Os Estados Unidos da América, ou simplesmente Estados Unidos, são um país localizado na América do Norte que faz fronteira com o Canadá, ao norte, e com o México, ao sul, além de estar entre os Oceanos Pacífico, a leste, e o Atlântico, a oeste. A extensão territorial é de 9.833. 517 km² e tem uma população estimada em 324 milhões de habitantes. A capital dos Estados Unidos é Washington e o idioma oficial é o inglês13.
O país é regido por uma república federal presidencialista, a moeda oficial é o dólar americano e é um país de maioria cristã protestante.
Num ranking de 188 países, o índice de desenvolvimento humano (IDH) dos Estados Unidos é de 0,915, ocupando a 8ª posição, o que classifica como um índice muito alto de desenvolvimento humano14. Segundo Dados do Ministério das Relações Exteriores, existem
13 United Nations Data Retrieval System 14 Ranking IDH Global 2014.
1 1 3 1 1 1 1 1 4 2 2 1 4 1 2 2 2 1 1 1 1
82 1.410.000 de brasileiros residentes no país, sendo cerca de 285.000 em Nova York, segundo o Consulado-Geral do Brasil em Nova York.
No Quadro 1, apresentamos informações fornecidas pelos brasileiros que participaram do episódio de Nova York:
Quadro 1 - Brasileiros que participaram do episódio em Nova York (EUA)
Nome Idade Gênero Profissão Há quanto tempo mora
no país
Estrela 26 anos feminino atriz 1 ano e 3 meses Julia 33 anos feminino avaliadora olfativa 3 anos e 6 meses Fabiano 39 anos masculino corretor de imóveis 20 anos
Paulo 24 anos masculino cineasta (freelencer) 2 anos Carolina 30 anos feminino jornalista e blogueira 4 anos Fernando 28 anos masculino produtor de eventos 8 anos Sérgio 41 anos masculino artista plástico 13 anos
A primeira a aparecer nesse episódio é Estrela, uma atriz brasileira com então 26 anos que morava em Nova York havia um ano e três meses. Ela inicia o episódio falando da grande quantidade de táxis na cidade. O episódio se passa em 2011 e ela conta que ninguém precisa andar com “dinheiro vivo”, pois é possível pagar com cartão, porém é necessário dar gorjeta. Nos táxis, o passageiro paga US$ 1,00 a mais do valor, enquanto nos restaurantes o cliente oferece de 18% a 20%.
Estrela diz sentir que em Nova York todo mundo está atrás de um sonho e todo mundo tem muita energia para fazer isso acontecer, dando o melhor de si; afinal de contas, “tudo depende de você”. Ela usa a expressão “It’s up to you” e diz que tal energia a mobiliza, a “bota para frente”. No entanto, existe o lado ruim, pois às vezes a cidade fica um pouco desumana. “Você aprende a não olhar para o lado e a ser só, em Nova York. Esse é um dos grandes aprendizados que eu tive aqui. Aprendi a andar com minhas próprias pernas. Eu tinha esse problema no começo, porque se você é brasileiro e, por exemplo, vai dar um ‘oi’ para a pessoa, você dá um beijo no rosto e eu sentia que eu estava ‘estuprando’ o americano (risos). A pessoa se assusta com esse gesto e você fala: ‘Querida, não estou dando em cima de você, sou apenas simpática, eu sou latino-americana’”.
Durante o programa, Estrela vai a um restaurante perto de sua casa, chamado “Casimir”, onde pede um brunch, explicando que esta refeição é a combinação de breakfast (café da manhã) com lunch (almoço). Ela mostra o cardápio, no qual uma das opções é eggs, um clássico
83 do brunch americano. “Pode ser ‘ovos mexidos’ ou pochet eggs, ovos que vêm tipo numa ‘bolinha’”, explica a brasileira. Apesar de gostar da comida e das homemade fries, um tipo de batata, ela sente falta de comer um pão com manteiga na chapa.
Um dos pontos turísticos apresentados nesse episódio é o MoMa, o Museu de Arte Moderna de Nova York. Por ser artista, Estrela é amante das artes e à medida que anda pelo museu, apresenta algumas obras. No MoMa é possível ver obras de grandes pintores modernos como Duchamp, Matisse, Picasso, Pollock, entre outros. O museu tem quatro andares de exposição permanente do acervo e ela começa de baixo para cima, cronologicamente.
