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Síntese da produção agropecuária do Espírito Santo 2016/2017 [recurso eletrônico].

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DOCUMENTOS Nº 257

ISSN 1519.0528

SÍNTESE DA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA

DO ESPÍRITO SANTO 2016/2017

Edileuza Aparecida Vital Galeano

Fernanda Secchin de Melo Sperandio

Josiene Freire Rocha

Liliâm Maria Ventorim Ferrão

Luiz Carlos Santos Caetano

Tiago de Oliveira Godinho

Vitória, ES 2018

(4)

© 2018 – Incaper

Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural

Rua Afonso Sarlo, 160, Bento Ferreira, Vitória, ES – Brasil Caixa Postal 391 - CEP 29052-010 Telefax: 55 27 3636 9868 [email protected] www.incaper.es.gov.br DOCUMENTOS Nº 257 ISSN 1519-0528 Editor: Incaper Agosto 2018

CONSELHO EDITORIAL DO INCAPER Presidente – Gilson Tófano

Gerência de Transferência de Tecnologia e Conhecimento – Sheila Cristina Prucoli Posse Gerência de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação - Luiz Carlos Prezotti

Gerência de Assistência Técnica e Extensão Rural - Célia Jaqueline Sanz Rodrigues Coordenação Editorial - Liliâm Maria Ventorim Ferrão

Membros:

André Guarçoni Martins Cíntia Aparecida Bremenkamp José Aires Ventura

Marianna Abdala Prata Gustavo Soares de Souza Renan Batista Queiroz Romário Gava Ferrão

Arte-finalização: Liliâm Maria Ventorim Ferrão Capa: Luan Artem (estagiário)

Foto da capa: Maria Amélia Gava Ferrão Ficha catalográfica: Merielem Frasson da Silva

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AGRADECIMENTOS

Agradecemos aos membros do projeto Sistema de Informações da Produção

Agropecuária Capixaba

– (SIPAC) do Laboratório de Extensão em

Desenvolvimento de Soluções – (Leds) do Instituto Federal do Espírito Santo –

(Ifes) Campus Serra.

A todas as pessoas e instituições que direta ou indiretamente contribuíram para a

elaboração desta publicação

.

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APRESENTAÇÃO

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – (Incaper) disponibiliza mais uma edição da Síntese da Produção Agropecuária do Espírito Santo referente aos anos 2016 e 2017, a qual oferece à sociedade um conjunto de informações que contextualizam a situação da agropecuária no Estado.

Esta publicação vem suprir uma demanda da sociedade, que busca informações sobre a agropecuária capixaba. Portanto, seu objetivo principal é disponibilizar informações estatísticas da produção agropecuária do Espírito Santo evidenciando aspectos da importância econômica e social desse setor. Para esta finalidade, foram levantados dados estatísticos por meio das principais instituições de pesquisa do segmento.

Trata-se de um documento conjuntural que pretende mostrar as mudanças ocorridas no setor. Os dados da produção agropecuária contidos nesta terceira edição refletem o contexto da crise hídrica vivenciada pelo Estado em 2015 e 2016, que contribuiu para uma produção inferior àquela observada em 2014. Por outro lado, apesar de ainda relativamente menor, a produção do ano de 2017 reflete o início de tendência de recuperação.

Dentre os produtos da agropecuária que evidenciam a retomada do crescimento da produção estão o café conilon, frutas tais como, a banana, o mamão, o coco, a tangerina, a laranja, o morango, a melancia, a goiaba e a uva. No grupo da olericultura se destacam o tomate, o inhame e o gengibre. Na agricultura também merece destaque o crescimento da produção de pimenta-do-reino. A produção de carnes e ovos também apresentou crescimento significativo em 2017.

As informações aqui disponibilizadas nesta publicação são úteis para diversos agentes, tais como: produtores rurais e suas organizações; instituições de assistência técnica e extensão rural; empresas privadas ligadas ao agronegócio; agentes públicos responsáveis pelo desenvolvimento de ações estratégicas e políticas públicas voltadas para esse setor.

Espera-se também que este documento sirva como uma fonte de consulta para a comunidade científica, facilitando o acesso e a sistematização dos dados de produção da agropecuária, bem como para a realização de estudos nas áreas de ciências agrárias, econômicas e sociais. Tais estudos podem contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias de produção, bem como para a avaliação de

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resultados e impactos de sua adoção.

A divulgação mais ampla das informações da agropecuária também permitirá avaliar a representatividade das mesmas, identificar possíveis correções necessárias, além de contribuir para a melhoria na metodologia de coleta e processamento dos dados, uma vez que informações mais precisas e atualizadas são fundamentais para o setor dinâmico e inovador da agropecuária.

Gilson Tófano Nara Sthefania Tedesco Medrado Rocha

(10)

LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Distribuição espacial da produção de café conilon em 2017. 27 Figura 2. Distribuição espacial da produção de café arábica em 2017. 27 Figura 3. Distribuição espacial da produção de banana em 2017. 30 Figura 4. Distribuição espacial da produção de mamão em 2017. 31 Figura 5. Distribuição espacial da produção de coco-da-baía em 2017. 33 Figura 6. Distribuição espacial da produção de abacaxi em 2017. 34 Figura 7. Distribuição espacial da produção de maracujá em 2017. 35 Figura 8. Distribuição espacial da produção de cacau em 2017. 36 Figura 9. Distribuição espacial da produção de laranja em 2017. 37 Figura 10. Distribuição espacial da produção de tangerina em 2017. 38 Figura 11. Distribuição espacial da produção de limão em 2017. 39 Figura 12. Distribuição espacial da produção de uva em 2017 40 Figura 13. Distribuição espacial da produção de manga em 2017. 42 Figura 14. Distribuição espacial da produção de goiaba em 2017. 43 Figura 15. Distribuição espacial da produção de tomate em 2017. 46 Figura 16. Distribuição espacial da produção de inhame em 2017. 47 Figura 17. Distribuição espacial da produção de batata-inglesa em 2017. 47 Figura 18. Distribuição espacial da produção de gengibre em 2017. 48 Figura 19. Distribuição espacial da produção de pimenta-do-reino em 2017. 50 Figura 20. Distribuição espacial da produção de feijão-preto e carioquinha

em 2017.

52

Figura 21. Distribuição espacial da produção de mandioca em 2016. 53 Figura 22. Distribuição espacial da produção de milho em grãos em 2017. 54 Figura 23. Distribuição espacial da produção de cana-de-açúcar em 2017. 56 Figura 24. Distribuição espacial do efetivo de bovinos em 2016. 61 Figura 25. Distribuição espacial da produção de leite em 2016. 64 Figura 26. Distribuição espacial do efetivo de galináceos em 2016. 66 Figura 27. Distribuição espacial da produção de ovos de galinha em 2016. 68 Figura 28. Distribuição espacial do efetivo de suínos em 2016. 69 Figura 29. Distribuição espacial da extração de lenha em 2016. 72 Figura 30. Distribuição espacial da extração de madeira em tora em 2016. 72 Figura 31. Distribuição espacial da produção de madeira em tora em 2016. 75 Figura 32. Distribuição espacial da produção de lenha de eucalipto em 2016. 75

(11)

Figura 33. Distribuição espacial da produção de borracha em 2017. 76 Figura 34. Distribuição espacial da produção de carvão vegetal de eucalipto

em 2016.

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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1. Produção e Valor Bruto da Produção Agrícola 2014 a 2017. 18 Gráfico 2. Participação % no Valor Bruto da Produção Agropecuária 2016 22 Gráfico 3. Participação percentual dos produtos na produção agrícola em

toneladas em 2017

23

Gráfico 4.Participação percentual dos produtos agrícolas no total de área colhida em hectares em 2017

23

Gráfico 5. Histórico dos níveis de produção e rendimento médio do café no Espírito Santo.

25

Gráfico 6. Preços recebidos pelos produtores de café no Espírito Santo 2016-2017

28

Gráfico 7. Preços pagos aos produtores de banana no Espírito Santo 2016-2017

31

Gráfico 8. Preços recebidos pelos produtores de mamão no Espírito Santo 2016-2017

32

Gráfico 9. Preços recebidos pelos produtores de coco e abacaxi no Espírito Santo 2016-2017

33

Gráfico 10. Preços recebidos pelos produtores do maracujá em 2016-2017. 35 Gráfico 11. Preços recebidos pelos produtores de cacau no Espírito Santo em

2016-2017.

37

Gráfico 12. Preços recebidos pelos produtores de citros no Espírito Santo em 2016-2017.

39

Gráfico 13. Preços recebidos pelos produtores de uva no Espírito Santo em 2016-2017.

