destacam-se os seguintes:

• 75% dos trabalhadores da área operacional consideram que a lealdade à igreja seja uma das prioridades de vida contra 25% dos da área administrativa;

• Somente 19% dos trabalhadores da área operacional consideram que a independência seja uma das prioridades de vida contra 63% daqueles da área administrativa;

• 58% dos trabalhadores da área operacional consideram que as avaliações criteriosas não têm significância prioritária em suas vidas e 31 % consideram-nas secundárias, contra 31 % e 56%, respectivamente dos da área administrativa; • Somente 28% dos trabalhadores da área operacional consideram obediência

estrita como uma das prioridades de vida e nenhuma pessoa a considera na área administrativa;

• 64% dos trabalhadores da área operacional consideram que sempre devem agradar aos outros e, da área administrativa, 38%;

• 64% dos trabalhadores da área operacional discordam que “o dinheiro e o sucesso valem mais do que a própria satisfação” e, os da área administrativa, 100%;

• Apenas 11 % dos trabalhadores da área operacional concordam com a premissa de que “aprender é perda de tempo” e nenhuma pessoa a considera na área administrativa;

• Somente 25% dos trabalhadores da área operacional e 13% dos da área administrativa concordam que “a persistência é a arma dos tolos”;

• 53% dos trabalhadores da área operacional e 63% dos da área administrativa discordam da asserção “não gosto de planejar o futuro”;

• Somente 19% dos trabalhadores da área operacional e nenhum da área administrativa concordam que “o futuro não tem futuro”;

• Os trabalhadores da área operacional concordam em 22% com a asserção de “só cresce na vida quem tem um padrinho” e em 25% com “prefiro apostar na sorte do que no talento”, contra 6% e 0%, respectivamente dos da área administrativa.

No que se refere à vida sociocultural, os trabalhadores das áreas operacional e administrativa apresentam características semelhantes em muitos elementos, conforme se segue:

• Tabagismo - 75% da população de ambas as áreas é não fumante;

• Atividade Física - 39% da população da área operacional e 32% da área administrativa não praticam nenhuma atividade física. O percentual dos que praticam freqüentemente é de 11 % para ambas, diferindo apenas no percentual dos que praticam raramente e eventualmente: área operacional, 19% e 31% e área administrativa, 41% e 16%, respectivamente, mostrando maior tendência ao sedentarismo desta última; e

• Dependentes - o número de dependentes médio de cada trabalhador, excluindo os seus pares, é relativamente baixo, em taxas de 0,68 na área administrativa e 1,01 à área operacional, sendo que, em valores percentuais, as populações de ambas as áreas apresentam 44% de não ter nenhum dependente.

Entretanto, outros aspectos socioculturais diferem às áreas operacional e administrativa, sendo que as principais diferenças, além de outros já considerados anteriormente, dizem respeito ao:

• Etilismo - 61 % os entrevistados da área operacional afirmam fazer uso de álcool, distribuídos nos seguintes percentuais: 16% raramente, 33% eventualmente, 8% freqüentemente, 4% não se manifestaram de modo claro e dos que responderam não fazer uso de álcool, 14% afirmaram-se abstêmios. Da área administrativa, 87% dos entrevistados afirmaram fazer uso de álcool, distribuídos em: 50% raramente e 37% eventualmente; e

• Lazer: 100% dos entrevistados da área administrativa afirmaram ocupar o tempo livre em lazer, distribuído em: 19% raramente, 31% eventualmente e 50% freqüentemente. Em contraste, na área operacional, 32% dos entrevistados afirmaram não se ocupar ao lazer e dos que responderam ter atividade a este elemento, 41% dizem-no raramente, 16% eventualmente e 11 % freqüentemente.

Em relação ao ambiente político, em geral, os trabalhadores da empresa não o consideram relevante e quanto ao aspecto legal, ainda que os indivíduos não tenham uma maior preocupação, exceto em casos específicos referentes a questões de direitos trabalhistas, eles ficam na dependência da atuação das instituições oficiais.