Estrela conta que estuda no Lee Strasberg Theatre and Film Institute, um teatro onde grandes ícones estudaram com o Strasberg, como Marilyn Monroe, James Dean e Al Pacino, antes mesmo dele formar o instituto.
Na Rua St. Marks, a brasileira informa que há restaurantes bem bacanas e lojinhas underground. É uma das ruas principais do East Village. Estrela faz uma comparação dizendo que se a praça paulistana Benedito Calixto fosse uma rua, ela seria a St. Marks. Tem uma parte cult, com vários restaurantes clássicos, e o Yaffa Cafe é um deles. Outra atração muito comum na cidade são as peças da Broadway que ficam nessa região. No dia da gravação do episódio havia a peça da Família Adams, entre várias outras. Estrela ressalta que o teatro e os musicais são muito fortes na cidade.
O “miolo” de Nova York é conhecido como a “Broadway”, como a “Times Square”. Há vários prédios luminosos, tem a loja de M&M e tudo é grande. O programa foi gravado em outubro, quando ocorre a Parada de Halloween na Times Square. Na parada tem velhinho, criança, adulto, bêbado, tem gente se divertindo e de todo lugar: do Brooklin, do Queens, do Bronx... Estrela fala que é uma delícia, pois é uma “mistura de Ano Novo com Carnaval”, já que está todo mundo na rua.
A próxima participante desse episódio foi Julia, uma brasileira de 33 anos, que morava e trabalhava em Nova York havia três anos e meio como avaliadora olfativa, analisando perfumes numa empresa que produz fragrâncias para a indústria. A empresa onde ela atuava no Brasil lhe fez uma proposta para ir à Nova York e ela aceitou. No começo, Julia titubeou, porque teve saudade e ficou com medo de perder suas referências, mas, ao mesmo tempo, pensou: “Estou com 30 anos, a vida está começando, então eu vou”.
Na Praça Christopher Park, Julia mostra as esculturas que foram feitas depois de uma rebelião que teve no Stonewall Inn. Elas representam um pouco da liberdade e da emancipação, principalmente dos direitos dos gays no Village. Para a brasileira, esse lugar é bem lendário,
84 porque foi onde aconteceram as rebeliões. As esculturas representam a paz e são um símbolo para que as pessoas possam conviver bem, independente de orientação sexual.
Do outro lado da rua há um restaurante brasileiro, o “Casa”, um de seus restaurantes prediletos. “Toda vez que sinto saudade de casa, de comer arroz e feijão, eu venho aqui e tomo uma caipirinha também. Esse lugar é bem bacana!”, diz Julia.
A East 73rd Street é uma rua que ficou bem famosa por conta do seriado Sex and the City, pois era a casa onde a personagem Carrie, interpretada pela atriz Sarah Jessica Parker, morava. E ali perto, Julia aponta para a Magnolia Bakery, local eternizado pela série televisiva. O lugar tem filas imensas no final de semana e o que eles têm de mais famoso é o cupcake, além do red velvet, um bolo de framboesa com creme, que Julia diz ser muito gostoso.
O Soho ficou muito famoso nos anos 1970 por causa dos lofts grandes, dos ambientes artísticos e hoje em dia tem bastante loja, restaurante, e é gostoso vir passear e fazer compras, lembra a entrevistada. A personagem explica que as construções são bem mais industriais e foi no Soho onde surgiu o conceito de “loft industrial”. Os lofts eram onde artistas moravam e tinham seu próprio estúdio. Por isso, os pés-direitos são superaltos e eles são muito charmosos. Tem muita gente que ainda mora na parte de cima deles, enquanto a parte de baixo é utilizada como loja. O aluguel de um desses lofts pode custar US$ 7.000,00.
