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Accompagner la transformation digitale des entreprises industrielles industrielles

Dans le document RAPPORT D´INFORMATION (Page 117-132)

A. LEVER LES FREINS FINANCIERS AU DÉVELOPPEMENT DE L’INDUSTRIE EN FRANCE L’INDUSTRIE EN FRANCE

1. Accompagner la transformation digitale des entreprises industrielles industrielles

Durante o processo de revisão sobre a capacidade de absorção, foi possível verificar algumas pesquisas que retratam multidimensionalidade desse construto. Porém, essas

pesquisas utilizaram dimensões distintas junto com conteúdo e definições conceituais diferentes. Por isso, verifica-se a ausência de um entendimento comum para definição das dimensões componentes do construto capacidade de absorção (COHEN; LEVINTHAL, 1990; LANE; LUBATKIN, 1998; ZAHRA; GEORGE, 2002; TODOROVA; DURISIN, 2007; CAMISÓN; FORÉS, 2010; JIMÉNEZ-BARRIONUEVO; GRACIA-MORALES; MOLINA, 2011).

Zahra e George (2002) propuseram uma nova conceituação ao construto capacidade de absorção, seguindo os pressupostos teóricos da abordagem sobre capacidades dinâmicas na linha de Eisenhardt e Martin (2000) que defendiam que as mudanças organizacionais ocorriam por meio dos processos e rotinas e consideravam o conhecimento como fator crítico de sucesso para as organizações responderam as demandas ambientais. Desse modo, Zahra e George (2002) aprimoraram para quatro construtos de natureza processual: i) aquisição; ii) assimilação; iii) transformação e; iv) explotação. Além disso, essas dimensões os autores aglomeraram em mais duas macro dimensões, aos quais denominaram de ‘capacidade de absorção potencial’ (que engloba as dimensões de aquisição e assimilação do conhecimento) e ‘capacidade de absorção realizada’ (que abarca as dimensões de transformação e explotação do conhecimento).

Esta nova conceituação apresenta duas características que contribuíram para o avanço da definição da capacidade de absorção. A primeira consiste em apontar que a capacidade de absorção é visualizada como uma capacidade dinâmica alocada nas rotinas e processos da organização e possibilitando analisar variáveis, tais como níveis de estoques e fluxos de uma empresa e relacioná-las com a criação de vantagem competitiva sustentável. A segunda característica sugere que as quatro etapas (aquisição, assimilação, transformação e explotação) presentes nessa definição e que são componentes da capacidade de absorção tem sua natureza combinatória, ou seja, sua formação pode gerar capacidades dinâmicas para a organização (Figura 5).

Figura 5 - Modelo de capacidade de absorção do conhecimento Fonte: Zahra e George (2002).

No que concerne à capacidade de absorção potencial, pode-se entender como a aptidão que a organização possui para adquirir e assimilar conhecimento no ambiente externo que seja

relevante para suas rotinas e processos. A dimensão da ‘aquisição’ é definida como a capacidade que a organização tem em reconhecer, atribuir valor e adquirir conhecimento externo suficientes para suas respectivas operações. Ainda no contexto de aquisição, Zahra e George (2002) entendem que a intensidade e a velocidade dos esforços realizados pelas organizações orientados para obter conhecimento são condições determinantes da qualidade da capacidade de aquisição de conhecimento inerente da organização. Logo, o direcionamento dos esforços apresenta influência sobre os caminhos que a organização transita para conseguir conhecimento externo.

Presente na capacidade de absorção potencial, a dimensão ‘assimilação’ está voltada de forma direta a questão das rotinas e dos processos da organização, de modo a permitir o entendimento, a análise e a interpretação das informações provenientes das fontes externas. Szulanski (1996) e Zahra e George (2002) ressaltam que o conhecimento oriundo do ambiente externo apresenta especificidade em um determinado contexto. Logo, apenas as empresas que estão inseridas nele e interagem nesse ambiente conseguem entendê-lo e replicá-lo.

A capacidade de absorção de potencial busca explorar dois elementos fundamentais do fluxo do conhecimento organizacional: i) a consciência; ii) a capacidade de respostas a esses elementos. Em outras palavras, pode-se entender que a organização não deve se restringir apenas a possuir o conhecimento, mas deve ter uma prontidão a tomar atitudes afim de buscá- los e implantá-los nas rotinas e processos. Portanto, os componentes que formam a capacidade de absorção potencial apresentam uma tendência a identificar se a organização possui ambiente favorável juntamente com processos e rotinas eficientes para que o próximo nível seja executado com excelência (ZAHRA; GEORGE, 2002; LIAO; WELSCH; STOICA, 2003).

Esse nível, como fora mencionado nessa seção, consiste na capacidade de absorção realizada. Ela envolve as dimensões de ‘transformação’ e ‘explotação’ do conhecimento. Acerca da ‘transformação’, Zahra e George (2002) fazem referência à capacidade de desenvolver e aprimorar as rotinas que facilitem a integração do conhecimento já existente com os conhecimentos assimilados. Dessa forma, esse tipo de capacidade possibilita que as organizações identifiquem a forma de como adaptar o novo conhecimento às demandas específicas.

Acerca da dimensão ‘explotação’, se faz presente na capacidade da organização em aplicar o conhecimento externo com a finalidade de atingir os objetivos (LANE; LUBATKIN, 1998). Entretanto, para Van Den Bosch, Volberda e Boer (1999) e Spender (1996) a explotação volta-se para a capacidade da empresa em incorporar novos conhecimentos em suas operações, tendo como resultados de constantes processos exploits para a criação de novos produtos ou serviços. Zahra e George (2002) salientam que os mecanismos de integração social são condições necessárias para facilitar o compartilhamento e o processo de explotação de um eventual conhecimento. Logo, existem dois tipos de mecanismos: i) o informal, voltados as redes de relacionamentos entre os sujeitos; ii) o formal, caracterizado pela coordenação das atividades funcionais da organização. Zahra e George (2002) argumentam que o uso dos mecanismos de integração social diminui a lacuna existente entre a capacidade de absorção potencial e a capacidade de absorção realizada, elevando o nível de eficiência. Vale ressaltar, que os mecanismos de capacidade de integração também podem

reduzir às barreiras inerentes ao compartilhamento e transferência de conhecimentos, elevando, por sua vez, o grau de eficiência de assimilação e transformação.

Alguns pesquisadores se apropriaram da proposta de conceituação de Zahra e George (2002) e aproveitaram essas dimensões em suas pesquisas com a finalidade de operacionalizar o construto em estudos empíricos (JANSEN; VAN DEN BOSCH; VOLBERDA, 2005; LANE; KOKA; PATHAK, 2006; CAMISÓN; FORÉS, 2010; FLATTEN; ENGELEN; ZAHRA; BRETTEL, 2011; JIMÉNEZ-BARRIONUEVO; GRACIA-MORALES; MOLINA, 2011; NOBLET; SIMON; PARENT, 2011). Como forma de sintetizar, o Quadro 4 traz as principais definições conceituais envolvendo os autores Zahra e George (2002), Jimenez- Barrionuevo, Gracia- Morales e Molina (2011) e Flatten et al., (2011) devido a esses três estudos, em especial, tratarem de alternativas para a conceituação e operacionalização das dimensões potencial e realizada do construto capacidade de absorção.

Quadro 4 - Conceituação de capacidade de absorção potencial e realizada

DIMENSÃO

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