41

Gráfico 14. Preços recebidos pelos produtores de goiaba no Espírito Santo em 2016-2017

44

Gráfico 15. Preços recebidos pelos produtores de legumes no Espírito Santo 2016-2017.

48

Gráfico 16. Preços recebidos pelos produtores de gengibre no Espírito Santo em 2016-2017

49

Gráfico 17. Preço pago ao produtor de pimenta-do-reino no Espírito Santo em 2016-2017.

51

(13)

Gráfico 19. Preços recebidos pelos produtores de feijão no Espírito Santo em 2016-2017.

53

Gráfico 20. Preços recebidos pelos produtores de mandioca no Espírito Santo em 2016-2017.

54

Gráfico 21. Preços recebidos pelos produtores de milho em grãos no Espírito Santo em 2016-2017.

55

Gráfico 22. Preços recebidos pelos produtores da cana-de-açúcar no Espírito Santo em 2016-2017.

56

Gráfico 23. Preços recebidos pelos produtores de boi gordo e vaca gorda no Espírito Santo em 2016-2017.

62

Gráfico 24. Preços pagos aos produtores de pecuária no Espírito Santo em 2016-2017.

63

Gráfico 25. Preços pagos aos produtores de vaca no Espírito Santo em 2016-2017.

63

Gráfico 26. Produção de leite no Espírito Santo 2016-2017. 64 Gráfico 27. Preços pagos aos produtores de leite no Espírito Santo em

2016-2017.

65

Gráfico 28. Preços pagos aos produtores de frango no Espírito Santo em 2016-2017.

67

Gráfico 29. Preços pagos aos produtores de ovos de galinha no Espírito Santo em 2016-2017.

68

Gráfico 30. Preços recebidos pelos produtores de suínos no Espírito Santo em 2016-2017.

69

Gráfico 31. Participação percentual no valor dos produtos do agronegócio exportados pelo Espírito Santo em 2017.

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1. Participação do valor adicionado bruto da agropecuária no valor adicionado bruto total em cada município – ano 2015.

17

Tabela 2. Valor Bruto da Produção Agropecuária 2016 19 Tabela 3. Área colhida, quantidade produzida, rendimento médio, variação da

produção em relação ao ano anterior e participação no total da produção nacional das principais UFs, em 2017

24

Tabela 4. Área colhida e produção da cafeicultura no Espírito Santo, em 2017, segundo a Conab

26

Tabela 5. Área colhida e produção da cafeicultura no Espírito Santo, em 2017, segundo o IBGE

26

Tabela 6. Área colhida e produção da fruticultura no Espírito Santo, em 2017 29 Tabela 7. Área colhida e produção das olerícolas no Espírito Santo em 2017 45 Tabela 8. Área colhida e produção de pimenta-do-reino no Espírito Santo 50 Tabela 9.Área colhida e produção de culturas alimentares no Espírito Santo 51 Tabela 10. Área colhida e produção da cana-de-açúcar no Espírito Santo 55 Tabela 11. Área colhida e produção da cana-de-açúcar no Espírito Santo 57 Tabela12. Área colhida, produção dos produtos agrícolas, no Espírito Santo 58 Tabela 13. Efetivo dos rebanhos no Espírito Santo 59 Tabela 14. Produção de origem animal no Espírito Santo 59 Tabela 15. Abate de animais, produção de leite e ovos no Espírito Santo 60 Tabela 16. Produção da aquicultura no Espírito Santo em 2016 70 Tabela 17. Quantidade produzida e valor da produção da extração vegetal no

Espírito Santo

71

Tabela 18.Produção de goma resina de Pinus elliottii no estado do Espírito Santo

73

Tabela 19. Quantidade produzida e valor da produção da silvicultura no Espírito Santo

74

Tabela 20. Exportações de produtos do agronegócio pelo Estado do Espírito Santo em 2017

(15)
(16)

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

15

2 PARTICIPAÇÃO DA AGROPECUÁRIA NO PIB 16

3 VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA 17

4 DESEMPENHO DAS ATIVIDADES AGRÍCOLAS 24

4.1 CAFEICULTURA 24

4.2 FRUTICULTURA 28

4.3 OLERICULTURA 44

4.4 PIMENTA-DO-REINO 49

4.5 CULTURAS ALIMENTARES 51

4.6 CANA-DE-AÇÚCAR 55

4.7 OUTROS PRODUTOS AGRÍCOLAS 57

4.8 RESUMO DO DESEMPENHO AGRÍCOLA 57

5 DESEMPENHO DAS ATIVIDADES DE PRODUÇÃO ANIMAL 58

5.1 BOVINOCULTURA 60

5.2 AVICULTURA

66

5.3 SUINOCULTURA 68

5.4 AQUICULTURA

70

6 DESEMPENHO DAS ATIVIDADES DE EXTRAÇÃO VEGETAL E

SILVICULTURA

71

6.1 EXTRAÇÃO VEGETAL 71

6.2 SILVICULTURA 72

7 EXPORTAÇÕES DO AGRONEGÓCIO EM 2017

77

REFERÊNCIAS

79

APÊNDICES

81

Apêndice A - Preços médios recebidos pelos produtores em 2016 83

(17)
(18)

SÍNTESE DA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA DO

ESPÍRITO SANTO 2016/2017

Edileuza Aparecida Vital Galeano

1

Fernanda Secchin de Melo Sperandio

2

Josiene Freire Rocha

3

Liliâm Maria Ventorim Ferrão

4

Luiz Carlos Santos Caetano

5

Tiago de Oliveira Godinho

6

1 INTRODUÇÃO

Os acontecimentos ocorridos nos anos de 2016 e 2017 evidenciaram um desafio na cadeia produtiva da agropecuária. Como manter a produção diante das adversidades climáticas e crise da economia e ao mesmo tempo garantir certo nível de rentabilidade para o produtor? A baixa produção e consequente variação de preços observada nos últimos anos expõe as fragilidades do setor e ressalta a importância do planejamento para garantir a produção e sustentação do setor agropecuário.

Este documento apresenta a conjuntura da agropecuária do Espírito Santo nos anos 2016 e 2017. O conhecimento dos dados da produção agropecuária em cada um dos municípios do Espírito Santo é importante para o planejamento de políticas públicas. Em consonância com os objetivos do Planejamento Estratégico do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper, no que diz respeito aos indicadores de Produção Agrícola Bruta Estadual e Valor Bruto da Produção Agrícola Estadual, é de fundamental importância o acompanhamento da produção e produtividade da agropecuária nos municípios do Estado e a divulgação desses dados. As estatísticas da produção também são importantes para a avaliação dos resultados da aplicação das tecnologias desenvolvidas pelo Incaper e para a avaliação das políticas públicas voltadas para a agropecuária (GALEANO et al, 2016a).

1 Economista, D.Sc Economia, e Pesquisadora do Incaper; e-mail [email protected] 2 Zootecnista, M.Sc Biotecnologia, Extensionista do Incaper

3 Economista, Analista de Suporte Socioeducativo Iases/Incaper

4 Administradora de Empresa, M.Sc em Economia Doméstica, Analista de Suporte em Desenvolvimento Rural 5 Eng. Agrônomo, D.Sc. em Produção Vegetal, Pesquisador do Incaper

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A “Síntese da Produção Agropecuária do Espírito Santo 2016/2017” apresenta uma exposição geral e concisa dos dados da produção agropecuária capixaba referente aos anos de 2016 e 2017. O documento também traz figuras em forma de mapas da distribuição espacial da produção nos municípios. No que se refere ao acompanhamento dos preços, são apresentadas gráficos com os preços levantados pelo Incaper nos anos 2016 e 2017 conforme metodologia descrita em Galeano et al 2016b.

Os anos de 2015 e 2016 foram marcados pela crise hídrica, que contribuiu para uma produção relativamente menor que a observada em 2014. Em 2017, observou-se a retomada do crescimento para muitos grupos de produtos, com tendência de recuperação dos níveis de produção e produtividade após a estiagem que caracterizou os anos anteriores.

De acordo com os dados do IBGE, em 2017 a produção agrícola (lavouras permanentes e temporárias) foi 6,8% menor em relação àquela observada em 2016. A queda na produção de cana-de-açúcar foi a que mais contribuiu para o resultado negativo na agricultura. Na produção animal, o quantitativo de toneladas de abate de bovinos cresceu 13,9% e a produção de ovos foi 9,5% maior quando comparado ao ano anterior. Estes resultados foram favorecidos pelo trabalho de pesquisa e extensão rural desenvolvidos pelo Incaper e pelas políticas públicas apoiadas pela Secretaria de Agricultura do Estado direcionadas ao setor rural.

