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Louis Cuby
To cite this version:
Louis Cuby. Le judaïsme de Heinrich Heine. Religions. Université Paul Verlaine - Metz, 1977.
Français. �NNT : 1977METZ003L�. �tel-01775618�
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L E J U D A l S i l I E
THESE DE DOCTORAT DIETAT
Janvier 1976
D E H E I N R I C H H E l N E
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INTRODUCE ION
Unevéritable couspiration du sileneè s rétait faiter €n Al1e- nagnet autour d'u nom d'e Heine. r€, eonjuration d.e 1a nauvaise foi et du d'énigrenent nre pas déearaé pendant tout un siècle. 1,es gard.iens de la norelité et de 1a religion trouvaient facilement ctes al1iés chez certeins n patriotes tr ombragerrx et raeistes. avec lravènenent du natioral-socialisne, 1'ostracisqe d.evi-nt imFitoyable. 11 fallait que tout un peupJ-e oubliât cerui Çluir Bar ses idées
"t ses origines, était iu€é indigne d'e soa pays. trtentreprise a failli réussir: beau-
ra
eow de jeunes Alrernand.s ignorent encore jusqurà son.
nargré les efforts d.e tous ceu:E euir d.epuis ra fin de teatent de ].e réhabiliter (1).
' Ausei faudra-t-il encore du teups pour que le Boai"
juif puisse retrouver une véritabre aud.lence d.ans son Bays. Da,'s nom, et eela
J'a guerre,
( 1 ) Deux centres, Duss"ldoTf.et weimar, c o n c e n t r e n t actuerlement l e s r e c h e r c h e s faites sur Heine en Ar_lemagre, rrobjectif f i n a l étant la pubrication, d.ans chacune d.e ."" virres, d.fune grand.e é a i t i o n critique a e i r e n s e n b l e .es o"r..r""" du poète. 0n peut e e p é r e r que ces,efforts, q u i p l a c e r;Àrr"r"grr" e n : t ê t e des pays favorisant res étud.es sur'Heine, p"àËii"orrt de répandre 1a
ilffiï":fiï"ff"T"r auteur d.ans'tàures 1es couehes de ra popu_
S o n c a s i J - y a , e n e f f e t , p l u s q u | u n c o n f l i t b a n a l e n t r e
l r a r t e t l a p o l i t i q u e . E n b r t l a n t s e s l i v r e s e t e n e s s a y a n t d . f e f f a c e r s a m é m o i r e , c t e s t u n s y m b o l e q u e l e s n a z i s v o u - l a i e n t f a i r e d ' i s p a r a î t r e , c e ] - u i d u j u i f a r r i v a n t à s e h i s s e r au sommet d.e la poésie all-emande et à influencer largement la p e n s é e o c c i d . e n t a l e . M a i s l e s f J a m m e s d a n s l c s q u e l l e s s e c o n s u - m a i e n t l e s é c r i t s d . e H e i n e p r é f i g u r a i e n t l e s e f f r o y a b r e s t o r -
t u r e s i n f l i g é e s à t o u t u n p e u p l e . L e p o è t e d e v e n a i t a i n s i s o - lid.aire cle Ia grand.e épreuve qu'ont connue les juifs de notre époque. par là-même, la question d.e son judalsne prend
u n e n o u v e l l e d i m e n s i o n , e t i 1 n r e s t p a s s a n s i m p o r t a n c e d e s a - v o i r d . a n s q u e l m e s u r e i l s e c o n s i d . é r a i t c o m m e lu i f . S e s o e u v r e s c o n t i e n n e n t m a i n t s p a s s a g e s q u i s e m b l e n t p r o u v e r q u f i l n e s r e s t
janais senti beaucoup d.e points communs avec Ia communauté israé- l i t e . E t i ] f u t s o u v e n t t r è s s é v è r e D o u r s e s c o r e l i g i o n n a i r e s e u i r à l e u r t o u r , l r o n t p a r f o i s r e n i é ( t ) ' C e p e n d a n t ' o n p e u t c o n s i d . é r e r a u s s i q u e t o u t e s o n e x i s t e n c e a é t é p l a c é e s o u s I e s i g n e d . e s e s o r i g i n e s , Q u t i l a t r o u v é d a n s s o n b e r c e a u , c o m m e i I l r a d i t l - u i - m ê m e , s a f e u i l l e d e r ^ o r r t e p o u r f a v i â e n t i è r e ' D a n s c e c a s , s o n g r a n d . p r o b l è m e a é t é c e l - u i d . e s e s r a p p o r t s a v e c ] . e j u d a î s m e l r a P P o r t s c o m p } e x e s , f a i t s d r a m o u r e t d ' a v e r s i - orrr provoquant r.m combat intérieur violent d.ont l-es drverses p é r i p é t i e s é v e i l - l e n t d ' e s é c h o s t o u t a u l o n g d e s o n o e u v r e '
s i H e i n e e s t i n s é p a r a b l e d . e I a q u e s t i o n j u i v e , j - I lrest a u s s i d ' e l a q u e s t i o n r e l i g i e u s e e n g é n é r a l , s u r l a q u e l l e i l
a p r i s d e s p o s i t i o n s s o u v e n t a b r u p t e s e t q u i o n t s u s c i t é b i e n
. d e s c o n t r o v e r s e s . N é j u i f , b a p t i s é à l ' â g e d e v i n g t - h u i t a n s ' p a s s a g è r e m e n t a d e p t e d u s a i n t - s i m o n i s m e , a d v e r s a i r e d ' é c l a r é
( r ) C f . i n f r a , 1 6 4 - 4 6 5
d ' e t o u t e s r e s r e l i g i o n s oositives, .îeine efi'ectue à r a f i n d'e sa vie un retournement renarquabre pou.r retrouver 1a c r o y a n c e en un Dieu personnel. Est-ce à dire que c h a c u n d.e c e s c h a n g e m e n t s fut dicté par r_rhu,meur d u n o m e n t ou,oar un.
s o u c i d.topportunisme? ou bien, au contraire, a - t - o n à faire à a i f t é r e n t e s é t a p e s d . ' u n e é v o l u t i o n i n t é r l e u r e a l ] a n t d, u n e r e l i g l o s i t é d if f u s e r ors d.e r_ r enf ance et f r ad or escence à u n e p r i s e de posltion ntrie dans r_es longu.es aru:ées d e l a s o u f f r a n c e ?
F o u r r é p o n d r e à ces questions, personnalité extrênenent cornpl-exe l - I o e u v r e est une confession, mais
il faut anal;rser -r_a d - r u n auterrr rLont bo,:-te u n e c o n f e s s i o n s o u v e n t
I
I
habilenent dissi-nuIée, ou d.éformée par 'ne ironie qul ne manque pas parfois d-rune singu.lière nrofond.e.,.rr:. r,es r!,ié_
moires et les Arreux ne peuvent, malheureusement, être d t u n g r a n d . secours, car ces ouvraEes ont étO détruirs en grand.e parti. e. c I est une perte immense pulsqu | 1ls aurai ent apporté d'es indications précieuses sur rtévol-ution spirituelre d'e leur auteur guir à vlngt-slx ans déjà, proJetait d.récrire un livre sur sa vie (1) et Qui, d,eux ans plus tard., confiroait I un a-mi cette intention de réd.iger de façon d.éeousue d.es ilénoires d,estinés 'n jour à forner un tout eohérent (z).
Projet sans d,oute uené à bien : Alfred Meissner rapporte avo'r rnr nn te' 'uvragerd.renvi-ron einq à six cents
( 1 ) Cf .res lettres à w o h r - w i r - . du 7.4.1gà7 et à Lud.wi_g R o b e r t d . u 2 ? . 1 1 . 1 9 ? r . Briefe ) I r 6 r r 1 Z 1
( 2 ) B r i e f e , r, 1gl
pages cb'ez Mathilde Heinet peu, après ]a Or, lorsque les Mémoires Partrent
d e c o r r e s p o n d ' r e à c e t t e é v a l u a t i o n ( Z ) '
m o r t d u P o è t e ( 1 ) ' , i l s é t a i e n t l o i n
Les écrits autobiographiques qui nous sont parvenus ne f o u r r r i s s e n t d o n c q u e c l e s i n f o : m a t i o n s f r a g n e n t a i r e s o u
t r o n q u é e s q u r i l s t a g i ' t ù r i n t e r p r é t e r e t n o n d e p r e n d r e a u p i e d c t e ] - a } e t t r e ( 3 ) . I ] r e s t e d e u x m o y e n ' S d | i n v e s t i g a t i o n : .
