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WICHTIGE LITERATUR Bosma H et al. Two alternative job stress models and risk of

Dans le document DETERMINANTEN VON GESUNDHEIT (Page 24-36)

Um dos mais fortes vetores da teologia do M12 diz respeito à Teologia da Prosperidade. Arraigados ao contexto capitalista da sociedade de consumo, a religiosidade contemporânea, em meio aos evangélicos brasileiros, carece de bases para atender às necessidades dos fiéis, sejam eles abastados ou não. Assim sendo, a Teologia da Prosperidade veio laurear a proposta de que Jesus seria a solução para a felicidade, a prosperidade e a saúde

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Alberto Antoniazzi et al. (1994), Alexandre Fonseca (1997), Ari Pedro Oro; André Cortén; Jean-Pierre Dozon (2003), Karina Bellotti (2011), Cecília Mariz (1997a,1997b), Ricardo Mariano (1996, 1999), Ronaldo Almeida (2006).

plena daqueles que a ele se entregam, impulsionando a acomodação à sociedade de consumo pela igreja evangélica brasileira. Para Ricardo Mariano (1999), a condescendência dos sacerdotes às necessidades dos leigos vem se constituindo em uma das principais razões do sucesso das igrejas evangélicas no Brasil e, assim, ele cita Max Weber para justificar seu argumento.

Quanto mais um sacerdócio pretende regulamentar, de acordo com a vontade divina, a prática da vida também dos leigos, e sobretudo, apoiar suas ações ao mundo de idéias tradicional dos leigos (...) Quanto mais a grande massa se torna então objeto da influência e apoio do poder dos sacerdotes, tanto mais o trabalho sistematizador destes tem de se concentrar nas formas mais tradicionais, isto é, nas formas mágicas das idéias e práticas religiosas. (WEBER apud MARIANO, 1999, p. 150).

Assim sendo, a Teologia da Prosperidade vem se tornando uma das principais compensações imediatistas que os pregadores brasileiros têm oferecido à massa de fiéis e virtuais adeptos. Por Teologia da Prosperidade pode ser considerado, basicamente, a doutrina originária no pentecostalismo norte-americano que tem como ênfase o direito de todo fiel, que professa o cristianismo, de exigir o cumprimento de todas as bênçãos prometidas por Deus na revelação bíblica.

No M12, a visão espiritual da prosperidade parte do princípio de que Jesus levou a pobreza de seu povo de forma a fazê-los ricos. Para isso, se baseiam no texto da Segunda Carta do apóstolo Paulo aos Coríntios, capítulo 8, versículo 9, conforme argumenta o apóstolo Renê Terra Nova: “Está escrito em II Coríntios 8:9 que conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos. Esse é o Senhor da Glória, o Senhor dos céus, o Rei dos reis que faz alianças.” (VOCÊ, 2009). De posse desse trecho bíblico, os líderes da “Visão Celular” vêm difundindo entre seus adeptos que, por Jesus haver sido feito pobre em lugar de seus servos, estes agora deveriam viver abastados, consolidando a noção de que riquezas e cristianismo não caminham para lados opostos. Para Renê Terra Nova, não se faz aliança com a pobreza ou com o mais fraco e, por isso, a aliança de Jesus é para com a riqueza e não para com a pobreza. Ele pergunta:

Quem não quer trocar pobreza por riqueza? Quem não quer trocar carro velho por um carro do ano, um carro mais novo? Todos querem. Essa é a nossa natureza. Ninguém quer fazer aliança com a pobreza.

Numa aliança, o mais forte toma a causa do mais fraco. E ninguém quer se aliançar com o mais pobre, a não ser Roma, com a mentira do voto de pobreza, mas, no entanto, com uma sede milionária. Como alguém pode pregar a pobreza e viver na opulência? Que reino é esse? Porém, Jesus é assim: Ele toma a nossa pobreza, para nos dar Sua riqueza. (VOCÊ, 2009).