Os dados apresentados têm como principal fonte as pesquisas divulgadas pelo IBGE. As informações do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola - LSPA são obtidas por intermédio das Comissões Regionais de Estatísticas Agropecuárias – Corea e consolidadas em nível estadual pelo Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias – GCEA/ES. Ressalta-se que as informações agrícolas mensais por município obtidas no LSPA são preliminares e de responsabilidade do GCEA-ES.

2. PARTICIPAÇÃO DA AGROPECUÁRIA NO PIB

A participação da agropecuária no total do PIB estadual passou de 3,39% em 2014 para 3,76% em 20157. Apesar da pouca representatividade no total do PIB estadual, a atividade agropecuária tem

7 No que se refere aos dados de participação da agropecuária no Produto Interno Bruto - PIB, é importante

lembrar que este cálculo é feito com base na metodologia de valor adicionado. O valor adicionado refere-se ao valor adicional que adquirem os bens e serviços ao serem transformados durante o processo produtivo deduzidos os custos intermediários utilizados no processo. No caso das atividades agropecuárias, as quais utilizam trabalho, terra, máquinas e equipamento, capital de giro emprestado e diversos insumos, tais como sementes, fertilizantes e defensivos para produzir, é necessário considerar que tais insumos foram produzidos por outros setores de atividade. Assim, o valor adicionado refere-se ao cálculo do que cada setor ou ramo de atividade adicionou ao valor do produto final, em cada etapa do processo produtivo (FONSECA, 2004).

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grande importância econômica e social para os municípios. O município onde a agropecuária possui maior representatividade econômica é Santa Maria de Jetibá, onde a agropecuária representou 44,24% do PIB do município. A Tabela 1 mostra a importância econômica da agropecuária em cada município capixaba.

Tabela 1. Participação do valor adicionado bruto da agropecuária no valor adicionado bruto total em cada município – ano 2015.

Fonte: IBGE-PIB municipal, (2015).

3 VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA

O valor bruto da produção agropecuária corresponde a quantidade produzida vezes o preço recebido pelo produtor, conforme definido no levantamento de preços feito pelo Incaper (Galeano et al., 2016b). O Gráfico 1 apresenta o histórico de Valor Bruto da Produção Agrícola - VBPA (lavouras permanentes e temporárias) e a quantidade produzida em toneladas. Os dados indicam

Município % Município % Município %

Santa Maria de Jetibá 44,24 Pancas 16,85 São Gabriel da Palha 7,66

Mucurici 33,50 São Roque do Canaã 16,83 João Neiva 7,44

Brejetuba 32,55 Alto Rio Novo 16,54 Castelo 7,43

Vila Valério 31,48 Apiacá 16,14 Rio Novo do Sul 6,95

Santa Leopoldina 30,30 Ibatiba 16,12 Ibiraçu 6,63

Ibitirama 28,83 Rio Bananal 16,01 Guaçuí 6,62

Vila Pavão 28,25 Afonso Cláudio 15,53 Baixo Guandu 6,51

Itaguaçu 28,00 Mantenópolis 15,33 Atílio Vivacqua 6,04

Divino de São Lourenço 26,23 Vargem Alta 14,78 Barra de São Francisco 5,73

Muniz Freire 25,19 Marechal Floriano 14,74 Fundão 4,42

Irupi 24,97 Iúna 14,66 Linhares 4,29

Governador Lindenberg 24,77 São Domingos do Norte 14,07 Bom Jesus do Norte 2,63

Boa Esperança 24,69 Conceição do Castelo 13,97 Marataízes 2,59

Laranja da Terra 22,76 Mimoso do Sul 12,90 Guarapari 2,42

Alfredo Chaves 22,64 Venda Nova do Imigrante 12,50 Piúma 2,38

Pinheiros 21,98 Água Doce do Norte 12,47 Colatina 2,10

Montanha 21,89 Iconha 11,85 Viana 1,51

Ecoporanga 21,85 Dores do Rio Preto 11,66 Itapemirim 1,43

Águia Branca 21,70 Pedro Canário 11,44 Aracruz 1,13

Jaguaré 19,91 Nova Venécia 10,92 Anchieta 1,00

Marilândia 19,10 São Mateus 10,02 Cachoeiro de Itapemirim 0,99

Sooretama 18,11 São José do Calçado 9,74 Presidente Kennedy 0,67

Domingos Martins 17,97 Jerônimo Monteiro 9,67 Vila Velha 0,20

Ponto Belo 17,88 Muqui 9,09 Serra 0,16

Itarana 17,79 Conceição da Barra 8,87 Cariacica 0,14

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que no ano de 2014 a produção foi a maior em termos de toneladas (7,4 milhões), sendo que o Valor Bruto da Produção Agrícola atingiu R$ 7 bilhões. Nos anos de 2016 e 2017 a produção capixaba foi menor, tendo ficado em apenas 5,2 mil toneladas em 2017. Já o valor bruto da produção foi relativamente maior em 2016 (R$ 6,7 bilhões). A produção agrícola em toneladas caiu continuamente de 2014 a 2017 com elevação do VBPA, o que evidencia aumento dos preços médios.

Gráfico 1. Produção e Valor Bruto da Produção Agrícola 2014 a 2017.

Fonte: IBGE-LSPA (dez. 2014 a dez. 2017). Nota: Valores corrigidos para 2017, pelo IGP-M.

A estimativa de valor bruto da produção agropecuária - VBPA para o ano de 2016 foi de R$ 9 bilhões. A participação das atividades de agricultura no VBPA foi de 69,2%. Na agricultura os produtos mais representativos economicamente são café, banana, mamão, tomate e pimenta-do-reino. A cafeicultura segue como destaque na agropecuária do Estado, representando aproximadamente 36,2% do VBPA capixaba. A produção animal representou 25,9% do VBPA, sendo a produção de carne bovina, ovos, carne de aves e leite os mais representativos. A participação de carne bovina no VBPA foi de 7,7% e a de carne de aves foi de 4,6%. A produção de ovos representou 6,6% (Tabela 2).

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Tabela 2. Valor Bruto da Produção Agropecuária 2016 Produto Área colhida (ha) Produção Unidade Valor da produção (mil R$) Participação (%) Agricultura 639.882 5.541.573 6.229.219 69,2 Culturas Alimentares 31.901 171.619 t 118.446 1,3 Arroz em casca 198 491 t 531 0,0 Feijão comum 10.330 10.843 t 36.724 0,4 Mandioca 8.214 122.390 t 51.501 0,6 Milho em grão 13.161 37.897 t 31.080 0,3 Cafeicultura 423.285 515.367 t 3.262.373 36,2

Café arábica (em grão) 148.866 211.359 t 1.431.220 15,9

Café conilon (em grão) 274.419 304.008 t 1.890.452 21,0

Cana-de-açúcar e forragem 81.109 3.160.500 t 184.718 2,1

Cana-de-açúcar 71.733 2.845.580 t 134.063 1,5

Cana (forrageira para corte) 4.476 196.334 t 27.421 0,3 Milho (forrageira para corte) 4.900 118.586 t 23.234 0,3

Especiaria 6.834 12.856 t 290.132 3,2 Pimenta-do-reino 6.800 12.801 t 289.758 3,2 Urucum (cultivo) 34 55 t 374 0,0 Fruticultura 71.593 783.103 t 1.175.076 13,0 Abacate 335 4.294 t 7.689 0,1 Abacaxi* 2.429 46.326 und 65.615 0,7 Açaí (cultivo) 34 114 t 224 0,0 Acerola 95 994 t 1.331 0,0 Banana 23.385 262.566 t 369.370 4,1 Cacau (amêndoa) 22.340 5.507 t 53.426 0,6 Caqui 27 640 t 905 0,0 Coco-da-baía* 9.468 91.946 und 76.180 0,8 Goiaba 361 7.122 t 13.604 0,2 Graviola 8 172 t 719 0,0 Laranja 1.231 15.768 t 16.997 0,2 Lichia ou lechia 35 214 t 1.852 0,0 Limão 647 12.258 t 21.400 0,2 Mamão 6.035 251.365 t 371.059 4,1 Manga 1.216 13.553 t 11.256 0,1 Maracujá 1.310 25.391 t 43.606 0,5 Melancia 242 5.772 t 3.575 0,0 Morango 251 10.181 t 67.206 0,7 Noz macadâmia 660 480 t 3.754 0,0 Pêssego 31 230 t 653 0,0 Tangerina 1.299 25.701 t 32.250 0,4 Uva 154 2.509 t 12.406 0,1

