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Yang-Mills theory geometrically

Dans le document Wilson surface theory (Page 12-17)

1.1 Gauge theories in physics and mathematics

1.1.2 Yang-Mills theory geometrically

Em todos os casos investigados, percebeu-se que os executivos valorizaram em sua formação o acesso ao curso universitário, haja vista, todos terem uma graduação concluída e, alguns deles, mais de uma. O mesmo interesse não ocorreu de forma generalizada para a formação em pós-graduação; apenas a metade recorreu a esse meio. Mesmo aqueles que recorreram a esses cursos, os reconhecidos MBAs (Master Business Administration) - cursos que se propõem a suprir habilidades e conhecimentos não apropriados pelos executivos - não atribuem grande relevância à experiência, o que põe sob dúvidas os reais benefícios desses programas. Alguns desses executivos percebem sua experiência frente aos cursos de pós- graduação como tendo sido pouco produtiva para as suas necessidades e, aquilatam-na com valor semelhante às experiências localizadas, vivenciadas em bons seminários ou congressos.

Parece que o modelo tradicional desses cursos direcionados para executivos que os vinculam a um compromisso de um ano, com conteúdos distribuídos em módulos - quase sempre sem interdisciplinaridades – e voltados para qualquer tipo de organização, não têm atendido às carências do trabalho diário desses profissionais. A sua perspectiva instrucionista, baseada no professor que sabe e que pode transferir um determinado conhecimento para o executivo, demonstra não ter sido tão efetiva. Outro elemento que parece relevante é o já questionável sucesso do uso didático intenso do estudo de caso - recurso consagrado na Universidade de Harvad-, que se concentra apenas em análises, como conhecimento potencial, sem compromisso com sua aplicação. Tendo em vista que é a mudança na capacidade de trabalho que norteia o engajamento dos executivos nesses cursos, como argumenta o seguinte executivo:

Eu fiz um pós, na área de especialização, na própria Federal (MBA Executivo- Gestão de Negócios), [...] claro que dá um aprendizado, mas eu

acho que hoje seriam mais importantes esses cursos, não é nem cursos... é cursos, cursos curtos de três meses mais intensivos do que esses cursos que duram o ano todo. Eu, assim, em algumas participações que eu fiz em seminários na área ligada a transporte ou então palestras, pra mim foi tão proveitoso quanto fazer um curso de Gestão de Negócios na Federal, por exemplo, ou então, essa pós graduação que eu fiz em área de transporte. Porque você se atualiza mais rápido, você às vezes com uma carga muito grande, fica meio carregado, talvez (...) já faz bem uns cinco anos que eu fiz esse meu curso de Gestão de Negócios, posso até... já está atualizada essa minha leitura que eu faço, mas eu preferiria..., e aprendi mais, assim, em cursos pequenos assim; diferentemente desses cursos longos e coisa e tal, eu acho mais interessantes esses cursos curtos. (Israel, entrevista, 09/02/05).

Com base nos depoimentos dos executivos, foi possível verificar que a procura por esses cursos voltados para a formação executiva tem sido menos pela certeza do domínio de conhecimento e habilidades necessários para o bom desempenho nas suas atividades diárias, e mais pela ampliação da rede de relacionamentos, trocas de experiências e, de forma muito especial, a legitimação de uma liderança exercida no espaço organizacional com a posse de uma titulação que se insere como um elemento de diferenciação da capacidade do executivo perante seus subordinados e pares. Nesse sentido, é possível também, que essa titulação em pós-graduação lato senso adquira um maior valor em decorrência de sua disponibilidade estar reservada àqueles que puderam desembolsar uma alta quantia financeira.

Para outros executivos, os com formação profissional em uma das engenharias e alçados às funções gerenciais, foi detectada uma significativa importância para o seu desempenho a participação nos cursos de pós-graduação voltados para o segmento gerencial. Parece que esses cursos articulam um conhecimento próprio da gestão empresarial, sejam conceitos, modelos teóricos, autores - pelo menos os que são difundidos pela grande mídia de negócios - com os quais eles são confrontados na prática diária, ou noutra parte, também por serem fustigados por consultores organizacionais com a sua linguagem própria. A capacitação na comunicação própria da área da Administração - que tem como outras áreas profissionais, um linguajar diferenciador - aparenta ser um gap legitimamente preenchido pelas escolas de "formação gerencial".

