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Le mouvement de la population de la France pendant l'année 1885

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(1)

J OURNAL DE LA SOCIÉTÉ STATISTIQUE DE P ARIS

T. L OUA

Le mouvement de la population de la France pendant l’année 1885

Journal de la société statistique de Paris, tome 27 (1886), p. 313-318

< http://www.numdam.org/item?id=JSFS_1886__27__313_0 >

© Société de statistique de Paris, 1886, tous droits réservés.

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(2)

JOURNAL

DE LA

SOCIETE DE STATISTIQUE DE PARIS

No 1 0 . — OCTOBRE 1 8 8 6

LE MOUVEMENT DE LA POPULATION DE LA FRANGE PENDANT L'ANNÉE 1 8 8 5 .

Le Journal officiel du 24 août contient le résumé, par département, du mouve- ment de la population de la France pendant Tannée 1885. Nous reproduisons ce tableau en le faisant suivre, comme terme de comparaison, des totaux relatifs aux qualre années précédentes.

Le fait capilal qui se dégage de ce document est la diminution progressive des naissances. Cette diminution, qui avait été bien faible de 1882 à 1884, s'accentue en 1885, où Ton voit le chiffre des iiaissances, descendre tout à coup de 937,758 à 924,558, soit, en une seule année, une différence en moins de 13,200 naissances.

En rapportant les naissances à la population elle-même, leur mouvement dé- croissant se dessine comme il suit :

NAISSANCES POPULATION. NAISSANCES. par

1,000 habitants.

1881 . . . . 37,6727000(1) 93^057 2^49 1882 . . . . 37,769,000 935,566 2.48 1883 . . . . 37,886,000 937,944 2.48 1884 . . . . 37,945,000 937,758 2.47 1885 . . . . 38,030,000 924,558 2.43

Celle diminution n'affecte d'ailleurs que les naissances provenant d'unions légi- times, comme on peut s'en assurer par les chiffres ci-après :

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1881 866,918 3.11 1882 864,261 3.06 1883 . . . 863,731 3.08 1884 . . . 862,004 3.04 1885 . . . 850,087 2.93

(1) Résultat du dénombrement.

(2) Les enfants légitimes ont été rapportés aux mariages de Tannée précédente.

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— 316 —

Il y a eu, au contraire, une augmentation presque continue dans le nombre absolu ou même relatif des enfants naturels.

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1881 70,079 7^48 1882 71,305 7.63 1883 74,213 7.91 1884 . . . 75,754 8.08 1885 74,171 8.02

Pour la période entière, le rapport des naissances à la population est de 24.2 p. 1,000. On obtiendrait une expression plus rapprochée de la fécondité de la popu- lation, en rapportant les naissances aux femmes de 15 à 45 ans. En procédant ainsi, on trouve que, depuis longtemps, le nombre des enfants qui naissent chaque année est au nombre des femmes ainsi désignées dans le rapport de 11 à 100. La cons- tance de ce rapport permet de conclure que ce n'est pas la fécondité proprement dite qui a changé. La diminution constatée dans la natalité générale tient presque exclusivement à la diminution du nombre des mariages.

Chaque année, et à cet égard 1885 ne fait pas exception, le nombre des garçons est supérieur a celui des filles dans une proportion qui a été longtemps de 106 à 100, mais qui, depuis 25 ans environ, est descendue à 105. Mais c'est dans les enfants mort-nés ou morts avant que leur naissance ait été déclarée que la prépon- dérance masculine s'accentue principalement ; elle n'est pas moindre, en effet, de 145 p. 100, et ce rapport ne comporte que de très faibles variations.

Quant au nombre même des mort-nés, il varie avec le nombre des naissances, mais son rapport aux naissances se maintient entre 4.6 et 4.4 p. 100. Il y a d'ail- leurs beaucoup plus de mort-nés dans les naissances d'enfants naturels que dans celles qui proviennent du mariage. En 1885, les rapports sont respectivement de 7.83 et 4.85.

La diminution relativement considérable qui s'est produite en 1885 dans le nom- bre des naissances a été, en partie, compensée par une diminution à peu près correspondante dans celui des décès : de 858,784, chiffre de 1884, le nombre des décès est descendu, en 1885, a 836,897.

L'accroissement de la population résultant de l'excédent des naissances sur les décès s'est donc élevé à 87,661. Il n'avait été en 1884, par suite de l'invasion du choléra, que de 78,974; mais il s'était élevé successivement à 96,843 en 1883, 97,027 en 1882 et 108,227 en 1881.

On peut estimer, d'après cela, que le recensement qui a été effectué, comme on le sait, le 30 mai dernier, mais dont on ne connaît pas encore le résultat, accusera pour la France continentale un chiffre de plus de 38 millions d'âmes, abstraction faite de l'excédent de l'immigration étrangère qui n'a cessé d'augmenter à chaque dénombrement, mais qui, d'après certains indices, a du. éprouver .depuis 1882 un temps d'arrêt.