Terra Nova (UM, 2009) também utiliza o texto bíblico de Levítico 23.15 para afirmar que o povo de Deus deve viver em plena prosperidade, dizendo que o discurso de prosperidade não é invenção humana e nem atual, mas é bíblico, pois para ele, a prosperidade agrada a Deus e, se assim não fosse, Deus não haveria feito o Éden frutífero e nem haveria feito promessas aos patriarcas e seus descendentes. Tomando por base o texto de Levítico e combinando com o de Gálatas, ele afirma que os cristãos tem direito à prosperidade, a mesma que fora prometida ao patriarca Abraão, conforme o trecho abaixo indica:

Jesus foi cravado na Cruz para tirar de nós toda maldição, inclusive a da miséria, pobreza e ruína, e nós resgataremos a nossa prosperidade de acordo com os princípios da Palavra, porque a Igreja tem direito à promessa da prosperidade que lhe foi legada na Cruz do Calvário. Gálatas 3:13-14 diz que temos direito à mesma prosperidade de Abraão: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito”. (UM, 2009, grifo no original).

Para se tornar participante dessa prosperidade divina, entretanto, é necessário que o fiel siga algumas instruções, pois essa prosperidade, ao que tudo indica, não é simplesmente uma graça divina, mas precisa ser alcançada por meio do fiel cumprimento de alguns princípios. Para Terra Nova, “todas as pessoas que entram em prosperidade nunca decrescem, sempre são acrescentadas.” Isto é, “as pessoas que entram em prosperidade cumprem o princípio de Mateus 6:33. ‘Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas as outras coisas vos serão acrescentadas’. A prosperidade financeira é um favor divino” (DISCURSO, 2012), mas somente “quando você cumpre os princípios, Deus Se agrada de você e o prospera.” (DISCURSO, 2012)

Segundo o apóstolo Sérgio Ricardo69, para colocar Deus a serviço da sua prosperidade, o fiel deve “tornar Deus participante das suas conquistas” (RICARDO, 2010) seguindo cinco passos: O primeiro enfatiza que o crente precisa querer ser próspero, pois “Deus deseja a nossa prosperidade e Deus criou a prosperidade para o homem”, citando o trecho bíblico de 3 João 2, que diz: “Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma”. O segundo passo a ser dado diz respeito a fazer um “desafio” no altar de Deus. Para justificar esse comando, o apóstolo Sérgio afirma que “Deus é Deus de desafios. Sempre que chamou e enviou seus servos na palavra, os enviou para algo impossível aos olhos humanos.” Em sua perspectiva, “Deus não se associa com derrotados, Deus se

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Sérgio Ricardo S. Cunha é apóstolo do Ministério Batista Éden (antes Igreja Batista Éden), em Belém/PA. Casado com a apóstola Rachel Soares. Fazem parte da Equipe M12, do casal de apóstolos Terra Nova, no Pará.

associa com vencedores” e, por causa disto, somente os vencedores aceitam desafios como o de colocar Deus à prova. Terceiro, o crente precisa apagar as suas pendências, pois “se houver brechas, o inimigo vai nos tragar”, pois “ninguém pode construir nada sobre um fundamento falido. As pendências do passado são uma habilitação negativa, o inimigo vai usa-la para nos acusar e roubar”. O quarto passo consiste em praticar o “princípio espiritual da semeadura”, com base no texto de Malaquias 3, versos 10 a 12. Para ele, “nossa prosperidade é fruto de uma semente. Não há prosperidade se o devorador estiver liberado contra nós. Deus participa das minhas conquistas quando estas conquistas são fruto de uma semente.” Portanto, os dízimos, as ofertas e as primícias, dentro da “Visão Celular”, são denominados “sementes” e, desse modo, são utilizados no sentido do “é dando que se recebe” ou “colhemos o que plantamos”. Por fim, o último passo consiste no “princípio espiritual de repartir”. Nesse princípio ele enfatiza que, por causa do dia de amanhã, é necessário compartilhar as conquistas, pois não se sabe se um dia a pessoa que hoje tem algo vai precisar receber também. O apóstolo cita, então, um trecho do livro de Neemias para justificar o fato de que “amanhã pode ser que você precise, e Deus levantará alguém para repartir. Repartir é um desejo de Deus, se você quer ter Deus participando das tuas conquistas, reparta.” (RICARDO, 2010). Portanto, colocar Deus a serviço do fiel através de uma fé que se transforme em prosperidade, de uma vida “santa”, de colocar Deus à prova através de desafios redunda na máxima do “princípio da reciprocidade”70

que Mauss (1974) explicita. Por isso mesmo que o discurso religioso presente nessas igrejas tem sua ênfase na conquista de riquezas, bens materiais e de consumo; no entanto, tudo isso com uma “aura sagrada”, afinal, a “prosperidade é resposta divina.” (O DISCURSO, 2012).

