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Les activités concernées

Dans le document ADOPTÉ PAR RAPPORT N° 147 SÉNAT (Page 39-42)

B. LE CONTENU DU PROJET DE LOI INITIAL DE ZONE FRANCHE ET LES APPORTS DE L'ASSEMBLÉE NA TIONALE

2. Les activités concernées

As doenças periodontais compõem um grupo de infecções e condições inflamatórias, incluindo gengivite e periodontite, que afetam os dentes e as estruturas de apoio. Essas doenças ocorrem quando as bactérias da placa dentária invadem os tecidos circundantes e o acúmulo de placa na margem gengival induz resposta inflamatória (PERIOLI et al., 2004). Como resultado, temos a formação de bolsas entre a gengiva e o dente, que induzem a retração gengival e o desenvolvimento de um ambiente ideal para o crescimento de bactérias anaeróbicas, responsáveis pela doença que pode evoluir até a perda de dentes (PERIOLI et al., 2004).

O aparecimento das doenças periodontais pode ser causado por uma série de fatores de risco ambientais e adquirido, como hereditariedade, tabagismo, variação hormonal (durante a gravidez, menopausa), doenças sistêmicas (de Marfan e de Ehlers-Danlos, diabetes, osteoporose, HIV, neutropenias, doenças cardiovasculares), estresse, deficiências nutricionais, medicamentos (bloqueadores dos canais de cálcio, agentes imunomoduladores, anticonvulsivantes) e higiene bucal deficiente (ANTONINI et al., 2013; SHIFROVITCH et al., 2009).

A periodontite é a fase da doença periodontal que teve início no processo inflamatório da gengiva (gengivite) e que se estendeu para os tecidos de suporte do dente, gerando o rompimento das fibras que unem a gengiva, o dente e o osso de suporte. Forma-se dessa forma a bolsa periodontal, ou seja, um espaço entre o dente e a gengiva, Figura 1.6. Entretanto, se a periodontite não for tratada em seu estágio inicial, a bolsa periodontal ficará mais profunda e a gengiva afastada em relação ao dente (periodontite avançada). No caso da perda óssea ser muito extensa, o dente ficará com mobilidade e, dependendo da quantidade de osso perdido, poderá ser necessária a extração do dente (http://www.doencaperiodontal.com.br/doenca-periodontal/tratamento, acessado em 30-05-2016).

Figura 1.6. Estágios das doenças periodontais. (Adaptado de: http://melhorcomsaude.com/

Existe uma variedade de patógenos responsáveis pelas doenças periodontais, dentre esses podemos citar espécies anaeróbicas Gram-negativas, como Porphyromonas gingivalis, Prevotella intermedia, Bacteroides forsythus, Fusobacterium nucleatum, Selenomonas e Campylobacter e bastonetes gram- negativas anaeróbicas como Actinobacillus actinomycetemcomitans, espécies cytophaga columnaris e corrodens eikenella (NOYAN et al., 1997).

O sucesso do tratamento depende da inibição da destruição dos tecidos e eliminação ou controle dos agentes patógenos. Assim, o objetivo terapêutico é a remoção de bactérias e do cálculo responsáveis pela infecção pela limpeza mecânica e aplicação sistêmica de agentes antimicrobianos, tais como tetraciclina, metronidazol, clindamicina, ofloxacina, clorexidina e cetilpiridínio (YILMAZ et al., 1996). Nos estágios mais avançados da doença, há a necessidade de cirurgias, terapia fotodinâmica e o uso de antibióticos (NOYAN et al., 1997). O problema encontrado com estes fármacos é que, para se obter uma concentração eficaz do fármaco na bolsa periodontal após a administração sistêmica por ingestão, é necessário um período de tempo prolongado (LOESCHE et al., 1992). Além disso, quando são utilizados antibióticos de largo espectro, há sempre um risco de induzir resistência bacteriana. As tetraciclinas, em particular a doxiciclina, são usadas extensivamente no tratamento da doença periodontal, mas o desenvolvimento de resistência bacteriana induz a preferência pela utilização de metronidazol, muito seletivo contra bactérias anaeróbias (YILMAZ et al., 1996).