(23)

continuação Produto Área colhida (ha) Produção Unidade Valor da produção (mil R$) Participação (%) Olericultura 24.267 896.147 t 1.186.874 13,2 Abóbora 923 10.271 t 8.454 0,1 Abobrinha 660 17.797 t 16.502 0,2 Agrião 25 500 t 1.021 0,0 Alface 3.662 99.133 t 144.644 1,6 Alho 72 850 t 7.755 0,1 Almeirão 30 720 t 526 0,0 Batata-baroa 339 4.860 t 17.214 0,2 Batata-doce 173 3.914 t 6.966 0,1 Batata-inglesa 255 6.400 t 12.635 0,1 Berinjela 117 2.119 t 2.243 0,0 Beterraba 356 7.632 t 13.299 0,1 Brócolis 163 4.047 t 10.456 0,1 Cará 120 4.560 t 8.275 0,1 Cebola 406 8.180 t 14.826 0,2 Cebolinha (folha) 267 4.148 t 10.979 0,1 Cenoura 383 7.641 t 12.887 0,1 Chicória 30 600 t 864 0,0 Chuchu 1.677 191.660 t 152.787 1,7 Coentro (folha) 166 2.200 t 7.158 0,1 Cogumelos comestíveis 1 1 t 34 0,0 Couve 214 6.001 t 14.174 0,2 Couve-flor 240 5.150 t 7.921 0,1 Espinafres 30 540 t 1.002 0,0 Gengibre (rizoma) 314 17.450 t 31.959 0,4 Inhame 2.692 80.528 t 119.985 1,3 Jiló 218 7.270 t 14.432 0,2 Maxixe (fruto) 18 360 t 452 0,0 Milho em espiga (verde) 755 8.334 t 9.650 0,1 Pepino (fruto) 186 9.351 t 8.700 0,1 Pimenta 2 26 t 291 0,0 Pimentão 514 21.253 t 30.407 0,3 Quiabo 231 2.483 t 4.719 0,1 Rabanete 50 750 t 650 0,0 Repolho 5.468 194.332 t 154.415 1,7 Rúcula ou pinchão 35 700 t 1.716 0,0 Salsa 851 10.675 t 31.507 0,3 Taioba (folha) 5 23 t 44 0,0 Tomate estaqueado 2.510 152.024 t 301.188 3,3 Vagem (feijão vagem) 109 1.664 t 4.138 0,0 Outros produtos

agrícolas 893 1.981 t 11.601 0,1 Palmito (cultivo) 893 1.981 t 11.332 0,1

(24)

Conclusão Produtos Área colhida (ha) Produção Unidade Valor da produção (mil R$) Participação (%) Produção Animal - - 2.329.226 25,9 Carnes - 224.873 t 1.225.315 13,6 Carne bovina - 73.036 t 691.916 7,7 Carne de aves - 130.207 t 411.995 4,6 Carne suína - 21.631 t 121.403 1,3

Leite, ovos e mel - - 1.057.642 11,7

Leite - 371.375 mil L 410.771 4,6

Ovos galinha - 274.360 mil dz 591.233 6,6

Ovos codorna - 61.769 mil dz 49.419 0,5

Mel - 544.853 kg 6.219 0,1

Aquicultura - - - 33.111 0,4

Peixes - 5.362.701 kg 28.817 0,3

Alelinos e larvas - 29.519 mil 4.269 0,0

Outros - - 25 0,0

Silvicultura e extração Vegetal - - 446.396 5,0

Extração vegetal - - 1.771 0,0 Lenha - 12.618 m3 432 0,0 Madeira em tora - 9.493 m3 1.069 0,0 Palmito (extração) 0,3 t 3 0,0 Aroeira/Pimenta Rosa 41 t 267 0,0 Silvicultura 44.175 - 444.625 4,9 Carvão vegetal - 38.506 t 17.287 0,2 Lenha - 285.179 m3 9.041 0,1

Madeira p papel e celulose - 4.050.068 m3 256.954 2,9 Madeira p outras finalidades - 1.471.911 m3 131.223 1,5 BorrachaNatural Coagulada 9.014 10.116 t 24.408 0,3 Resina 2.040 t 5.712 0,1

Total - -

9.004.841 100,0

Nota: * Quantidade em "mil frutos". Para o somatório do total da produção da fruticultura considerou-se um

fruto de coco e abacaxi igual a um quilo cada.

Fonte: Estimativa a partir dos dados do IBGE-PPM, IBGE-PEVS, IBGE-LSPA (dez. 2016), Pesquisa trimestral

do Abate, ovos, e leite (2017) e Incaper, (2017).

(25)

Gráfico 2. Participação % no Valor Bruto da Produção Agropecuária 2016

Fonte: IBGE-PAM, IBGE-PPM, IBGE-PEVS (2016), IBGE-LSPA/GCEA (dez. 2016), Pesquisa Trimestral do

Abate, ovos, e leite, (2017) e Incaper (2017).

Em termos de volume em toneladas, a cana-de-açúcar liderou com 42%, seguido pela fruticultura com 18,6% e pela olericultura com 17,8%. Em termos de ocupação de área agrícola, a cafeicultura lidera com 66,2%.

(26)

Gráfico 3.Participação percentual dos produtos na produção agrícola em toneladas em 2017

Fonte: Elaborado a partir dos dados do IBGE-LSPA (dez. 2017).

Gráfico 4. Participação percentual dos produtos agrícolas no total de área colhida em hectares em 2017

(27)

4 DESEMPENHO DAS ATIVIDADES AGRÍCOLAS

4.1 CAFEICULTURA

No Espírito Santo, as atividades ligadas a agropecuária, principalmente a cafeicultura tem grande relevância socioeconômica. O destaque do estado foi conseguido graças ao trabalho de pesquisa e assistência técnica desenvolvido. Mesmo com os desenvolvimentos recentes em pesquisa considerados significativos (FERRÃO et al., 2016), a cafeicultura praticada nas regiões capixabas ainda se mostrou pouco resistente as adversidades climáticas.

O Espírito Santo é o segundo maior produtor nacional de café, com 9,300 milhões de sacas anual, sendo responsável por 20,1% do café nacional em 2017.

No cenário nacional, verificou-se que em 2016, a produção de café no Brasil retomou a bienalidade positiva, atingindo uma produção de 50,9 milhões de sacas. Em 2017 a produção nacional voltou a cair para 46,3 milhões de sacas (Tabela 3). O Estado de Minas Gerais, maior produtor nacional de café, representou 54,2% da produção nacional, o que correspondeu a 25 milhões sacas de café em 2017.

Tabela 3. Área colhida, quantidade produzida, rendimento médio, variação da produção em relação ao ano anterior e participação no total da produção nacional das principais UFs, em 2017 País/ UFs 2016 2017 Variação da produção em relação ao ano anterior (%) Participação no total da produção nacional, 2017 (%) Área colhida (ha) Prod (mil sacas) Rend médio (sacas/ ha) Área colhida (ha) Prod (mil sacas) Rend médio (sacas/ha) Brasil 2.000.670 50.911 25,4 1.914.410 46.277 24,2 -9,1 100,0 M. Gerais 1.042.409 30.599 29,4 1.001.396 25.096 25,1 -18,0 54,2 E. Santo 423.285 8.589 20,3 406.130 9.300 22,9 8,3 20,1 São Paulo 201.051 6.072 30,2 200.782 4.329 21,6 -28,7 9,4 Bahia 162.177 2.243 13,8 143.000 3.039 21,3 35,5 6,6 Rondônia 79.317 1.506 19,0 71.605 2.441 34,1 62,2 5,3 Paraná 46.160 1.047 22,7 46.111 1.192 25,9 13,9 2,6 Demais Ufs 46.271 856 18,5 45.386 880 19,4 2,8 1,9

Fonte: Elaborado a partir dos dados do IBGE-LSPA (2016 e 2017).

O café é a principal atividade na agropecuária capixaba, tendo representado 36,2% do VBPA e 18,4% das exportações do agronegócio do estado em 2017. De acordo com os dados do Ministério

(28)

do Trabalho, os empregos formais no cultivo de café no Espírito Santo representaram 23,3% do emprego na agropecuária capixaba em 2016 (MTE-RAIS, 2016).

Apesar da produção menor nos anos 2016 e 2017, o Espírito Santo se manteve como segundo maior produtor nacional, responsável pela produção de 20,1% do total do café nacional, ocupando a primeira colocação na produção do café conilon e com 55,6% em 2017. A produção foi 8,3% maior que no ano anterior. Quanto a produtividade do café no estado, apesar das pesquisas com o desenvolvimento de variedade mais produtivas, esta está ainda abaixo da média nacional.

Nos anos de 2015, 2016 e 2017 a produção foi bem inferior, refletindo a crise hídrica ocorrida. A queda na produtividade afetou os diversos seguimentos desde os pequenos agricultores e agricultores familiares menos descapitalizados, até a indústria cafeeira, que diante da menor produção e oferta, teve de buscar café em outras regiões. Também houve pressão da indústria pela autorização da importação do café de outros países para suprir a demanda. Para o ano de 2018 a expectativa é de recuperação do nível de produção.