} e s t é n o i g n a g e s d e s c o n t e m p o r a i n s d u p o è t e , d l a i l - l e u r s s o u v e n t c o n t r a c l i c t o i r e s r e t l e s a u t r e s o e u v r e s d e H e i n e ' d a n s l a
mesure où elIes peuVent éclairer, d.ans ce d'omaine particuliert Ies actes et J-es pensées de l.eur auteur'
( 1 ) A . M e l s s n e r r G e s c h i - c h t e m e i n e s L e b e n s , V i e n n e e t T e s c h e n t
1 8 8 4 , r r , 3 4 8 - 3 4 9
( 2 ) I a d e s t r u c t i o n d e c e q u i a u r a i t é t é l r o e u v r e m a î t r e s s e d,e Helne est d.ue à r" r;iirË-d" poète. les raisons d'e c e t t e è e s t r u c t i o n s o n t o u = " , , " " = . C e r t a i n s m e m b r e s d ' e } a
fanille ont sans d.oute ;;il;-à;= "ét'ét"tiott"
qui nrauraient p a s é t é t r è s f l - a t t e u s t " ' - l Ë " t - ê t r e r P â r -e19nqfe: l " p o è t e avait-il révisé l-e portrait quril- avait fait d'e lf oncle
Salouon, ce que =l'tggè"é-;" iettre !u 20 décembre 1836 : ,,Trorsque jrécrivais nes ilË.oi""", où iL devait souvent être q u e s t i o n â e } u i ' n o u s . é t i o n s e n c o r e e n e x c e } } e n t s t e r - m e s '
et ie 1'"i=";;il"ïi*âgp"i"t . g.ry{!-ge"' Quoiqu' i} en soit'
rien ne semble p or.ror"' :""t iffi;Eestruct ion d' I une oeuvre qui aevaii àna]-yser to',.rie-fa politlQue de 1répoque' conne Heine Le d.éclare a"o" t*u fetire ad'iessée à Campe le
1 e r m a r s 1 g 3 ? . L r i r p o " t à n " " q u t a t t a c h a i t l e p o è t e à s e s M é n o i r e s r e s s o r t d r u n e à , t t " t i e t t r e à s o n é d l t e u r r d u .il 'iËffir;";
1g40 : ,,Même si je mourai.s aujourd'rhui' 1r resterait d.éjà d.e moi q;t"" ior,unes ùe biographie ou d'e M é m o i r e s q u i r e p r é s e n t Ë ; i " ; ; " ' r é r t e * i o n " e t m e s v o l o n t é s
et Çluir ,rË seralt-ct qù" p-a1.]eu1 contenu historique' à savoi.r la représentat:.ôn ?iaur" de la crise d'e transition I a p ] . u s * r . " i Z " i " u s e t - i n ï O r " = s e n t I a p o s t é r i t é " '
c i . à r i e t e i r r ' 1 5 1 , 1 6 9 ' 3 6 8
( r ) c f . @ , 2 4 - 2 9
e x t r ê m e m e n t v i o l e n t s , a y a n t s o u f f e r t d e ] - | i n t o } é r a n c e d ' a n s s a p a t r i e S a . r l s t r o u v e r e n e x j . } d e v é r i t a b l e s r é p o n s e s à
s e s a s p i . r a t i o n s ' a u x p r i s e s d . u r a n t d e l o n g u e s a n r r é e s a v e c r . r n e n a l a c l i e i n p l a c a b } e q u i a l } a i t b r u t a l e m e n t r e m e t t r e e n questi-on toutes les convictions qur i1 avait acquises à
d i v e r s e s é c o l e s p h i } o s o p h i q r r e s , H e i n e é t a i t o b l i g é d ' e p r e n d r e p o s i t i o n e t d r e s s a y e r i l e d ' o n n e r r : n e c e r t a i n e e x - p r e s s i o n à s e s p r é o c c u p a t i o n s r e l i g i e u s e s '
Ce fut 1e cusa si souvent q u ê t e d e D i e u .
grand Problèroe d'e d r a t h é i s m e v é c u t
v i e e t c e l u i q u r o n a c - fait en une incessante s a
en
P a r c e t t e q u ê t e d ' e v a J e u r s s p i r i t u e } ] - e s , ê t p a r l e s
réflexions que lui inspirent }a question juiver Heine r e s t e a c t u e l . L , e s i n q u : ' é t u d e s q u i I t é t r e i g n e n t s o n t
b i e n p r o c h e s d e s n ô t r e s . E n i j . s a n t c e r t a i n e d e s e s o e u v r e s ' nous ltous apercevons que le problème ;uif ' Qui a pris
d ' e n o s j o u r s u n e t e ] ' l e a c u i t é , é t a i t d é j à } r u n e d ' e s q u e s t i o n s c r e f d u x r x è s r è c l e e t q u e c r e s t p a r c e q u e s a s o l u t i o n a été ajourmée quf il est d.evenu I'épouvantable tragéd'ie d'ans } a q u e l } e o n t p é r r d . e s n i ] . I l o n s d ' e l u r f s . H e i r l e r Q u i a v é c u
les préliminaires d.e ce d-ra.mer aPPorte wr ténoignage inesti- nable. II en dOnrte également Ia mesure : alors que son géniet
s o n e s p r i t e t s a l u c i d ' i t é a u r a j . e n t d ' t f a i r e d e } u i u n d ' e s
guicles spirituels de
1 f e x i I , l m e x i l d.ont son pays, son judatsme lf a cond.anné à i I n t e s t p a s e n c o r e revenu.
Par d,e nombreu:c aspects, Heine est un poète éminem-_
m e n t mod'erne. ses vues sur r-révor_ution por_1tique, s o c i a r - e et r e l i g i e u s e d . e r r E u r o p e se sont souvent révélées prophétiques.
M a i s e n fin de compte crest son judarsme qul lra amené à é t u d i e r d e p r è s les forces, vlsibres ou occur-tes, e u i a n i m a i e n t s o n é p o q u e , et à en supputer les prolongemen-Es.
11 convenait de falre apparaître ce que r-e jud.aîsme avait r e p r é s e n t é a u x d i f f é r e n t e s époques de cette vie et d.e cette o e u v r e . A c e t e f f e t r une étude chronol0gique s r i m p o s a i t , QUi
m a r q u e r a i t les pri-ncipales étapes parcourues : p r i s e d.e conscience, é v o l u t i o n , m a t u r a t i o n . M a i s u n e telle étude, linéaire pourrait_on d'ire, est lnsufflsante à erçliquer certaines attitud.es que
l-ton ne peut comprend.re quren les rattachant à ce substrat qui a c o n d ' i t i o n ' é , d e f a ç o n souvent inconsciente, 1e comportement e x t é r i e u r d . u p o è t e . A i n s i e s t apparue Ia nécessité d.rune étud.e t h é n a t l q u e dont lfobjet était drapprofondir certains a s p e c t s d'rune personnarité
qui ne prend. tout son sens çlue dans ]e con_
t e x t e de la question juive o .
Er résumé, ce travair a pour but de montrer que r-e judarsme
est Lrél-énent fondlamental cte la personna,lité cle lleinet quril txou,E per'et cle comprend.re deg réaetions parfois oontraôietoires et ôe résoudre cles antisonieg appareg- aent inexBlieables. 11 6e Prqpose donc cle ctéeeler d^a'ns
le jud,alsne lfunité profonde d.e Ia vie et tle lroeuvre clu poète.
PREh|IIERE PARTIE
trEvottnrON
CHAPITRE PRETIIIER L I enfanc e et 1 t ad.ol-esc enc e
r l s e n b l e q u e Heine ait été prédestiné à susciter d.es
polémiques et que sa naissance même préfigure l-es problènes que s o n j u d . a l s m e ne cessa de 1ui poser tout au long de sa vie.
- C e ntest pas sans mal r êrl effetr euê Peira van Ge1dern, issue d . r u n e f a m i l l e riche et honoréeravait pu épousersa^msonHei_ne, f i l s d'u mod'este marchand Heymann Helne d.e Btlckeburg. Ni les membres de sa fainille, ni les autre julfs de Dtlsseldorf nravaient approuvé les p r o j e t s matrlmoniaux des jeunes gens. rl-s sry étaient même opposés eatégoriquement. On aurait sans doute souhaité un prétend.ant au blason plus reluisant ou à l-a fortune mleux établie, eui ne risquât polntr êrI tout easr de devenir une charge pour l-a communauté israé- l i t e d ' e l a v i 1 l e . A p r è s a v o i r v a i n e m e n t essayé de fléchir cette ré- s i s t a n c e , P e i r a stefforça dtobtenir l-rintervention des autorités
fra'nçaises. ces démarches nfayant pas eu Ie résultat esconpté, Ies futurs époux mirent tout Ie mond.e devant r.m falt accomph_. crest
ainsi que Harry Heine vint au mond.e trois semaines avant }e maria- cte ses parents, qui fut eéIébré le 6 janvier 1798' Sa naissance apparut d.onc comme un Véritable défi à r'm certain jud'aIsme étroit
e t i n t r a n s i g e a n t . ( t )
( 1 ) C f . w . F r .
