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État de l’art de la mesure de spectre des forces actives et de la

1.3 La microrhéologie de la cellule eucaryote

1.3.4 État de l’art de la mesure de spectre des forces actives et de la

Para Mishan (1975), a base lógica dos estudos vigentes de custo- benefício é uma melhoria potencial de Pareto, definida como uma variação na organização econômica que pode deixar todas as pessoas em melhor situação, supondo-se transferências gratuitas de mercadorias e/ou dinheiro entre os membros da sociedade. Em outras palavras, é uma variação que produz ganhos que excedem em valor os prejuízos relacionados, pressupondo que os ganhadores podem compensar todos os perdedores e permanecer, eles próprios, em melhor situação do que antes. Dessa forma, um determinado estado econômico pode ser julgado socialmente superior a outro pelo critério de Potencial Pareto de Superioridade.

De outra forma, pode-se verificar uma melhoria de Pareto se um conjunto de fatores de produção for transferido de seu emprego usual para outro, em que o valor de seu produto seja maior, isto é, a viabilidade de uma nova forma de investimento requer que o valor do produto obtido com a utilização desse sistema exceda o valor do produto obtido no trato com os sistemas tradicionais.

A desvantagem desse critério é que ele não comanda uma aceitação universal, por ser a superioridade de um estado em relação a outro baseada em uma potencial, ao invés de real, compensação dos perdedores pelos ganhadores (SASSONE & SCHAFFER, 1978).

Para Mishan (1975), a interpretação do critério da melhoria potencial de Pareto – segundo o qual a variação econômica em análise deve ser tal que permita a todos ficar em situação melhor – é o critério que também orienta a eficiência alocativa em geral. Assim, tanto os princípios da eficiência econômica como da análise de custos-benefícios inspiram-se na melhoria

potencial de Pareto, e não se pode coerentemente aceitar uma e negar outra. Assim, qualquer critério que exija que os benefícios sociais excedam em valor todos os custos implica a realização de uma melhoria potencial de Pareto.

O modelo teórico da ACB descrito tem por base a aplicação de recursos públicos. A ACB, no entanto, serve de base para avaliação econômica de projetos públicos ou privados, identificando os benefícios, os custos e, comparativamente, os resultados ou benefícios líquidos de um ou diversos projetos alternativos. A abordagem de avaliação pública do projeto é considerada sob o ponto de vista da sociedade, e a avaliação privada se refere ao investidor individualmente. Os princípios em si são semelhantes por se basearem na alocação eficiente de recursos (RAY, 1984).

Neste estudo, será utilizada apenas a abordagem privada, que apropria apenas os custos e benefícios diretos dos projetos alternativos analisados. Isso se justifica pelo fato de que o foco do estudo está nas decisões dos agricultores em relação à adoção de sistemas de uso da terra e desmatamentos, e essas decisões são de caráter privado. Vosti et al. (2003) destacam a importância da análise privada, ao afirmar que os retornos financeiros relativos representam importante fator na decisão de realização de atividades e investimentos por parte de pequenos produtores. É evidente que essas decisões estão diretamente relacionadas à definição de sistemas de uso da terra e à execução dos desmatamentos e que todos os efeitos socioeconômicos e ambientais também derivam dessas decisões.

As avaliações feitas com uso da ACB em geral são tomadas numa abordagem ex-ante, ou seja, os indicadores se baseiam em valores futuros das variáveis envolvidas nas determinações de benefícios e de custos. As análises comuns pressupõem, de forma simplista, essas variáveis como parâmetros, quando na vida real elas são aleatórias, envolvendo risco de ocorrência.

Segundo Cruz (1986), a diferenciação clássica feita por Knight (1921) considerou risco através do conceito de probabilidade objetiva, obtido através de fórmulas, e as situações de incerteza seriam caracterizadas pela absoluta ignorância, por parte do tomador de decisão, quanto às probabilidades de ocorrência dos eventos. No entanto, o mesmo autor considera que essa diferenciação não é estritamente apropriada para o caso da agricultura, onde a disponibilidade de dados não permite um tratamento assintótico de

probabilidade, podendo o risco se caracterizar quando o agricultor (ou o técnico) tem uma idéia subjetiva da probabilidade de ocorrência de determinado evento. Dessa forma, o conceito de risco pode ser considerado coincidente com o de incerteza, podendo os dois termos ser usados indistintamente. Isto será adotado no presente estudo.

Para Pearce & Nash (1981), quando não se considera o fator risco, o tomador de decisão de investimento busca otimizar o valor esperado do retorno de um projeto, maximizando a equação:

n nY Y Y Y E( )=Pr1 1+Pr2 2 +...+Pr (1)

Sendo E(Y), o valor esperado da renda; Pri, a probabilidade de ocorrência da renda Yi; e Yi, a renda a ser obtida se o projeto apresentar o resultado i e i=1,2,...,n.

Ainda segundo os mesmos autores, ao se considerar a situação de risco, o produtor passa a objetivar a maximização da utilidade esperada, maximizando a equação: ) ( Pr ... ) ( Pr ) ( Pr ) (U 1U Y1 2U Y2 nU Yn E = + + + (2)

Sendo E(U), a utilidade esperada; Pri, a probabilidade de ocorrência da utilidade U(Yi); e U(Yi), a utilidade obtida com a renda Yi e i=1,2,...,n.

As preferências dos investidores em relação a risco, demonstradas pela variação da utilidade à renda, é descrita com base em Pindyck & Rubinfeld (2002). As pessoas diferem em sua disposição de assumir riscos. Algumas demonstram aversão ao risco, outras o apreciam, enquanto outras se mostram neutras. De um indivíduo que prefira uma renda garantida a um investimento de risco com a mesma renda esperada, diz-se que ele tem aversão a riscos. Essa atitude é a mais comum. Pessoa aversa a risco tem utilidade marginal positiva, mas decrescente para renda. Para essa pessoa, as perdas são mais importantes em termos de variação de utilidade, do que os ganhos (Figura 2a). O indivíduo que apresenta neutralidade diante de risco é indiferente o

recebimento de uma renda garantida e o recebimento de uma renda incerta que apresente o mesmo valor de renda esperada. A utilidade marginal da renda é constante (Figura 2b). A pessoa propensa a risco prefere uma renda incerta a uma renda certa, mesmo que o valor esperado da renda incerta seja menor. A utilidade marginal é crescente para renda (Figura 2c).

Sabe-se que agricultores, em especial os pequenos e mais pobres, são aversos a alternativas muito arriscadas (GALBRAITH, 1979, citado por ABRAMOVAY, 1992). Assim, os modelos que levam em conta o fator risco, que oferecem respostas em termos de probabilidade de sucesso e insucesso de determinado empreendimento, subsidiam e refletem melhor as tomadas de decisão.

(a) Aversão (b) Indiferença (c ) Propensão

Fonte: Pindyck & Rubinfeld (2002).

Figura 2. Comportamento de indivíduos em relação à renda e utilidade para indivíduo averso, indivíduo indiferente e indivíduo propenso a risco.