No entanto, não há uma homogeneidade de conceitos sobre os princípios que regem a prosperidade bíblica em meio à “Visão Celular”. Para apresentar alguns exemplos, o apóstolo Wilson Ayub71, infere que amar a Deus sobre todas as coisas, orar e amar Jerusalém, devolver o dízimo, estabelecer os objetivos e crer, e ter apenas uma família são os princípios que devem ser observados para se alcançar a prosperidade familiar.72 A apóstola Marli Coppola da Silva73, também integrante da “Visão Celular”, afirma que os princípios para a prosperidade

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Para Mauss as dádivas retornam, são recíprocas e necessariamente devolvidas ou retribuídas. (1974). 71

Wilson Ayub Júnior é apóstolo do Ministério Internacional da Restauração em Manaus/AM. Casado com a Apóstola Cláudia Ayub, lideram a Rede de Família do MIR. Também são mestres e líderes da Classe de Noivos do MIR e realizam periodicamente o Encontro de Casais. Supervisionam as igrejas na Visão Celular no Modelo dos 12 no Acre, Rondônia e na Bolívia. Fazem parte da 1ª Equipe de 12 do casal de apóstolos Terra Nova. 72

Disponível em: <http://www.montesiao.pro.br/estudos/familia/5colunas_prosperidade.html>. Acesso em 22 ago. 2011.

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Marli Coppola da Silva é apóstola juntamente com seu esposo Jairo da Silva na Igreja Cristã Jerusalém em Mauá – SP. Estão sob a cobertura dos apóstolos Fábio e Claudia Abuud.

são reconhecer que tudo pertence a Deus, buscar o Reino de Deus em primeiro lugar, ser trabalhador e conhecer a prática das finanças (dízimos, ofertas e primícias).74 Em comum, o único preceito que vigora em todos é o da prática de realizar contribuições financeiras para a igreja (dízimos, ofertas e primícias). E para o apóstolo Renê Terra Nova, este é o princípio que Deus estabeleceu para prosperar o seu povo. Em sua percepção, todo fiel que deseja ser próspero precisa seguir à risca as prescrições a respeito dos dízimos, das ofertas e das primícias. Ele afirma que “Deus criou o dízimo para estabelecer o princípio de prosperar. Criou a oferta para estabelecer o princípio da honra. E estabeleceu a primícia como princípio de santidade.” (NOVA, 2011a).

As primícias se referem a uma oferta dada pelos discípulos ao sacerdote. Segundo Terra Nova esse entendimento acerca das primícias deve nascer no campo espiritual, pois ninguém em “sã consciência” cumpriria um propósito deste se não fosse convencido por Deus.

Claro que nós não teremos esse entendimento na letra, mas no mundo espiritual, pois o que Deus pediu a Israel não tinha lógica: o povo sofrer tanto trabalhando, plantar de uma forma artesanal, dar muito suor e depois ter que entregar uma oferta de 3% de tudo que havia colhido ao seu Sacerdote! Parece absurdo o que Deus estava pedindo. Mas não tem como dizermos que amamos a Deus se desprezamos os homens que Deus selecionou para cuidarem dos Seus filhos na Terra. Então, a primícia tem a força do respeito e da honra na direção do líder. (NOVA, 2011b).

Adequando os princípios aos tempos modernos, o cabeça das igrejas do M12 ensina que se deve entregar mensalmente o equivalente ao trabalho de um dia ao sacerdote. Isso equivale a aproximadamente 3% dos rendimentos de um trabalhador. Segundo sua instrução (SER, 2010), “um dia de trabalho é do sacerdote e os 29 dias são seus”, porque “o sacerdote não deve passar nenhum tipo de dificuldade”, pois, pela Bíblia, este deve ter “suprimento para si e para os outros”. Com essa interpretação bíblica, o apóstolo Terra Nova ensina, ainda, que o fiel “deve primiciar no sacerdote”, porquanto, fazendo assim, o fiel “está trazendo sobre si um desatar de milagres, e, para o sacerdote, o suprimento que ele merece.” Deste modo, o sacerdote (pastor, bispo ou apóstolo) da Visão tem direito a 3% do salário de cada membro de sua congregação, além de seu sustento advindo da igreja por meio dos dízimos alçados. Portanto, Renê afirma que

entregar as primícias é um ato de fé e de coragem. Para quem ganha duzentos reais talvez seja até fácil. Mas, quem ganha mil reais talvez já comece a dizer: ‘será que isso é de Deus?’. Quem ganha cinco mil clama até

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o sangue de Jesus. Quem ganha 20 mil fala até em línguas e diz ‘Senhor, repreende esse negócio!’ (VOCÊ, 2009).

