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Mieux accompagner les trajectoires d’excellence, quelles que soient la

3.3. Accompagner le parcours dans les années suivant la majorité : c’est

3.3.3. Mieux accompagner les trajectoires d’excellence, quelles que soient la

O mito pode ser entendido ou definido da seguinte forma: “o mito conta uma história sagrada; relata um acontecimento ocorrido no tempo primordial, o tempo fabuloso do “princípio”. Ele relata as graças dos Entes Sobrenaturais, como vieram a existir como realidade total, cosmos ou fragmento. O mito é sempre a narrativa de uma “criação”, onde relata a forma como algo foi criado e começou sua existência; narra somente o que ocorreu no ato da manifestação plena. Seus personagens são os Entes Sobrenaturais e são famosos pelos seus atos nos tempos primórdios, eles relatam suas atividades criadoras e revelam a sacralidade ou sobrenaturalide de suas obras. Os mitos descrevem os diversos surgimentos do sagrado no mundo; é esse aparecimento repentino do sagrado que fundamenta e converte o mundo no que é hoje. São as irrupções dos Entes Sobrenaturais que determinaram o homem ser o que é hoje: um ser cultural, sexuado e mortal (ELIADE, 2002, p. 11).

Ao se tentar entender o que é mítico, depara-se com opiniões as mais diversas. A teologia protestante moderna, com representantes evangélicos ou fundamentalistas, considera o termo mítico uma caracterização de “algo irreal, lendário, fantástico, idealizado, carente de seriedade e, já por falta de sobriedade, inventado” (BERGER, 2004, p. 83). Neste caso o que é mítico seria fantasia, ilusão e correções não verdadeiras da realidade.

A utilização do termo mítico pelos nazistas tornou comum a ligação entre o componente mítico e o fascismo. Também é muito divulgada a idéia de que o componente mítico significa apenas irracionalidade e de certa forma sem controle. Além disso, também é divulgado que o componente mítico contrasta-se com a revelação da

palavra de Deus, o que leva a uma vinculação crítica do mito e crítica da cultura. Na realidade o componente mítico não é fascista, nem irracional, não tem a ver com a justiça pelas obras e nem é triunfalista (BERGER, 2000, 83-89).

Para Berger, a experiência mítica na atualidade é algo incontestável. As pessoas que recebiam milagres no Novo Testamento os recebiam em termos míticos, sendo para eles algo natural. O que se questiona na atualidade é como proceder diante desses testemunhos. Para Berger quando se descobre na atualidade uma porta, uma experiência e um caminho mítico, isso possibilita uma aproximação, conseguindo-se uma ligação com os relatos do Novo Testamento. Ele denomina de “espécies de experiência na atualidade”, as experiências: no tempo; na fala mítica; na mítica do lugar; na mítica da ordem; enfatiza também a personalidade mítica, o silêncio mítico e aspectos entre as diversas experiências míticas, para chegar às conseqüências para os milagres, que seriam a ponte para o Novo Testamento e para os milagres de Jesus, e o surgimento das suas obras através do Espírito Santo, conduzindo para ressurreição e para a cura aos portadores de doenças (BERGER, 2000, p. 89-98).

Berger enfatiza as palavras de poder, que são relativas ao poder criador de Deus, utilizadas por Jesus, como mediador da criação, sendo o ponto de contato, dos atos perfomativos da palavra, utilizados até os dias atuais. A força do canto, como força da utilização litúrgica, leva à experiência da compreensão da posição milagrosa entre o ser humano e Deus, relatada no Novo Testamento. Observa-se uma significação simbólica milagrosa ligada ao: canto, significação esta que possui um sentido dinâmico para a comunidade que dele participa; o tempo da festa, a experiência da rememorização é acessível a qualquer pessoa, o que ajuda na compreensão das revelações apocalípticas de Jesus sobre o futuro, é semelhante aos fatos que ocorrem nos

milagres, pois declarações futuras sempre estão relacionadas a algo que está no presente; o tempo do princípio e do fim: os milagres estão presentes no princípio e até o fim da vida de Jesus. A relação mítica existente entre princípio e fim revela uma ponte onde a realidade e o poder no acontecimento mítico é de forma semelhante ao encontrado na realidade de Deus que se estende até Jesus, deixando claro a percepção mítica (BERGER, 2000, p. 98-101). Para se entender melhor a questão das doenças e curas no mundo religioso é importante entender o papel dos mitos e dos símbolos os quais fazem parte desta construção.

Muitas foram as explicações e sentidos que se deu ao termo “mito”, “a linguagem do século XIX definia como aquilo que não se deixa integrar a realidade” (ELIADE apud CROATTO, 2001, p. 182). Surge daí a oposição entre mito e realidade. O mito seria um estado em que a linguagem não pode explicar por ser um produto da imaginação e se contrapõe à linguagem científica.

No entanto, os mitos de origem, concordam com os mitos cosmogônicos37 e com isso pressupõe e estende a cosmogonia, sendo que esta torna-se modelo para toda sorte de criação. Diante disso, o aparecimento novo necessita da existência de um mundo.

Desta forma o mito de origem relata e justifica uma situação nova estendendo e confirmando o mito cosmogônico, explicando como foi criado o mundo, e como este foi enriquecido ou empobrecido (ELIADE, 2002, p.25-26).

O mito na sua praticidade em geral, é explicado de forma clara e simples:

Mito é a narração livre referente a um fenômeno natural, um comportamento humano ou um fato histórico em que o compromisso com a realidade é

subjetivo. [...] “qualquer tentativa de enquadrar o mito a uma visão racional nega a possibilidade de compreendê-lo em sua sublime dimensão original (CROATTO, 2001, p. 7).