Gráfico 5. Histórico dos níveis de produção e rendimento médio do café no Espírito Santo.

Fonte: Elaborado a partir dos dados da CONAB (2011-2018). (1) 2018 – previsão.

No que se refere ao ano de 2017, o quarto levantamento da Conab (Tabela 4) aponta uma redução de 25% na produção e no rendimento médio do café arábica em relação a 2016. Para o café conilon houve um aumento de 29,8% no rendimento médio e 17,5% na produção, junto a uma queda de 9,5% na área colhida. Considerando a cafeicultura como um todo, a Conab aponta para uma diminuição de 6% na área colhida, 1,1% na produção, com aumento de 5,1% no rendimento médio.

(29)

Tabela 4. Área colhida e produção da cafeicultura no Espírito Santo, em 2017, segundo a Conab Produtos 2016 2017 Variação % Área colhida (ha) Prod (mil sacas) Rend médio (sacas/ ha) Área colhida (ha) Prod (mil sacas) Rend médio (sacas /ha) Área colhida Prod Rend médio Café total (em grão) 410.057 8.967 21,9 385.538 8.865 23,0 -6,0 -1,1 5,1 Café arábica (em grão) 150.025 3.932 26,2 150.123 2.950 19,7 0,1 -25,0 -25,0 Café conilon (em grão) 260.032 5.035 19,4 235.415 5.915 25,1 -9,5 17,5 29,8

Fonte: Elaborado a partir dos dados do quarto Levantamento de safra café - Conab, (2017).

O levantamento do IBGE mostra um aumento de 24,7% na produção e 33,2% no rendimento médio para o café conilon na comparação com 2016, bem como uma queda de 6,4% na área colhida. Já a estimativa para o café arábica é de queda de 15,4% na produção e 15,6% no rendimento médio (Tabela 5). De acordo com o IBGE, o total da cafeicultura apresentou crescimento de 8,3% da produção e 12,8% do rendimento médio e queda de 4,1% na área colhida na comparação com o ano anterior.

Tabela 5. Área colhida e produção da cafeicultura no Espírito Santo, em 2017, segundo o IBGE

2016 Rend Médio (kg/ha) 2017 Rend Médio (kg/ha) Variação (%) Área Colhida (ha) Prod (mil sacas) Área Colhida (ha) Prod (mil sacas) Área Colhi da Prod Rend Médio Cafeicultura 423.285 8.589 1.218 406.130 9.300 1.374 -4,1 8,3 12,8 Café Arábica (Em Grão) 148.866 3.523 1.419 149.211 2.981 1.198 0,2 -15,4 -15,6 Café Conilon (Em Grão) 274.419 5.067 1.107 256.919 6.319 1.475 -6,4 24,7 33,2

Fonte: IBGE-PAM (2014); IBGE-LSPA, (2016 e 2017).

A produção de café ocorre em 96% dos municípios capixabas. No estado são produzidas as variedades arábica, predominante no sul do estado e conilon predominante no norte. As Figuras 1 e 2 apresentam a distribuição espacial da produção de café. As áreas mais escuras indicam maior produção. As áreas marcadas como “nulo” representam os municípios onde não constam dados de produção, seja por falta de coleta de informação ou pela produção não ser considerada expressiva.

(30)

Com baixa altitude e clima quente, o estado capixaba produz majoritariamente o café conilon, sendo destaque nacional na produção e exportação desta variedade. A produção do conilon se encontra predominantemente no Centro-Oeste, Nordeste, Rio Doce e Noroeste. Em 2017, a maior produção do conilon ocorreu nos municípios de Sooretama, Linhares, Águia Branca, Nova Venécia e Boa Esperança (Figura 1)

Figura 1. Distribuição espacial da produção de café conilon em 2017.

Fonte: Elaborado a partir dos dados do

IBGE-LSPA (dez. 2017).

Nota: Nos municípios destacados em branco

não há produção.

A produção de café arábica está mais concentrada nas microrregiões do Caparaó, Sudoeste Serrana e Central Sul. Os municípios de Iúna, Brejetuba, Vargem Alta e Mimoso do Sul foram os maiores produtores do café arábica em 2017 (Figura 2).

Os preços do café (variedades arábica e conilon) apresentaram alta contínua em 2016, seguida de queda no ano seguinte. Os preços do conilon apresentaram variações de altas próximas ao do arábica, ultrapassando-o a partir de agosto de 2016 (Gráfico 6 – preços corrigidos).

Figura 2. Distribuição espacial da produção de café arábica em 2017.

Fonte: Elaborado a partir dos dados do

IBGE-LSPA (dez. 2017).

Nota: Nos municípios destacados em branco

(31)

Os preços do café apresentaram alta em 2016 refletindo a menor produção. O preço médio recebido pelo produtor do arábica atingiu um pico de R$ 475,43 em novembro de 2016 e caiu para R$ 402,43 em dezembro de 2017. Em 2016, o preço recebido pelo produtor de arábica e conilon subiu em média 24,4% e 18,4% respectivamente, com queda de 12,9% e 10,4% em 2017 (Gráfico 6 – preços corrigidos).

Gráfico 6. Preços recebidos pelos produtores de café no Espírito Santo 2016-2017

Fonte: Elaborados a partir do levantamento de preços do Incaper, (2017). Nota: Valores corrigidos para dez. 2017, pelo IGP-M/FGV

4.2 FRUTICULTURA

Dentre as frutas cultivadas no Espírito Santo com maior expressão econômica (VBP-2016) e social, temos como exemplos banana, mamão, coco, morango, abacaxi e cacau (produção de amêndoa). A fruticultura é uma atividade desenvolvida em todas as regiões do estado e apresenta grande importância econômica, tendo sido responsável por aproximadamente 13% do valor bruto da produção agropecuária em 2016, estimado em 1,175 bilhão de reais (Tabela 6).

Além da importância econômica das frutas, temos de considerar também a importância social para o pequeno agricultor familiar. A banana, por exemplo, é produzida em praticamente todos os municípios e a maior parte da produção é comercializada no mercado interno, sendo a base da alimentação de pessoas e animais.

Após reduções expressivas no volume da produção devido à crise hídrica em solos capixaba em 2017, a fruticultura registrou aumento na produção de 22,8 % na produção, o que pode ser

(32)

considerado um sinal de recuperação neste setor. No entanto, fica evidente que apesar de não haver alterações significativas nos sistemas de produção, algumas frutas, como exemplo, o abacaxi, a melancia, o caqui, a graviola e o açaí, apresentaram em 2017 um rendimento médio inferior a 2016, o que pode ser atribuído ao défice hídrico verificado em 2016 e 2017. De acordo com os dados apresentados na Tabela 6, a área colhida expandiu em 3,3%, resultando na produção de 960,3 mil toneladas e aumento de 18,9% no rendimento médio.

Tabela 6. Área colhida e produção da fruticultura no Espírito Santo, em 2017

2016 Rend Médio (kg/ha) 2017 Rend Médio (kg/ha) Variação (%) Área Colhida (ha) Prod (t) Área Colhida (ha) Prod (t) Área Colhida Produção Rendimento Médio Fruticultura 71.572 781.962 10.926 73.947 960.393 12.988 3,3 22,8 18,9 Banana 23.385 262.566 11.227 25.020 349.711 13.977 7,0 33,2 24,5 Mamão 6.035 251.365 41.651 6.118 292.940 47.881 1,4 16,5 15,0 Coco-Da-Baía 9.468 92.073 9.724 9.456 120.656 12.759 -0,1 31,0 31,2 Abacaxi 2.429 46.326 19.072 2.415 45.571 18.869 -0,6 -1,6 -1,1 Tangerina 1.299 25.701 19.785 1.308 29.424 22.495 0,7 14,5 13,7 Maracujá 1.311 25.531 19.474 1.307 25.575 19.567 -0,3 0,2 0,5 Laranja 1.231 15.544 12.627 1.339 18.500 13.816 8,8 19,0 9,4 Morango 251 10.181 40.561 273 14.013 51.329 8,8 37,6 26,5 Manga 1.201 13.317 11.088 1.156 13.226 11.441 -3,7 -0,7 3,2 Limão 647 12.258 18.945 571 11.875 20.796 -11,7 -3,1 9,8 Melancia 242 5.772 23.851 499 11.039 22.122 106,2 91,3 -7,2 Goiaba 336 6.199 18.449 393 7.851 19.977 17,0 26,6 8,3 Cacau (Amêndoa) 22.340 5.507 246 22.563 6.700 296 1,0 21,7 20,3 Abacate 335 4.294 12.817 389 5.201 13.370 16,1 21,1 4,3 Uva (Para Mesa) 113 1.898 16.796 163 3.093 18.975 44,2 63,0 13,0 Noz Macadâmia 660 480 727 660 1.368 2.072 0,0 185,0 185,0 Acerola 95 994 10.463 72 853 11.847 -24,2 -14,2 13,2

Caqui 27 640 23.703 31 720 23.225 14,8 12,5 -2,0

Lichia 35 214 6.114 56 682 12.178 60,0 218,7 99,2

Uva (Para Vinho) 38 571 15.026 33 515 15.606 -13,2 -9,8 3,9 Graviola 8 172 21.500 20 402 20.100 150,0 133,7 -6,5 Pêssego 31 230 7.419 33 244 7.393 6,5 6,1 -0,4 Açaí (Cultivo) 34 114 3.352 48 159 3.312 41,2 39,5 -1,2 Cupuaçu (Cultivo) 20 12 600 23 72 3.130 15,0 500,0 421,7 Nêspera 1 3 3.000 1 3 3.000 0,0 0,0 0,0

Fonte: IBGE-PAM (2016); IBGE-LSPA, (2017).

