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Vol.9 Junho/84 221
SEVERIDADE E PREV ALÊNCIA DE PATÓGENOS DO FEUOEIRO NO ESTADO DO ESPIÍUTO SANTO 1981/1982
ÁLVARO FIGUEREDO DOS SANTOS! JOSÉ TADEU ATHAYDE2 BRAZ EV. PACOVA2 & ÁLVARO A.T. VARGAS2 !EMBRAPA/CEPLAC, Caixa Postal 7,45600, Itabuna - BA
2Empresa Capixaba de Pesquisa Agropecuária - EMCAPA, Caixa Postal 391 , 29000 - Vitória - ES.
(Aceito para publicação em 09/02/84)
RESUMO.
SANTOS, A. F.dos, ATHAYDE, 1.T.,PACOVA,B.E.V.&VARGAS, A.A.T. Severidade e prevaléncia de pató-genos do feijoeiro no Estado do Espfito Santo. Fitopatologia Brasileira 9:221-226. 1984.
Foram amostradas 47 lavouras de feijoeiro durante três safras consecutivas, ."seca" e "águas" de 1981 e "seca" de 1982, para verificar os patógenos que ocorrem no Estado do Espírito Santo.
A antracnose (Colletotrichum lindemuthianum (Sacc. et. Magn.) Scrib.) foi a doença que apresentou os maiores valores para: índices médios de severidade (2,6; 2,0 e 2,28), índices de prevalência (2,91; 2,33 e 2,28) e índices de doença (4,53; 2,14 e 2,58), nas três safras amostradas, respectivamente.
A mancha angular (Isariopsis griseola Sacc.) foi a doença de ocorrência mais freqüente nas áreas amostradas (85%, 53% e 78,5%), embora com índices médios de severidade (1,95; 1,69 e 1,85), índices médios de prevalência (2,35; 2,00 e 1,72) e índices de doença (3,89; 1,79 e 2,49) inferiores aos apresentados pela antracnose. Constatou-se, além disso, a presença da ferrugem (Uromyces phascoli (Pers.) Wint. var. typica), da mancha gris (Cercospora vanderysti P. Henn.), da mancha de Ascochyta (Ascochyta sp.), da murcha de Sclerotium (Sclerotium rolfsii (Curzi) West), da mancha foliar de Alternaria (Alternaria sp.), do mofo branco
(Sclero-tinia sclerotiorum (Lib.) de Bary), da murcha de Fusarium (Fusarium sp.), crestamento
bacte-riano comum (Xanthomonas campestris pv.phascoli (Smith) Dye) e de virose.
ABSTRACT
Severity and prevalence of bean pathogens in the Espirito Santo State, Brazil, 1981/82
A disease survey was conducted during three consecutive crops of beans at 1981 "dry" and "rainy" seasons, and 1982 "dry" season, in order to study the pathogens occurring in the
State of Espirito Santo, Brazil. .
Bean anthracnose (Colletotrichum lindemuthianum (Sacc. et Magn.) Scrib.) presented highest figures for: average indexes of severity (2.6; 2.0; and 2.28); prevalence indexes (2.91 ;
222 FITOPA TOLOGIA BRASILEIRA 2.33; and 2.28); and disease indexes (4.53; 2.l4; and 2.58) for alI three sampled crops, respec-tively.
Angular leaf spot (Isariopsis griscola Sacc.) was the most frequent disease of sampled areas (85%; 53%; and 78,5%), although showing average severity indexes of 1.95,1.69 and 1.85; average prevalence indexes of 2.35, 2.00 and 1.72; and disease indexes of 3.89, 1.79, and 2.49; lower than those presen ted by anthracnose. Moreover, bean rust (Uromyces phascoli (Pers.) Wint. var. typica); gray spot (Cercospora vanderysti P.Henn.) Ascochyta leaf spot (As-cochyta sp.); southern blight (Sclerotium rolfsii (Curzi) West;Alternaria leaf spot (Alternaria sp.); white mold (Sclerotinia sclerotiorum (Lib.) de Bary;Fusarium yellows (Fusarium sp.); common bacterial blight (Xanthomonas campestris pv. phascoli); and virus diseases.
INTRODUÇÃO
o
feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) é cultivado em todo oEstado do Espírito Sa n-to, principalmente nas microrregiões homo -gêneas de Colatina, Colonial Serrana Esp iri-to-santese, Vertente Oriental do Caparaó e Baixada Espírito-santense.O cultivo do feijão no Estado compre -ende duas safras. Asafra "da seca" (fevereiro ajunho) e a "das águas" (setembro a janei-ro). Embora os resultados de pesquisas mos-trem a possibilidade de obtenção de
rendi-mentos elevados (Candal Neto & Vieira,
1979; Pacova et ai., 1983a e Pacova et aI., 1983b), a cultura no Estado é, em geral, efe-tuada com baixa tecnologia e, na sua maio-ria, em consorciação com milho e outras cul-turas, que contribuem para o baixo rend i-mento do feijoeiro.