Wadepultlt Heine-Stud'ient W e i m a r 1 9 5 o , 9 - 3 1
Hirth, Heine und' seine franzôslschen Freund-e, MaYence 194 1 8 - 2 0 ; H e i n r i c h H e i n e , B a u s t e i n e , M a y e n c e 1 9 5 0 ' 1 6 - 2 4 Drautre part, 1a découverte d.u journal intine d.u pasteur Grirnmr Qui baptisa Heine à Heiligenstadt en 1825, suffit à rétablir La vérité'
11 y est nOté que le jer.rne homme avoua avant la cérénonie être né e n l T g T , c o n t r a i r e r n e n t a u x i n d ' i c a t i o n s f i g u r a n t s u r l e s d . o c u n e n t s
transmis, car ses parents avaient mis à profit }a destructiont d'ans un incendie, d.u registre clrétat civil d'e Dtlssel-dorf pour moclifier
cette date( cf. Hirth, Heinrich Helnes Geburtsziahr unê Konfesslonr in Frankfurter Zeitung du 2 octobre 1910)
l l o u t e f o i s , l a n a i s s a n c e i l l é g i t i m e d ' e H e i n e n r e s t p a s a d n i s e
par tout le monc1e. Ctest ainsi que Philipp F'Veit(Heine-Jahrbuch 1962 5-25) estine que les argr.rnents avancés en faveur d'e cette thèse ne sc guère convaincants et que 1e poète est sans doute né en février 1798'' of,, les d.ocr.ments que nous citons semblent difficiles à réfuter'
I l s m o n t r e n t r ê r t o u t é t a t d . e c a u s e r Q u r i l y a e u . l à w r p r o b l è m e important Pour Heine.
0n peut i-aginer les remous que eet événeuent provoqua dans la société juive d.e ra virle. pour nous en convaincre, il suffit d'e consj-d'érer la situatioa particulj-ère d.e eette société qui re- présenteit une faible ninorité. sur une populatlon totale d,e vi-ugt-èeur nirre habitants, ra circonscrj.ption d,e Dflsserd.orf conptait environ dix-neuf nille catholiques, d.eux nirle pro- testa^nte et seul,ement trois eents ieraélites (.t ). ttoyé d.ans une oasae d,e chrétiens, le milieu juif devait d,onc srefforeer d.e
rejeter tout ce qui pouvait contri.buer à re d.iscréd.iter auprès d.es autres habitants d,e ra vilre. conne re n d.éshon'eur n frappait
rrne ctes fa.nllles les plus en vue, il était nomar que lron eherchât à étouffer le scandale.
crest porrrquol Heine srefforça prus tard. d,e d,issinuler la ctate eraete d.e sa naissance et d.e brouilrer les pistes pouva.t ra faire décourrrir. Quand apprit-ir qutir était rrn enfa:rt ilré- gitine ? apparennent peu avant son baptême eeulement, ear jusqur à eette époque il indiquait bien 1?9? conne année d.e sa naj.ssance, notaronent lors d.e ses inecriptions. aux universitée d.e Bonn,
Berlin et G6ttingen ( a). re 2o octobre 1g21, i1 suggère eette date denE une lettre è Rassnann, de même que dans quelques
notices biograpb,iques aeconpagnaut certaines de ses poésies parues 'leng lfAgrippina ctu 25 iuin 1824 et la Rb.einische Flora du 2O juin 182j.
Prue terd, reuber dars lrarticle néerologique quril éerivit
(1) Draprès Wed'ellrGeschichte d,er Stad,t Dursserd,orf, Dt!,sseld.orf 1ggg, 482, lee chiffree pour 1g1? sont 1es suivants !
. . . / . .
Population totale ( Dttsseldorf et environs ) Catholiques
t Protegtants Israé1ites
2 2 . 5 5 3 1 9 . 9 0 9 2 . 4 4 0
3 0 3
( Z ) C f . H i r t h ' Heine unet seine franzësischen Freund.et
9L9ij', 18
Ic 6 aott 1845, alors que la nouvelle d.e la nort du poète srétait répa,nd.ue en Allenagne, indiquait rui ausei çre Heinc était né en
r?97 (1).
Lorsqurir ee fera baptiser, Ecine se rajeunira cle d.cux ansl et iI ecnblc quril ait profité cle cette occaeion pour obtcnir un docu_
ncnt d'talLure offtoiclle lui pernettant d.c 1-égaliser le ll clécembre L799 come d.ate clc sa naiesance.
Pourquoi srcst-ir rajeuni d.c d.cux ans arors qurun an ett suffi pour falre d.c lui un cnfant tout à fait régitinc ? peut-êtrc pour écartcr tout soupçon r un an de noine lraurait fait naitre lrannée nônc du nariage d.e ees parents. peut-être augsi parce que dans ltéoriture manusorite Ie T et rc p peuvent, pour peu qurils soient légèrcncnt déformés, ec conford.re ct prôter à confusion (2). quoi
$rril en soit, Ecinc laissera touJours praner un doute sur ra datc cractc dc sa naieeance. Lc l novembre 1851, il écrivait à saint René Tailrard.ier : rrJc ne borrrc à voug crire que la d.ate de ma naissancc nlcst pas trop eractc d.ans les notioes biographiques srlr mon compte.
Entre nous soit d.it, ocs incertitud.ce senbrcnt provcnir d.rcrreurs volontairce, quton a comiscs en na faveur lors d.c Lrinrrasion prus- sicnnc, pour me gouetraire au servicc d.c sa Majesté re Roi d.e pnrsee.
Dcpuisr toutcs nos archivcs d.e fanille ont été perdues d.ans plueleurs inoend.ics, à Ea,nbourg. Er rega,rrcrant mon actc cte baptânc, ie trouve Ic 13 d.écenbre lfp! oomnc d.atc de naiesanoc. La chosc inportante, ctcst qua je suis nétt.
(r) mticlc retrouvé par Karpclcs ct pubLié d.ane ra Dcutschc Rud.sohau, 5p (ecpt. f88Z) , 4|,8-467
(z) ur prdscntant sce thègcs dc aloctorat, Eeinc a conmis un lapeus oalami signifioatif : iI écrit quril est né en
déocnbre !32. r,e futur docterrr cn ctroit vourait sans d.oute éorire 1799 rnais pensait à la date réellc dc t?9?. Ou bien art-il transcrit octte datc seron rrorrrre vouru par ra rangue parLéc (siebcnurdneunzig) ?
"*;"::
recorrrt "'t tgt-" procéùé
' ugn c€ qui coneerrre je te fais rerûarquer lrue ""*r"*ument
a ro' acte ùe baptême ie suis
le 13 d'écernb "
^"'' et à Dûsselclorf sur 'e Bhin' "oî"
tu le saas
c e r t a t n e m e n t a u s s i ' ? u i s q u e t o u s " o " n " n - ' " " u ô e f a r o i ] - ] - e o n t é f ê ô é t n r i t s * , . " ' " " i n c e n a i e ] 6 r 4 } t o n a e t c l e H a . r o b o u r g ' e t q u e d a n s } e s
archtves de D0sselôorf }a date ùe roa naissance ne peut Pas être
indiquée correctementr poùT d,es raisons que ie ne veux pas ù!re' 1â date ct_ùessus est seule authenti*uêr "rr=*o',r=
cas plus auth'entique
que les souvenirs de oa mère ôont r* *arotre vieillissante ne peut remplacer auclJrt papier perôu" ( t ) '
-â-a ci sa :
r1 esr assez éton'a"nt q"'î"- ::::i:ï ;' fi îi::l;;fii'
ne se souvt"l" n." cle la ùate ùe narsstil'";;;""tances remarquab]e
ï:nï;,iî:î.':*f .f ::îïîî iî u" ;;:::";:Ï 1""" ei "'ù ré e
Ô a r r s r e s u , r c r r i v e s d ' e D [ s s e l ô o r f , e t P o u r ù e s r a i s o n s o b s c u r e s q u e lron ne veut Pas indiquer ?