Nota: * Quantidade em "mil frutos". Para o somatório do total da produção da fruticultura considerou-se um

(33)

Presente em mais de 90% dos municípios, a banana é a fruteira de maior importância social no Espírito Santo. As microrregiões Litoral Sul, Central Serrana e Metropolitana concentram a maior parte da produção, com predomínio, respectivamente, das cultivares dos subgrupos Prata, Terra, Cavendish e maçã. Os municípios de Alfredo Chaves, Iconha e Itaguaçú, por exemplo, foram os maiores produtores em 2017 (Figura 3). A banana ocupou o primeiro lugar na produção frutífera capixaba, com produção superior a 349,7 mil toneladas, o que representa aumento de 33,2% se comparado ao ano de 2016.

Figura 3. Distribuição espacial da produção de banana em 2017.

Fonte: Elaborado a partir dos dados do IBGE-LSPA (dez. 2017).

O rendimento médio da produção da banana elevou-se em 24,5%, apenar da introdução da sigatoka negra no Estado, contrariando a expectativa da defesa fitossanitária dos órgãos oficiais de fiscalização no Espírito Santo.

Nos anos de 2016 e 2017 o preço médio mensal da banana nanica (subgrupo Cavendish) variou entre R$ 0,48 a R$ 0,66 por quilo e o preço da banana-prata entre R$ 1,13 a R$ 0,49. O preço da banana-da-terra aumentou de R$ 1,51 para R$ 2,85, com queda e oscilações no preço a partir de setembro de 2016, fechando dezembro de 2017 com preço médio de R$ 1,10 (Gráfico 7 - preços corrigidos).

(34)

Gráfico 7. Preços pagos aos produtores de banana no Espírito Santo 2016-2017

Fonte: Elaborado pelos autores a partir do levantamento de preços do Incaper, (2017). Nota: Valores corrigidos para dez. 2017, pelo IGP-M/FGV

Em termos quantitativos, o mamão foi a segunda fruta mais produzida no Espírito Santo em 2017, com alta na produção de 16,5% e 15,5% no rendimento médio se comparado ao ano anterior. (Tabela 6). As exportações de mamão pelo estado atingiram 14 mil toneladas em 2017. A produção de mamão a microrregião Nordeste concentra a maior parcela da produção de mamão, seguida do Rio Doce. Presente em 29% dos municípios, sendo que Linhares, Pinheiros, São Mateus, Sooretama e Pedro Canário foram os maiores produtores capixabas em 2017 (Figura 4).

Figura 4. Distribuição espacial da produção de mamão em 2017. Fonte: Elaborado a partir dos dados do IBGE-LSPA (dez. 2017).

(35)

O cultivo do mamão se destaca pela característica empresarial com exportação de parte da produção e emprego de nível elevado de tecnologia, que se traduz em um valor bruto da produção (VBP) equivalente ao da cultura da banana, mas com área colhida quase quatro vezes menor.

Gráfico 8. Preços recebidos pelos produtores de mamão no Espírito Santo 2016-2017

Fonte: Elaborados a partir do levantamento de preços do Incaper, (2017) Nota: Valores corrigidos para dez. 2017, pelo IGP-M/FGV

Dados do levantamento de preços recebidos pelos produtores realizado pelo Incaper mostra que nos anos de 2016 e 2017 o preço do mamão havaí variou entre R$ 1,13 e R$ 0,82 por quilo, com picos de alta nos meses de abril e maio de 2016 influenciados pela estiagem prolongada que afetou a produção e reduziu a oferta para o mercado consumidor. Já o preço do mamão formosa apresentou picos de alta em menor escala, com oscilações de preço entre R$ 0,69 e R$ 0,68 por quilo (Gráfico 8 - preços corrigidos).

Em 2017, a produção de coco manteve a terceira posição no ranking de valor bruto da produção no setor da fruticultura, com aumento de 31,0 % da produção se comparado a 2016. A Figura 5 apresenta a distribuição espacial da produção de coco no Espírito Santo, evidenciando a maior concentração nas microrregiões Nordeste, Rio Doce e Centro Oeste. Os municípios de São Mateus e Linhares se destacam como maiores produtores de coco, com registro de 37,6 e 27,7 toneladas, respectivamente. A concentração da produção nestas regiões se deve em parte pela presença da agroindústria.

(36)

Figura 5. Distribuição espacial da produção de coco-da-baía em 2017.

Fonte: Elaborado a partir dos dados do

IBGE-LSPA (dez. 2017).

O Gráfico 9 apresenta a série histórica de preços do coco levantados pelo Incaper de 2016 a 2017. Em 2016, o preço médio mensal do coco oscilou entre R$ 1,36 e R$ 0,80. Já em 2017, o preço médio mensal atingiu R$ 1,72 por fruto em janeiro de 2017, com registro de queda contínua a partir de março de 2017, tendo fechado na média de R$ 0,68 por fruto em dezembro de 2017.

Gráfico 9. Preços recebidos pelos produtores de coco e abacaxi no Espírito Santo 2016-2017

Fonte: Elaborado pelos autores a partir do levantamento de preços do Incaper, (2017) Nota: Valores corrigidos para dez. 2017, pelo IGP-M/FGV

(37)

O abacaxi ocupa o quarto lugar em área colhida no setor de fruticultura com volume de produção de 45,7 mil toneladas em 2017, embora tenha apresentado queda da produção de 1,6% se comparado ao ano anterior. Acredita-se que esta queda no peso dos frutos seja atribuída ao déficit hídrico que ocorreu entre 2016 e 2017. A cultura da fruta é de grande importância

econômica, fomenta a geração de

empregos no Espírito Santo e envolve agricultores de base familiar. O fruto é cultivado principalmente nos municípios de

Marataízes, Presidente Kennedy e

Itapemirim localizados no Litoral Sul, sendo estes os maiores produtores em 2017 (Figura 6).

Figura 6. Distribuição espacial da produção de abacaxi em 2017.

Fonte: Elaborado a partir dos dados do IBGE-LSPA (dez. 2017).

Quanto ao preço pago ao produtor, o levantamento feito pelo Incaper atingiu o patamar de R$ 2,06 a unidade em abril de 2016, com queda para R$ 1,14 em dezembro de 2017, época de concentração da colheita (Gráfico 9 - preços corrigidos).

Devido a sua adaptação às condições climáticas das diferentes regiões e a boa rentabilidade, o cultivo do maracujá se tornou uma grande alternativa de diversificação da agricultura capixaba. A Figura 7 apresenta a distribuição espacial da produção de maracujá. Observa-se que as microrregiões Nordeste e Rio Doce concentram a maior parte da produção. Em 2017, os municípios de Sooretama, Linhares, Conceição da Barra e Jaguaré foram os maiores produtores dessa fruta. Nestas regiões, a presença da agroindústria de sucos pronto para beber é importante na absorção de parte da produção.

(38)

Figura 7. Distribuição espacial da produção de maracujá em 2017.

Fonte: Elaborado a partir dos dados do

IBGE-LSPA (dez.2017).

O levantamento de preços do Incaper mostra picos de alta do preço médio mensal do quilo de maracujá entre os meses de janeiro e maio de 2016, com suaves oscilações de setembro de 2016 a agosto de 2017 e novo pico de alta de R$ 3,53 em outubro de 2017. Na série histórica, o preço médio variou de R$ 2,69 em janeiro de 2016 a R$ 1,31 em dezembro 2017 (Gráfico 10 - preços corrigidos).

Gráfico 10. Preços recebidos pelos produtores do maracujá em 2016-2017.

Fonte: Elaborado pelos autores a partir do levantamento de preços do Incaper (2017) Nota: Valores corrigidos para dez. 2017, pelo IGP-M/FGV

(39)

A Figura 8 apresenta a distribuição espacial da produção de cacau no Espírito Santo. De acordo com os dados do IBGE, a produção capixaba de cacau ocorre em todo o Rio Doce e parte do Centro-Oeste, sendo os municípios de Linhares e Colatina os maiores produtores.

