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paramètres sur l’efficacité de l’IRMPD

6.7 Énergie interne initiale des ions (température)

O número de espécies de vegetação conhecidas nos Açores tem aumentado de forma bastante significativa. Em 1844 eram mencionadas 355 espécies de vegetação para estas ilhas,287 em 1966 no “Catálogo das plantas vasculares dos Açores” apresentam-se 699 espécies288 em 2010 são consideradas 1110 espécies de plantas vasculares. Este aumento está relacionado com novas descobertas mas principalmente com o crescimento exponencial de espécies introduzidas, que correspondem a mais de 60 % da flora vascular.289 Este aumento de biodiversidade tem consequências nas comunidades naturais anteriormente descritas.

As invasões biológicas - que ocorrem quando uma espécie coloniza e subsiste numa área que até então não havia habitado290 - têm sido um processo natural de evolução da vida no planeta. Como referem Luís Silva et al “ ao longo da escala temporal geológica, a distribuição das espécies na superfície da Terra tem sido afectada por alterações climatéricas ou geomorfológicas de larga escala. Acompanhando essas

282 Existem quatro tipos conhecidos destas subespécies endémicas que variam entre os diversos grupos de ilhas e todas elas se

encontram vulneráveis ou em perigo de extinção. VIEIRA, V. - “Borboletas dos Açores: Papilionoidea e Sphingoidea”. Ponta Delgada: Virgílio Vieira (edição do autor), 2009.

283 DIAS, E. et al (2007b) op. cit. p. 74. 284 DIAS, E. (2001) op. cit. p. 258. 285 SCHÄFER, H. (2005) op. cit. p. 7.

286 DIAS, E. - “A chegada dos portugueses às ilhas - o antes e o depois: Açores” in SILVA, J.S. (coord.) “Açores e Madeira: a floresta das

ilhas” Lisboa: Edição Público, Comunicação social SA e Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, 2007. Colecção Árvores e Florestas de Portugal vol. 6. p. 144.

287 SJÖGREN, E. - “Bryophytes (Musci) unexpectedly rare or absent in the Azores”. “Arquipélago: Life and Marine Sciences”. 23A: 1-17

(2006) p. 5.

288 Idem, ibid.

289 SILVA, L.; OJEDA LAND, E.; RODRÍGUEZ LUENGO, J. L. (eds.) - “Flora e Fauna Terrestre Invasora na Macaronésia. TOP 100 nos

Açores, Madeira e Canárias”. Ponta Delgada: ARENA, 2008.p. 23.

alterações, as invasões biológicas têm sido uma componente importante do processo evolutivo, ao longo da história geológica, e incluem desde pequenas variações na área de distribuição de uma espécie, até invasões de dimensão continental.”291 Actualmente a maior parte das introduções de espécies são originadas pelo homem e mesmo nos casos em que se considera o movimento da espécie como natural conclui-se depois que se deu devido a alterações no habitat provocadas pelo homem. Assim, a migração de espécies pela acção do homem tem sido mais rápida e extensa do que a provocada por animais, vento ou correntes marinhas.292

Duas sensibilidades diferentes coexistem em relação a este tema, no seio da comunidade científica: alguns autores são da opinião que sem um esforço para proteger os ecossistemas naturais as espécies invasoras irão proliferar e tomar conta de todos eles, excluindo os ecossistemas mais resistentes; outros autores valorizam o papel das espécies naturalizadas numa biosfera alterada e afirmam que a maioria das espécies irá persistir conjugando-se em comunidades novas, que incluem as espécies autóctenes e as exóticas.293 As espécies naturalizadas num planeta em acelerada mudança podem constituir as bases da nova diversificação e a consciência das suas funções ecológicas tem vindo a ser cada vez mais valorizada, especialmente em paisagens modificadas pela acção do homem ou face às alterações climáticas.294 No entanto, persistem dúvidas quanto ao modo como o afastamento em relação à comunidade nativa poderá afectar os mecanismos ecológicos em que se baseia a biodiversidade geral.295 Existem ainda diversos autores que afirmam que as introduções de novas espécies tendem a adicionar espécies e não a causar extinções.296 Segundo esta corrente “é em geral aceite que muitas das espécies introduzidas não causam impactes negativos. Assim, a decisão de controlar uma espécie exótica deve ser tomada individualmente e pesando os aspectos sociais e os valores em causa, evitando-se um possível preconceito contra as espécies exóticas per se.”297