Sur les 87 départements (y compris le territoire de Belfort) dont se compose

aujourd'hui la France, on en compte 28 dont la population a diminué en 1885 par

suite de l'excédent des décès sur les naissances. Parmi ces derniers, il y a lieu de

citer particulièrement les déparlements de l'ancienne Normandie (Seine-Inférieure

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exceptée), le Gers, le Lot-et-Garonne, le Tarn-et-Garonne, etc., qui figurent chaque année dans la série des déparlements en diminution. Ce n'est pas que, dans ces déparlements, la mortalité soit excessive — elle est plutôt au-dessous de la moyenne, mais c'est là que la natalité est la plus faible; il y a longtemps qu'on l'a constaté.

Nous avons pu nous assurer que dans tous ces départements, le chiffre de la population est aujourd'hui inférieur à ce qu'il était au commencement du siècle, et ce mouvement décroissant ne semble pas encore être sur le point de s'arrêter.

Pendant la période qui nous occupe, le nombre des mariages a suivi la marche ci-après dans ses rapports avec le chiffre de la population :

MARIAGES MARIAGES. par

1,000 habitants.

1881 282,079 7?5 1882 281,060 7.4 1883 284,519 7.5 1884 289,555 7.6 1885 283,170 7.4

La moyenne est, comme on le voit, de 7.5 mariages par 1,000 habitants, et on doit ajouter que ce rapport est resté au même taux depuis 1877. Il était auparavant de 8 p. 1,000, ce qui plaçait la France au rang des pays où l'on se marie le plus. Il semblait cependant que la nouvelle loi du recrutement, en abaissant la durée du service militaire de 7 à 5 et même à 4 ans, aurait dû avoir pour effet d'augmenter le nombre des mariages. S'il n'en a pas été ainsi, c'est que la guerre franco-alle- mande, en frappant sur nos jeunes soldats, a diminué la population apte au mariage, et qu'il y a eu ensuite une crise économique qui a aggravé la situation au moment même où elle tendait à s'améliorer.

Pour la première fois, la statistique de 1885 fait mention des divorces. Déjà, en 1884, et bien que la loi du divorce ne soit entrée en vigueur que le 27 juillet de celte année, les tribunaux avaient accueilli 1,657 demandes de divorce; mais par suite des délais prévus entre la date du jugement et la déclaration du divorce à l'officier de l'état civil, le plus grand nombre de ces divorces n'ont dû être pro- noncés que l'année suivante :

Dans le cours de l'année 1885, 4,227 divorces ont été déclarés devant l'état civil, dont 1,465 dans le seul département de la Seine.

C'est là, pour une seule année, un chiffre qui paraîtra excessif, car il dépasse de beaucoup le nombre des séparations de corps, lequel s'est élevé en 1884 à 2,821 ; mais il ne faut y voir que le résultat d'une liquidation presque générale d'une foule d'unions mal assorties remontant bien loin dans le passé. Lorsque la loi, encore toute récente, du divorce aura régulièrement fonctionné pendant plusieurs années, on reviendra, sans doute, à une situation plus normale qui permettra de déterminer les véritables conditions de la statistique dont il s'agit.

Actuellement, les relevés indiquent que la grande majorité des divorces portent sur des hommes et des femmes relativement âgés et ont été amenés par la rupture d'unions déjà anciennes. Ces résultats ne sont donc pas comparables à ceux des pays où le divorce s'exerce depuis longtemps et avec une certaine régularité.

Dès Tannée 1885, 664 divorcés se sont mariés; il ne sera pas sans intérêt d'in-

diquer leur répartition :

(7)

— 318 —

Garçons et divorcées 71 Veufs et divorcées 30

(et filles 365

Divorcés jet veuves 100 (et divorcées 98 Il résulte de ce tableau que 563 hommes divorcés ont contracté de nouveaux liens, dont 98 seulement avec des femmes divorcées.

Pour les femmes, la proportion a été bien moins avantageuse, le nombre des femmes divorcées qui se sont mariées n'ayant été que de 199.

Revenons au total des mariages. On a dit plus haut qu'il s'est élevé, en 1885, à 283,170, mais, d'autre part, il y a eu dans la même année, 266,080 dissolutions de mariage dont 261,853 par la mort d'un des époux, et 4,227 par suite de divorce.

D'où cette conséquence que le nombre des couples mariés existants se trouve augmenté de 17,090.

Cette augmentation avait été de 24,048 en 1884; 21,807 en 1883; 20,675 en 1882 ; 25,675 en 1881. On voit par là que, bien qu'un certain nombre de divorcés se soient remariés, le divorce tend à diminuer le nombre des ménages légitimes.

Mais il faut attendre encore quelque temps avant de pouvoir se prononcer définitive- ment sur ce point délicat.

{Économiste français.) T. LOUA.

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