Em 2017, o cacau do produtor capixaba localizado no município de Linhares ficou entre os dezoito melhores do mundo no Salão do Chocolate realizado em Paris. Mais de 40 municípios capixabas estão inseridos na produção de cacau, sendo que Linhares, o maior produtor estadual representa 78,6% da produção.

Figura 8. Distribuição espacial da produção de cacau em 2017.

Fonte: Elaborado a partir dos dados do IBGE-LSPA (dez. 2017).

O levantamento feito pelo Incaper mostra tendência de queda do preço médio mensal da arroba de cacau a partir de agosto de 2016 a setembro de 2017. Na série histórica, o preço médio mensal variou de R$ 158,52 em janeiro de 2016 a R$ 110,00 em dezembro de 2017 (Gráfico 11 – preços corrigidos).

(40)

Gráfico 11. Preços recebidos pelos produtores de cacau no Espírito Santo em 2016-2017.

Fonte: Elaborado pelos autores a partir do levantamento de preços do Incaper, (2017) Nota: Valores corrigidos para dez. 2017, pelo IGP-M/FGV

De acordo com os dados da LSPA-IBGE, a produção de laranja em solo capixaba ocorreu em 73% dos municípios capixabas com registro de aumento na produção de 19% em 2017 se comparado com o ano anterior.

A Figura 9 apresenta a distribuição espacial da produção de laranja no Espírito Santo. Os maiores produtores foram os municípios de Jerônimo Monteiro, Linhares, Domingos Martins e São Domingos do Norte. Programas governamentais que envolvem distribuição de mudas de qualidade superior e capacitação dos produtores, entre outras ações, foram importantes na expansão da área de laranja no Espírito Santo nos últimos anos.

Figura 9. Distribuição espacial da produção de laranja em 2017.

(41)

Fonte: Elaborado a partir dos dados do

IBGE-LSPA (dez. 2017). .

No Espírito Santo, a região das Montanhas apresenta características favoráveis para a produção de frutas cítricas para consumo “in natura”, destacando-se a cultura da tangerina. Os maiores produtores em 2017 foram os municípios de Domingos Martins, Santa Leopoldina, Marechal Floriano e Conceição do Castelo. (Figura 10).

Figura 10. Distribuição espacial da produção de tangerina em 2017.

Fonte: Elaborado a partir dos dados do

IBGE-LSPA (dez. 2017).

O levantamento de preço pago ao produtor mostra que, no Espírito Santo, o preço médio mensal nominal do quilo da tangerina variou de R$ 0,59 a R$ 2,21 por quilo em 2017 (Gráfico 12). Em 2017, o cultivo dessa fruta alcançou a quinta maior produção da fruticultura com 29,4 mil toneladas, dando continuidade ao crescimento significativo apresentado nos últimos sete anos. Se comparado ao ano de 2015, o crescimento na produção em 2017 foi de 20,8% e de 20,7% no rendimento médio. O rendimento médio passou de 19.785 quilos por hectare em 2016 para 22.495 em 2017 (Tabela 6).

A produção de limão ocorre em 51,2% dos municípios capixabas, sendo os municípios maiores produtores, São Mateus e Itarana (Figura11). Em 2017, a produção atingiu 11,9 toneladas apresentando queda de 3,1%, se comparado com o anterior (Tabela 6).

(42)

Segundo dados do levantamento de preços realizado pelo Incaper, o preço médio mensal pago ao produtor da laranja-pera manteve-se constante nos anos 2016 e 2017, com média de R$ 1,32 por quilo em dezembro de 2017. Já o preço pago ao produtor do limão-taiti apresentou picos de alta em setembro de 2016 e outubro de 2017. Na séria histórica, o preço médio mensal variou de R$ 1,72 por quilo em janeiro de 2016 a R$ 3,38 em dezembro de 2017 (Gráfico 12 – preços corrigidos).

Figura 11. Distribuição espacial da produção de limão em 2017.

Fonte: Elaborado a partir dos dados do

IBGE-LSPA (dez. 2017).

Gráfico 12. Preços recebidos pelos produtores de citros no Espírito Santo em 2016-2017.

Fonte: Elaborado pelos autores a partir do levantamento de preços do Incaper, (2017) Nota: Valores corrigidos para dez. 2017, pelo IGP-M/FGV

(43)

O cultivo da uva no Espírito Santo iniciou-se pela tradição dos imigrantes italianos estabelecidos na região serrana. O mercado promissor para uva in natura em que a produção capixaba participa com pequena fração da quantidade de uva comercializada no CEASA- ES, as ações governamentais de capacitação e a organização dos vitivinicultores tem proporcionado um crescimento significativo da produção nos últimos anos. Em 2017, houve aumento de 63% na produção em relação ao ano anterior. Neste mesmo ano, os maiores produtores de uva foram os municípios de Santa Teresa, Governador Lindemberg, Alfredo Chaves (São Bento de Urânia) e Venda Nova do Imigrante (Figura 12).

Figura 12. Distribuição espacial da produção de uva em 2017. Fonte: Elaborado a partir dos dados do IBGE-LSPA (dez. 2017).

Com base no levantamento de preços do Incaper observa-se alta no preço médio mensal do quilo da uva, com preço máximo de R$ 6,97 em agosto de 2016. Em 2017, o preço médio apresentou tendência de queda com suave recuperação em outubro de 2017, quando atingiu R$ 3,50 por quilo (Gráfico 13 – preços corrigidos).

(44)

Gráfico 13. Preços recebidos pelos produtores de uva no Espírito Santo em 2016-2017. Fonte: Elaborado pelos autores a partir do levantamento de preços do Incaper, (2017) Nota: Valores corrigidos para dez. 2017, pelo IGP-M/FGV

A produção de manga está presente em 46% dos municípios do Espírito Santo. Em termos quantitativos, em 2017 a produção atingiu 13,2 mil toneladas, com registro de queda na produção de 0,7%. No entanto, o rendimento médio na produção da manga apresentou aumento de 3,2 % se comparado com o rendimento de 2016 (Tabela 6). Os maiores produtores em 2017 foram os municípios de Mantenópolis, Laranja da Terra e Santa Teresa (Figura 13). Quanto ao preço pago ao produtor, o Incaper levantou dados apenas da variedade Ubá, cujo preço médio variou de R$ 0,63 em janeiro de 2017 para R$ 0,60 em dezembro de 2017.

O cultivo da manga ubá tem se expandido no Espírito Santo, em especial nas regiões centro-oeste e norcentro-oeste do Estado, sustentado pelas indústrias de polpa e de suco pronto para beber instaladas em Linhares. Este cenário é advindo de um programa bem conduzido que envolveu ações de distribuição de mudas de qualidade pelo governo estadual por meio da Secretaria de Agricultura e do Incaper, de ações de capacitação de produtores e de técnicos e da organização dos produtores, que periodicamente se reúnem com a indústria para discussão do preço pago pela tonelada da manga.

(45)

Figura 13. Distribuição espacial da produção de manga em 2017.

Fonte: Elaborado a partir dos dados do

IBGE-LSPA (dez. 2017).

A produção capixaba de goiaba atingiu 7,8 mil toneladas em 2017, o que equivale a um crescimento de 26,6% se comparado a 2016. Os municípios capixabas que mais produziram goiaba em 2017 foram Afonso Cláudio e São Roque do Canaã (Figura 14).

Quase todos os municípios do Espírito Santo produzem goiaba. São Roque do Canaã é um município tradicional na produção de goiaba, porém, nos últimos anos observa-se rápida expansão da área plantada em municípios como Afonso Claudio e Laranja da Terra, sobretudo com cultivares do grupo Cortibel. O destino principal da produção é a comercialização de frutos in natura no Ceasa-ES.

(46)

Figura 14. Distribuição espacial da produção de goiaba em 2017.

Fonte: Elaborado a partir dos dados do

IBGE-LSPA (dez.2017).

Na região Sul do Estado destaca-se o município de Cachoeiro de Itapemirim com 20 ha colhidos no ano de 2017. A produção na região Sul visa atender ao mercado local de frutos de mesa e algumas pequenas agroindústrias de polpa de fruta congelada e de doce em barra. A cultivar mais plantada é a ‘Paluma’. O município de Pedro Canário apresentou forte expansão da área plantada na década passada, baseado em programas de governo de distribuição de mudas, capacitação e organização dos produtores, mas a área estabilizou-se nos últimos anos principalmente em razão da seca e da decadência de algumas áreas de plantio devido ao nematoide das galhas. A principal cultivar plantada é a ‘Paluma’.