As ilhas são geralmente mais vulneráveis à invasão por exóticas porque têm menos espécies nativas, alguma desarmonia na flora e fauna nativas, maior proporção de habitat alterado e geralmente uma forte tradição de introdução de espécies.298 A maioria das invasões biológicas ocorre em habitats afectados pelas actividades humanas, particularmente aqueles que são sujeitos a distúrbios acentuados, mas também existem invasões em ecossistemas naturais, sujeitos a distúrbios naturais.299 Nas situações em que ocorre fragmentação de habitats naturais, a invasão pode tornar-se ainda mais fácil. 300Então, um dos factores que concorre para a facilidade de uma invasão biológica é a presença de distúrbios, que são também um factor essencial para a regeneração da vegetação endémica destas ilhas. Existem mesmo vários autores que consideram que “as aberturas no coberto vegetal, associadas a distúrbios naturais ou antrópicos, são o factor mais importante na promoção das invasões por espécies introduzidas em comunidades naturais e semi- naturais.”301 Assim, as plantas invasoras competem com as endémicas por recursos mas também por distúrbios, e acresce que as primeiras são geralmente mais rápidas e eficientes a implantar-se. É deste modo que, em muitos casos, a vegetação recentemente introduzida ameaça o equilíbrio da vegetação natural que depende muitas vezes da reprodução assexuada e da existência de distúrbios para se regenerar, e por isso precisa de tempo. No entanto, se a natureza permite que estes fenómenos ocorram é porque existe algum aspecto positivo nisso: a vegetação introduzida e naturalizada é frequentemente mais hábil a ocupar o

291 Idem, p. 23. 292 Idem, p. 31. 293 Idem, p. 50. 294 Idem, ibid. 295 Idem, ibid. 296 Idem, p. 43.

297 Edwards, 1998; Eser, 1998; Kowarik & Schepker 1998 cit. por SILVA, L. et al (2008) op. cit. p. 49. 298 SILVA, L. et al (2008) op. cit. p. 37.

299 Idem, p. 31. 300 Idem, p. 38.

119 território moldando-se a condições que a vegetação natural não consegue processar com tanta facilidade e acabando por ocupar funções dentro dos ecossistemas que de outro modo não seriam rapidamente preenchidas, como é o caso do controlo da erosão em áreas íngremes. Assim, a conservação do solo da água pode ser efectuada com a ajuda da vegetação naturalizada, em situações em que a vegetação endémica não tem capacidade de resposta temporal para se instalar, devido à acelerada dinâmica da paisagem imprimida pelo homem.

A ilha que tem uma maior proporção de espécies de vegetação exóticas em relação às indígenas é a Graciosa, seguida das ilhas de Santa Maria e do Faial, de São Miguel e da Terceira. Estas cinco ilhas são as que têm uma maior proporção de espécies exóticas de toda a Macaronésia, incluindo Madeira, Canárias e Cabo Verde.302 No arquipélago dos Açores a proporção de espécies de vegetação exótica presentes por quilómetro quadrado é bastante superior à de todos os outros arquipélagos, geralmente mais do dobro, e é apenas seguida, num nível bastante inferior, pelo arquipélago de Cabo Verde.303 Por outro lado as Flores e o Corvo são as ilhas que apresentam uma maior proporção de espécies nativas e menor de invasoras,304 no entanto as espécies invasoras aí presentes têm um grande impacto nos ecossistemas e na paisagem, como é o caso da hortênsia (Hydrangea macrophylla) nas Flores.