eue le poète ait souffert ùe cet état ùe choses' nous 'e sentons a u s s i ô a r r s w r e } e t t r e e n v o y é e à s o n r " i , ' , N t a x i n i } i e n e t q u e c e d . e r -
nier potri", nais Ôe ,;;;;
j:rconp}ète, après }1 nort de l|auteur3
| l D a n s ] - a , r n a t s o n ù e m o n o ' " r " , } e s * " , , = g u i é t a i e n t c o n n u s c o m m e
::ïîï."ilï*:îî',îï*;îiî**'ïîi:Hi":JIT"n"'
I a p } u s v t l e a u s u j e t d , e m a * i " " * " " , f u t i n v i l . é à Ô i n e r c b e z 6e,, o'cl€r conme o" t"*i''l3"totté
rsgsmment"'r'
ffiepuhr; oP;cit" 16
( 1 ) c i t é P a r \
:JffÏ""ff;ï*îiiiii*r'1"'"" Que les uo'Ûs qui
s u r c e point particul-(t). , " "
" î n
H e i n e é t a i e n t
" a u
;]*:*J.è,e .u *'îïïit ïjl+r*ï:; ïr ::ï,
S t i l e F o c ^ ^ - ^ r .
trissure, iriilïJ'-ni;::ï;"J'1'::::,." eo&ne une rre_
adressée à charlott" ;; juger
Far 1. r.ri""4rs-
aueune partinij: J;: *0u"", que
d,après ."J jï..l-": efforts faits no"" nère n'ait eu
#*;ï,Ëffi] ,ï#lï:ïur
ra dissinuler puisque,
. s des autr"" , u " ' " o ' " ; ; ;
l e t t r e r l e s décra-
uembres de '. i;iil"t:*" avec r.es
porttar
r.ui avai, ,rtt Peira (z) o
de ses
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l:"" ,."".r oublié qu,iI
qu'el1e
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tutonnaires
avant ;";o',lJolou"""' l-a résistance
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".:".,J;:: ïï# f .il,
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Leux. rt_ faudra J" _;;;t'affinrtés ayec o m p t e pour
, u g e r de
/
/ /
I
/ /( t ) cf.
Q ) E t l e
W a d e p u h l , i b i d .
se fera appeJ.er plus
t a r d Betty Heine
I
/
l,révolution spirituelle 'de Heine' Ses raBPorts avec ]'e j u ù a l a u e r e e t E r o n t l m g @ n p s g u r r r n p l a J û p r r r e u e n t a b s t r a i t
p a r c e Q û € r ' l a s s s o n i e u n e â g e ' i l n r a e Ï l q u e t r è s p e u c l e
Iiens avec Ia religion juive' lrèe tôt égalenent' iI sera a- n e n é à c o n s i ù é r e r s e s c o r e l i g i o r r n a i r e s a v e c u n c e r t a j . n ' s e n -
ti.nent ôrhostilité , et ce surtout sous lri'nflueace de sa n è r e . A t r s E i p o u v a i t - i l e a c o r e é c r i r e à c e l } e - c i ] . e 7 r E j . 1 8 5 3 3
n J e n f a i r c b è r e s è r e r i a ' n a i s v o r l ' ] - u p a r t a g e r t o n a v e r s i o n à
lf égprtl èes juifs' mais ils nront iolinent enpoisonr'ré )-a viet et iI a rrai'uent fal'lu que notre Seigneur et Sauveur ftt un D i e u p o u r p o u v o i r p a r ô o n n e r à e e s p b a r i s i e n s l e r r r s p e r s é c u t i o n g .
D i e u s o i t l o u é , j e n | e n v o i s a u c l l n à p r o x j . g i t é | t | ( 1 )
I B r e s s e n t i m e n t c l e ] . a g è r e t t u p o è t e e D v e r s ] . e s m i l i e u x j u i f s d e D u s e e l è o r f e x p l i q u e e n p a r t i e p o u r q u o i ] - | é c l u c a t i o n r e l i g i e u s e
au jenne enfant fut querque len négLigée. DaJc's rrrautres ôomai-nest p a r c o n t r e , B e t t y l l e i n e f r r t r r n g u i ô e é n e r g i q u e p o u r s o n f i l s ô o n t
el-Le Erefforcera clrassurer 1-a réusgite' que ce soit ùans ses étuclest ttens Le vie pof itique ou darrs les affaires '
On sait lritportance que les juifs attachent à ]a vie faniliaIe' A u g s i n l e s t - i l p a 8 8 a . û s j - n t é r Ê t d . | a n g l y s e r f . l i n f } g e n c e r e s p e e t i -
v e q u l a u r o n t ] ' e s p a r e n t s s r r . r l | é v o l u t i o n ô u j e r r a e H a r r y l l e i n e .
(1) F. Etrtb, gBrEEEr-rrr' 4?or ao 1195
Betty Heiae pourrait passer
pour le type de la fenne juive évoluée' Fil'e de néd'ecin,
elre avait reçu rrne éd.ueation soignée.
Aussi pouvait-el.e,
si lron en croit les Ménoires d,u poète, lire à soa père d,es dissertations latines et autres écrits gavants a10rs qurelle nrésait eaeore qurune toute jerrne f111e.
ElIe arrait r-u Rousseaur
dont el'e était rrne fervente adepte, nais e1le ne prisait guère la sensiblerie fort à la mod.e à eette époque. EI1e avait aussi pris ses d.istaaees avee 1a reu-gion
d,e ses ancêtres d,ont e'le nravait gardé, noua dit leine, qurunrdéisse rigoureuru (,1 ).
Tout na,turellenent,
erest el1e qui dirigera
lréd.u_
cation d.e ses enfants. Draj.].leu:rsrd.ès
avant son na3lsgs i1 était elair que e féait eue qui prend.rait
les d,éeisions dans son ménage. lfénergie
dont e1le fit preuve pour iryoser Samson I{eine a'x nilierrx juifs
de Dflsserd'orf nreut pas d.e contrepartie chez soa futur nari-guir drenbléerapparalt
airasi bien pâ'e et effacé'"'san's d'oute r-e caraetère d,e ce .ernier eo*espondait_
il à ses traits physiques, lesque],s,
sel0n les 'éuoires, étaient peu na'rqués et se délayaient danre lrindéfinissable(2).
De fait, arrant que ra naradie ne vlnt altérer toute sa personnarité, Samson Heine fut un ainable dilettante, de nahtre jnsouciante et ind'oleate.
A en eroire 1e poète,
il avait rrn penehant pour la rêverie et ne voyait que lraspect superfieiel ctes ehoses.rl;\
était
(t ) trerker vu, 466
( 2 ) rbid., 4g2
i r r é g l g t l ' b l e m e n t a t t i r é p a r l e s b e a u x u n i f o r n e s , l e s
habLts élégants, avalt rrn faj'bIe pour les aotrices' les ehevaur, les chlens. Cet aspect rêveur et Iéger' eette f a e u ] - t é d . e n e v o l r q u e l e c ô t é b r i . l l a n t d e l a v l e ' 1 €
gott pour lee plaislrg faciles d'e lrexistencet eonfé- r a i e n t à S a m g o n H e i n e u n c e r t a i n c h a r m e e t é v e l l I a j . e n t
d a n e s o n f i l s d ' e s é c b o s p r o f o D d s . H e i n e c l i r a p l u s t a r c l d e l u i l n l ] - f u t d . e t o u s l e s ê t r e s , c e l u i q u e j ' a i l e
plus ainé au mond.ed (1)'
Car Ie poète ne pouvalt qutapprécier tout ce que e e t a i n a b } e p è r e l u i a p p o r t a i t d e f a n t a i s i e e t d . e r ê v e
e n f a c e d ' | u n e m è r e v o l o n t a i r e , à 1 ' é n e r g i e i n d . o m p t a b } e ' g o u c i e u s e a v a n t t o u t d . | a s s u r e r l l a v e n i r d . e s e s e n f a n t s . nune Joie ile vivre sans bornes était 'n d-es traits
ôonlaants d'u caractère d'e mon père ; it était avid'e de p l a l s i r s , J o y e u x , d ' r h u m e u r g a i e ' D a n s s o n c o e u r t c r é t a i t
constanment la fête "' Une insoucionce qui oubllait Ie J o u r p a s s é e t n e v o u l a l t j a m a l s p e n s e r a u l e n d . e m a i n ' ' ( 2 ) .