Enquanto caminha pelas ruas de Nova York, Julia destaca as diferenças entre a cultura brasileira e a norte-americana. Segundo Julia, há uma coisa chamada “espaço pessoal”, quer dizer, uma pessoa não pode avançar no espaço da outra. “No começo eu sofria muito porque eu me aproximava demais para falar com eles e você percebe que os americanos dão um passo para trás. Além disso, são duas culturas bem diferentes: o brasileiro tem jogo de cintura, a criatividade, a tolerância. Já o americano tem o processo, a organização, é um povo muito respeitoso, muito educado – não que o brasileiro não seja educado, é uma educação diferente. Eu acho que todo lugar no mundo que você vai, se você fala que é brasileiro, as pessoas sempre se lembram de alguma coisa prazerosa, como por exemplo, a ‘alegria brasileira’, o ‘futebol’ e, obviamente, ‘mulher bonita’ e ‘biquíni pequeno’, é claro. Eu sempre fui muito bem recebida ao falar que eu sou brasileira”.
Depois de Julia, o espectador conhece um pouco sobre Fabiano Proa, um corretor de imóveis e criador do site clicknovayork.com, um guia virtual sobre Nova York, escrito em português. O brasileiro estava na cidade havia 20 anos e contou que uma das vistas mais valorizadas de Nova York é a voltada para o Central Park. Na Sétima Avenida, ele convida a produção do programa e os espectadores a conhecer a propriedade de um de seus clientes, na
85 Rua 57. É um apartamento de 140 m² que custa em torno de US$ 6.000.000,00. O apartamento já pertenceu a Diana Ross e, segundo ele, foi comprado por um investidor brasileiro. “Todo mundo quer um pedaço de Nova York, mas não é todo mundo que pode ter. Acredito que por isso Nova York é realmente única!”, justifica Fabiano.
No episódio, Fabiano sobrevoa a cidade de helicóptero e mostra os principais pontos turísticos lá do alto: a estátua da Liberdade, o cartão postal mais famoso; mostra também o local onde havia as Torres Gêmeas; o estádio de baseball do Yankee e a ponte George Washington.
Voltando às ruas de Nova York, Fabiano apresenta a Quinta Avenida. Segundo ele, é a rua mais cara do mundo. Em frente ao Hotel Plaza, um patrimônio histórico, conta que esse é um marco de Nova York, pois todos os reis, presidentes, autoridades do mundo inteiro se instalam nesse prédio. Tem apartamentos que chegam a custar US$ 50.000.000,00. Para o brasileiro, “aqui é a concentração de todas as crenças, de todas as cores, de todas as religiões e não existe preconceito – pelo menos não tem, na minha ótica. Você está no centro do mundo, na capital do mundo. Todo mundo aqui está focado em trabalhar e fazer acontecer, seja estudando ou trabalhando. Ali vemos as lojas e prédios da Louis Vitton, Bulgari, Tiffany, Prada, Gucci, entre outras”.
Ao caminhar pela rua, Fabiano encontra um vendedor de cachorro-quente e pergunta se ele é brasileiro, por
estar vestindo uma camisa da seleção do Brasil. O rapaz responde que é egípcio e Fabiano aproveita a oportunidade e questiona o que o rapaz gosta no Brasil. O egípcio responde que gosta dos times de futebol. Fabiano aproveita a oportunidade e fala que em 2014 o Brasil sediará a Copa do Mundo. O vendedor abre um sorriso e complementa falando que irá a Brasil na Copa. Fabiano agradece e se despede. Esse é um momento interessante, pois a produtora do programa pergunta se só por que está vestindo a camisa do Brasil, quer dizer que é brasileiro, ou seja, na visão dela, Fabiano teve um pré-julgamento ao observar um vendedor de barraquinha de cachorro-quente com a camiseta da seleção. Ele justifica dizendo que a camiseta do Brasil é um souvenir muito valioso.
Além do cachorro-quente, tradição número 1 nova-iorquina, o brasileiro mostra uma barraquinha de pretzel, algo bastante comum na cidade também.
Outros pontos turísticos que Fabiano apresenta ao longo do programa é a St. Patrick’s Cathedral, ou a Catedral de São Patrício, que é a mais famosa da cidade. E depois mostra o Rockefeller Center que no final do ano, a área fica completamente lotada esperando a iluminação da árvore de Natal e a decoração já está pronta logo na primeira semana de
86 dezembro. Por último, Fabiano leva o espectador à frente do Radio City Music Hall, um dos palcos principais de Nova York. Vários artistas latinos se apresentam nesse local e um dos espetáculos mais esperados é o de Can can, que acontece na época do Natal.