Outros fatores também participam nes-se baixo rendimento e, dentre estes, as per-das ocasionadas pelos fitopatógenos são rele-vantes. A incidência e severidade das enfer-midades, nas diversas regiões produtoras do Espírito Santo, variam de acordo com as cul -tivares empregadas, os elementos climáticos e avariabilidade dos patógenos. Embora seja um Estado de pequena extensão territorial, tem-se problemas fitossanitários diversos. Al-guns patógenos, por sua ocorrência ocasional ou por suapouca importância para a cultura, não acarretam em prejuízos consideráveis: no entanto, outros causam redução
acentuá-da da produção.
Devido à carência de informações, efe -tuou-se este trabalho, visando avaliar a seve-ridade, a incidência ea prevalência das doen -'ças que ocorrem no feijoeiro, em regiões p ro-dutoras do Estado.
MATERIAL
E
MÉTODOS
Selecionou-se um total de47 áreas, d u-rante três safras consecutivas ("seca" e "águas" de 1981 e "seca" de 1982), nas quais foi observado um ciclo completo, nas rnicrorregiões Colonial Serrana Espirito -san-tense (Afonso Cláudio e Domingos Martins), Vertente Oriental do Caparaó (Conceição do Castelo) e Baixada Espirito-santense (Linha -res). Em cada município, foram escolhidas, ao acaso, e demarcadas áreas de 20 x 20m, em plantios de feijão solteiro. As plantas en -contravam-se com cerca de 10-13 dias após a emergência.
Foram observadas lavouras com as cu l-tivares Preto vagem branca, Preto vagem roxa, Preto 60 dias, Rio Tibagi e Rico-23, do grupo Preto, e Bico de Ouro, Tico-Tico , Manteigão e Carioquinha, do grupo de cor.
Em cada área de observação foram coletadas informações, durante todo o ciclo da cultura, sobre a severidade, a incidência e a prevalência das doenças.
Em cada avaliação, percorreu-se toda a área demarcada e adotou-se o critério para graduação da severidade de cada doença,
Vai. 9
atribuindo-se graus de um a quatro, sendo 1
=
ausência de doença; 2=
traço ouinte n-sidade leve; 3 = intensidade moderada; e 4=
intensidade severa.Para adeterminação do índice de pre-valência, porcentagem de plantas com cada doença, adotou-se a escala proposta por Lehman et aI. (1976), com graus de 1 (I a 5%),2 (5 a25%),3 (25 a 50%),4 (50 a 75%) e 5(75 a 100%dasplantas infectadas).
O índice de doença foi calculado base-ando-se na porcentagem de áreas de observa-ção com a doença e nos índices de severida-de e prevalência (Sediyama et al., 1979).
As observações coletadas nas áreas amostradas foram complementadas por in-formações colhidas em inspeções de campo realizadas nestas regiões.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os dados obtidos encontram-se nas Ta-belas 1,2 e 3.
De acordo com as informações obtidas junto aos agricultores, nas lavouras onde
fo-ram demarcadas as áreas de observações, sabe-se que as sementes de feijão usadas são oriundas, em sua maioria, de produção pró -pria e/ou de vizinho. Não são efetuados quaisquer tratamentos químicos das semen -tes usadas para plantio.
Observou-se a presença de antracnose (Colletotrichum lindemuthianum (Sacc. et Magn.) Scrib.), em 60%,46% e 50%das loca-lidades arnostradas, nas três safras, respecti -vamen te, notando-se que, na "seca" de 1981, esta doença ocorreu com maior freqüência e severidade (Tabela 1). A antracnose foi a doença que apresentou maiores índices mé-dios de severidade (2,6; 2,0 e 2,28), de pre-valência (2,91; 2,33 e 2,28) e de doença (4,53; 2,14 e 2,58) nas três safras amostra-das.
As cultivares locais Preto vagem bran-ca, Preto 60 dias, Manteigao, Preto vagem roxa, Rico-23 e Tico-Tico apresentaram-se
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severamente atacadas por C lindemuthia-num. Em algumas áreas constatou-se que a incidência de C. lindemuthianum OCOrreu severamente na fase de plântula, e tal fato encontra-se relacionado com o uso de semen -tes infectadas por este patógeno.
