3 Spécification des produits
3.4 Dénomination
Apresentação
Alexandre tem 34 anos de idade e leciona há 8 anos. Pertence ao quadro de zona pedagógica da sua área de residência. Na sua formação inicial adquiriu conhecimentos básicos na utilização das tecnologias. Considera que aprendeu muito mais à medida que ia explorando e/ou participando em algumas iniciativas e projetos ao longo da sua carreira profissional. Portanto, deu mais importância ao seu processo de autoformação. Na sua prática pedagógica costuma utilizar regularmente o computador, pelo menos uma vez por semana, duas horas.
Literatura infantil
O professor considerou importante a literatura infantil no nível de ensino que leci- ona, pois esta permite aos alunos desenvolverem muitas das competências relaciona- das com a leitura e a escrita. Indicou também que não sente dificuldade em motivar os seus alunos para a leitura/expressão oral, isto porque os alunos gostam de trabalhar a leitura expressiva, ainda assim, na sua opinião, os professores devem diversificar os instrumentos de trabalho para que os discentes possam responder positivamente aos objetivos estabelecidos.
As atividades selecionadas pelo docente para a motivação variam em função do perfil dos alunos. As atividades mais utilizadas baseiam-se, em grande parte, nas TIC.
Eis alguns exemplos referidos:
“(Anexo 3 - Docente D, linha 80) gravação da leitura dos alunos num ficheiro áudio para eles se consciencializarem da sua entoação, expressividade, ritmo, dicção,... através do Audacity ; leitura de histórias no site da biblioteca de livros digitais a partir do computador Magalhães ou da História do Dia de António Torrado, entre outros, com recurso à Internet; audição de histórias em ambiente digital; ler histórias animadas com o Photostory ; criação de ficheiros
vídeos com a leitura e os desenhos dos alunos; jogos de leitura na sala de aula (campeões da leitura) em que os melhores leitores ou os que melhor progrediram na leitura levam uma bola de cartolina dourada; leitura livre na biblioteca da escola. ”
O professor referiu ainda que recorre, em contexto educativo, a vários sites para que os seus alunos possam ouvir histórias em ambiente digital com alguma frequência, mas não especificou nenhum dos recursos.
Concurso “Conta-nos uma história!”
O docente entrevistado indicou que tomou conhecimento do concurso “Conta-nos uma história!” através de uma notícia publicitada no site da DGIDC. Afirmou, de seguida, que participaram vinte e quatro alunos neste projeto e referiu ainda que mais ninguém integrou a equipa.
“ Para além de mim mais ninguém integrou a equipa. Foi um trabalho direto entre professor e alunos. ” (anexo 3 - Docente D, linha 99)
O professor declarou que os alunos foram muito recetivos ao projeto, pois puderam, na sua perspetiva, trabalhar de uma forma mais lúdica e motivadora algumas das mais importantes competências da área de Língua Portuguesa.
O professor, depois de solicitado, passou a descrever as várias etapas do processo da escolha/construção da história, da seguinte forma: primeiro, perguntou aos seus alu- nos se queriam participar num concurso de histórias, intitulado “Conta-nos uma história!”, o desafio foi aceite positivamente pelo grupo; segundo, referiu que não houve, desde logo, um acordo relativo à história a trabalhar, o problema foi resolvido quando um dos seus alunos propôs se poderiam participar no concurso com uma história criada pela turma, depois do professor ter aceitado a proposta todos acolheram a ideia; terceiro, procedeu-se à construção do enredo da história; quarto, de acordo com o professor estabeleceu-se ainda que houvesse uma ou duas partes da história que pudesse ser cantada por todos os alunos da turma, isto para que todos pudessem participar com a sua voz na gravação áudio e não apenas os alunos com personagens atribuídas; quinto, depois de encontrado o tema, os alunos deram os nomes às personagens do texto e, aula a aula, foram construindo a história com os principais acontecimentos ou episódios, isto com a coordenação do professor responsável; sexto, passou-se para um período de ensaio da leitura da história; sétimo, seguiu-se a gravação da história; oitavo, foram introduzidos os sons adicionais e alguns ajustamentos utilizando o software de edição
de áudio Audacity ; nono, ensaiou-se várias vezes a dramatização da história; décimo, terminou-se com a construção do vídeo.
