1.4 Réseau sismologique SEISMO-TANZ’07 : déploiement, données
2.1.2 A priori model and trial and error approach
construção de vocabulário controlado
Dulce Amélia de Brito Neves Dulce Amélia de Brito Neves Dulce Amélia de Brito Neves Dulce Amélia de Brito Neves Dulce Amélia de Brito Neves [email protected]
INTRODUÇÃO
A ciência da informação (CI) é um conhecimento que opera com a lingua- gem, buscando compreender esse fenômeno em dinâmica, nos diversos níveis, tendo em vista a multiplicidade de perspectivas situadas na compreensão do fe- nômeno informacional.
Nos anos 60, a CI se preocupava com as propriedades e comporta- mento da informação, como também com seu fluxo e meios de processá-la para facilitar seu acesso e uso. Já na década de 70, “com o deslocamento do paradigma da recuperação da informação em direção ao usuário e suas interações”, a CI buscou estabelecer um enfoque científico mais homogêneo, que possibilitasse o estudo dos processos de comunicação nos sistemas de informação. A partir dos anos 80, a administração foi incluída como parte fundamental,e, nos anos 90, volta-se para a prática do profissional da infor- mação, de modo particular com estudos focalizando o uso/necessidades da informação e tecnologias da informação.
Em sua interdisciplinaridade a CI dialoga com a biblioteconomia, arquivologia, comunicação, linguística, psicologia, ciência cognitiva, entre ou- tras. Saracevic (2006, p. 39-40) enfatiza:
a CI através de esforços teóricos, experimentais, profissionais e/ ou pragmáticos, individualmente ou em várias combinações inter- relacionadas. São elas: a) efetividade, b) comunicação humana, c) conhecimento, d) registros do conhecimento, e) informação, f) necessidades de informação, g) usos da informação, h) con- texto social, i) contexto institucional, j) contexto individual, I) tecnologia da informação.
Nesse sentido, acreditamos que os instrumentos criados para organização de documentos em unidades de informação podem ser utilizados em bibliotecas, museus ou arquivos. O presente artigo focaliza um projeto que tem como objetivo a elabora- ção de vocabulário controlado voltado à organização do arquivo do setor de pediatria no Hospital Universitário da UFPB. Para tanto, efetua-se levantamento dos prontu- ários do setor de atendimento da pediatria num período de cinco anos como amostra; selecionam-se como descritores os nomes das doenças e principio ativo da medicação prescrita, tomando como base DeCS e o MeSH e finalmente consolida-se a lista de descritores a serem aplicados na indexação dos prontuários arquivados.
REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA DA INFORMAÇÃO
A representação da informação é uma área interdisciplinar que abrange linguística, filosofia, psicologia, sociologia, semiótica, entre outros campos. É tam- bém uma atividade de caráter mediador da CI, de vez que, como diz Guimarães e Pinho (2006 p. 3), serve de elo porque entre a
produção e o uso do conhecimento registrado e socializado, obser- va-se, na atualidade, quando o impacto das tecnologias de infor- mação e da comunicação tem levado a uma agilização de proces- sos, produtos e instrumentos, a necessidade de a área refletir sobre os aspectos atinentes ao desenvolvimento de seu próprio fazer, notadamente no que tange aos aspectos éticos incidentes.
Assim, as unidades de informação utilizam a representação para viabilizar a organização e disseminação de informações pertinentes como veremos a seguir.
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Representação da Informação em Unidades de Informaçãoepresentação da Informação em Unidades de Informaçãoepresentação da Informação em Unidades de Informaçãoepresentação da Informação em Unidades de Informaçãoepresentação da Informação em Unidades de Informação
Em unidades de informação, a representação ocupa destaque, pois, atra- vés do seu uso, possibilita a organização do conhecimento contido nos documen- tos independentemente do suporte.
A descrição do conteúdo dos documentos tem por objetivo torná-los acessíveis às pessoas que os procuram. A representação da informação é de dois tipos: descritiva e temática. A representação descritiva enfatiza as pro- priedades físicas do documento, como: autor, data, local de publicação, etc. Já a representação temática se propõe a identificar os conceitos abordados no documento. Este processo é também denominado de indexação. Busca repre- sentar o conteúdo dos documentos, por meio de símbolos especiais quer reti- rados do texto original (palavras-chave extraídas do documento), quer esco- lhidos numa linguagem de informação ou de indexação (UNISIST, 1981, p. 148).