Apesar das grandes alterações na paisagem provocadas pela acção humana a fina teia de relações estabelecidas entre as comunidades de vegetação actualmente presentes e as comunidades delas subsidiárias - quer sejam plantas mais simples ou a pequena fauna invertebrada - contínua em certa medida presente. Este facto poderá fazer levantar a hipótese que não há uma ruptura mas sim uma continuidade em termos dos processos naturais, e que aquilo que se percepciona como uma ruptura nos ecossistemas devida à presença de invasoras é na realidade uma fase mais aguda de um processo mais vasto. Existe uma relação significativa entre as plantas vasculares endémicas e nativas e os briófitos e artrópodes indígenas,305 no entanto se as espécies vasculares se encontram ameaçadas pela presença das espécies invasoras, surpreendentemente isso parece não acontecer nem com os briófitos nem com algumas populações de artrópodes. As áreas de presença de determinados briófitos associados às florestas diminuíram drasticamente de tamanho devido à diminuição das áreas das próprias florestas mas não se tem verificado a presença de outras espécies agressivas e a alteração drástica dos ecossistemas que se encontra nas plantas vasculares. Erik Sjögren refere esta consistência dos ecossistemas ao nível das comunidades de briófitos e avança a hipótese de que esta se deve à grande competição inter-específica que já se encontra estabelecida ao nível das brio-comunidades, pelo que a instalação de espécies exóticas teria maior dificuldade em se dar.306 Assim, se ao nível das plantas vasculares, os ecossistemas se encontram mais frágeis e susceptíveis de ser alterados devido à sua pouca evolução, à escala dos briófitos isso não parece acontecer.

As espécies de vegetação invasora mais importantes nos Açores constam da publicação “Flora e Fauna Terrestre Invasora na Macaronésia. TOP 100 nos Açores, Madeira e Canárias”.307 De entre estas destacam- se o incenso (Pittosporum undulatum), a cana (Arundo donax), a roca ou conteira (Hedychium gardneranum) e a hortênsia (Hydrangea macrophylla).308 Todas apresentam um rápido ciclo de reprodução sexuada ou uma forte capacidade de propagação assexuada. As primeiras três constituem ameaças tanto no arquipélago dos

302 Conforme gráfico de SILVA, L. et al (2008) op. cit. p. 54. 303 Idem, ibid.

304 SILVA, L. ; TAVARES, J.; SMITH, C.W. op. cit. p. 19-20. 305 BORGES, P. et al (2009) op. cit. p. 73.

306 SJÖGREN, E. (2006) op. cit. p. 1

307 Esta lista é constituída maioritariamente por plantas vasculares, com algumas espécies de invertebrados e vertebrados. SILVA, L. et

al (2008) op. cit. p. 66.

308 SILVA, L. et al (2008) op. cit.; SRAM - “Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies da Flora Invasora em Áreas Sensíveis

(PRECEFIAS)”. Horta: Direcção de Serviços da Conservação da Natureza, Secretaria Regional do Ambiente e do Mar (SRAM), 2004c. p. 3.

Açores como na Madeira, já que contribuem para a inibição da regeneração das espécies nativas.309 A grande maioria das espécies invasoras listadas nesta publicação afecta espécies endémicas não ameaçadas, mas mais de um terço pode afectar espécies ameaçadas e prioritárias para conservação. As invasoras afectam também habitats prioritários ou abrangidos pela Directiva Habitats, assim como grande parte das áreas protegidas deste arquipélago.310 Nas zonas costeiras é particularmente preocupante o chorão (Carpobrotus edulis) e a lantana (Lantana camara),311 sendo que esta última é considerada uma das espécies invasoras mais agressivas do mundo.312 A árvore-do-céu (Ailanthus altissima) tem começado a surgir em todas as ilhas e é uma forte invasora das zonas litorais e mais baixas das ilhas cujo controlo pode ser tentado, uma vez que a introdução ainda se encontra numa fase inicial na maior parte das ilhas (à excepção da Graciosa, onde se encontra presente de um modo mais intenso). Também a bons-dias (Ipomoea indica) se encontra em todas as ilhas e surge principalmente em linhas de água e zonas declivosas ou bastante perturbadas por factores antrópicos, a baixa altitude. A sua presença acaba por destruir matas e galerias ripícolas de um modo bastante rápido. As zonas de menor altitude e as zonas costeiras são geralmente mais vulneráveis porque é aí - nas zonas antropizadas - que as espécies introduzidas geralmente se encontram e porque estas muitas vezes não se adaptam ao clima de altitude.313 Existem espécies invasoras que se encontram com mais frequência em algumas ilhas e são fruto da história particular de introdução de espécies nessa ilha. É o caso da piteira (Agave americana) que é mais abundante em Santa Maria e a tabaqueira (Solanum mauritianum) que surgiu inicialmente em São Miguel e na Terceira, para actualmente se encontrar em praticamente todas as ilhas. Em São Miguel a Gunnera tinctoria observa-se em pastagens, ravinas e encostas até aos 500-700 metros e a Clethra arborea compete com a laurissilva em zonas de maior altitude.314 Na Graciosa é preocupante a invasão com o ailanto (Ailanthus altissima). Em São Miguel encontram-se também a gigante (Gunnera tinctoria) e a silva-mansa (Leycesteria formosa).