C e t t e s i n p l i c i t é é t a i t a c c o m p a g n é e c [ | u n e i n t u i t t o n q u i '
nieur qurune lntelligence supéri-eure' lui faisait com- prenôre leg hommes et les choses. ',]I]1 flaj.ralt par cles
a n t e n n e s s p i r i t u e l l e s c e q u e l e s g e o s l n t e l l i g e n t s n e c o m p r e n n e n t q u e l e n t e m e n t p a r l a r é f l e x i o n . I l p e n s a i t
nolns par Ia tête qu'e par Ie coeur et avait Ie coeur Ie p l u s a i m a b l e q u e I ' o n p t t i m a g i n e r " ( ' ) ' C e n r e s t d o n c p a e l e p è r e q u i p o u r r a c l o n n e r u D e é d u c a t i o n r e l - l g l e u s e
s o l l d . e a u J e u n e H a r r y r ê t c e d ' e r n i e r m o n t r a e r l f a i t è è s
(1) E@,' ( 2 ) 4., ( 1 ) @''
rlr , 489.
496.
4 9 7 .
son plus jeune âge, une certaine propension à acco- mod'er 'es ri-gueurs de Ia religion juive à son humeur d'u moment. Joseph Neunzi-g, camarad.e d.renfance et aussi d'runi'versité
du poèter nous raconte qurun eamedi un incen.ie éelata d-ans u,oe maison a10rs que le jer:ae Eeine jouait à proxinité avec sa soeur. on rassembla 1es passants pour ai-der les pomplers à conbattre re feu et on prla également le jeune garçon, qul pouvai_ù avoir neuf ans, d.e se jolnd.re au groupe alnsi formé.
Mais i1 refusa ea déclarant 3 'Je D.ren a1 pas r,e d.roit e t j e n e l - e ferai pasr car crest aujourdrhul
1e Jour d.u Sabbat_ "(1). Une autre fois pourtant, il aperçoitr
avec ses camarad.es, deux grappes de raisi.ns qul pead'ent très bas d.run espali-er. ï,es enfants en ont b l e n e n v i e , mai-s crest aussi samedl et la roi mosarque lnter.it d'e cueillir quoi que ce soi-t ce jour 1à. re Jeune Harry en arrache cepend.ant lee grains un à rra avee la bouche. ses camarades 1ui en fônt Ie reproche e t s r é c r i e n t ! " q u r a s t u f a i t 1 à ? n _ r R i e n U" *rrJr- répond. Ha*y, ',je nrai pas le d.roit de rien cuellLir aveo Ia main, mais 1a 10i ne nous a pas interd.it d.ra*a- cher avec la bouche et de mangern (1 ).
Ces accomod.ements taLaement proches des pourtant présid.ent d.e d.r actions humanltaires
avec la rellgion étaient cer_
conceptlons de Sameon Eeine, I a ' r S o c i é t é p o u r 1r exerclce
et pour Ia récitation d.es psan:mesE
(1) 9i!é pgr Houben, Gesprâche mlt Heine
(2ène éd.irlon, Éoffi? et B.
ces exemples prouvent aussi que res trad.itions juives étaient connues dans ra faniir. neirr"l-nene sf il ne faut voir 1à qurr.* ,,forralisne vid.é dé sens,,, comme l e d . i t Max Brod.(Heinrich Heine, nerfin 19|16rZ1). Mais Brod recor:nait pâffiïErrs que qe respect d.es formes extérieures au ;uaai"r"-n'a p'as été-sàis inportance pour I e n a i n t i " l _ 1 " ^ L a _ l e l i g i o n julve (id., 14). fI senble aussique Heine ait eu certaïrres hotiô"àïà'u"""
(cr.a ce sujet r""""i-r"ù"r.,
de lrhébreu H e r i t a g e of a poet, Baltimore 194g, 671de Diissel-d.orf . car ai r pour être éru à cette charge Ie père du poète ôevait sane d'oute compter parni les
j u l f s p l e r r x d . e l a v i l l e , l e s r a l s o n s q u ' i l i n v o q u e p o u ] 3
anoDer son fils à plus de dévotion' telles qur ellee n o u s s o n t r a p p o r t é e s à l a f i n d u f r a g n e n t c l e s M é m o i r e s '
sf appuient pfus sur d-es intérêts matérieIs et Berson- n e l s ç F l e g u r u l l e s o l i c l e e o n v l c t i o n r e l i g i e u s e t | | M o n
c h e r f t t s ! T a u è r e t e f a i t . é t u d ' i e r } a p h i } o s o p h i e
a u p r è s d u r e c t e u r S c b a l l m a y e r ' C r e s t s o n a f f a i r e ' M o l t ô e m o n o ô t é , J e n r a i m e p a s l a p h l l o s o p h i e e a r e l l e nrest çtue superstitl0n, et je suis-::Ï"tnant et
j, al besoln ôe ma tête pour mon magasin' {Eu peux être philosopbe autant que tu Ie veux' mais' ie tren prier DB Ôis pas publiquement ce que tu Benses car
tu me nutrais d'ans mes affaires si mes clients appre- naient que j, a1 un fils qui ue eroit pae en Dleu ; en
p a r t i c u l l e r r ' " " i u i f s n r a c h è t e r a i e n t p l u s d e v e l o t r r s
anglals clnez noi' et ce sont dles gens honnêtes ; ils paient comptant et ont bien raison d'e tenir à Ia
rellglon. Je suis ton père ' clonc plus âSé que toi
€tr d-e ce falt' plus expérlnenté aussi i tu peux ôonc ne erolre sur parole lorsque je ne permets de te dire
que lratbéisme est un grancl péehéÉ (1)'
Ainsl, }e présid'ent de Ia "Soeiété pour ltexer- olce ôr actlons humanitalres et pour la récitation d'es psaumes' savait trouver errvers son fils un langage
èlreot sù les intérêts d'r iei-bas trouvaient leur oomPte.
(1) Ucrke, WI t 511 '
r1 06t cer&ctérlstique
quc no*r ne trouvlons d.rns lcs ocuvrcs ."lgblggraphiquee
d,c Eclne eueu,,G elluelen à ua cncolgrr"-éflql&û"1'n6u""o,
qu'11 semb'e evolr epprls s c u l e n c a t à 1fégorq aon plus qurlu B e r Mlzweh qut ccxres- ponr è peu prèa à Ie prenlère comqunlon d.ee cathollquer e t censacrG lrad.nlssloa dos enfa'te ê e ' s r_r commu'auté julvc 10rr d,e leur treizlèqe
8nnéG. Nur.le pert non p'us, a a u e reo trouvono trece, dens lrenfence d . u p e è t e r d.?rrng
; r e t l q u e d ' e l a 31b1c qui ûêr8 plur terd r @ u r l r h e n n e ed'ultc une révé1et10a bour-cvergentc.
Mâme 'ce nons .cs g r e n d e o rôtes Julvee Rogh Hasehoneh e t y c n Klppour nc r o n t j r n e L r mentlomér .
f] epperelt d.onc que l_es années d.renfance de Heine ont été merquéce p.,r uns ind.ifférence
essêz grn'd.e à l t é g r r d ' dcr rites
e t d e c cr@yences du Judcïone. Dl.rutres é l é n c a t o ' religionr à c ô t c d'e cctte ebsence d.rrrnç v é r i t a b l e
a&Foût unG lnfluence gur le eonportemcnt rorrl ct rcrlgleux d,u jerrne garç@n s 1r a^mbiti;;.-i"-r"
r è r c r Qui v& sr trouver an @IDp'Sltion e v e c r.cs eopire- t l o n e p r o f o n è e s d.e lrenfent, l r m e l e è l c d.u pèrcret l t c a t o u r e g e s e e l a l eonstitué par le popufeti;;;;;
g r e a d ' c nnJorlté eethollquc, d c l e vlr_le d.e Dûseolcorf.
