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3 a 4 porções por dia 3 a 4 porções por dia 3 a 4 porções por dia 3 a 4 porções por dia 3 a 4 porções por dia 3 a 4 porções por dia Gordura saturada, de adição ou de excesso < 20 g < 22 g < 24 g < 27 g < 29 g < 31 g < 33 g Açúcar de adição (alimentos e bebidas) 20 g 32 g 36 g 48 g 56 g 60 g 72 g

FONTE: Adaptado, para a realidade portuguesa, de United States (2005c). 15

b) Consumo de cafeína

A codificação desta variável foi feita de acordo com a média diária do consumo da cafeína contida no café (100 mg / chávena), iced teas (26 mg / lata de 300 ml), chá preto ou verde (32 mg / chávena) e refrigerantes à base de cola (38 mg / lata de 300 ml) 16 ingeridos nas duas semanas anteriores à data de preenchimento do questionário.

Para tal foram analisadas as respostas aos itens 82 a 85 e 103 a 106 dos instrumentos de colheita de dados das 1ª e 2ª fases, respectivamente.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (WHO, 2001, p. 17), os efeitos do consumo de cafeína para o feto ainda não estão bem estabelecidos e as mulheres grávidas devem limitar o seu consumo de café a 3 ou 4 chávenas / dia.

Entretanto, o Centro de Avaliação de Riscos para a Reprodução Humana do Departamento de Serviços Humanos e de Saúde dos Estados Unidos da América afirma que há um consenso por parte da Organização dos Serviços de Informação de Teratologia (OTIS) dos Estados Unidos e do Canadá e do grupo Motherisk no que se refere a um baixo consumo de cafeína ( 150 mg / dia) por parte das mulheres grávidas,

15 Em conformidade com as recomendações da Organização Mundial de Saúde para as mulheres grávidas

(WHO, 2001)

o que não acontece para um consumo moderado (300 mg / dia). Segundo estes organismos, um consumo de até 150 mg / dia de cafeína durante a gravidez não aumenta o risco de aborto ou baixo peso ao nascimento. Contudo, o grupo Motherisk recomenda que não se ultrapasse o limite das 150 mg / dia de cafeína durante a gravidez, enquanto a OTIS acredita que um consumo moderado de 300 mg / dia parece não aumentar o risco de malformações ou outros problemas (United States, 2005b).

Devido à falta de consenso apresentada na literatura e à limitação do tamanho da amostra para uma categorização com maior número de grupos, optou-se pela visão mais rigorosa e cuidadosa, ainda que não extrema, do Centro de Avaliação de Riscos para a Reprodução Humana do Departamento de Serviços Humanos e de Saúde dos Estados Unidos da América, para o seguinte agrupamento e codificação do consumo de cafeína por parte das mulheres grávidas nas duas semanas anteriores ao preenchimento do questionário: (0)  150 mg de cafeína por dia e (1) > 150 mg de cafeína por dia.

c) Consumo de álcool

Para a Organização Mundial de Saúde (WHO, 2001, p.17), a mulher deve tentar não ingerir bebidas alcoólicas durante a gravidez. Porém, o consumo de um copo de vinho em ocasiões especiais não é problemático.

Já o Departamento de Serviços Humanos e de Saúde e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (United States, 2005c, p. 44) preconizam o não consumo de bebidas alcoólicas por parte das mulheres grávidas.

Uma vez que o tamanho da amostra não permitiu a classificação da variável em mais de dois grupos, optou-se, novamente, por uma visão mais rigorosa e cuidadosa, tendo sido agrupadas e codificadas da seguinte forma as frequências e consumos de álcool por parte das mulheres grávidas nas duas semanas anteriores ao preenchimento do questionário: (0) Não e (1) Sim.

Para tal foram analisadas as respostas aos itens 95 a 97 e 115 a 117 dos instrumentos de colheita de dados das 1ª e 2ª fases, respectivamente.

d) Hábitos tabágicos

A Organização Mundial de Saúde (WHO, 2001, p. 17) considera que a mulher grávida deve tentar não fumar durante a gravidez ou, pelo menos, reduzir substancialmente o consumo de cigarros.

Levando em consideração esta posição da Organização Mundial de Saúde e o consenso da literatura, apresentada na revisão do Primeiro Capítulo, acerca dos malefícios do tabaco para a saúde da mãe e do bebé, não tendo sido encontrado, entretanto, relato de consumos considerados seguros, optou-se por agrupar e codificar, da seguinte forma, o consumo de cigarros por parte das mulheres grávidas nas duas semanas anteriores ao preenchimento do questionário: (0) Não; (1) Sim.

Para tal foram analisadas as respostas aos itens 98 e 99 e 118 e 119 dos instrumentos de colheita de dados das 1ª e 2ª fases, respectivamente.

e) Prática regular de actividade física

Segundo o American College of Sports Medicine (1991, p. 181-182), no caso da mulher grávida, quando não houver contra-indicações médicas, são bem tolerados, normalmente, 15 a 30 minutos de uma actividade física de tipo e intensidade apropriados ao seu condicionamento e período de gestação, 3 a 5 vezes por semana.

O Departamento de Serviços Humanos e de Saúde e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (United States, 2005c, p. 20) recomendam, na ausência de complicações médicas ou obstétricas, a incorporação de 30 minutos ou mais de actividade moderada na maioria dos dias ou diariamente.

Sendo assim, optou-se por agrupar e codificar como: (0) comportamento adequado, a prática de, pelo menos, 30 minutos de actividade física 4 ou mais vezes por semana, desde que esta não tenha sido desaconselhada pelo médico, ou a não prática de actividade física, se esta tiver sido desaconselhada pelo médico; (1) comportamento razoável, a prática de, pelo menos, 30 minutos de actividade física 2 ou 3 vezes por semana, desde que esta não tenha sido desaconselhada pelo médico; e (2) comportamento não adequado, a prática de actividade física menos de 2 vezes por

semana, quando esta não foi desaconselhada pelo médico, ou a prática de actividade física, quando esta foi desaconselhada pelo médico.

Para tal, foram analisadas as respostas aos itens 101 a 103 e 121 a 123 dos instrumentos de colheita de dados das 1ª e 2ª fases, respectivamente.

f) Ganho de peso gestacional

A Organização Mundial de Saúde (WHO, 2001, p. 19) recomenda que a mulher ganhe, em média, 10 a 12,5 kg durante toda a gravidez, cerca de 1,5 a 2 kg por mês, a partir do 4º mês de gravidez, e sugere que um ganho de peso inferior a 1 kg ou superior a 3 kg por mês deve ser devidamente examinado pelo médico.

A Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos da América (National Academy of Sciences, 1990 Cit por Worthigton-Roberts, 1995, p. 159), entretanto, estabeleceu recomendações semanais mais precisas, ainda que com escalas mais amplas de ganho de peso, com base no IMC pré-gestacional, fundamental para a avaliação das necessidades dietéticas durante a gravidez, conforme pode ser observado no Quadro 6.

Quadro 6. Ganho de peso recomendado para as mulheres grávidas com base no índice de massa corporal (IMC) pré-gestacional

CLASSIFICAÇÃO DO