O professor classificou o tipo de enredo da história que levou a concurso como uma narrativa. A história tinha duas personagens e um narrador. As personagens presentes eram crianças.
O docente referiu que já consultou várias vezes o site oficial onde estão alojados todas as histórias realizadas no âmbito do concurso, acrescentou que partilhou esse espaço ou site com os seus alunos.
“ Já consultei várias vezes o site oficial onde estão alojadas as histórias. Também partilhei esse espaço com os meus alunos e trabalhei várias vezes algumas das histórias que lá se encontram. ” (Anexo 3 - Docente D, linha 132)
O professor defendeu que a existência deste tipo de iniciativas e partilhas num con- texto educativo é extremamente importante. Considera que contribuem para a maximi- zação das aprendizagens escolares e ainda para a obtenção de um melhor rendimento escolar dos alunos. E também por estas iniciativas serem, na sua opinião, naturalmente mais apelativas e motivadoras.
Competências
Na perspetiva do docente entrevistado, as competências que os seus alunos desen- volveram com a participação neste concurso foram as do domínio da leitura, da escrita, da criatividade e, ainda, do uso da tecnologia digital no desenvolvimento da literacia. Alexandre considerou que contar histórias, em algumas temáticas, com esta tecnologia é ótimo para o desenvolvimento de outras áreas curriculares, desde que esta se adeque ao conteúdo a explorar na sala de aula. O docente referiu que esta tecnologia pode ser utilizada como um “novo palco” onde os alunos podem desenvolver a sua expressividade e criatividade.
“ Nestas idades, os alunos são muito imaginativos e com o uso desta tecnologia os resultados podem ser muito proveitosos para eles. ” (Anexo 3 - Docente D, linha 167)
O professor esclareceu que os seus alunos viveram intensamente a história que pro- duziram na sala de aula, adiantou que em certas partes, houve reações emocionais de tristeza, mas também de alegria e entusiasmo. Para o professor os valores de coopera- ção e colaboração estiveram sempre presentes.
“ Foi importante para os alunos se aperceberem de que o resultado final era o somatório de vários contributos e que nem sempre podemos levar as nossas ideias em diante quando se
trabalha em grande grupo. Aprenderam a compreender e a aceitar melhor a opinião e/ou as ideias dos outros. ” (Anexo 3 - Docente D, linha 177)
Tecnologia Podcast
O docente declarou que os equipamentos informáticos que utilizou para realizar o trabalho foram os seguintes: o computador; o microfone; o quadro interativo; a tela de projeção e o projetor. O professor, de seguida, referiu que conhecia os softwares para produção de ficheiros de áudio denominados Audacity e Free mp3 recorder. O software que acabou por utilizar foi o Audacity, pois avaliou-o como simples e eficiente. O formato do ficheiro áudio que escolheu para enviar para o concurso foi o mp3.
Quanto ao espaço físico escolhido para gravar a história foi a própria sala de aula. Nessa fase, o docente indicou que optou por fazer as gravações com todos os envolvidos em conjunto.
“ Optei por fazer as gravações todos em conjunto, sentados em ‘meia-lua’, em que os alunos com personagens na história estavam à frente junto do computador e do microfone. ” (Anexo 3 - Docente D, linha 197)
Depois, à medida que a história se ia desenrolando o professor dirigia-se ao aluno que estava a ler para proceder à gravação. Acrescentou que ainda houve a necessidade de cortar alguns silêncios que havia entre as falas das personagens e/ou do narrador. Mais tarde, o docente juntou alguns efeitos sonoros. No entanto, o professor salientou que anteriormente cada um dos alunos gravou individualmente a sua parte, para se aperceberem do seu tom de voz, entoação e ritmo. Terminou este ponto referindo que foi um processo algo repetitivo e que não teve grande dificuldade em encontrar efeitos sonoros, ainda que o trabalho exija algum esforço de pesquisa. O docente listou as principais dificuldades que sentiu na realização do projeto: i) a necessidade de haver consenso na sequência da história da parte dos alunos; ii) a atenção/ concentração dos alunos na gravação áudio; iii) a dramatização da história. Nesta entrevista o professor afirmou que ainda procura encontrar a melhor forma de organizar e implementar na sala de aula a tecnologia podcast e vai fazê-lo através da sua prática pedagógica, da sua reflexão e ponderação.