Como observado, para os sacerdotes, as primícias são ainda uma fonte particular de prosperidade, uma vez que eles são os beneficiários dos valores ofertados e tais ofertas os auxiliam a cumprir o papel de modelos de prosperidade para o seu rebanho.

O apóstolo Renê (NOVA, 2011a) assevera também que aqueles que não entregam as primícias são considerados culpados diante de Deus e sobre eles sobrevêm maldições. Para ele, os ofertantes não têm direito de administrar as primícias de sua renda, mas devem entrega-las ao sacerdote, não podendo ser direcionadas a outros líderes. Além disso, a entrega da primícia deve ser feita com alegria “para selar a colheita realizada” e também para “celebrar a colheita futura”, pois caso não seja feito assim, o fiel não tem direito ao retorno. Ademais,

a primícia limpa a vida e santifica tudo, é o que vemos no Novo Testamento, quando Jesus se encontra com um leproso e ele diz: Se o Senhor quiser, eu ficarei limpo. E Jesus disse: Quero, e ele ficou limpo E, em seguida, Jesus mandou que ele fosse e entregasse a oferta ao Sacerdote, pela sua cura, que era um ato primiciador. (NOVA, 2011b).

Assim, segundo essa interpretação do trecho bíblico, toda a renda ou toda a vida do “primiciador” são limpas e santificadas por meio desse “ato de fé”. Por fim, ele ensina que, além das etapas anteriores, o cumprimento desse princípio não poderia demorar, uma vez que, “se os frutos [...] estivessem amassados ou feridos não poderiam ser entregues, pois não seriam aceitos. Pois as primícias eram santas ao Senhor, e eram uma honra ao seu representante, o Sacerdote! Vejo o carinho de Deus com Seu ungido.”Ainda para ele (NOVA, 2011a), é “a primícia que traz a honra e libera o favor do Eterno. Deus nunca travou uma guerra com ninguém sobre nada a não ser mover-Se na terra por causa das primícias. Então, a primícia é o sinal que atrai a presença do Senhor para uma visita sobrenatural no nosso território”, ou seja, aquele que cumpre esse princípio recebe a honra, o favor e a visita sobrenatural de Deus.

Concluindo, por esse ensinamento do apóstolo Renê, as primícias não podem ser sonegadas, não podem ser entregues em atraso, não podem ser entregues a líderes diferentes, devem ser entregues com alegria para que dê retorno, tem o poder de limpar e santificar tudo, traz a honra e libera o favor de Deus e ainda tem o poder de atrair uma visita sobrenatural da divindade.

O segundo princípio sugerido por Terra Nova para que Deus pudesse prosperar seu povo é através da fiel entrega dos dízimos à igreja. Segundo seus doutrinamentos, “o dízimo

é intocável e inegociável. O dízimo não é nosso, é do Senhor.” Por isso, o fiel não está autorizado a fazer nada com a parte do seu rendimento que “não lhe pertence” a não ser, entrega-la a igreja. Se assim não o fizer, ou seja, se não houver a entrega fiel dos dízimos, o crente encontra-se debaixo de maldição, pois está roubando de Deus, conforme afirma o apóstolo: “quem atrasa o dízimo, precisa quebrar esse decreto de maldição. No Antigo Testamento, a Bíblia diz que quem não entrega o dízimo, vai pagar ao Senhor com 20% mais.” (VOCÊ, 2009). Assim sendo, o apóstolo Renê infere que Deus cobra os “juros” de quem lhe fica devendo, ou seja, cobra que seja acrescido ao valor devido a quinta parte, conforme o texto de Levítico 27.30-34. Deste modo, ele acredita que qualquer outro compromisso não anula o dízimo e o dinheiro referente ao dízimo não deve ser usado para honrar outros compromissos, pois ao fazer isso o fiel “fica inadimplente com Deus, e a inadimplência gera falência e escassez.” (VOCÊ. 2009).