Depois de Fabiano, é a vez de Paulo se apresentar. Paulo Maia, com então 24 anos, é cineasta, se formou no Brasil em rádio e televisão e sempre quis trabalhar com direção de TV e filmes. Ele estava em Nova York havia dois anos e decidiu morar nos EUA para estudar direção de cinema. Enquanto não conseguia um trabalho como cineasta, Paulo trabalhava como freelancer. Um dia ele trabalha em um set legal; nos outros dias faz “bico” de figuração em programa de TV ou algumas roubadas de ser plateia de programa. Nas palavras dele: “Eu acho assim: quando está rolando uma grana e você está no meio do que você gosta, você não vê passar”. Ou seja, o que seria motivo de vergonha no Brasil trabalhar como plateia de programas de auditório, nos Estados Unidos isso é permitido e bem aceito pelo personagem.
Paulo mora no Bronx e ressalta que nesse bairro o movimento de grafite e hip hop é muito forte. Para ele, a arte, a música e a arquitetura são traços marcantes da cultura local.
Em frente ao Yankee Stadium, Paulo explica que esse é o time favorito de baseball dos nova-iorquinos. Por outro lado, apesar da cultura urbana, o Bronx é um bairro menos favorecido e bem estigmatizado como um lugar perigoso. Segundo Paulo: “Na verdade, não é bem assim. Aqui é um lugar onde tem que tomar cuidado – como qualquer outro lugar do mundo – mas apesar disso, é um lugar bacana, muito cultural, onde tem um grande movimento musical de hip hop, funk... O movimento dos anos 80 começou com o Afrika Mambaataa; muitos talentos foram descobertos aqui... Artistas plásticos, o pessoal do cinema, enfim, o Bronx é um lugar legal”.
Quando Paulo chegou a Nova York ainda não sabia se era o seu lugar, mas pensou: “O que eu quero fazer e não conseguir realizar aqui, é porque não é para ser. Todo mundo que está aqui tem esse espírito. Todo mundo que vem para cá”. Paulo diz, em tom bem-humorado, que é até difícil encontrar um nova-iorquino andando em Manhattan, pois Nova York é tão ícone, que quem é da cidade, cansa disso, uma vez que o fluxo de pessoas não para e quando se acostuma com o local, há lugares que o cidadão já não vai mais. Por exemplo, a pessoa que mora em Nova York não passa mais na Times Square. “E, a propósito, a Times Square é o local favorito dos olheiros. Quando eles estão procurando gente com garra, gente talentosa que quer oportunidade, é o local mais adequado para se estar”, Paulo complementa.
87 Paulo mora em El Barrio ou Spanish Harlem, ao norte de Manhattan. Ele diz que lá é um planeta à parte, pois não é necessário falar em inglês e, para ele, isso dá um certo alívio, porque dá para se “desligar” um pouco do inglês. O brasileiro fala em espanhol e o pessoal já o conhece. O local é mais familiar, por ser latino. Em Nova York, é preciso escolher entre espaço ou localização. A pessoa escolhe se quer ter uma casa bonita, grande e espaçosa ou se prefere um lugar onde tem tudo perto. Paulo optou pelo espaço. Decidiu morar um pouco mais longe para ter o seu espaço.
Outra entrevistada foi Carolina Frederico, com então 30 anos, jornalista e blogueira, moradora de Nova York havia quatro anos. Ela foi para os EUA como jornalista, em campanha política, e estava muito triste com a sua profissão e área de atuação, por isso decidiu ir embora do Brasil. Escolheu Nova York por ser a cidade mais próxima em relação ao estilo de vida que tinha em São Paulo e também porque adora o clima urbano.
Para Carolina, o Central Park é uma grande confusão, porque é possível encontrar de tudo: a polícia, pessoas sendo multadas por tráfico, um cara tentando fazer música tocando numa panela, os personagens da Vila Sésamo, um grupo de break, enfim. Isso tudo acontecendo ao mesmo tempo. E tudo é uma gritaria, uma confusão. Há também pessoas vestidas como alguns ícones da cidade, como a Estátua da Liberdade e vários outros personagens loucos que as pessoas nem imaginam. Carolina ressalta um ponto interessante sobre o turismo local: há um passeio de carruagem, que ela diz ser um “pega-trouxa” e ri, pois o turista paga cerca de US$ 50,00 para dar uma volta no quarteirão.
