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Backward Design Model não é um conceito novo. Em 1948, Ralph Tyler articulou uma

abordagem semelhante denominada "Planejamento de Curriculum". Recentemente, educadores que defendem a educação baseadas em resultados, como William Spady, recomendou que o currículo seja "projetado para baixo" visando o alcance dos resultados desejados. No livro best-seller 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, Stephen Covey corrobora com a ideia quando afirma que as pessoas eficazes planejam com o fim em mente (MCTIGHE; WIGGINS, 2004).

Sendo assim, McTighe e Wiggins (2004) utilizam o termo Backward Design de duas maneiras, a saber:

 Em primeiro lugar, planejar com o "fim em mente", ou seja, identificando, inicialmente e prioritariamente, os resultados de aprendizagem desejados e definidos na Fase 1 - Identificar os resultados desejados, do modelo. Em seguida, pensa-se em como comprovar que os alunos alcançaram os resultados de aprendizagem desejados, definidos na Fase 1, ou seja, nessa fase coletam-se evidências de aprendizagem, e, é denominada Fase 2 – Determinar evidência aceitável. Por fim, na Fase 3 - Planejar experiências e instruções de aprendizagem, as atividades e os recursos de ensino e aprendizagem necessários para que os alunos a alcancem as metas e objetivos definidos na Fase 1 são planejados. Os autores ressaltam que quando o modelo Backward Desing é aplicado por docentees isoladamente ou por comitês distritais de currículo, contribui a evitar os vícios e percalços inerentes ao planejamento tradicional.

 O segundo uso do termo refere-se ao fato de que esta abordagem é para "trás" em relação à forma como alguns educadores planejam. Os autores ressaltam que durante anos, tem-se observado que o planejamento dos currículos muitas vezes se traduz em atividades de listagem (Fase 3), com apenas uma sensação geral de resultados pretendidos e pouca atenção para as evidências de avaliação presentes na Fase 2, desse modelo. E, salientam que Quadro 7 - Etapas do Processo PBL. Adaptado de Barrows (2001) (Continuação)

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muitos docentees têm comentado que esse modelo de planejamento faz sentido, contudo, requer uma mudança de hábitos de planejamento já estabelecidos e que lhes são confortáveis.

Conforme McTighe; Wiggins (2004) o Backward Design compreende 3 (três) fases ou estágios que são apresentados na Figura 2 e suas respectivas descrições são evidenciadas no Quadro 8.

Figura 2 - Backward Design Model

Quadro 8- Fases do Backward Desing Model. Adaptado de McTighe e Wiggins (2004)

Fase Descrição

1 - Identificar os resultados desejados

Compreender, conhecer e definir as metas a serem a alcançadas, em outras palavras: a) buscar conhecer o que os alunos sabem (conhecimento prévio); b) reconhecer o que os alunos são capazes de compreender e c) conhecer o que os alunos são capazes de fazer. Importa ressaltar que ao identificar os resultados esperados o docente deve considerar questões como:

 Quais ideias são importantes e de grande compreensão e estão implícitas nas metas estabelecidas pelas normas de conteúdo e pelos objetivos curriculares?

 Quais dessas ideias e entendimento que necessitam ser "duradouros" são desejados?

 Quais as melhores perguntas a serem feitas de modo a provocar os alunos?

 Quais são os conhecimentos e habilidades específicos são necessários para o desempenho eficaz, considerando as metas a serem alcançadas?

(Ao definir as metas sugere-se que o docente as defina considerando: o que os alunos sabem (conhecimento prévio) a respeito do que será estudado; o que são capazes de compreender e o que são capazes de fazer. (isso para sugestão)

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Fase Descrição

2 – Determinar evidência aceitável

Nesta fase, busca-se determinar as provas aceitáveis da aprendizagem, ou seja, as evidências de aprendizagem. O Backward Desing Model sugere que, ao longo do processo de ensino-aprendizagem, sejam recolhidas evidências na forma de provas de avaliação e documentos que validem que os resultados de aprendizagem esperados - definidos na Fase 1 - foram atingidos.

(O ponto crítico dessa fase são os indícios de que não há medida exata para que o possa garantir que:

 Os alunos realmente entenderam as grandes ideias identificadas

 Os alunos alcançaram os resultados desejados e cumpriram todas as normas de conteúdo

 O que pode ser aceito como prova de proficiência. (isso para sugestão) 3 – Planejar

experiências e instruções de aprendizagem

Nesta fase, planeja-se o ensino e suas respectivas experiências de aprendizagem (atividades de aprendizagem).