O levantamento feito pelo Incaper mostra que o preço médio mensal pago ao produtor de goiaba atingiu um mínimo de R$ 0,76 por quilo em janeiro de 2017 e o máximo de R$ 2,21 em agosto de 2017 (Gráfico 14 - preços corrigidos).

(47)

Gráfico 14. Preços recebidos pelos produtores de goiaba no Espírito Santo em 2016-2017

Fonte: Elaborado pelos autores a partir do levantamento de preços do Incaper, (2017) Nota: Valores corrigidos para dez. 2017, pelo IGP-M/FGV

4.3 OLERICULTURA

A olericultura é desenvolvida principalmente na Região Serrana com produção desenvolvida em sua maior parte por agricultores familiares. Uma vez que tais culturas possuem ciclos biológicos consideravelmente curtos, possibilitando por sua vez mais de um cultivo por ano, o que gera boa rentabilidade no cultivo em pequenas áreas.

Por se tratar do cultivo de alimentos ricos em vitaminas e sais minerais, a olericultura possui demanda crescente dada a significativa presença na dieta da população. Os principais produtos da olericultura capixaba são o tomate, o repolho, a alface, o taro (inhame) e o chuchu.

A Tabela 7 apresenta os dados da produção de olerícolas no Espírito Santo em 2016 e 2017.

Conforme estimativas do levantamento do IBGE, a produção da olericultura atingiu 921,633 mil toneladas em 2017. Apesar da redução na área colhida em 4,1%, o setor apresentou crescimento na produção e no rendimento médio de 2,6% e 7,0%, respectivamente.

(48)

Tabela 7. Área colhida e produção das olerícolas no Espírito Santo em 2017 2016 Rendimento Médio (kg/ha) 2017 Rendimento Médio (kg/ha) Variação (%) Área Colhida (ha) Produção (t) Área Colhida (ha) Produção (t) Área Colhida Produção Rendimento Médio Olericultura 24.267 898.147 37.010 23.266 921.630 39.609 -4,1 2,6 7,0 Repolho 5.468 194.332 35.539 5.448 244.715 44.918 -0,4 25,9 26,4 Chuchu 1.677 191.660 114.287 1.678 191.680 114.231 0,1 0,0 -0,0 Tomate 2.510 154.024 61.364 2.532 164.847 65.105 0,9 7,0 6,1 Inhame 2.692 80.528 29.913 3.252 89.891 27.641 20,8 11,6 -7,6 Alface 3.662 99.133 27.070 1.121 29.594 26.399 -69,4 -70,1 -2,5 Pimentão 514 21.253 41.348 569 23.945 42.082 10,7 12,7 1,8 Gengibre 314 17.450 55.573 359 18.680 52.033 14,3 7,0 -6,4 Abobrinha 660 17.797 26.965 696 18.548 26.649 5,5 4,2 -1,2 Abóbora (Moranga) 923 10.271 11.127 1.399 16.307 11.656 51,6 58,8 4,8 Pepino 186 9.351 50.274 216 10.292 47.648 16,1 10,1 -5,2 Milho-Verde Em Espiga 755 8.334 11.038 951 9.910 10.420 26,0 18,9 -5,6 Cebola 406 8.180 20.147 308 9.240 30.000 -24,1 13,0 48,9 Cará 120 4.560 38.000 240 8.640 36.000 100,0 89,5 -5,3 Salsa 851 10.675 12.544 656 8.300 12.652 -22,9 -22,2 0,9 Jiló 218 7.270 33.348 243 7.870 32.386 11,5 8,3 -2,9 Cenoura 383 7.641 19.950 386 7.681 19.898 0,8 0,5 -0,3 Beterraba 356 7.632 21.438 351 7.553 21.518 -1,4 -1,0 0,4 Batata-Inglesa 255 6.400 25.098 282 7.024 24.907 10,6 9,8 -0,8 Couve-Flor 240 5.150 21.458 262 6.440 24.580 9,2 25,0 14,5 Couve 214 6.001 28.042 231 6.251 27.060 7,9 4,2 -3,5 Batata-Doce 173 3.914 22.624 249 5.564 22.345 43,9 42,2 -1,2 Brócolis 163 4.047 24.828 216 5.417 25.078 32,5 33,9 1,0 Batata-Baroa 339 4.860 14.336 309 4.481 14.501 -8,8 -7,8 1,2 Cebolinha (Folha) 267 4.148 15.535 271 3.740 13.800 1,5 -9,8 -11,2 Quiabo 231 2.483 10.748 276 2.940 10.652 19,5 18,4 -0,9 Berinjela 117 2.119 18.111 133 2.405 18.082 13,7 13,5 -0,2 Coentro 166 2.200 13.253 177 2.375 13.418 6,6 8,0 1,2 Vagem (Feijão) 109 1.664 15.266 121 1.902 15.719 11,0 14,3 3,0 Alho 72 850 11.805 92 1.008 10.956 27,8 18,6 -7,2 Rúcula Ou Pinchão 35 700 20.000 45 900 20.000 28,6 28,6 0,0 Rabanete 50 750 15.000 50 750 15.000 0,0 0,0 0,0 Espinafre 30 540 18.000 40 720 18.000 33,3 33,3 0,0 Agrião 25 500 20.000 25 500 20.000 0,0 0,0 0,0 Maxixe 18 360 20.000 25 500 20.000 38,9 38,9 0,0 Almeirão Ou Chicória 30 720 24.000 20 480 24.000 -33,3 -33,3 0,0 Chicória 30 600 20.000 20 400 20.000 -33,3 -33,3 0,0 Pimenta 2 26 13.000 7 91 13.000 250,0 250,0 0,0 Taioba (Folha) 5 23 4.600 9 48 5.333 80,0 108,7 15,9 Cogumelos 1 1 1.000 1 1 1.000 0,0 0,0 0,0

Fonte: IBGE-PAM (2016); IBGE-LSPA, (2017).

(49)

Em termos de valor de produção, o tomate é o principal produto na lista de olerícolas, seguido pelo repolho e chuchu. Em 2017, a produção de tomate atingiu 164,8 mil toneladas, com registro de crescimento de 7,0% na produção em relação ao ano anterior, devido ao clima favorável a cultura (Tabela 7). O cultivo do tomate está presente em 50% dos municípios capixabas. Em 2017, os maiores produtores do tomate foram os municípios de Muniz Freire, Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante (Figura 15).

Figura 15. Distribuição espacial da produção de tomate em 2017.

Fonte: Elaborado a partir dos dados do IBGE-LSPA (dez. 2017).

O levantamento feito pelo Incaper mostra que o preço pago ao produtor tomate apresentou uma grande variação entre 2016 e 2017, sendo em janeiro de 2016 o preço médio de R$ 3,95 por quilo e atingindo o valor mínimo de R$ 0,34 em novembro de 2017 (Gráfico 15).

(50)

Outro produto de grande importância econômica para os produtores de olericultura é o inhame, cuja produção foi de 89,9 mil toneladas em 2017, 11,6% acima da produção de 2016, mas com registro de queda de 7,6% no rendimento médio se comparado ao ano anterior (Tabela 7). Em novembro de 2016, o preço médio mensal do Inhame registrou alta de R$ 3,48 por quilo, seguido de queda brusca atingindo o preço mínimo de R$ 0,81 em agosto de 2017 (Gráfico 15). Os maiores produtores em 2017 foram os municípios de Alfredo Chaves, Laranja da Terra, Marechal Floriano e Domingos Martins (Figura 16)

Figura 16. Distribuição espacial da produção de inhame em 2017.

Fonte: Elaborado a partir dos dados do IBGE-LSPA (dez. 2017).

Quanto à batata-inglesa, a produção atingiu 7,0 mil toneladas em 2017. Houve um aumento de 9,8% na produção e queda de 0,8% no rendimento médio em relação ao ano anterior (Tabela 7). Os municípios maiores produtores foram Santa Maria de Jetibá, Muniz Freire e Domingos Martins (Figura 17).

Figura 17. Distribuição espacial da produção de batata-inglesa em 2017.

Fonte: Elaborado a partir dos dados do IBGE-LSPA

(dez. 2017).

Figure

Tabela 1. Participação do valor adicionado bruto da agropecuária no valor adicionado bruto total  em cada município – ano 2015
Tabela 2. Valor Bruto da Produção Agropecuária 2016  Produto  Área     colhida   (ha)  Produção  Unidade  Valor da produção  (mil R$)  Participação  (%)  Agricultura       639.882     5.541.573       6.229.219   69,2  Culturas Alimentares          31.901
Gráfico 2. Participação % no Valor Bruto da Produção Agropecuária 2016
Gráfico 4. Participação percentual dos produtos agrícolas no total de área colhida em hectares  em 2017
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