Mas ao contrário disso, quando se entrega o dízimo no tempo correto, segundo o apóstolo, ocorre o desenvolvimento da fidelidade e, por causa disso, “todo dizimista tem regalias diante de Deus. A primeira delas é a porta aberta para a prosperidade. Só será fiel ofertante quem for fiel dizimista, e a porta da fidelidade se abrirá.” (VOCÊ, 2009) No entanto, aquele que se encontra “inadimplente” com Deus precisa “acertar as contas” para poder “desatar” a prosperidade em sua vida. Então, Renê ensina como fazer isto:

Se você passar muitos meses sem entregar o dízimo do Senhor, tendo que entregar com um quinto a mais, quando é que você vai prosperar? Nunca, porque você atou a fidelidade. E o que fazer com quem atrasou o dízimo? Só o sacerdote com autoridade sobre o povo pode quebrar a sentença daqueles que sonegaram e atrasaram o dízimo e não sabiam que há um decreto de maldição para quem não dizima. (VOCÊ, 2009).

Portanto, através dessa alocução, o apóstolo deixa claro que o sacerdote pode retirar de sobre os ombros do fiel a força da lei acerca do dízimo, pois ele seria o representante de Deus na terra.

Para que os fiéis não deixem de entregar o dízimo, há muitos ensinamentos sobre isso dentro do M12. Um dos estudos aborda que o Espírito Santo denuncia quem rouba a Deus, como foi no caso de Ananias e Safira, história relatada no livro de Atos dos Apóstolos, no capítulo 5. Assim como Satanás encheu o coração do casal com a mentira, ele faz o mesmo para que os crentes não sejam dizimistas fiéis, alega Terra Nova. Ao não ser dizimista, o fiel é chamado de ladrão e, conforme o apóstolo Renê, “lugar de ladrão é na cadeia. Mas, por pensar que cada um pode fazer o que quer com os princípios bíblicos e isso não é verdade, é que muita gente está em prisões. A infidelidade leva a prisões espirituais, emocionais e

físicas. Isso vale para todas as áreas.” (NOVA, 2011c). Isto é, se o crente não participa dos dízimos, ele se torna um encarcerado em vários sentidos, mas se ele o faz,

“Deus é fiel. Se você devolver o dízimo a Ele, ofertar, entregar suas primícias, virá a bênção sobre você, sua família, seu ministério, seus móveis, imóveis. As bênçãos que Deus manda vêm por janelas, porque se vierem por portas, não teremos condições de recebê-las, pois é uma enxurrada de bênçãos.” (VOCÊ, 2009).

O terceiro passo para ser próspero, segundo o apóstolo Renê (NOVA, 2008) diz respeito ao ato de ofertar. Além das primícias e do dízimo, que são tidos como obrigatórios, a oferta é uma decisão do fiel para com Deus. “Na oferta, damos o quanto queremos, ou não damos. A oferta é a oportunidade que Deus nos dá para termos a bênção de sermos desatados no mundo espiritual. Na oferta, cada um diz quanto vai entregar ao Senhor.” No entanto, ele também alerta que “Deus não precisa da nossa oferta. Você tem oferta para dar, porque Deus já lhe deu o suficiente para ofertar a Ele. Ele é o dono da nossa vida, o Senhor do nosso sustento, é Ele que nos dá a provisão para que possamos devolver a Ele.” Por isso, “a oferta é, portanto, uma decisão do nosso coração.” Sendo assim, ele incentiva os fiéis a ofertarem com generosidade, pois, se “quer ficar próspero? Seja ofertante com liberalidade. Oferte sempre o melhor que você puder, para desatar a unção da fé e da prosperidade. E em tudo verá o Deus de Abraão te abençoando e fazendo prosperar.” Resumindo, a oferta é algo voluntário, mas é Deus quem dá a provisão para a oportunidade de ofertar, quanto mais liberal o fiel for na oferta, mais unção de fé e prosperidade ele vai alcançar. Assim,

Se você tem a promessa, independente do lugar que esteja, você a alcançará, porque dentro de você está a promessa de Canaã que consiste em sermos prósperos em tudo. Por causa disso, o Senhor vai lhe respaldar, e do lugar de onde menos se tira prosperidade, o Senhor lhe fará próspero em todos os seus caminhos.[...]

Entregar as primícias, os dízimos e as ofertas não é fazer nada para Deus, e sim, para nós mesmos. O melhor lugar de se plantar é no terreno do Senhor, porque se plantarmos, com certeza, vamos colher cem por um e quem colhe

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