II. RESISTANCE A L’HORMONOTHERAPIE
4. VOIE PI3K/AKT/MTOR DANS LES CANCERS DU SEIN LUMINAUX
O programa de Português atualmente em vigor foi homologado em 2001 para o 10.º ano e em 2002 para os 11.º e 12.º anos. Neste programa, visa-se trabalhar o ensino e a aprendizagem da língua portuguesa “nas componentes
Compreensão Oral, Expressão Oral, Expressão Escrita, Leitura e Funcionamento da Língua, instituídas como competências nucleares desta
disciplina,” (Seixas et al., 2001 e 2002: 4) e, para que a aquisição de todas estas competências seja equilibrada, recomenda-se que seja dado o mesmo relevo a cada uma delas (cf. idem: 49).
No âmbito da leitura, como se pode ler nas páginas dedicadas à apresentação do programa, pretende-se promover o acesso a textos de várias tipologias, preferencialmente relacionados com a área de formação ou com o interesse dos alunos, bem como a textos dos domínios transacional e educativo, que contribuam para a formação da cidadania (cf. idem: 5). Considerando quer a lista de finalidades quer a de objetivos do programa verifica-se a preocupação de, numa linha de continuidade com o programa dos ciclos anteriores, insistir no desenvolvimento da competência leitora. Cruzando as duas listas, no que a esta competência diz respeito, ambiciona-se concretamente:
- formar leitores reflexivos e autónomos que leiam na Escola, fora da Escola e em todo o seu percurso de vida, conscientes do papel da língua no acesso à informação e do seu valor no domínio da expressão estético- literária;
- promover o conhecimento de obras/autores representativos da tradição literária, garantindo o acesso a um capital cultural comum;
- desenvolver o gosto pela leitura dos textos de literatura em língua portuguesa e da literatura universal, como forma de descobrir a relevância da linguagem literária na exploração das potencialidades da língua e de ampliar o conhecimento do mundo. (idem: 6-7).
No seguimento do que se reporta aos objetivos são salientadas, neste documento, algumas das situações que impossibilitam uma progressão da competência leitora. É um facto que a interação entre leitor e texto requer o domínio de uma rede “complexa de pressupostos (referenciais, semânticos, pragmáticos)” e que a sua inexistência baliza “a compreensão, a prospecção e a avaliação do texto por parte do leitor.” (idem: 22). Conscientes dessa realidade, os autores deste programa recomendam a adoção de técnicas capazes de destruir essas barreiras que interferem na compreensão e que cimentam amiudamente a desmotivação pela leitura.
Assim sendo, o desenvolvimento da competência de leitura terá de contemplar as modalidades, os tipos e as estratégias de leitura. No que respeita às primeiras, neste texto programático lê-se que compete à escola promover as seguintes modalidades de leitura:
leitura funcional – pesquisa de dados e informações para solucionar um problema específico;
leitura analítica e crítica – construção pormenorizada da significação do texto, visando a capacidade de análises críticas autónomas;
leitura recreativa – fruição estética e pessoal dos textos. (idem: 24).
No tocante ao desenvolvimento de vários tipos de leitura, estas vão “desde a leitura impressionista a formas mais elaboradas, analíticas e críticas” (idem: 23), destacando-se que nenhuma delas deve ser encarada como o modelo- padrão a adotar invariavelmente pelos discentes.
As estratégias de leitura apontadas preveem as três etapas que podem ocorrer no ato de ler: a pré-leitura, a leitura e a pós-leitura, sendo descritos, neste documento, os pressupostos inerentes a cada uma delas.
Este programa acautela ainda que cabe ao professor gerir as práticas e estratégias que mais se adequam para o desenvolvimento desta competência, podendo inclusive optar por métodos pessoais porque:
seja qual for a modalidade pedagógica ou estratégia/actividade escolhidas para abordar um texto, o que importa é fazer do aluno um leitor activo, capaz de seleccionar informação, formular hipóteses, construir sentidos, mobilizando referências culturais diversas, comparar/confrontar textos lidos, tornando-se progressivamente mais competente como leitor. (idem: 24).
Este excerto do texto programático exemplifica a intenção de se exortar os professores à reflexão sobre os modos de operacionalizar esse desenvolvimento, “permitindo-se”, na passagem à ação, a flexibilidade necessária para obter êxito.
Para que os objetivos sejam cumpridos, os obreiros deste programa afirmam ter selecionado, para o corpus de leitura, alguns textos de reconhecido mérito literário que se relacionam com as tipologias textuais e as práticas de desenvolvimento de competências, visando a integração das aprendizagens, e acrescentam que este contempla não só a leitura de textos escritos mas também de imagens, equacionando a relação entre o verbal e o visual (cf.
ibidem).
Evidentemente este programa, que gerou uma basta polémica em torno da suposta marginalização da literatura, apresenta lacunas. No novo programa, recentemente homologado, procura-se corresponder às novas exigências e remediar as falhas deste. Digo remediar, porque tudo na vida tem o seu tempo de duração. “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, logo qualquer programa, por mais completo e adequado que seja, terá, um dia, de ser substituído. Porém, pela análise exposta, parece-me justo considerar este documento como um contributo para a promoção do ato de ler pois nele se encontra (como seria de prever) uma preocupação efetiva com o desenvolvimento da competência leitora.
Pela análise que fiz dos dois programas atualmente em vigor (o do Ensino Básico e o do Ensino Secundário), não me parece correto responsabilizar os programas, ou por serem velhos ou por serem novos, pela incapacidade de se conseguir transformar, na escola, alunos em leitores. À semelhança do que pensa Isabel Margarida Duarte, também considero que “feitas bem as contas, não são tanto os programas que determinam o que se passa na sala de aula. São os manuais porque são o material preferencialmente usado pelo professor
de Língua Materna” (2006: 70) que, frequentemente não acompanham as novas orientações programáticas nem apresentam uma reciclagem nas suas propostas de abordagem dos textos que se mantêm em antigos e atuais programas (cf. idem).
Este reparo tão pertinente sustenta a minha convicção de que o importante na construção de um leitor não passa tanto pelo que ele tem de (ou é obrigado) a ler, para se dar cumprimento aos programas, mas pela forma como se dá a ler.