Ambas geram registros para fins de recuperação, através de índices, catá- logos, dados bibliográficos, ou seja, produzem metadocumentos objetivando a recuperação de informação relevante.
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Representação da Informação Arquivísticaepresentação da Informação Arquivísticaepresentação da Informação Arquivísticaepresentação da Informação Arquivísticaepresentação da Informação Arquivística
A Nobrade – Norma Brasileira de Descrição Arquivística (2006), ela- borada no âmbito do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), estabelece diretrizes para a descrição de documentos. Sua elaboração tomou por base a Isad-G – Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística (2000) e Isaar-CPF – Norma Internacional de Registro de Autoridade Arquivística para entidades coletivas, pessoas e famílias (2004), sem, no entanto, ser uma repetição.
A norma brasileira apresenta inovações, como o item de numero oito, que trata da Área de pontos de acesso e indexação de assuntos, que não é abordado pelas normas internacionais e tem por objetivo: registrar os procedimentos para recu- peração do conteúdo de determinados elementos de descrição, por meio da gera- ção e elaboração de índices baseados em entradas autorizadas e no controle do vocabulário adotado (p. 59).
Em se tratando de arquivos, a indexação tem sido abordada em ambientes virtuais. Entretanto, a grande maioria de documentos de arquivo em nosso país encontram-se em suporte de papel. São organizados utilizando-se princípios arquivísticos atinentes a proveniência, fundo, seção, série, etc.
Nesse sentido, o acesso aos arquivos organizados pelas normas arquivísticas espelham essa organização em manuais de procedimento. A indexação de docu- mento em arquivos seria mais um ponto de acesso, levando os usuários a uma maior interação com a unidade de informação.
Arquivos Hospitalares, F Arquivos Hospitalares, F Arquivos Hospitalares, F Arquivos Hospitalares, F
Arquivos Hospitalares, Fonte de Informação Vonte de Informação Vonte de Informação Vonte de Informação Vitalonte de Informação Vitalitalitalital
O arquivo hospitalar é uma fonte de informação importante não apenas para a instituição, mas também para os pacientes e para a pesquisa. Ele dá supor- te em atividades administrativas e assegura a memória da instituição.
Os pacientes veem no arquivo a garantia de que as informações sobre os tratamentos que lhes são prescritos e todo o histórico da sua saúde física e mental devidamente registrados nos prontuários possibilitam diagnósticos mais preci- sos. Os pesquisadores têm nos arquivos médicos uma fonte rica de dados sobre doenças e procedimentos adotados para curá-las.
O prontuário médico é, sem duvida, o documento mais decisivo, cujo acesso é uma questão de prioridade vital. A organização da massa documental de um hospital, de modo geral e, particularmente, do acervo de prontuários, neces- sita de acesso imediato.
As instituições hospitalares costumam organizar seus prontuários por or- dem numérica ou alfabética. Assim, existe uma limitação no acesso à informação, restringindo-a a dois elementos. A adoção de um vocabulário controlado seria mais um ponto de acesso às informações contidas nos documentos.
Nesse sentido, o enriquecimento da unidade de informação arquivística torna-se algo desejável não apenas devido à segurança no tratamento da saúde dos usuários do hospital, mas também porque o profissional da saúde obtém informações seguras.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Para a implementação do presente projeto, pretendemos adotar os seguin- tes passos:
a) Efetuar levantamento dos prontuários em um período de cinco anos, que ser- virá de amostra;
b) Selecionar como descritores os nomes das doenças e da medicação prescrita, tomando por base DeCS e o MeSH;
c) Elaborar vocabulário buscando controlar sinônimos, homógrafos e mostran- do as relações entre os termos.
As linguagens documentárias, como tesauros e vocabulários controlados, têm sido usadas mais amiúde em bibliotecas. Para tanto, têm sido criadas,visando
à organização da massa documental em unidades de informação especializadas, tradicionais, como também em bibliotecas virtuais e digitais.