Hcine cut unc rèro gneuececat le prcgremne f o a c t l e n d c l a cerrièrc ]-ul techent Crailleure
s é t h o d l e r ê r éteblisslr.t a o i - d e g é t u d e e d . e son filc etr futr.æc qurello iaaglneit leu:r
f c l r c p r e u v e êe sonpleose
\
\
\
\
\
e t c h a n g e r s e s ù t ê t r e f a v o r a b l e s '
C t e s t a i n s i o u t e l ' l e a u r a i t
que son f ils d-evlnt su.ecessirrernent
dignitaire drEmniret
riche comnlexqantt
juriste far'-reux' De ces Proietsr
l-e troi-
stème se rêalisera êÏr partie ' p''risolre
Treine lrrt Ôocteur
s n { J r o i t ' e * ' " a u c u r r " t ' ' ' ' " ' - s . ' - r é v e i } } e r s a s y m p a t h i e ( 1 ) ' E n r e v a n g h ê r B e t t y l l e i n e " r g p D o s a r é s o l u m e n ' t a u p e n c b a n t
Ô e s o n f i l s p o u r l a - T ' o é s i e ' C \ t e z u n e n f a n t a u s s i s e n s i b l e
oue 1,éra* le jeune """"'' cê
:îi*"î:.1":ffi-:;:"::";"-
prof onôes. certes' i} ne nourrira ti'";;"t'
:,,
oourtant
:îî,"-J ": iffi î+ïï:'ffi;: "'u
suivis avec obéissan"" "
--^-ïrrru ôe }a plupart Ôe mes
::: j.i:J ]* :' "' î j'i :;::"''" " =':li'î" :îï
. g e o i s ê s r c a f c e s Ô e r n i è r e s n e e , o l r e s o o n d a i e n t j a m a i s a
\
\
\
vnon naturelo (2) '
11 y eut Ôonc uÊ conflit latent entre un enf a*
''*tt
se senrait att*ê par la poésie et une
:::'; î:*""tt
:""'":ï* :î ;ï" J ilïï iii: ll;'xï": "
pl-us tarô lleine ' t"" serait ' disait-e q u i n e P t t a r r i v e r " ( ' ) '
. r ^ r - q s s é
.t "
l"
-
_, re cro*:,,Des ="1, "ïiiJi:"t"";"-îî:î:î"::i
(1) 11 "too1lî"--"ri"*uouï1,
u' urour"" rr--"""uistieue romaine r
,"" ,*toersites" ;..î:,]'o|,vrr
, +65) re splenôtt"i:;;"" . . . rr (werkr
1a iuri"Ptol ,,,iZ
\
\
\
\
\
\
\
l;)Ggt'vrr ' +61
(r) lbiô'
les rapports ef l r i n v e r s e . d e
c e u x d'f""tit"
d e H e : .
;ffi;" :ï,îîi,ï, +iï ïïïïî,îj: r:î"
des traits
qui r,*r;:."-:": alors
Que ÛIqe ,o"r,n
Que nous que l renjouenent
et ,trentent
au sarason
;" :"i"
eut bien a sensibirité:t"" H e i n e des M é n o i r e s r '
t e l g Dans les deux cas,
s ê e o n p l è t e n t
e t q u i
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o ' a è faire \
mn :: "" *ï:îï" -ï"î;':' î *" nère qui
ï : "';",,'é, énent :,ff ïï'""":ï ï1f ""ï"",ï
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energique par
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coneeÏ??e
t"" nlt-"lJî le père' ce
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de I'enfantr
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de Heine et il plan dans rr
or' I'atmosphère
famlr r"rt to"t" de renversement
,ï:iiJ :ï:l"".ff '
;":.#e
j oue un rôle de preni er
si la nère
";::.i:ji:î:.::ïî:f:"ï:î::"ï"",
nais aussi
ts représen_
ee et ,. o"r"Ï.1t":lt douceur et r.e
":t"t
leur turivers'
de I'image arïi:.'
Dieu n'est done
"o,rottuu"'
'e pèr" est la ror- 'ent
que Ia transposition
l l f a i s le ior,*^ ._
r . r a u t o r i t d
" ' " * "
H e i n e f
t ta puiss.""J.t
;,ffl""t" du côté de sa nère
r- ?élénent
""rr1' ^".:
t"*"
a ainsi contr "tT"tn de son pèrer cé{sn1 vesres rites ;'"ï_:"
î ".r-"."î
;- ibué à arraibr ir en 1ui
observer
, "at"
sera
Pour l-ui que de le nanquera
de foree
et d.e consistance. llout préclisposalt donc Ie jettne Harryt enfant hypersensibler à trn sceptieisme précoce' Aussi
est-ce cÙans lratmosphère qui a baigaé ses premières années quril faut chercher lrorigine eles ôéchirenents intérieurs
quriJ. connaltre PIus tard.
Dans les écrits autobiographiques, les pages les plus touchantes gont eonsacrées au père clu poète. certesr Hei-ne a proclané bien haut son attachenent à sa mère et les poésies
quriJ- consacra à ceJ.l-e-ci sont enpreintes drune énotion et ôf'ne tencrresse clont on ne peut mettre en cloute la si-ncérité:
trDePuis que je ntai PIus vu na nère Douze années déià se sont écou1ées;
Mon ennui et na nostalgie vont croiesant J e n | a s p i r e r a i s p a s t a r r t à r e v o i r l l A l l e E a s l e S i n a m è r e n r é t a i t P a s l à - b a s " ( 1 )
1 1 é p r o u v a p o u r s a n è r e r r n e a f f e e t i o n p r o f o n ô e e t f u t t o u - jours soucieur ôe ne lui causer aucune peine' Crest ainsi q u | i l s l e f f o r e e r a p l - u s t a r c l d e l u i c a c h e r s a d ' o u l o u r e u s e m a - laùie. Uais il. apparait pourtant que le conflit latent quril y eut entre eu:r D'e fut pas satrs laisser de traces ebez lui' Dans 8e8 @!Igr oÙ clu moins clarrs le fragnent qui nous est P a r v e n u ' o n a e o u v e n t l l i n T F r e s s i o n q u | i l p a r l e p l u s v o ] . o n t i e r s
ôe son père que d'e sa uère'
I ' 3 1 9
tra tl1fféreace de plen est frappante. Dane les tr[éuolres cre Mr cre schnabelewopgki, oeuvre en gra'cr.e partle eutobiographique, ra soène d.a.ns lequelre Ie j e u . a e homne qultte se6 parentg est caractérlstlque !
"l4g* père était r1â.ole 1a mellreure cru nonde ...
J t a l b e a u c o u p a i n é m o n p è r e n . - - - - '
n ' e mère ... ne d'onna .-- une bonne écr.uoationn (1) nDde o h e m l s e nère flt ? ] 1 e y _ m l t a u s s i u n e u ô n â e - l e ç o n - - . ] . - u o oetle-nêne n? val-lse i aveo ohaque
.père ételt prôf oncténent émt- . . . -î"r"
1r prit - d.es e i s e a u x ' c o u p a I a p e t l t e natià-aË-"à
" [ c i " - i a î à "
e t m e d ' o n n a cette petlte natte Ào
" à o o " n i r . J e I e p o s s è d e _ e n c o r " ^ 9 t je. pleurà iâ"jà,os loreque j e contemple ces flns chevetur pouaiéJ;.:;-iËi.
c o m m e o n Ie voit, crest surtout vera son père que re p o r t e n t l e s é r a n s de sa sensiblrité. A l o r g q u e le eère, f e n n e p r a t l q u e , rul prod.igue de bons consells tout e' f e i s a . t s a v a I l s e , e f e s t 1 e p è r e q u l a re geote, dicté per 1o sentiment, cle 1ul clonner une mèche d.e geg oheveu)r.
s l - I t o n f a l t re blr-an d,ee lnfluences fsmirlaresl
@ n s l a p e r ç o i t Q*êr dans sa formatlon affectlve, pertant r e J - l g i e u s e et poétiquel Helne d,olt prus à gon père qurà s a m è r e . r,e poète re savalt bl-en 3 ns& raison (cie sa mère) e t s a s e n s i b t l l t é é t a l e n t la santé nâme, et ce nreet pas d ' ? e I I e q u e Jtal hérité le'sens d.u fantasttque et clu
( 1 ) W e r k e ; f V r 9 4 . ( 2 1 r b i È . , 9 6 .
""rye
ronanesquerr ( t ).
