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Visualisation des résultats et définition des propriétés de sécurité 153

5.2 Implantation des mécanismes de contrôle d’accès obligatoire

5.3.2 Étude de logiciels malveillants

5.3.2.4 Visualisation des résultats et définition des propriétés de sécurité 153

O trabalho do porta-voz é estabelecer o lado da história. Este deve saber com quem é que está a falar. O jornalista faz as perguntas que ele acha que o público quer ver respondidas. Isto significa que através do jornalista o porta-voz fala para os diferentes stakeholders dando- lhe o que ele quer transmitir de modo a ser significativo para eles (Bernstein 2010:20-21).

Por sua vez, Oliveira (s.d.) entende que:

O papel do porta-voz numa situação de emergência é o de comunicar ao público as informações que este quer ou necessita saber para reduzir o seu desconhecimento da situação e a sua ansiedade caso esteja envolvido direta ou indiretamente na ocorrência (Oliveira, s.d.: 117).

Já Reynolds defende que o porta-voz permite ao público dar uma cara ao ato de responder, investigar e resolver uma crise e é decisivo para a credibilidade:

O modo como o porta-voz lida com o público e os interrogatórios dos media, a somar aquilo que ele ou ela dizem, ajuda a estabelecer credibilidade para uma organização. Uma organização deve escolher cuidadosamente quem o vai representar (2014: 154).

Segundo esta autora (2014: 154), a seleção do porta-voz deve ser feita com base em dois factores: “- a familiaridade do indivíduo com o assunto; - a sua capacidade de falar com clareza e confiança”. Neste domínio, Fearn-Banks (2007: 35) considera que devem ainda ser escolhidos porta-vozes alternativos caso o porta-voz principal não esteja disponível durante a crise. Devem ser valorizados os porta-vozes de apoio, uma vez que são pessoas que podem falar com autoridade sobre os temas mais técnicos.

Reynolds (2004: 31) afirma que o desempenho de um porta-voz pode mesmo influenciar a sobrevivência das populações:

Pode aquilo que dizes e como dizes ser a diferença entre a vida e a morte durante uma crise? Sim. A maioria dos estudos mostram que um porta-voz credível pode influenciar os comportamentos que podem salvar vidas (…). Para que um líder alcance tão nobres objectivos como salvar vidas, reduzir a ansiedade e o medo, e ajudar a comunidade a recuperar mais depressa, isso vai depender em grande parte não só das palavras proferidas mas também da forma como as palavras são proferidas (Reynolds 2004:31).

Os porta-vozes devem treinar as suas declarações e pontos de vista até se sentirem confortáveis com a informação, com as câmaras da televisão, e de modo a que só

41 ocasionalmente consultem as notas (Fearn-Banks 2007: 36). Para simular uma conferência de imprensa verdadeira, antes da crise, devem ser promovidas sessões práticas, nas quais os colaboradores fazem aos porta-vozes as perguntas mais difíceis, brutas (ver Anexo 1).

De acordo com Reynolds (2014:173) um bom porta-voz possui capacidades de comunicação específicas, verbais e não-verbais:

Mantêm o contacto visual e estão conscientes das expressões faciais. Uma careta na hora errada pode provocar uma imagem negativa. Evitam encostar-se no púlpito e mantêm uma boa postura, mesmo que estejam exaustos. Os porta-vozes devem ter vozes fortes, articular- se com clareza e ser capazes de falar em um tom de conversa descontraído, mesmo em situações stressantes. Expresse emoções, mas tenha cuidado com os extremos.

Além disso, os porta-vozes eficazes em situações de crise possuem traços de comunicação específicos:

Normalmente têm pouca apreensão para comunicar, não demonstram stress ou nem ficam excessivamente nervosos quando falam ao público. São capazes de tolerar e gerir elevados níveis de stress e incerteza, e geralmente têm baixa agressividade verbal e argumentatividade. Geralmente, os porta-vozes eficazes mantêm-se calmos mesmo em situações complexas e caóticas (Reynolds 2014:173).

A comunicação durante uma situação de crise e uma emergência de alguma complexidade requer consistência e precisão. As mensagens não se devem contradizer e devem fornecer informações apropriadas e claras. Pelo contrário, “transmitir informações imprecisas pode ser muito prejudicial e pode destruir a confiança do público (…). Tanto o público em geral como os públicos-alvo específicos são juízes críticos em formação” (Skuse 2014: 52).

Uma mensagem forte distingue-se pela existência de informação nova, pela clareza, mantém o foco nas pessoas, pela emoção, e pelo emprego de frases e palavras memoráveis que fiquem na mente das pessoas (International Federation of Red Cross and Red Crescent Societies 2009: 18). Durante uma catástrofe o sucesso da comunicação faz-se em cinco passos: “executar um plano de comunicação sólido, ser a fonte primária de informação, expressar empatia cedo, mostrar competência e experiência e permanecer honesto e aberto” (Reynolds 2004:9).

Este ponto de vista é partilhado por Seeger (2006:10), os porta-vozes devem demonstrar “níveis apropriados de compaixão, preocupação e empatia”, quer estejam a comunicar com o público, os media ou outros colaboradores. Estas características reforçam “a credibilidade da mensagem e a legitimidade do mensageiro quer antes e depois do evento”. O público tem uma

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reação muito mais positiva perante “um porta-voz que reconhece as suas preocupações e demonstra uma compaixão humana perante qualquer dano que possa ter ocorrido”.

Os porta-vozes devem reger-se pela honestidade, franqueza e abertura. A honestidade, no seu sentido mais fundamental significa não mentir. Por sua vez, a franqueza refere-se a comunicar toda a verdade como é conhecida, mesmo quando a verdade se pode refletir negativamente na agência ou na organização. Já a abertura em comunicação de crise diz respeito a um tipo de acessibilidade e imediatismo que vai além de uma resposta sincera (Seeger 2006: 239).

Segundo Brady et al. (2018: 9), as mensagens devem promover princípios de primeiros socorros psicológicos: segurança, calma, conexão, auto-eficácia e esperança.

No entanto, alguns porta-vozes da crise podem-se revelar relutantes, em expressar preocupação e empatia, nas suas declarações, por medo de aparentar ser pouco profissional. Nesse sentido, Seeger alerta que “esses esforços para manter o profissionalismo são, muitas vezes, entendidos pelo público como uma atitude fria e indiferente. A perceção resultante pode prejudicar a mensagem e credibilidade do mensageiro” (2006: 241).

Por sua vez, Reynolds (2004: 33) chama a atenção para um dos grandes erros que até os bons líderes, às vezes, cometem que se trata de confundir os media com o público:

Quando os media começam a fazer uma situação pior do que o que ela é com as suas perguntas, a tua reação pode ser reagir defensivamente ou indecentemente, ou com raiva. Numa crise, lembra-te que estás a falar para pessoas que estão feridas, confusas, ansiosas e possivelmente furiosas. Não deixes que o intermediário entre ti e o público estrague essa conexão.

Existem, portanto, vários princípios que contribuem para que o porta-voz desenvolva uma comunicação mais eficaz com reflexos positivos na imagem da organização, conforme se sistematiza no quadro n.º 9.

43 Quadro 9. Orientações sobre o que porta-voz deve fazer.

O QUE UM PORTA-VOZ DEVE FAZER?