A maior freqüência de incidência de antracnose no feijoeiro verifica-se, geralmen -te, nas microrregiOes Colonial Serrana Espi-rito-santense e Vertente Oriental do Capa-raó, preferencialmente produtoras de feijão do Grupo "Preto" e caracterizadas por tem-peraturas amenas e umidade relativa elevada. No município de Linhares, localizado na Baixada Espirito-santense, a ocorrência
de antracnose é esporádica, sendo que, que-das na temperatura verificadas na safra "da seca" de 1982 e o uso de sementes conta-minadas, favoreceram um surto desta enfer-midade neste município.
A mancha angular (Isariopsis griseola Sacc.) foi a doença prevalente nas áreas amostradas (85%,53% e 78,5%), embora com índices médios de severidade (I,95; 1,69 e 1,85), índices médios de prevalência (2,35; 2,00 e 1,72) e índices de doença (3,89; 1,79 e 2,49) inferiores aos apresentados pela an-tracnose. A cultivar
Manteigão
apresentou alta suscetibilidade a esta doença.Constatou-se, além disso, freqüência relativamente elevada de ferrugem (Uromy-ces phaseoli (Pers.) Wint. varotypica), em 65% e 64,2% das lavouras amostradas, nas safras "da seca" e "das águas" de 1981 (Ta-belas 1 e 2), embora com os índices de doen-ça correspondendo a apenas 1,96 e 1,05, en-quanto que, na safra "da seca" de 1982(Ta -bela 3), verificou-se em apenas 15% das la-vouras, com um índice de 0,34. A ferrugem é uma doença de ocorrência generalizada nas regiões produtoras do Estado.
A mancha gris (Cercospora vanderysti P. Henn.) foi encontrada em 30%, 2J,4% e 23% das lavouras observadas, com baixos ín-dices de doença, 1,31; 0,41 e 0,63. As culti-vares Manteigão e Tico-Tico apresentaram-se suscetíveis a esta enfermidade. A mancha
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gris é de ocorrência comum nas microrre-giões Vertente Oriental do Caparaó e Colo-nial Serrana Espirito-santense.
Outras doenças observadas foram a mancha de Ascochyta (Ascochyta sp.), a murcha de Sclerotium (Sclerotium rolfsii (Curzi) West), a mancha foliar de Alternaria
(Alternaria sp.) e o mofo branco (Sclerotinia
sclerotiorum (Lib.) de Bary = Whetzelinia
sclerotiorum (Lib.) Korf e Dumont), que se
apresentaram com baixos índices de doença. Entretanto, para o mofo branco, na safra "da seca" de 1982, foram constatadas infec-ções severas em plantios localizados nos mu -nicípios de Domingos Martins, Conceição do Castelo e Iúna (Santos & Athayde, 1983). Estes autores relatam, também, que em vá-rios locais foi observada as estruturas que caracterizam a ocorrência da forma perfeita desse fungo, os apotécios.
Na safra "das águas" de 1981, consta-tou-se a presença de Fusarium sp. em 21,4%
FITOPATOLOGIA BRASILEIRA
das lavouras amostra das (Tabela 2). Esta sa-fra foi caracterizada por um período chuvo-so intenchuvo-so.
O crestamento bacteriano comum
(Xanthomonas campestris pv. phaseoli (Smi
-th) Dye) e o Mosaico Comum ocorreram res -pectivamente com baixa incidência de 15,3% e 23,0% das lavouras amostradas, apenas na safra "da seca" de 1982 (Tabela 3). Estas en -fermidades são comuns nas microrregiões Baixada Espirito-santense, municípios de Pi -nheiros, São Mateus e Linhares, produtores tradicionais de feijão do Grupo de Cor, ca-racterizadas por temperaturas elevadas.
AGRADECIMENTOS
Os autores agradecem a J.L. Bezerra -CEPEC/CEPLAC pela revisão do Abstract e a J.C.R. Pereira - EMBRAPA/CNPSD pelas sugestões apresentadas.
Tab. 1. Porcentagem de lavouras infectadas, médias de severidade, de prevalência e de índice de doenças observados em 20 lavouras de feijoeiro nas microrregiões Vertente Orien-tal do Caparaó e Colonial Serrana Espírito-santense , Espírito Santo. Safra "da seca" de 1981.
Lavoura com Média de Média de Indice da
DOENÇA doença Severidade Prevalência doença
(%) (a) (b) (c) Antracnose ... 60,0 2,6 2,91 4,53 Mancha angular. . . 85,0 1,95 2,35 3,89 Ferrugem ... 65,0 1,70 1,78 1,96 Mancha gris ... 30,0 1,55 2,83 1,31 Mofo branco... 25,0 1,35 1,40 0,47 Murcha de Sclerotium
.
. . .
. . . .
5,0 1,05 1,0 0,05 Mancha de Ascochyta ... 20,0 1,20 1,5 0,36Mancha foliar de Alternaria ... 10,0 1,1 1,0 0,11
(a) Indíce de severidade: 1 (ausência de infecção) a4 (instensidade severa) (b) Indice de prevalência: 1 (1 a 5%) a 5 (75 a 100%de plantas infectadas)
(c) Índice de doença: %de lavouras infectadas x índice médio de severidade x índice médio de prevalência/100.