Agentes antimicrobianos são administrados por via oral para produzir um efeito sistêmico, mas esta aplicação induz alguns efeitos colaterais como hipersensibilidade, intolerância gastrointestinal, e o desenvolvimento de resistência bacteriana (NOYAN et al., 1997). Além disso, relata-se que este tipo de administração não garante uma adequada concentração no local da ação, pois o produto ativo não é mantido localmente por um período de tempo adequado. Uma solução para estes problemas pode ser a administração local do fármaco, formulado num sistema de entrega de liberação controlada, para ser colocado diretamente no sítio de ação(PERIOLI et al., 2004), como estamos propondo neste trabalho.

1.2.4. Metronidazol

O metronidazol (MTZ), Figura 1.7, um agente antimicrobiano principal representante do grupo Nitroimidazólicos, foi introduzido em 1959 para o tratamento da tricomoníase vaginal (TEIXEIRA et al., 2013). Ele é um fármaco parcialmente hidrofílico e um dos agentes antimicrobianos mais amplamente utilizados no tratamento de doenças periodontais como uma terapia adjuvante aos procedimentos periodontais (BERGAMASCHI et al., 2013) e em infecções vaginais (SHIFROVITCH et al., 2009). O seu princípio ativo atua sobre infecções anaeróbias (Peptococcus, Peptostreptococcus, Veillonella, Clostridium, Actinobacillus actinomycetemcomitans) ou infecções causadas por protozoários anaeróbios (Entamoeba histolytica, Giardia lamblia, Trichomonas vaginalis e Balantidium coli). Ele interage com o DNA (ácido desoxirribonucleico) e produz uma perda da estrutura helicoidal, uma ruptura da cadeia e a inibição da síntese de ácidos nucleicos das respectivas bactérias/protozoários, levando-as à sua morte (TEIXEIRA et al., 2013).

Além da sua utilização em doenças periodontais e infecções vaginais (tricomoníase e vaginose bacteriana), este fármaco já foi incorporado em sistemas de entrega de drogas em várias aplicações, tais como comprimidos para o tratamento de úlceras pépticas, microsferas para o tratamento de doenças associadas com o cólon e a mucosa gástrica, grânulos de gel de alginato para aplicações gástricas. Também é utilizado no tratamento de diarreia por Clostridium difficile, amebíase intestinal por Entamoeba e infecção por Helycobacter pylori (SHIFROVITCH et al., 2009).

Metronidazol também é usado, em combinação com outros antibióticos, em muitas infecções hospitalares graves, sendo um poderoso aliado no tratamento de diversas doenças potencialmente fatais como certas formas de peritonites (tipo de infecção abdominal), doença inflamatória pélvica, infecções puerperais (pós- parto) e infecções da vesícula biliar (TEIXEIRA et al., 2013).

Ele porem apresenta muitos efeitos colaterais, sendo os mais comuns, distúrbios gastrointestinais, especialmente náusea e sabor metálico na boca. Também podem ocorrer diarreia ou constipação, fraqueza, enjoo, dor de cabeça, insônia e alterações de humor e de estado mental como depressão e confusão mental. Neuropatia periférica e convulsões epileptipformes são associadas a doses elevadas de metronidazol ou tratamento prolongado. Outros efeitos incluem

desconforto uretral e escurecimento da urina

(http://www.drugs.com/sfx/metronidazole-side-effects.html, consultado em 30-05- 2016). Devido a esses efeitos colaterais a redução na dosagem é fundamental para diminuição do desconforto do paciente. Isto pode ser obtido com aplicação in situ do fármaco, obtendo-se a mesma concentração ativa com uma dosagem menor através do by-pass do sistema de primeira passagem hepático.

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