Outro aspecto que a brasileira destaca sobre o Central Park é o fato de, embora ser um dos maiores parques do mundo, o que o torna único e peculiar, é que a maioria das coisas são “falsas”. Pode-se dizer que uma das poucas coisas naturais são as pedras, pois até mesmo as árvores e o lago foram projetados por arquitetos. Outra característica interessante é que o local foi arquitetado de tal modo para o barulho dos carros não interferir no parque. Ele foi acusticamente estudado para ser desse jeito.
Em relação aos pontos positivos da cidade, comparando ao Brasil, Carolina cita a questão das multas: “Uma coisa que acontece muito aqui e não acontece em outras cidades do mundo – pelo menos eu não sei e, com certeza não aconteceria no Brasil – são as multas, que a gente chama de fine. Por exemplo, se você está atravessando a rua e o sinal não está verde para você e um policial vê você fazendo isso, corre o risco de levar uma multa, que pode ser no valor de US$ 50,00. Ou se você está sentado no banco de um trem e, por algum motivo colocou o pé em cima de outro banco, você pode levar uma multa desse mesmo valor ou mais. As leis
88 existem. Algumas leis são ruins? São. Existem as boas? Sim. Mas só o fato de você poder brigar pelos seus direitos e isso não permanecer impune é uma das coisas que me faz permanecer em Nova York”.
Fernando, outro brasileiro em Nova York, com então 28 anos, estava na cidade havia oito anos e trabalhava como produtor de eventos. Ele contou que sempre leva os turistas que vêm visitar a cidade para fazer os passeios de barco. O water taxi (taxi aquático), é uma outra opção de transporte e para nas principais ruas de Nova York.
No programa, ele diz que o Metropolitan Museum é seu museu preferido, explicando que há vários tipos de exposição o ano todo. Então, sempre quando o visita, ele vê uma novidade, além das exposições permanentes, como por exemplo, a área egípcia, as obras do impressionismo, enfim, é um museu enorme. Em um dia não dá para ver tudo. Já no lado de fora do museu há stands com souvenires à venda, representando a cultura americana. São imagens legais e bem vintage.
Fernando conta as suas impressões sobre a cidade: “Quando eu cheguei aqui em Nova York, o que mais me marcou foi o impacto que a cidade te dá. Você olha e é tudo muito grandioso, os prédios são muito altos. Parece que vem a energia da cidade em você. E tem altas coisas acontecendo, seja na parte cultural, seja a noite, e nunca acaba. Ah, podem até me perguntar: ‘Mas você já está aqui há 8 anos, o encanto acabou?’. E eu respondo que não, porque sempre tem uma coisa legal acontecendo e novas pessoas que vêm visitar, então eu adoro essa cidade!”.
Em relação ao transporte, ele diz que o metrô é ótimo, pois leva as pessoas para todos os lugares da cidade, porém há um problema que acontece: às vezes muda-se a rota sem aviso prévio. Por exemplo, o passageiro está em Manhattan e de repente vai parar no Brooklin. O ponto negativo do metrô é a sujeira. Isso o incomoda, porque às vezes têm lugares que estão realmente muito sujos e há muitos ratos. “É possível ver os ratinhos passando nos trilhos”, conta Fernando, em tom divertido, e completa: “Tem mais ratos que pessoas em Nova York. Ao que parece, para cada pessoa há uns seis ratos”.
Sobre o Central Park, o brasileiro diz que, apesar de morar na cidade há oito anos, sempre que vai ao parque descobre uma coisa nova. Sempre tem artistas, como saxofonistas, ou outros vendendo obras de arte, ou fazendo caricatura, então por isso é bem interessante. Carolina destacou os aspectos negativos, enquanto Fernando os aspectos positivos do parque.
O último personagem a participar desse episódio é Sérgio, com então 41 anos, que vivia em Nova York havia 13 anos.
89 No programa, Sérgio está no St. George Terminal e vai pegar um dos mais movimentados ferry boats que existem na América. Não paga nada para entrar e chega a passar,