Para outro executivo, a participação em seminários, workshop e correlatos, como fonte de aprendizagem só se justifica, se houver foco no que se procura. Na sua trajetória, ele norteou sua participação e a dos subordinados a uma prévia e criteriosa análise sobre a relevância para o negócio do conhecimento que se estar oferecendo no determinado evento:

[...] acho que é relevante, desde que você tenha foco; não adianta você está fazendo participação de workshops, dessa coisa toda, se você for pra lá porque vai botar no seu currículo, isso não vale nada, na realidade pra mim o importante é você saber se, bom, quem é que está ali? [...] aqui que é a minha gestão [...] e esse cara sabe, então eu vou para ali pra ir buscar a experiência dele, que não será naturalmente a minha aplicação, mas simplesmente um conhecimento dele que com esse conhecimento, do processo que ele gera, eu possa aplicar na minha realidade [...] não só seminários, mas principalmente, leitura técnica, tá certo?, e o mais importante, que é uma coisa que eu sempre fiz, foi o que a gente hoje está famoso que é [...] olhar o que os outros fazem [...]. (Pedro, entrevista, 01/03/2005, nossos grifos).

A maioria dos entrevistados não revelou a cautela do executivo supracitado, pois destacaram o envolvimento freqüente em congressos, seminários e workshop voltados para as temáticas de interesse do setor ou mesmo relacionados à formação executiva. Desta feito, percebeu-se que, normalmente, as organizações incentivaram a participação nesse tipo de evento, mas cabendo aos executivos indicarem aqueles eventos do seu interesse. Esse comportamento pode suscitar uma das estratégias de manutenção e ampliação das redes de relacionamentos desses profissionais - recurso importante para a sua aprendizagem - além de uma percepção desses fóruns como uma arena, onde seja imaginável mapear movimentos estratégicos de concorrentes e detectar tendências conjunturais no ambiente competitivo.

Na percepção de Lucas, foi relevante para o seu atual desempenho a sua participação em cursos de desenvolvimento gerenciais e em suas posteriores versões de atualizações. Realizados normalmente com os mesmos participantes, esse modelo de curso pode constituir uma oportunidade de trocas de experiências entre profissionais, nem sempre do mesmo setor. Cabe destaque que esses cursos formatados em turmas pequenas, têm sido oferecidos por uma instituição ligada à consultoria organizacional, atuante nas próprias empresas dos executivos,

e através dele tem fomentado de forma especial a interação entre diversos profissionais - alguns desses, inclusive, participantes desta pesquisa - numa possível comunidade de prática, como argumenta um dos executivos:

Tem sido constante [(participação em cursos)]. Anualmente, ou seja, eu tenho participado de cursos; agora, esse ano mesmo, estou iniciando agora junto ao INTG, um DG-Atualização, que é o desenvolvimento gerencial. Então, a troca de experiências, com profissionais do mesmo segmento e até de outros segmentos, isso tem ajudado bastante. Então, tem sido uma coisa permanente, essa questão de curso, da capacitação e fora isso, participar de seminários é, tanto da área como até [(dúvidas)], ou seja, do mesmo segmento como de outros segmentos, isso tem ajudado bastante [...]. (Lucas, entrevista, 01/04/05).

Portanto, verificou-se que todos os executivos valorizaram em suas trajetórias de educação a formação universitária (graduação), mas nem todos atribuíram a mesma importância aos cursos de pós-graduação, exceto os que cursaram uma das engenharias. Foi verificado que esses últimos encontraram amparo nesses cursos para demandas conceituais e modelos administrativos, própios da formação do administrador. Por outro lado, uma paste revelou a participação frequente em cursos de desenvolvimento gerencial, caracterizados pela curta duração e, especialmente, em seminários, palestras e workshops, como forma de obtenção de domínios de conteúdos e ampliação de suas redes de relacionamentos.

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