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Tab.2. Porcentagem de lavouras infectadas, média de severidade, de prevalência e de índice de doenças observados em 14 lavouras de feijoeiro nas microrregiões Vertente Orien-tal do Caparaó e Colonial Serrana Espiríto-santense, Espírito Santo. Safra "das águas" de 1981.
Lavoura com Média de Média de Indice da
DOENÇA doença Severidade Prevalência doença
(%) (a) (b) (c) Antracnose ... 50,0 2,28 2,28 2,58 _Mancha angular. . . .. . .. 78,5 1,85 1,72 2,49 Ferrugem ... 64,2 1,64 1,00 1,05 Mancha gris . . . . ... 21,4 1,28 1,50 0,41 Murcha de Fusarium ... 21,4 1,21 1,33 0,34
Mancha foliar de Alternaria ... 7,14 1,07 2,00 0,15
Mancha de Ascochyta ... 35,7 1,35 1,2 0,57
(a) Índice de severidade: 1 (ausência de doença) a 4 (Intensidade severa) (b) Indíce de prevalência: 1 (1 a 5%) a 5 (75 a 100% de plantas infectadas)
(c) Indíce de doença: %de lavouras com a doença x índice médio de severidade x índice de prevalência/l 00.
Tab. 3. Porcentagem de lavouras infectadas, média de severidade, de prevalência e de índice de doenças observados em 13 lavouras de feijoeiro nas microrregiões Vertente Orien-tal do Caparaó, Colonial Serrana Espirito-santense e Baixada Espirito-santense, Espí-rito Santo. Safra "da seca" de 1982.
Lavoura com Média de Média de Indíce da
DOENÇA doença Severidade Prevalência doença
(%) (a) (b) (c)
Antracnose ... 46,0 2,00 2,33 2,14
Mancha angular. . ... 53,0 1,69 2,00 1,79
Ferrugem ... 15,0 1,15 2,00 0,34
Mancha gris . . . .. . . 23,0 1,38 2,00 0,63
Murcha de Sc1erotium ... 7,7 1,07 1,00 0,08
Mancha de Ascochyta ... 38,4 1,38 1,40 0,74
Mancha foliar de Alternaria ... 30,7 1,30 1,00 0,39
Mofo branco ... 7,69 1,07 1,00 0,08
Mosaico comum ... 23,0 1,23 1,00 0,28
Crestamento bacteriano comum .. 15,3 1,15 1,00 0,17
(a) Indice deseveridade: 1(ausência de doença) a4(intensidade severa) (b) Indice de prevalência: 1(1 a 5%) a5(75 a100%de plantas infectadas)
(c) Indice de doença: %de lavoura com a doença x índice de severidade x índice médio de prevalência/l 00.
226 FITOPATOLOGIA BRASILEIRA LITERATURA CITADA
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MICROORGANISMOS ASSOCIADOS Á PODRIDÃO
00
CERNE DE ÁRVORES VNAS DE EUCAL YPTUS SPP.NA REGIÃO DE GUAIBA, RSH.A. DE CASTROI & T.L. KRÜGNER2
IDepto. deFitossanidade - ESAL, Cx.Postal 37, 37200 - Lavras, MG. 2Depto. de Fitopatologia - ESALQ, Cx. Postal 9, 13400 - Piracicaba, SP.
(Aceito para publicação em 12/02/84)
RESUMO
CASTRO, H.A. & KRUGNER, T.L. Microorganismos associados àpodridão do cerne de árvores vivas de Eu-calyptus spp.na região deGuaiba, RS.Fitopatologia Brasileira 9:227-232.1984.
Vinte prováveis himenomicetos, nove dos quais portando grampos de conexão, foram ob-servados nos isolamentos em BDA e Malte-Agar a partir do ceme de árvores vivas de
Eucalyptus
spp. na região de Guaiba, RS. Além destes, vários deuteromicetos e ascomicetos foram também isolados. Inonotus rheades (Pers.) Pilat foi o único himenomiceto encontrado na forma de basi-diocarpos em tronco de árvore viva com ceme apodrecido.ABSTRACT
Microorganisms associated with a heartrot of living Eucalyptus trees in the Guaiba region, RS Twenty probable hymenomycetes, nine of which have clamp connection, isolated from
the heartwood of living Eucalyptus trees in the Guaíba region, RS, were observed in culture using BDA and Malt Agar media. Various deuteromycetes and ascomycetes were also isolated.
Inonotus rheades (Pers.) Pilat was the only hymenomycete to produce basidiocarps on the