(Considerando que os resultados esperados foram identificados, bem como, as evidências que comprovem o seu entendimento foram definidas, recomenda-se que o docente planeje o ensino e suas respectivas experiências de aprendizagem. Para tanto, sugere-se que o docente considere:

 O que será ensinado e qual a melhor forma de fazê-lo, considerando as metas de desempenho exigidas e necessárias?

 Qual a sequência de atividade mais adequada e que melhor se adapta aos resultados desejados definidos na Fase 1?

 Sugere-se que ao longo do processo de ensino-aprendizagem o docente torne o aprendizado - do objetivo definido na Fase 1 - tão envolvente e eficaz, ao ponto das evidências de aprendizagem surgirem naturalmente. (isso para sugestão - no como).

De acordo com de McTighe; Wiggins (2004), o Backward Desing Model não exige uma sequência rígida. Seu processo não é linear, porém possui diversos pontos de entrada que conduzem a um produto organizado. Apesar de sua apresentação refletir a lógica de 3 (três fases), seu processo desenrola-se de maneira iterativa e imprevisível, com o resultado final em mente. O Quadro 9 apresenta um resumo da aplicação do processo do Backward Desing

Model.

Quadro 9 - Entendendo o Processo do Backward Desing Model. Adaptado de McTighe e Wiggins (2004)

Fase Processo Espera-se do Docente Espera-se do Aluno 1 - Identificar os resultados desejados. Se o resultado desejado é para os alunos.

 O defina o objetivo que seja essencial, de modo a concentrar as metas a serem alcançadas, estimulando a conversação, e orientando as ações.

 Compreenda bem as questões a serem abordadas para atingir o objetivo e considere pensá- las cuidadosamente. Que o docente desafie o aluno, de modo a despertar o seu interesse, a sua motivação, a sua curiosidade naquilo que será estudado.

 Que o aluno sinta-se desafiado, interessado, automotivado, curioso quanto ao resultado daquilo que será estudado; daquilo que ele foi desafiado.

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Fase Processo Espera-se do Docente Espera-se do Aluno

 O docente precisa pensar e considerar, se para alcançar o objetivo faz-se necessário o envolvimento de: a) Outros docentees? b) Administradores? c) Políticos? d) Pais? e) Alunos? 2 - Determinar evidência aceitável Então, o docente precisa de provas da capacidade dos alunos como evidência para se certificar que o resultado desejado foi alcançado.

Elabore atividades e tarefas que possam realmente evidenciar o resultado da aprendizagem. O docente precisa pensar e considerar:

 O que indicará que o objetivo foi alcançado?

 Definir indicadores para indicar a evolução do objetivo definido na Fase 1.

 Que o aluno sentido-se desafiado, interessado, automotivado, curioso quanto ao resultado daquilo que foi estudado e que foi desafiado gere evidências naturalmente perceptíveis. Espera-se que ele se torne autônomo, aproprie-se da responsabilidade quanto à sua aprendizagem e que essa aprendizagem extrapole as fronteiras do que foi solicitado pelo docente. 3 - Planejar experiências e instruções de aprendizagem Docente precisa de atividades de aprendizagem.

É preciso, pois que sejam incluídas nas tarefas e nas atividades questões semelhantes as que foram abordadas e ensinadas.

O docente precisa pensar e ponderar:

 Que medidas ajudarão os alunos a realizarem os objetivos de forma eficiente?

 Que ações de curto e longo prazo são necessárias para que os alunos alcancem os objetivos de forma eficiente?

 Quem deve estar envolvido nas tarefas e atividades de modo que auxilie os alunos a alcançarem os objetivos de forma eficiente?

 Quem deve ser informado das tarefas e atividades que os alunos realizarão?

 Quem é o responsável pelas tarefas e atividades que os alunos realizarão?

 Existem cuidados e precauções que precisam ser tomadas para que os

 Que o aluno sentido-se desafiado assuma o papel ativo e responsável pela sua aprendizagem, envolvendo-se

plenamente na tarefa ou atividade proposta. Quadro 9 - Entendendo o Processo do Backward Desing Model. Adaptado de McTighe e Wiggins

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Fase Processo Espera-se do Docente Espera-se do Aluno alunos desenvolvam as

tarefas e atividades propostas de forma segura? Em caso positivo, como devem ser tratadas e eliminadas?

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