Nous avons vu que les ambitiOns maternelles forcèrent lrenfant à entreprend.re une foule d.e choses qui ne lui plurent guère : physique et mathématiques' lorsquril
é t a i t d e s t i n é a u s e r v i c e d e } r E m p e r e u r r c o m m e r c e
et finances, qui devaient faire de lui un émule d'e ltoncle Salomon, jurisprud'ence enfin, qui ne lui fut guère plus u t i l e . c e r t e s , M m e H e i n e d . o n n a to u j o u r s l r e x e m p l e d ' r u n e activité et d.run dévouement sans bornes, nrhésitant pas à sacrifier r'm jour ses bijoux pour que son fils ptt fréquenter lruliversité. tr{ais ses a.ubitisrs ne tenaient aucun compte d.es aspirati.ons profond.ee cl'u futur poète'
S a . m s o n H e i n e , } u i , a v a i t u n c a r a c t è r e q u i l | a p p a r e n t a i t aux artistes et aux poètes : par son intuition tout
d | a b o r d ' , q u i } u i p e r n e t t a i t d . e s e n t i r d ' e s c h o s e s q u e
d.f autres srefforçaient en vain d,rappréheniler au moyen d.e l.eur raisonr par sa naTveté aussi' ce côté enfanti'n
( f ) IlVerke, VIIr 466. - 11 est intéressant d e c o n s t a t e r que Heine éonsidérait une trop bonne santé ssmme ur signe ae vuiga"itz "rors qu, i-l_pensait que Ia malad-ie ennçblit. cf. par exeroplé : "l-e peuple italien tout entier est iaiaâé- ittte"ieurement, €t les gens malad'es sont vraiment toujours plus nobles que les gens en
bonle santé". (nei.se von,ug+chen fracrr-Eénrrai @$i' III ' 27O) Après Novali-s, mais avaffiner-it pense que-fa naladie et Ia souffrance peuvent être des instnrnents d'e purssance et cle savoir : "81 pourtant, quels d'oux rêves nous
avens po i"i"à l- nà" d'escend'àts' qui jouissent drune bonne
""ttie, 1€ comprend'ront à peine' Autour de nous disparaissaj,ent toules les splendeurs du mond'e et nous les retror rriorr" tout au fond- ile notre â'me' Dans notre âne se réirrgiaient }e parfi'rm d'es roses piétinées et le chant i;ïil" d.oux àe"
"o""ignols
apeurés".
Memoiren d.es Herrrr von schnabel,ewopski (rilerke, IV, 132)'
-ilittf"", 546-549
crui d'onnait rrn aspect fa'taisiste à tout ce n a i t , m ê m e a u nétier de sold.at quril ainalt et les beaux unifor^mes.
q u t i l e n t r e p r e - p o u r Ie plttoresque
11 se serait entouré d.e ses animaux préférés, chiens et chevaux, ei Betty nry avait mis bon ordre dès le déuut de reur
union' Avant que la nalad.j-e ne vînt altérer sorr caractère, il res- p i r a i t 1 a j o i e d.e vivre.'-son f i l s n o u s 1e montre comms ,,,,
h o m n r e g a i , optimlste, avide de plaisirs. M a i s ir_ ne voyait n u r l e m e n t que Ies côtés ensoleirlés de Ia vle. r - a m i s è r e le t o u c h a i t et sa grande eompassion re poussait à sroccuper d.es pauvres quril aidait financièrement, d.ans l_a nresure d.e ses moyensr tout en r-eur prod.igua't d.es conseir-s inspirés par une p h i l o s o p h i e eharltable et pratique. r a d é l i c a t e s s e d.u coeur s ralliait chez r-ui à Ia générosité et i1 possédait re don d.e savoir donner avec élégance.
0 r r s i r e s Ménoires nous d.écrivent le père du poète coEme un honme sensible et faible, d.es d.ocr,rments néd.icaux prouvent que samson Heine était en fait r.m grand. malade et que sa narad.ie créa, au sein d.e sa fanirre, un d.rame penna_
n e n t q u i assonbrit If ad.olescence d.e Heine.
D è s l e 5 février 1 8 1 9 1 le banquier Salomon Heine et son frère Henry - ce d.ernier était courtier à Hanbourg - avai_ent faitr p&r lrintemédiaire drun notaire hanbourgeoi_s, une dena'_
d.e df i:rterd.iction à lrégard. d.e Samson (t ). Ce d.ernler fut sou_
mis à r.m exenen médical qui fit ressortir que samson Heine s o u f f r a i t d , e p u i s p l u s de cinq ans de crises drépilepsie et de
( 1 ) cf. M. Rosenbacher,
, i n c h i c h t e r X I I I
Mitt e ilmgen
( t g a o ) , 231-237
coilnrlsions qui d.uraient de quelques minutes à r'rne d'emi-heure et apparaissaient de deux à quatre fois par jour à Ifépoque de lrexa.men. Après les crises, il ne se souvenait de rien' Le rapport nédical soulignait lrinstabilité clu malad'e qui
se livrait à des actions "préjudiciables aux siens' que ne com- nettrait jtnais un conmerçant raisonnable'r' Depuis deux a'ns
son intellect et sa mémoire étaient affalblis de telle sorte quril se présentait conme un faible dresprit mêne en d'ehors des c r i s e s . I } y a v a i t c l o n c l i e u d ' e l e m e t t r e e n t u t e } l e .
s u r l r i n i t i a t i v e d e I a j u s t i c e r u n c o n s e i l d ' e f a r n i l l e s e rélmit qui ctécid.a, à ltr.manimité, que Samson devaitt pour faibles- se dtesprit, être confié à tm curateur' f'e nal-acl'e' Qui se trouvait alors à Ha^nbourg, fut entendu par un tribrrnaL' Deux crises drépi- lepsie se d.éc1arèrent lors d.e lraud'ience. 0n lui notifia l-a d'enan- d e d r i l t e r i l i c t i o n e t ] r a v o c a t d . e s f r è r e s H e i n e s o ] l i c i t a d e l a v i l - le cle Dtlsseldorf la nomination'l.d'run curateur' ce d'ocument fut t r a . n s n i s L e Z d . é c e n b r e 1 8 1 9 à l t o r d . r e d . e s ' a v o c a t s p o u r ê t r e i o i n t a u d . o s s i e r .
on ignore tout ile ]a suite d.onnée à cette procéd'ure, mais au cours de lran'ée suivante lJl,le d.emande fut aclressée par lravocat Rathgen cle Ha^nbourg au roi du Danemark en vue dtobtenir pour sa"mson
e t s a f a . n i l l e l r a u t o r i s a t i o n d e s é j o u r n e r à O l d ' e s l o e ( t ) ' T . r e s t e r r e s c l e c e t t e r e q u ê t e r Q u i e s t d a t é e d u 4 j u i l l e t 1 8 2 0 ' s o n t
( 1 ) cf. Mittei n der wissenschaftlichen Gesellschaft-Éllr T.iteratur lurd Theatert K i e l , v r ( t g e 8 ) , 1 , 2 - 5 -
cette fois-ci plus précis eneore. La requête renoate aux "baaquiers hambourgeois saromon et Hen'y lleine.. . q u l agiesent... a n r e e lt a s s e n t i m e n t d . e 1 f é p o u s e d.e 'eur
frère id.iot et i-nbécl1e - _
saneon Eer-ne'. rre voud.raieat que "leur frère sassoa Heine, çtui eouffre d.'id.iotie et d.'inbécilLlté causées par d.es
c r i s e s d r é p i I e p s l e , r e ç û t 1a peruiseion d.e eriasÈaller e È d . r h a b i È e r avec ea fanirre à Oldesroe, afin quril y ptt pread.re continuellement d.es baine sal_insl commê cela lui est reconrnand.é par ses rnéd-eoias'. on aJouûe expres_
s é n e n t q u e r-tintéressé nra nurlement lrintenËion d.e faire du eornrueree ou d.e sroccuper d.raffairee à ord.esroe. on
@se espérer que 1a d-emande trouvera un accuell favorable Épuisque 1es pétiti-onnalres prennent à Leur charge lreatre_
tiea et ra subsistance d.e reur frère id,iot - brôd.sinnig _
et d.e ea fa-nl'le . . . ". a cette pétitioo étrr"lffiEË
plusleurs pièces d-ont cette attestation d.u d.octeur cohen d-e Hanbourg, du ] juillet 1g20 : nJe sousslgné eertifie que Monsleur sanson Helne d.e Diisseld.orf a eouffert très souventr pend-ant r-es d.ix-huit mois où Je lrai eoigné, d'ruae épilepsie viorente. rad.ite nalad.ie étalt habi-
tuelleuent accompagnée d.rattaques apoplectiques ; aelres_ci peuvent eatralner très facilement une vériteble apoplexie, vn que re cerveaur pâx suite d.es fréquents ébranrenents eubls et en raison d.rune conditlon physrque partlculière, sry trouve nettement d.isposé. rl faut égarenent tenir e o n p t e d-e 1tétat d.rinconsclence et d.e falblesse dresprit q u i lui reste après La crlse . . . ,,.
un autre nédecln, 1e d-octeur réw d.e Eamborxgr
confirne le ténoigaage de son eonfrère et ajoute quraprès les erlsee samson Heine ',reste d.ans 'n état d.rapathle et d-rlnbécilltté - B1ôd.slï.'n - qui rend_eat presque inpossible t o u t eatreti"o Ë G Ë î u l e a v e c t u i ..1,.