O fenómeno da proliferação de espécies de vegetação invasora parece ser mais sério, segundo Luís Silva

et al, em S. Miguel, Santa Maria e nas Flores.315 Em todas as ilhas a presença de incenso (Pittosporum

undulatum) a baixa e média altitude é preocupante formando matas de exóticas praticamente

monoespecíficas. Nas zonas mais altas verifica-se a presença da roca ou conteira (Hedychium gardneranum) e da hortênsia (Hydrangea macrophylla) afectando ecossistemas de grande valor e fragilidade. A hortênsia (Hydrangea macrophylla) é particularmente preocupante na Caldeira do Faial e nas Flores. Detectam-se possíveis conflitos entre a presença de manchas de vegetação natural endémica relativamente íntegras e o avanço das espécies invasoras especialmente nas Flores, Faial e Terceira. Em Santa Maria, São Miguel e Graciosa existe um grande número de espécies exóticas, que não afectam contudo de modo tão efectivo as endémicas da laurissilva uma vez que estas últimas se encontram, geralmente, em locais circunscritos. As pequenas manchas de laurissilva que persistem em Santa Maria e São Miguel são, no entanto, importantes para a biodiversidade das respectivas ilhas e arquipélago, pelo que os esforços efectuados para a sua conservação são de realçar.

Quanto aos artrópodes cerca de 40% das espécies existentes são nativas ou endémicas, sendo que as restantes são introduzidas.316 Para Paulo Borges et al as invasões por espécies de artrópodes constituem um problema actual que pode ter impactos futuros na biodiversidade criando um padrão de uniformização da fauna.317 No entanto as espécies exóticas invasoras encontram-se habitualmente limitadas aos habitats

309 SILVA, L. et al (2008) op. cit. p. 67. 310 Idem, p. 68.

311 SRAM (2004c) op. cit. p. 3; SILVA, L. et al (2008) op. cit. 312 SJÖGREN, E. (2000) op. cit. p. 6.

313 BORGES, P. et al (2010) op. cit. p. 27. 314 SRAM (2004c) op. cit. anexo 4. 315 SILVA, L. et al (2008) op. cit. p. 53. 316 BORGES, P. et al (2005b) op. cit. p. 46. 317 Idem, ibid.

121 humanizados de baixa ou média altitude.318De entre as espécies de artrópodes invasoras destacam-se o escaravelho japonês (Popillia japonica), a térmita (Cryptotermes brevis e outras) e a lagarta da pastagem (Pseudalectia unipuncta). Nas florestas naturais a proporção de espécies introduzidas de artrópodes pode chegar aos 65% em locais muito perturbados e ao nível do solo mas nas copas das árvores endémicas (como o cedro, urze ou louro, por exemplo) domina a fauna de artrópodes nativa ou endémica.319 Assim, as observações até agora efectuadas pelos investigadores da área conduzem à constatação que os artrópodes invasores não têm competido directamente com os artrópodes endémicos que se encontram dependentes da laurissilva.320

O processo de invasões biológicas não se relaciona apenas com as actividades humanas mas também com as alterações climáticas, fragmentação de habitats e aumento da poluição.321 As alterações climáticas estão a provocar modificações ao nível do ciclo de vida da vegetação mas também dos insectos polinizadores e fauna dispersora de sementes, com consequências para a estrutura e composição dos ecossistemas. Com a subida da temperatura e dulcificação dos ambientes em altitude as espécies invasoras podem começar a ter condições para colonizar em zonas de maior altitude.322 As alterações climáticas podem então vir a contribuir para ampliar a área das invasoras já existentes ou então concorrer para que espécies introduzidas que não apresentam carácter invasor possam passar a tê-lo.323 O impacto poderá se maior se elas competirem tanto em quantidade como em área com as espécies indígenas por recursos escassos.324 No entanto, como já se referiu anteriormente, a capacidade de certas plantas colonizarem outros habitats poderá ser em certa medida uma vantagem para os ecossistemas face à rapidez com que as mudanças poderão ocorrer num futuro próximo, já que “as características que fazem de uma espécie uma boa invasora poderão ser as características que a permitirão adaptar-se às alterações climáticas com rapidez suficiente para sobreviver”,325 e consequentemente assegurar níveis mínimos de integridade dos ecossistemas.