Desde as sociedades primitivas, até o presente momento, os mitos e símbolos fazem parte da vida do ser humano, como também são elementos que fundamentam e preservam a fé religiosa.

Os mitos e símbolos, as figuras mitológicas de povos e culturas independentes entre si, devem ser explicados em um “inconsciente coletivo”. O “inconsciente coletivo” junguiano representa uma camada muito profunda da alma, inata, que é necessário diferenciar do inconsciente pessoal, nascido da experiência e da contribuição individual (JUNG apud CROATTO, 2001, p. 195).

Na experiência religiosa, o mito surge a partir de uma hierofania, quando o sagrado, o transcendente manifesta-se na relação com o homem: quando as necessidades humanas físicas, psíquicas e socioculturais, são cumpridas ´(CROATTO, 2001, p. 44.45). O mito é um relato, um acontecimento real, onde os deuses manifestam-se com a finalidade de dar significado à determinada realidade, através de uma cadeia de acontecimentos. Ele é um imaginário, uma construção do homem religioso. “[...] expressa a experiência religiosa do imaginário, como manifesta a sacralidade hierofanizada naquilo que concerne profundamente em sua realidade” (CROATTO, 2001, p. 219). Pode situar-se em um espaço e um tempo, vindo a culminar em uma história.

Socialmente, o mito tem como função manter a identidade de um grupo, uma sociedade ou um grupo religioso; onde ele institui modelos de comportamento, sendo assim forte contribuinte da cultura. Uma das suas características presentes em todos os tempos é a repetição que auxilia o homem secular e religioso a situar-se no cosmos reconstruindo sua realidade (CROATTO, 2001, p. 307-309).

O símbolo faz parte do viver cotidiano do ser humano, que é por natureza simbólico. Ele faz parte da comunicação social. O ser humano constrói símbolos. O seu dia a dia é uma fonte produtora de símbolos. Eles estão presentes na linguagem, no amor, na transfiguração do real, na arte, como também no sistema religioso. O símbolo pode variar de pessoa para pessoa e de cultura para cultura, em relação ao seu significado, ou seja, o mesmo objeto ou fato pode ter mais de um sentido. Tudo pode tornar-se simbólico a partir de cada experiência humana. Coisa, pessoa ou acontecimento. Antes tinha o seu significado próprio e a partir da transignificação passa a ter outro significado. No fenômeno religioso, o transcendente por sua própria essência de não ser concreto, utiliza um objeto, um lugar, um fato e outros, como mediador na relação com o ser humano, ou seja, o símbolo. Desta forma o mundo religioso é permeado de mitos e símbolos, os quais, podem também estar ligados à doença, como também à cura.

O símbolo visto do prisma religioso, pode ser considerado uma linguagem da experiência religiosa. “O símbolo religioso está localizado, em primeiro lugar, ‘’entre” o totalmente Outro e o sujeito humano que o experimenta” (CROATTO, 2001, p. 83). O objeto simbólico contribui para a percepção do sagrado como cada pessoa o experimenta.

Vislumbrando de um modo geral a prática religiosa percebe-se que o rito é a expressão que mais está em evidência. Ele seria a extensão do gesto simbólico, é a forma prática do símbolo. Na experiência religiosa, ele é considerado como linguagem primária. Como o símbolo, o rito é determinado e especificado em sua significação pelo mito. Vendo de um outro prisma o rito em sua dinâmica faz parte da narrativa do mito. Ele pode ser um texto, uma linguagem, mas, no entanto, sua linguagem gestual não

tem a mesma capacidade de comunicação da palavra. O rito depende da palavra do mito. O rito é co-participante tanto do mito como do símbolo. Ele é símbolo, porém participa do mito como um aglutinado de símbolos com o fim de transmitir determinada mensagem.

[...] o rito aparece como uma norma que guia o desenvolvimento de uma ação sacra. O rito é uma prática periódica, de caráter social, submetida a regras precisas. Em sua exterioridade, porém, a norma é uma ”rubrica” e não define realmente o que é o mito. [...] A Palavra latina ritus é próxima da palavra sânscrito-védica. rta (rita), a força da ordem cósmica sobre a qual velam

divindades como Varuna. É a estrutura normal das coisas, do que acontece no cosmo e na vida humana (com um matiz mais moral, rita foi substituída depois por darma). (CROATTO, 2001 p. 330).

Como se percebe, o rito não é uma prática simplesmente humana, é uma ação sacra, uma imitação do que fizeram os deuses. Por esta razão, ele é repetido em cada rememorização dos mitos como uma ação divina, propiciando a participação e a comunhão do fiel com o sagrado, o transcendente. Nessa participação com o sagrado, na imitação simbólica de gestos primordiais, o mito presente é que lhe dá sentido (CROATTO, 2001, p.330-31).

O rito é a ação do fiel tendo em vista que na concepção religiosa o rito contribui para a transformação da realidade. Ele é realização de uma nova realidade, ou seja, a ligação do real terrestre com o que é sobrenatural.

A eficácia é intrínseca do rito, ou seja, o rito é dado como podendo produzir por si mesmo um efeito. Para o atuante do rito, a realidade não é mais a mesma após o rito. [...] A característica fundamental do rito religioso é a de religar a existência e o mundo ao sobrenatural, fazendo da matéria do mundo e do gesto humano o símbolo do agir divino. (CATALAN, 1999, p.126-7).

No Cristianismo, desde os tempos primórdios, o rito sempre teve o seu lugar nas celebrações, desde as mais simples as mais significativas. No Cristianismo atual, apesar do rito ter perdido parte do seu enfoque, principalmente entre os evangélicos, no que se refere ao pentecostalismo, que é a base deste estudo, o rito é bastante enfocado, não só nas liturgias, mas em vários outros aspectos. No neopentecolismo ele é mais enfocado ainda.