Daté tlu I0 aott 1820r un rapport du raairc ct d'u oonecil raunicipal clc Ia vitlc cttolcLcgloe estime guril y a licu dc donncr suitc à Ia d.cmardc dtinstallation dang ccttc villc. II précise ccpendant quel pour évitcr à La oomuns lrobligatlon de prend:rc en charge Ie nalade rrpar euitc de lrapparrvrissonent éventucl de cc nalheurcux qui nrest soutcntr quc par la bicnvcillance dc ses dcux frèrce, richcs tous dcuxrrl ocs besoins et ccux das siens clerrront ôtrc guffisaa!ûcnt assurés I octte sécurité eerait obtcanrc dc Ia fagon la plus pratique si nune naison était aohctée au nom dc Sa'nsoa Eclnc et si l-ton srenta€pait tout drabord à ce qtrtcllc ne ptt êtrc lrypothéqrée sous auoun prétsrte nais que sa \raleur et son rapport éventucl ecrviseent à la subgistance d'u propriétairc et dc sa f a n i l l c a u e e i l o n 8 t c n p s q u c c c g d e r n i c r s s é j o u r n c r a i c n t
à Olctesloe ou pourraicnt être à la chargc tlc la conmune ; dc plus un homnc etr, résid'ant d'ans Ie pays, derrrait
en pr-endre- 1r engageuent
hypothécaircmcnt'r.
Juritliqucncnt et
T e ] - e e t d . o n c l c c l i r n a t p s y o h o l o g i q u e t l a r r s l e c n r e l s e for:ocra Ia personnalité ctu futur poète, cnfant $persen-
siblc dont lce aspirations proford.cs eont contrariées par unc nèrc ctérrouée mais autoritaire et favorisées par un pèrc génércux ct ainablc nais faiblc et fantaisistc'
Ia naladie d.u père d.onnera un aspect tragique à coe d i s s o n a n c e s g n l e s a c c e n t u a n t . E l l e s c n t r a l n e r o n t u n e
a t t i t u d e c r i t i q u e n é g a t i v e c o r r d u i s a n t a u s c e p t i c i s m e r e l i - g i e r r x . o n a p u r é e r r m e r c o m m e s u i t l e s c o n s é q u e n o e s d l u n tel cffacenent d-u Père :
. / . .
r r Tln père inconsi-stant, t u - i s e r a i t e n q n e l o u e sorte comme r e p l u s g r a n d - d - e s e n f a n t s d . e s a fer,ne...Drapporterai-t pas à I t e n f a n t 1 a s é e u r i t é affective o u r i - ] _ l _ . , . r i f a . u t , ni _r-a d e n s i t é v i r i - l e à l a q u e l l e i l a b e s o i n ce sIaffronter d,une m a n i è r e ou d'une autre suirrant son sexe. 11 est déç* sans
I e s a v o i r p a r l a p a t e r n i t é terle qufil }a connatt et risque d e p l a q u e r sur Dieu riont on r'.r1 parle r-es traits du pana.
i d é a l q u i l-u1- nanquent. rr risg.r-1s aussi... de ng trouver aucun intérêt { cette recherctrëJ,( 1 ) . Lrn enf ant ol-acé d.ans u n e t e r l - e situation s e r a i t d-onc particul_ièrernent exposé à c o n n a l t r e d-es d-outes et d.es hésitations en matlère re]_i- g i e u s e . Heine sembl-e Stre une illustration p r o b a n t e de cette thèse qui nous pemet d.e mieux eomprend.re le jeu d.es
( 1 ) Abbé l,{arc Oraison, -Anour ou eontrainte? ,duelques aspecrs p s y c h o l - o g i q u e s de l-'éd.uca!ion rel-lgieuse r p a r i s 1 9 ) 6 ,
c e t a s l e c t t l r a m a t i q u . e d r u n e çitua.tion f a n i ] 1 a r e p e r t u r : b é e , d o n t l e s r é p e r c u s ^ s i o n s se font sentir tout su J-ong cle I_a vie d e l - r l n d i v i d - u r a ét-Â sout igné par la nsychol_ogie moderne.
c h a - r l - e s B a u d o i n , a o r è s a v o l r c o n s t a t é lùi au-csi our,ril est b i e n c o n c e v a b l e q u e l e s e n t i m e n t r e l i g l e u x s o i t i n t i m e m e n t l i é a v e c l e s e n t i m e n t f a n i r i a . f ", note =eurir y a d.é.ià rrr1me l o r s g u e I e f i l s s t a p e r ç o i t e r l e l _ e o è r e n r e s t p a s n a r f a i t , t r d - r a m e . . . 1 m p l i q u é
d a n s l e s c r i s e s r e _ l _ i E i e u s e s u l t é : : i e , _ r - e s , , . Î f a , f . l f i r m e q u e d : . n s torls les cas cl_e crise religieuse, j l a l 1 e u d - e r e c h e r c h e : : r-e choc orovolué par Ia d.éception sur: i l e s D a r e n t s - r l i n s i s t e s u r l e f a l t q u e l e s u ô c o n s c i e n t i n - t e r v i - e n t a l - o r s . r l a d é c e p t i o n f i r _ 1 a l e j o u e c e rôle crlvi__
1 é g i é d - a n s 1 a g e n è s e s u b c o n s c i e n t e d e s r c r i s e s r : : e l i g i e u s e s . . . l r i n a g e d - t u n D i e u p e r s o n n e r . . . f a i t p a - e t i e d _ u s y s t è m e s J n n - b o l i c l u e t p è r e r r . ( Charl-es Baudoin,
r e l i g l e u x , p a r i s 1 9 j 7 , 2 4 , 2 6 , 2 g )
cas dê Heine, ces j:rfluences ont "ahs ctoute été cléter- m i n a n t e s ( 1 ) .
' ' / "
I influences fa^niliales dans
o"fitg et clu comPortement
besoin dc resPecter.
fa for"nation d'e la Person- cle chaquel rnq.ividu. - l t . Dans lel
(.1) Cctte atnosphère fa$iliale a eu peut-être df autres o o n e é q u e n c e s . o t l p e u t l u i a t t r i b u ô r t o u t d ' | e b o . r d
Ic caractère cyclôtbynique qui fut celui de Heinet ce ca,ractère étant provoqué par des cqntraintes subies cla,rs ltenf111ce. Lteffacement du père peut cxpliquer aussir en partie du moins, certains as- p"àt", aéroutati" to prenier abord, du conportement âu poète. En'effet, une telle sit'atiorn familiale p"oi
""tralner
Itévolution suivante 3 Le père ne rcprésentant pas ltexemple gue Ie garçon stefforoera drégaler ou dà dépasser, Ia mère ttevie,nt ltunique
séo;ritO, oe qui provoque un 'raccrochagerr d'angereux ponr la iuture vfrfffte clu f,ile ; .la qère tlevient 1a iep" unique; iaeate a qli il d'oit un bespect absolu' Par la suitei r" ga"çon étendra cet amou!-respect à toutes les f;me"I Lô*soril sera parvernl à lrfue adultcl Ie véritable anor:r sera Iié por:r lui au r€s- peot aùsolu. Un tel homc va dono être paradoxalement Itira par lcs femee de bas êtage çrurlil ntaura paspar lcs IgIuuoE lrt' uctÈt suq6q YE I
, dc respecter. I
I
Ce echéna oorrespord à cc qtre lrion conna'ît.dle ra vie scntinentare de Heiue. Lrauteuri a" !i9*99 Cha^nts a Pllr en effet, écrire quelqtreq uns des-plus ffipàai"" atanour d.e 1a littérature allcnand'et
tout en rccherchaut cles plaisirs facilee auprès dæ tsmeE gal'antes cle Eambourg, Iondres ou Pa'ris'
hfin, toute cléoeption sur Ie Inère réeliend à suaciter le ohoix d.run père id'êal s q1"?11r proresseurl oéIébrité dl.u présent ou grald home d'q lrh:.stolroo Llad.miration presqus
""tt" bo"tt que Bcine rrouera à ùapoléon ne bôunàtt-elle, à c8té die 4onbrer:x autres
;;i;;;r ii+"" son orisine de 14 "4énissionrr du
p è r e ? I I l
I , t . .
in, i9p4., Passim
l , l
cf: à
fe suJet Charles Baudoijnr l9P4i!"
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