A biodiversidade faunística destas ilhas é reduzida mesmo no que diz respeito às espécies introduzidas e naturalizadas. De entre os mamíferos referem-se duas espécies de ouriços-cacheiros (Erinaceus europeus e

Erinaceus europeus europeus), o furão (Musdela furo), a doninha (Mustela nivalis), o murganho (Mus musculus), as ratazanas (Rattus norvegicus e Rattus rattus) e destaca-se o coelho (Oryctolagus conniculus)

pelo seu papel de herbivoria da vegetação. O gado doméstico afecta a vegetação natural não só pela herbivoria mas também pelo pisoteio. Os ratos afectam as populações de aves. O único réptil naturalizado é a lagartixa (Lacerta dugesii) e entre os anfíbios encontram-se a rã (Rana perezi) e dois tristões-de-crista (Triturus sp.).326 As espécies de fauna que mais afectam a vegetação natural endémica são o coelho, por herbivoria, e as diversas espécies de gado doméstico.

318 Idem, ibid.

319 SILVA, L. et al (2008) op. cit. p. 53.

320Considera-se que uma espécie é dependente da floresta natural quando 85% ou mais dos seus indivíduos aí se encontram: nos

Açores existem 59 casos destes que correspondem a 56% de todas as espécies endémicas de artrópodes. De um modo geral estas espécies não se encontram de maneira consistente em mais nenhum outro tipo de uso do solo para além das manchas de vegetação natural, pelo que apenas nas ilhas onde estas existam os artrópodes dependentes das florestas terão condições para subsistir.

TRIANTIS, K.; et al - “Extintion debt on oceanic islands”. “Ecography”. 33 (2010) pp. 287.

321 SILVA, L. et al (2008) op. cit. p. 32. 322 Idem,p. 73.

323 SANTOS, F.D; MIRANDA, P. (eds.) - “Alterações climáticas em Portugal: Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação: Projecto SIAM

II”. Lisboa: Gradiva, 2006. p. 309.

324 LEADLEY P.et al - “Biodiversity Scenarios: Projections of 21st century change in biodiversity and associated ecosystem services”.

Montreal: Secretariat of the Convention on Biological Diversity,2010. Technical Series no. 50. p. 96.

325 HAWKINS, Belinda; SHARROCK, Suzanne; HAVENS, Kay - “Plants and climate change: which future?”. Richmond, UK: Botanic

Gardens Conservation International, 2008. p. 37.

326 CUNHA, R. et al - “Base de dados da biodiversidade dos Açores: vertebrados”. Universidade dos Açores. [consulta em 10/03/2011].

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2.4. Componentes antrópicas

As componentes antrópicas incluem a relação do homem com a paisagem e as marcas culturais que nela são impressas. É efectuada uma breve descrição dos dados cronológicos conhecidos relativos ao processo de descoberta e povoamento das ilhas, para seguidamente se abordar a fase de implantação inicial das sociedades humanas. Referem-se as diversas actividades que foram inscritas na paisagem ao longo da história prestando-se particular importância àquelas que tiveram maior relevância para a sua transformação, especialmente no que diz respeito à agricultura.

À análise da ocupação humana do território segue-se uma referência à formação dos principais aglomerados urbanos. Referem-se também aspectos mais subtis da apropriação do espaço relacionados com a implantação de elementos religiosos que permitiam um reconhecimento das zonas humanizadas. Para além destas encontravam-se os “ermos” onde imperava a vegetação natural, a relação dos primeiros colonos com esses espaços selvagens e seus recursos inerentes é também abordada. Como contraponto à natureza selvagem encontram-se as quintas, jardins e matas. Para além da perspectiva histórica, apresentam-se dados sobre os usos do solo actuais à escala do arquipélago. Estes aspectos são retomados no capítulo 3 quando da abordagem ao carácter da paisagem à escala da ilha.