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Water Nucleophilic Attack (WNA) Mechanism

Os estudos fundamentados em análises eletromiográficas na construção civil vem tomando notoriedade no âmbito acadêmico, pois, como já citado anteriormente, os trabalhadores deste setor estão expostos à riscos ergonômicos e alterações musculares.

Habes e Grant (1997), realizaram uma avaliação eletromiográfica dos torques máximos e da atividade muscular dos membros superiores em tarefas simuladas de aparafusamento, desta maneira, analisaram atividade muscular do deltoide anterior, tríceps braquial, bíceps, extensor digital, flexor superficial dos dedos e flexor longo do polegar. Relações de EMG e torque em algumas situações aumentaram à medida que a altura foi aumentada e a distância de alcance e o diâmetro da alça foram reduzidos. Li (2003), analisou o uso de uma chave de fenda com um dispositivo especialmente projetado para fixar e torcer fios de metal foi introduzido. A EMG normalizada do músculo flexor superficial dos dedos e músculo flexor ulnar do braço direito foi significativamente reduzido ao usar as combinações de fixadores de driver acionados em comparação com o uso de um alicate e o número de posturas de punho inadequadas, incluindo extensão e desvio ulnar, também foi significativamente diminuído ao usar as combinações de driver-dispositivo elétrico.

Anton et al. (2005), avaliaram se o uso de blocos de concreto leve reduz as cargas fisiológicas em comparação com blocos de peso padrão e a EMG foi utilizada para analisar os músculos do braço e das costas. Os autores concluíram que para certos músculos, as amplitudes de EMG foram ligeiramente inferiores quando os pedreiros estavam assentando os blocos de concreto leves em comparação com os blocos de concreto padrão.

Anderson et al. (2007), exploraram a biomecânica da região lombar durante as tarefas de elevação, desta maneira, examinaram os efeitos da altura da carga e da velocidade de caminhada sobre a atividade muscular do tronco e a postura do tronco. Os níveis de atividade do músculo direito do reto abdominal, oblíquo externo, bíceps braquial, deltoide anterior e três níveis (T9, T12 e L3) dos eretores da espinha foram amostrados e por fim, os resultados mostraram um efeito significativo da velocidade

de caminhada e da altura de carga na postura do tronco e nos níveis de atividade muscular do tronco nos experimentos com barra e balde.

Davis et al. (2010), estudaram a eficácia do uso de sacos de metade do peso (21,4 kg) na redução da carga biomecânica, resposta fisiológica e esforços percebidos em pedreiros que realizavam a tarefa de alvenaria. O foco do estudo foi a coluna e a atividade muscular, cinemática do tronco, frequência cardíaca, pressão arterial e dados subjetivos de avaliação foram coletados. O estudo mostrou que o peso do saco, o tipo de levantamento, a altura do saco na origem e a assimetria no destino afetaram significativamente as cargas da coluna.

Trask et al. (2010), reuniram trabalhadores de cinco setores (construção, silvicultura, madeireira, armazenagem e transporte) com o intuito de explorar o uso da eletromiografia com compressão normalizada para estimar a carga média, máxima e cumulativa da lombalgia, em relação a NIOSH. O músculo estudado foi eretor da espinha em aproximadamente o nível de L4. Como resultado, em geral, todos os setores estavam em uma faixa que seria considerada de "alto risco" quando comparada às diretrizes do NIOSH, contudo os trabalhadores dos setores da construção e silvicultura apresentaram maiores relações, enquanto que os trabalhadores do transporte tiveram menores medidas.

Jia, Kim e Nussbaum (2011), abordaram um modelo baseado em eletromiografia tridimensional livre dinâmica desenvolvido para fornecer as estimativas de carga na parte inferior das costas e risco de lesões durante a construção em painel. Tais estimativas, foram modificações de um modelo anterior, relativamente mais grosseiro e por fim, concluíram que a capacidade preditiva do modelo foi avaliada em uma ampla gama de tarefas de elevação de painel simuladas. Anton, Mizner e Hess (2013) estudaram o efeito da utilização de equipes para o levantamento na cinemática do tronco e membros superiores (músculos trapézio superior, para-espinhal lombar e flexor do antebraço) e na atividade muscular entre pedreiros e concluíram que trabalhar em equipes de elevação pode ser uma intervenção benéfica para reduzir a flexão do tronco e a atividade para-espinhal lombar quando pedreiros trabalham em alturas entre os joelhos e a cintura.

Umer et al. (2017), comparou as diferenças na biomecânica lombar durante três típicas posturas de amarração do vergalhão e para isto utilizou análises de EMGs e cinemática do tronco (sensores de movimento). Os músculos estudados foram o eretor espinhal bilateral, torácica e coluna lombar, bem como nos músculos multífidos

bilaterais e como conclusão, nenhuma diferença significativa foi observada nas três posturas.

Brandt et al. (2018) realizaram um estudo controlado randomizado por conglomerado para investigar se uma intervenção de ergonomia participativa com medidas técnicas englobando a cinemática, EMGs, monitoração da frequência cardíaca e gravações em vídeo da carga de trabalho física poderiam reduzir o número de eventos com carga de trabalho física excessiva durante um dia de trabalho. Contudo, a utilização da ergonomia participativa não reduziu o número de eventos com carga de trabalho física excessiva durante o trabalho de construção, mas a intervenção levou a diminuição da fadiga geral nos músculos eretor da espinha e trapézio superiores.

Eilertsen, Merryweather e Roundy (2018), analisaram a redução de carga ao levantar o drywall (placa de gesso) usando um dispositivo de içamento de drywall não alimentado. A análise de EMGs foi realizada nos músculos eretores da espinha, latíssimo do dorso, reto abdominal e oblíquo externo para medir a ativação e dados de média, pico e esforço para os exercícios de levantamento foram extraídos e comparados com o levantamento não assistido. O dispositivo de auxílio de levantamento resultou em uma redução no sinal de EMG médio de 69% em média em ambos os grupos de elevação e muscular. O pico de EMG e o esforço foram reduzidos em 78% e 75%, respectivamente.