A construção do vocabulário controlado será pautada nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) desenvolvido pela Rede Bireme, com base no Medical Subject Headings (MeSH) – da U.S. National Library of Medicine.
Ao conjunto terminológico do DeCS foram acrescidos termos específicos de saúde pública e homeopatia. Além disso,
os conceitos que compõem o DeCS são organizados em uma es- trutura hierárquica permitindo a execução de pesquisa em termos mais amplos ou mais específicos ou todos os termos que perten- çam a uma mesma estrutura hierárquica. O DeCS integra a metodologia Lilacs e é um componente integrador da Biblioteca Virtual em Saúde (BRASIL, 2007).
A estrutura do DeCS é hierárquica e formada pela divisão do conhecimento
em classes e subclasses decimais, respeitando as ligações conceituais e semânticas, e seus termos são apresentados em uma estrutura híbrida de pré e pós-coordenação (BRASIL, 2007). Compõe-se de conceitos referentes aos DeCS (versão 2008): compostos químicos e drogas, termos de anatomia, ciências biológicas, doenças, como tam- bém técnicas, equipamentos, ciências afins e áreas geográficas.
O projeto será desenvolvido nas seguintes etapas:
1. Diagnóstico das condições de organização do arquivo de prontuários médi- cos do setor de pediatria do HU da UFPB;
2. Levantamento da terminologia usada pelos médicos e enfermeiros que atuam no setor de pediatria;
3. Adequação das terminologias cotidianas àquela adotada no DeCS;
4. Identificação dos termos relacionados às doenças e aos princípios ativos das medicações prescritas;
5. Construção do vocabulário controlado (lista categorizada e alfabética); 6. Indexação dos prontuários;
7. Aplicação de teste para verificar pertinência;
8. Submissão do vocabulário controlado (lista categorizada e alfabética) a testes, avaliação, incorporando ajustes e posterior implantação;
9. Avaliação das possibilidades de uso das tecnologias para recuperação da in- formação.
Um vocabulário controlado (plano de classificação ou tesauro) é compos- to, idealmente, de duas partes: uma parte categorizada (ou estruturada), na qual as atividades são ordenadas pelas funções; outra, uma lista alfabética, na qual as denominações adotadas para as atividades remetem a uma relação categorizada (funcionando, portanto, como índice). O controle de vocabulário se manifesta pela inclusão de termos não adotados (remetendo aos adotados) e pelo uso de notas que restringem ou explicitam o significado do termo.
A etapa de construção do vocabulário será efetivada com a observância de quatro pontos essenciais:
1. Normalização gramatical; 2. Opções de grafia;
3. Sinonímia, homonímia e quase-sinonímia, e 4. Ordem de citação.
Na normalização gramatical observa-se o uso do masculino/feminino, sin- gular/ plural dos termos, questões relativas a grafia, entre outras.
Nas questões referentes à sinonímia e quase-sinonímia, consideram-se as remissivas necessárias na ordenação alfabética a fim de orientar o uso correto adotado no vocabulário controlado.
A ordem de citação será detalhada nos níveis hierárquicos, buscando manter o nível de consistência na organização do vocabulário sem perder a proximidade com a linguagem utilizada na instituição.
Assim, o nível da microestrutura será efetivado para a construção do vo- cabulário controlado para um arquivo hospitalar, mas pretende-se também ado- tar precauções no que diz respeito a testes de sua aplicabilidade.
NO FUTURO UM PRODUTO; À GUISA DE UMA (IN)CONCLUSÃO
Com a adoção dos procedimentos acima elencados e permanente con- tato com os profissionais envolvidos no Setor de Pediatria do Hospital Uni- versitário Lauro Wanderley da UFPB, acreditamos que a execução e implementação do projeto de construção do vocabulário controlado revelará a importância de um ponto de acesso à informação contida na massa docu- mental indexada.
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Dulce Amélia de Brito Neves Dulce Amélia de Brito Neves Dulce Amélia de Brito Neves Dulce Amélia de Brito Neves Dulce Amélia de Brito Neves Doutora em ciências da informação pela UFMG. Mestre e bacharela em biblioteconomia pela UFPB. Professora do departamento de ciência da informação da UFPB. Membro do corpo editorial da Revista Informação & Sociedade.